Pilates no Tratamento da Mielomeningocele – Blog The Pilates Fisio Fitness

pilates Pilates no Tratamento da Mielomeningocele

O Pilates pode ser um forte aliado no tratamento de doenças como a Mielomeningocele que atinge parte Neurológica, Ortopédica e Urogenital. Principalmente a questão ortopédica, temos ótimos resultados. Mas vamos falar um pouco sobre a doença seus sintomas e o tratamento. Vamos lá!

A mielomeningocele é uma malformação congênita ocasionada pelo defeito de fechamento do tubo neural embrionário. A medula espinhal é deslocada dorsalmente em função da falta de estruturas de apoio posteriores. As principais complicações são relacionadas a distúrbios neurológicos, ortopédicos e renais.

Como distúrbios neurológicos, observa-se o comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor, a hidrocefalia, a malformação de Arnold Chiari, a bexiga e o intestino neurogênicos.

As manifestações ortopédicas ocorrem sob a forma de paralisia de MMII, pé torto congênito, luxação congênita de quadril, escoliose, deficiência motora e contraturas musculares generalizadas.

O acometimento renal decorrente da bexiga neurogênica é caracterizado por incontinência urinária, alterações na sexualidade, refluxo vesicoureteral e hidronefrose.

Atualmente, com os avanços dos tratamentos de saúde, a sobrevivência até a idade adulta é mais de 50%. Nessa direção, um dos focos da reabilitação desse público é a transição dos cuidados ao longo da adolescência para a idade adulta, com abordagem de questões que podem comprometer a qualidade de vida, e a autonomia.

Tendo em vista todos estes aspectos, nota-se quão necessário se faz uma abordagem fisioterapêutica precoce nestes pacientes. Onde O Pilates se enquadra buscando eliminar ou minimizar as alterações proporcionadas por esta patologia.

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As alterações de caráter ortopédico acometem as mais variadas porções do corpo, tais como coluna vertebral, quadris, joelhos e pés. São causadas pelo desequilíbrio entre a musculatura agonista e antagonista envolvidas. O nível da lesão, determina a condição de tônus e trofismo da musculatura envolvida e, conseqüentemente, promove as alterações observadas na sua musculatura antagonista. O tratamento destas enfermidades deve ser baseado em manipulações e reequilíbrio da musculatura envolvida no processo patológico.

Na prevenção do encurtamento, que posteriormente leva à formação de contraturas e deformidades. Podemos atuar com exercícios passivos; alongamento das cadeias musculares que apresentam o tônus normal ou aumentado, devido à sua tendência à retração. Tração manual de estruturas. Mobilizações intra-articulares. Estes princípios mantém o arranjo linear do colágeno, ativação da cinética do líquido sinovial e promoção de melhor aporte sanguíneo. Como consequência aumento da flexibilidade das estruturas musculares.

Para se evitar as contraturas e deformidades nestes pacientes não devem estar limitados apenas ao horário correspondente ao atendimento fisioterapêutico. Deve-se lançar mão do uso da imobilização controlada por meio de goteiras de gesso ou termoplásticas. O ortostatismo precoce auxilia tanto no ganho e manutenção do comprimento quanto a força e propriocepção muscular.

Quanto ao fortalecimento e aumento de tônus da musculatura débil, a fisioterapia pode atuar através da estimulação elétrica neuromuscular, a fim de restaurar a força através do recrutamento de unidades motoras, bem como promovendo um estímulo proprioceptivo a esta musculatura. A prevenção ou minimização de contraturas dos membros inferiores e, conseqüentemente, de padrões cinemáticos assimétricos, leva a uma melhora significativa no processo de deambulação desenvolvido por estes pacientes.

Podemos utilizar muitos exercícios e equipamentos de Pilates principalmente no alongamento e reequilíbrio muscular. Sabe-se que o Pilates promove o reequilíbrio muscular através de do trabalho de músculos profundos e superficiais. Podendo ser exercícios ativos assistidos com uso de molas, fitas e barras dos equipamentos, que pode facilitar o trabalho de reabilitação. De quebra pelo trabalho de propriocepção do assoalho pélvico podemos auxiliar na reabilitação urogenital principalmente na incontinência urinária.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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