Pilates na Condromalácia Patelar

Pilates na Condromalácia Patelar

O Pilates na Condromalácia patelar pode ser muito eficaz na melhora, principalmente pelo realinhamento e reequilíbrio dos músculos responsáveis pela estabilização da patela. Vamos saber um pouco mais sobre o mecanismo e etiologia da condromalácia patelar.

A condromalácia patelar é uma doenças das musculoesqueléticas mais frequentes no joelho. Seus sintomas consistem em dor difusa na face anterior do joelho,normalmente ao longo do aspecto medial da patela,podendo,também,serem diagnosticadas as dores retropatelar e na face lateral.

Esses sintomas são decorrentes de alterações estruturais ou biomecânicas da articulação, a qual se torna exacerbada por atividades como descer e subir escadas,sentar por um período prolongado, agachar ou ajoelhar, resultando no aumento das forças compressivas na articulação femoropatelar.

Desiquilíbrio Estático e Dinâmico

Nas alterações estáticas alguns autores destacam anormalidades como desvio da patela, mau alinhamento da patela nos côndilos femorais, patela alta ou baixa e angulo Q aumentado, anteversão femoral, pronação subtalar, rotação lateral da tíbia, encurtamento de retináculo lateral, trato iliotibial e isquiotibiais.

A patela é o ponto central onde convergem os elementos retinaculares, ligamentos, músculos, tendões e capsula sinovial. Por causa da incongruência e movimento da patela sobre o femur, o ponto de contato da patela muda com a flexão e extensão.

O tracionamento dinâmico da patela é afetado por uma série de forças que tendem a deslocá-la tanto medial como lateralmente. Essas forças entram em ação quando o sistema nervoso ativa dos músculos atuantes sobre a patela.

A principal estrutura responsável por ativar as forças exercidas na patela é o músculo quadríceps da coxa, que tem como função controlar a posição da patela em relação à tróclea, por meio das fibras oblíquas de suas porções medial e lateral, sendo os músculos vasto medial e vasto lateral.

O vasto medial oblíquo que faz parte do vasto medial é o principal estabilizador dinâmico da articulação femoropatelar, portanto uma atenção especial deve ser dada a esse estabilizador. Os músculos VMO e VL são propostas como possíveis causas de desequilíbrio.

O desequilíbrio dos estabilizadores dinâmicos está relacionado com as forças entre os músculos vasto medial oblíquo (VMO) e vasto lateral (VL), principais estabilizadores dinâmicos da patela, sendo esse desequilíbrio considerado o fator primordial para o surgimento dos sintomas, contribui para as forças de reação e compressão femoropatelar.

Cadeia Cinética Fechada ou Aberta?

Comumente considera-se que os exercícios em cadeia cinética fechada envolve exercícios com movimentos multiarticulares executados com a extremidade distal fixa, frequentemente com descarga de peso associada.

Esses exercícios geram a co-contração dos músculos agonistas e antagonistas, a fim de proporcionar maior estabilização articular, produzindo ainda menor carga de cisalhamento anterior da tíbia, aumentando a força de compressão tibiofemoral e diminuindo as forças compressivas femoropatelares perto da extensão.

A propriocepção também é um fator influente na escolha desses exercícios, pois se acredita que o feedback
seja mais eficiente graças às forças de compressão do corpo e o contato do pé com o chão, além de reproduzir movimentos funcionais comumente executados nas atividades de vida diárias.

O Pilates pode auxiliar onde?

como mencionado acima os exercícios em cadeia cinética fechada são os melhores, mas não quer dizer que exercícios em cadeia cinética aberta não possa ser executados, pelo contrario, mas deve-se observar a angulação de joelho na hora da execução.

portanto em cadeia cinética aberta pode executar exercícios de 0 a 15º e de 50 a 90º em indivíduos com DFP, sendo extremamente prejudicial realizar de 35 a 45º onde há maior contato de pressão da patela.

Segundo Fehr et al, devem ser evitados os últimos graus de extensão do joelho, já que nessa angulação há menor contato articular, porém, as forças compressivas são distribuídas sobre uma pequena área, aumentando o estresse femoropatelar.

Segundo Grossi et al., os últimos graus de extensão do joelho no exercício em cadeia cinética aberta proporcionam menor contato articular e, portanto, menor instabilidade.

Ocorre também maior estresse femoropatelar, já que o contato articular nessa angulação é menor e,  portanto,as forças compressivas, apesar de menores, são distribuídas numa menor área de contato,aumentando o estresse.

Vasto Medial Oblíquo (VMO)

O conceito de que o músculo VMO é mais ativo durante os últimos graus de extensão é amplamente aceito por Grossi, Pedro e Berzin e por Escamilla, Fleisig, Zheng, Barrentine, Wilk e Andrews. Como esse músculo é difícil de isolar, principalmente em cadeia cinética aberta.

Exercícios em cadeia cinética fechada nos primeiros 60 °de flexão do joelho são mais tolerados pelos indivíduos com DFP. Para Souza et al. na amplitude de 0 °a 50 °de flexão do joelho ocorrem as menores forças de cisalhamento anterior na articulação tibiofemoral.

Fehr et al. dizem que devem ser evitados ângulos acima de 45 °de flexão do joelho, pois, apesar de maior estabilidade articular com incremento da flexão, há também aumento das forças compressivas e maior estresse femorapatelares.

Para o fortalecimento seletivo do músculo VMO, o que se procura não é somente o arco de movimento em que apresente maior atividade, mas que também possa oferecer maior estabilidade, maior distribuição de forças compres-sivas e maior ativação em relação aos componentes laterais.

Na angulação de 90°, as forças compressivas são maximizadas e a força de cisalhamento é minimizada, facilitando não somente a atividade do músculo VMO, mas aumentando o contato patelar resultando em melhor congruência articular e nutrição sinovial.

Melhores Exercícios

Dentre os exercícios em CCF, o de agachamento é considerado seguro e efetivo graças ao efeito estabilizador da co-contração dos músculos quadríceps e isquiotibiais. Esse exercício deve ser realizado de 50 a 60º para não gerar pressão excessiva na articulação patelofemoral.

Sendo assim, para evitar disfunção femoropatelar, deve se evitar exercícios em CCF acima de 60º de flexão de joelho.

Agora ficou simples e fácil a aplicação do Pilates para esse público, né mesmo! Curta, compartilhe, ajude nos a ajudar outras pessoas.

 

Bibliografia

Cohen M,Abdalla RJ,Ferretti Filho M,Silva PRG.Síndrome femoropatelar.In:Cohen M,Abdalla RJ.Lesões no esporte:diagnóstico,prevenção e trata-mento.Rio de Janeiro:Revinter;2002.

Haupentbal A,dos Santos DP.Força e contato patelofemoral como fundamentos biomecânicos para reabilitação da síndrome patelofemoral.Fisioter Mov.2006;19(4):11-6.

Cabral CMN,Monteiro PV.Recuperação funcional de indivíduos com disfunção fêmoro-patelar por meio de exercícios em cadeia cinética fechada:revisão de literatura. Rev Bras Fisioter.2003;7(1):1-8.

Davies GJ,Heiderscheit BC,Clark M.Reabilitação em cadeia cinética aberta e fechada.In:Ellenbecker TS.Reabilitação dos ligamentos do joelho.São Paulo:Manole;2006.p.160-88.

de Sousa CO,Ferreira JJA,Medeiros ACLV,Pereira RC,Guedes DT,de Alencar JF.Atividade eletromiográfica no agachamento nas posições de 40 °,60 ° e 90 ° de flexão do joelho..Rev Bras Med Esporte.2007;13(5):310-6.

Fleming BC,Oksendahl H,Beynnon BD.Open-or closed-kinetic chain exercises after anterior cruciate ligament reconstruction?.Exerc Sport Sci Rev.2005;33(3):134-40.

Escamilla RF,Fleisig GS,Zheng N,Barrentine SW,Wilk KE,Andrews JR.Biomechanics of the knee during closed kinetic chain and open kinetic chain exer-cises.Med Sci Sports Exerc.1998;30(4):556-69.

Zwerver J,Bredeweg SW,Hof AL.Biomechanical analysis of the single-leg Grossi DB,Pedro VM,Berzin F.Análise funcional dos estabilizadores patelares.Acta Ortop Bras.2004;12(2):99-104.2.

O ’Sullivan SP,Popelas CA.Activation of vastus medialis obliquus among individuals with patellofemoral pain syndrome.J Strength Cond Res.2005;19(2):302-4.3.

Witvrouw E,Danneels L,Tiggelen DV,Willems TM,Cambier D.Open versus closed kinetic chain exercises in patellofemoral pain.A 5-year prospective rando-mized study.Am J Sports Med.2004;32(5):1122-30.Fisioter Mov. 2011 jan/mar;24(1):167-72

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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Pilates x Quadril x Entorse de Tornozelo

Pilates x Quadril x Entorse deTornozelo

O Pilates pode ser um grande aliado na entorse de tornozelo, principalmente no que diz respeito aos grupos musculares que cercam proximais, vejamos abaixo e ótima leitura a todos!

Você sabia que a maioria das entorses de tornozelo, além de trazer prejuízos para os ligamentos, tendões e músculos inversores e eversores, pode estar associado previamente ou adquiridas por alterações neuromusculares do quadril?

Inclusive no tratamento dessas entorses é necessário realizar um trabalho de realinhamento e fortalecimento dos músculos do quadril afim de evitar novas entorses e compensações.

Vamos saber um pouco mais abaixo!

Acredita-se que a lesão nas estruturas relacionadas ao sistema sensório-motor presentes no tornozelo seja uma das principais causas de recorrência das lesões em inversão.

Os efeitos da lesão no tornozelo não se restringe somente ao tornozelo em si. Alterações de controle postural e na ativação e força da musculatura do quadril, tem sidos observadas após entorses em inversão do tornozelo, sugerindo que as consequências no sistema local altera estruturas proximais no membro inferior.

A estabilidade e força do quadril são importantes para um melhor posicionamento do pé na fase de toque do calcanhar e para a mecânica adequada da marcha.

Alguns autores ressaltam o controle adequado do quadril como fator essencial para a manutenção do controle da articulação do tornozelo e da estabilidade do membro inferior no plano frontal.

Alterações nos momentos abdutores e adutores de quadril durante a fase de balanço da marcha podem alterar o posicionamento do pé no instante do toque do calcanhar no solo, tornando o tornozelo mais susceptível a uma lesão por inversão.

Vejamos alguns trabalhos publicados

Nicholas e colaboradores, 1987 avaliou-se a produção de torque dos músculos quadríceps, isquiotibiais, abdutores, adutores e flexores do quadril em dinamômetro isocinético e observou -se menor torque abdutor e adutor de quadril do lado acometido comparado ao lado contralateral.

Bechman, 1995, avaliou por EMG do glúteo médio bilateralmente durante a simulação de entorse em inversão em plataforma a 30°, o músculo glúteo médio de ambos os lados apresentaram menor tempo de latência comparado ao grupo controle e o glúteo médio contralateral ativou-se antes do ipsilateral durante a inversão.

Delahunt et al, 2006, Avaliaram por EMG o reto femoral durante a marcha a 4 km/h, em esteira grupo controle e grupo com entorse em inversão. observou-se que antes do contato do calcanhar com o solo há maior atividade do reto femoral comparado ao grupo controle.

Friel et al, 2006, avaliou força muscular isométrica dos abdutores e extensores do quadril em um grupo controle e um grupo com entorse crônica de tornozelo através de dinamômetro manual. Observou-se abdutores do quadril do grupo entorse crônico apresentou menor força muscular comparado ao grupo controle e contralateral a lesão, apresentando desiquilíbrio muscular nos sujeitos avaliados.

Van Deun et al, 2007 avaliaram por EMG dos músculos multífidos lombares, oblíquos interno, reto abdominal, glúteo médio, tensor de fáscia lata, vasto lateral, vasto medial, vasto medial oblíquo, tibial anterior, fibular longo e gastrocnêmio media na transição do apoio bipodal para unipodal. Todos os músculos apresentaram atraso na ativação, exceto vasto lateral e vasto e VMO durante a tarefa realizada.

Outros estudos ainda apresentaram deficit na flexão de joelho do lado ipsilateral a lesão, dentre outros achados.

Portanto vale salientar a importância de avaliar os grupos musculares de quadril e realizar um trabalho em conjunto na lesão de entorse de tornozelo, seja ele primeiro episódio mas principalmente entorses crônicos.

O Pilates pode ser uma importante arma na reabilitação pela sua dinâmica e vasta gama de exercícios, podendo trabalhar o Pilates no Cadillac ou reformer utilizando as molas e o paciente utilizando se de trocas de decúbito para trabalhar todos os grupos musculares envolvidos.

Na Step Chair o trabalho de footworks sentados ou em pé aproveitando se da posição para trabalhar propriocepção. Outros recursos que pode ser utilizados são o balancim, bosu, disco de propriocepção.

Se quiser saber mais sobre essa e outras patologias acesse nosso site e realize seu curso de Pilates Completo ou Pilates nas patologias Ortopédicas.

Bibliografia

Beckman SM,Buchanan TS.Ankle inversion injury and hypermobility:effect on hip and ankle muscle electromyography onset latency.Arch Phys Med Rehabil.1995;76:1138-1143.2.

Derscheid GL,Brown WC.Rehabilitation of the ankle. Clinical Sport Med. 1987.

Friel K,McLean N,Myers C,Caceres M.Ipsilateral hip abductor weakness after inversion ankle sprain. Journal Atl. 2006.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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Pilates na Instabilidade Lombar: Dor, Tensão e Desordens Funcionais

curso de pilates na lombalgiaPilates na Instabilidade Lombar: Dor, Tensão e Desordens Funcionais. Qual Papel do Pilates?

O Pilates na instabilidade lombar, nas desordens da coluna vertebral vendo muito empregado devido a sua eficácia na ativação da musculatura profunda.

A instabilidade lombar tem sido sugerida como causa, além da dor, de desordens funcionais e tensões, já que a força de deformação dos ligamentos e dos discos induzida por cargas passivas da coluna dessensibiliza os mecanoceptores teciduais, diminuindo ou eliminando a força estabilizadora muscular reflexa

Apesar de não haver um protocolo de exercícios pré definido para o treino da musculatura estabilizadora lombar, França et al. (2008) afirmam, em revisão da literatura, a eficácia dos treinos na dor lombar e, principalmente, na prevenção de sua recidiva, atuando no controle motor e devolvendo a função protetora dos músculos profundos.

Apesar disso, pouco se afirma sobre as consequências diretas entre estes treinos e a propriocepção, bem como sua capacidade de modificar um ao outro (FRANÇA et al., 2008).

Poucos estudos suportam a hipótese de que o exercício alvo é capaz de melhorar a propriocepção e ainda não se pode afirmar que o treino é capaz de alterar o número de receptores periféricos (PETERSEN et al., 2008), mas o input sensorial (propriocepção) processado pelo sistema nervoso central, pode ser modificado com o treino (PETERSEN et al., 2008).

Petersen et al. (2008) afirmam que os atuais achados sobre controle neuromuscular alterado não lidam com propriocepção diretamente.

Propriocepção deve ser medida em estudos desse tipo, para que se possa determinar se há relação direta entre ela e controle motor prejudicado, e não apenas entre o controle motor e a dor (PETERSEN et al., 2008).

Disfunções sensório-motoras associadas à dor lombar podem incluir alterações em uma ampla variedade de mecanismos de controle, e sua fisiopatologia e características em diferentes lesões da coluna vertebral exigem uma investigação mais aprofundada (LEINONE, 2004; GEORGY, 2011).

Propriocepção e treinamento de controle muscular podem ser os principais elementos-chave para a reabilitação de pacientes com dor lombar, mas ainda há pouca pesquisa tentando quantificar a propriocepção da coluna vertebral e detectar déficits em indivíduos sintomáticos (BRUMAGNE et al., 2000; FEIPEL et al., 2003; GEORGY, 2011).

Vamos pensar em quais exercícios seriam interessante?

E você que exercícios proporia para seu paciente com instabilidade e déficit de propriocepção? Postem abaixo e vamos discutir o assunto!

 

Bibliografia

 

França, F. J. R.; Burke, T. N.; Claret, D. N.; Marques, A. P. Estabilização

segmentar da coluna lombar nas lombalgias: uma revisão bibliográfica e um

programa de exercícios.Fisioterapia e Pesquisa, v.15, n.2, p.200-6, 2008.

 

 

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Pilates e Entorse de Tornozelo

Curso-de-pilatesPilates e Entorse de Tornozelo

O Pilates na entorse de tornozelo é um método que pode auxiliar na recuperação ou prevenção dessas lesões, devido ao seu poder de reequilíbrio muscular e suas estruturas.

Mas antes vamos saber um pouco sobre a entorse e mecanismo da lesão:

A entorse é um movimento violento, com estiramento ou ruptura de ligamentos de uma articulação. A entorse de tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas frequentemente encontradas na população ativa, que geralmente envolve lesão dos ligamentos laterais.

Ocorre com maior frequência nos atletas de futebol, basquete e vôlei, correspondendo a cerca de 10% a 15% de todas as lesões do esporte. No Reino Unido, ela acontece em uma a cada 10.000 pessoas da população geral, isto é, cerca de 5.000 lesões por dia.

A entorse do tornozelo pode evoluir com complicações, com vários graus de limitação funcional.

A estabilidade lateral do tornozelo é dada pelo mecanismo contensor dos ligamentos talo-fibular anterior, posterior e talocalcâneo, associada ao terço distal da fíbula.

O mecanismo de lesão habitual é a inversão do pé com flexão plantar do tornozelo, numa intensidade além do normal, que acontece geralmente ao pisar em terreno irregular ou degrau.

Este movimento anômalo proporciona uma lesão que se inicia no ligamento talo-fibular anterior e pode progredir para uma lesão do ligamento calcâneofibular, com o aumento da energia do trauma.

A lesão do ligamento talofibular posterior é rara, ocorrendo apenas na luxação franca do tornozelo.

Classificação da entorse de tornozelo

A classificação de entorse de tornozelo é baseada no exame clínico da área afetada e divide a lesão em três tipos: grau 1-estiramento ligamentar; grau 2-lesão ligamentar parcial e grau 3-lesão ligamentar total.

Testes Ortopédicos

SINAL DE GAVETA ANTERIOR E POSTERIOR do TORNOZELO;

Teste para avaliar a estabilidade da articulação tibiotalar, paciente em D.D., com a perna estendida, fisio com uma das mãos fixa a porção distal da tíbia e com a outra segura o calcâneo fazendo o deslocamento anterior e ou posterior na região tarsometatarseana, positivo se sentir dor ou folga acentuada.

ESTRESSE em INVERSÃO e EVERSÃO;

Teste de inversão para avaliar lesão do ligamento calcaneofibular (previne a inversão excessiva), paciente sentado da maca, fisio segura o calcanhar com uma das mãos e tenta inverter o calcâneo e o tálus, positivo se houver movimento excessivo do tálus.

Teste de eversão para avaliar lesão no ligamento deltóide, do mesmo modo da avaliação da inversão, positivo se houver movimento excessivo.

Exames Complementares

A necessidade de exames complementares para entorse de tornozelo baseia-se na suspeita de fraturas associadas. Das radiografias realizadas em doentes com lesão de tornozelo, 85% são normais.

Com intuito de evitar radiografias desnecessárias, foram criadas regras (regras de Ottawa para tornozelo) que indicam a realização de radiografias apenas quando houver dor em pontos ósseos específicos ou na impossibilidade do apoio de marcha (pelo menos quatro passos).

Esta regra mostrou sensibilidade de 99,7%, porém com especificidade variável (10% a 70%).

Tratamento

O objetivo do tratamento da lesão ligamentar do tornozelo é o retorno às atividades diárias (esporte/trabalho), com remissão da dor, inchaço e inexistência de instabilidade articular.

O tratamento inicial para todas as lesões consiste em repouso por três dias, aplicação local de gelo, elevação do membro afetado e proteção articular com imobilizador ou tala gessada. O uso de antiinflamatórios não-hormonais mostrou diminuição da dor e edema, com melhora precoce da função articular.

Nas lesões leves, o tratamento é sintomático, com manutenção da imobilização até a melhora dos sintomas, que dura entre uma e duas semanas. Já nas lesões completas, a proteção articular com imobilizadores semi-rígidos possibilitou retorno mais rápido às atividades físicas e laborativas quando comparada à imobilização gessada, porém a ocorrência de edema, dor e instabilidade em longo prazo foi semelhante nos dois grupos.

Outros tipos de imobilização funcional, como enfaixamento e imobilizadores elásticos, tiveram resultados inferiores aos imobilizadores rígidos e semi-rígidos.

O tratamento cirúrgico comparado ao tratamento conservador não mostrou superioridade no retorno precoce à atividade física, apenas parece evoluir com menor instabilidade residual. O tratamento deve ser feito de forma individualizada, avaliando-se cuidadosamente os riscos, que são maiores no tratamento cirúrgico.

Portanto, a preferência é dada ao tratamento conservador para as lesões agudas, com atenção a pacientes que possam permanecer sintomáticos, sendo o Pilates uma ótima técnica, onde trabalha se equilíbrio, fortalecimento e reequilíbrio muscular e principalmente propriocepção.
Dê preferência aos exercícios de Toes em reformer, Chair e associe faixas elásticas e discos de equilíbrio. Lembre-se de verificar movimentos de quadril. Mas esse é outro assunto!

 

 

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