Lesões no Tênis e Pilates

Lesões no Tênis e Pilates

IMG-20171024-WA0010As lesões no tênis vem aumentando, principalmente porque o tênis é o mais popular de todos os esportes praticados com raquete, podendo ser desfrutado por atletas ou jogadores recreativos de todas as idades e habilidades. Igualmente, a maioria dos esportes com raquete requer coordenação, agilidade, potência muscular e condicionamento físico (Linhares, 2007).

Gesto Esportivo

A repetição de determinados tipos de movimento com posições habituais, o período e a sobrecarga de treinamento provocam um processo de adaptação orgânica que resulta em efeitos deletérios para o corpo, com alto potencial de desequilíbrio muscular e de lesão (Júnior Neto et al., 2004).

As lesões no tênis ocorre como resultado de uma soma de fatores em uma determinada ocasião, sendo difícil estabelecer a linha divisória entre a causa e o efeito em virtude da multiplicidade de fatores interagindo em cada atleta, os quais incluem o tipo de esporte de que cada atleta participa, o nível competitivo, o equipamento utilizado, a experiência, as técnicas do treinador e as condições de jogo.

Essas variáveis interagem com as características físicas do atleta e os traços de personalidade, que, por sua vez, também determinam o desempenho do indivíduo (Moraes; Bassedone, 2007).

Incidência das lesões no tênis

As lesões que se manifestam no tênis são muito variadas em termos de localização, sendo sua predominância nas estruturas anatômicas. No entanto, a maioria é derivada de microtraumatismos repetitivos, de competição e de treino (Fu; Stone, 2001; Silva et al., 2005).

A maioria das lesões de (MMSS) é decorrente de uso excessivo (sobrecarga). Também outras causas são atribuídas a essas lesões, como técnica inadequada de treinamento, tipo de empunhadura na raquete, tensão utilizada nas cordas da raquete, desequilíbrio muscular e elevada força de preensão manual ao empunhar a raquete (Fehr; Silva, 2004).

Alguns autores relatam que as lesões mais comuns em tenistas adolescentes ocorrem no membro inferior e que as lesões do membro superior são as mais difíceis de tratar (Gregg; Torg, 1988).

Lesões em MMSS

É consenso que tais atletas são um grupo variável de indivíduos e, em razão de os tiros usados em esportes de raquete serem executados com os membros superiores, também são encontradas adaptações musculares no membro superior dominante (Bloomfield, 2000).

Reiterando essa afirmativa, as lesões nas extremidades dos membros superiores podem ser decorrentes da força de impacto e do mecanismo do golpe (Winge et al., 1989).

Do total de lesões, 67% foram relacionadas com o uso excessivo, das quais 45,7% ocorreram em membro superior (Winge et al., 1989). Ainda no estudo de Silva et al., ocorreram 122 casos de lesões citadas dentre os 160 atletas pesquisados, sendo que as regiões mais acometidas foram o pé e o tornozelo (48 casos), o cotovelo (41), o ombro (36) e o joelho (30) (Silva et al., 2005).

Um estudo feito pela Associação Americana de Tênis (Usta) revela dados de lesão apresentados no Condicionamento Completo para Tênis da Usta, indicando que a maior parte das lesões em jogadores juniores intensamente treinados ocorre na região da coluna, 24%, e no ombro (21%).

As lesões estavam igualmente bem distribuídas em poucas localizações anatômicas (pé, 19%; joelho, 15%; tornozelo, 12%; cotovelo, 12%). Nos jogadores profissionais, a Usta relata que o cotovelo foi a primeira área de queixa dos jogadores no campeonato de tênis aberto dos Estados Unidos, em 1995 (Garrett et al., 2003)

IMG-20171024-WA0011Índice de Lesões no Tênis por Atleta

No trabalho realizado no Rio Grande do Sul, na Universidade de Erechin, 2010, apresentou um alto índice de lesões,  1,57 lesão por atleta , o que corrobora outro estudo com 160 tenistas amadores do estado de São Paulo, nos quais se verificou um índice de 1,53 lesão por indivíduo pesquisado (Silva et al., 2005).

Esses dados podem estar relacionados com a frequência, a intensidade e a duração dos treinamentos, que são a maior causa da etiologia de lesões por sobrecarga nos desportos (Silva et al., 2005).

Sendo considerados maior índice de lesões nos atletas com mais de 1000 horas de jogo/treino, seja amador ou profissional.

A idade, o desgaste osteoligamentar e articular das pessoas acima de 40 anos também são fatores preditores a maiores índices de lesões no tênis e outros esportes.

Em outro estudo, Winge, Jorgensen e Lassen Nielsen pesquisaram a incidência de lesões em 104 tenistas competidores em um campeonato dinamarquês. Ao final do estudo, foram relatadas 2,3 lesões por jogador em 1.000 horas de participação.

Resumo de alguns trabalhos

Dentre os trabalhos analisados, as lesões no cotovelo e no joelho foram predominantes nos atletas entre 41 e 60 anos de idade, com 5 citações para o cotovelo e 2 para o joelho. Já para os tenistas com menos de 17 anos, houve predominância nas distensões dos músculos da coxa, com 4 atletas sendo acometidos.

É difícil estabelecer a linha divisória entre a causa e o efeito em virtude da multiplicidade de fatores interagindo em cada atleta, os quais incluem o tipo de esporte de que cada atleta participa, o nível competitivo, o equipamento utilizado, a experiência, as técnicas do treinador e as condições de jogo.

Essas variáveis interagem com as características físicas do atleta e os traços de personalidade, que, por sua vez, também determinam o desempenho do indivíduo (Moraes; Bassedone, 2007).

O conhecimento das possíveis lesões pertinentes aos atletas que praticam um esporte pode ser útil na medida em que contribui na sua prevenção, com base na prescrição do treinamento (Moraes; Bassedone, 2007).

Para que a diminuição do número de lesões seja possível, é importante conhecer, com exatidão, tanto sua etiopatologia como sua incidência (Chiappa et al., 2001). O fisioterapeuta, como profissional da saúde, tem o encargo de auxiliar os desportistas por meio da prevenção.

Pilates na prevenção das lesões no tênis

O Pilates por ser uma modalidade que não causa impacto, trabalha força, resistência, coordenação e principalmente reequilíbrio muscular, se faz necessário que o mesmo seja empregado tanto na reabilitação, mas principalmente no trabalho preventivo.

Na prevenção o mais importante é saber identificar quais são as principais lesões e os desiquilíbrios musculares de cada atleta individualmente, dessa forma tanto Fisioterapeuta quanto professor de Educação Física tem capacidade para empregar o mesmo, desde quê ambos tenham conhecimento do gesto esportivo e principalmente da técnica de Pilates.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates nas Lesões Musculares

pilates nas lesões muscularesPilates nas Lesões Musculares

Para falarmos sobre Pilates nas lesões musculares, ou seja, na prevenção e tratamento, faz-se necessário entender e conhecer o mecanismo da lesão, fisiopatologia e classificação da lesão. Vamos discorrer sobre o assunto e também deixaremos alguns links para leitura dentro do texto.

Os músculos com função tônica ou postural geralmente são uniarticulares, largos, planos, com velocidade de contração baixa e com capacidade de geração e manutenção de força contrátil grande. Geralmente estão localizados nos compartimentos mais profundos.

Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão. Geralmente estão localizados em compartimentos superficiais.

O comprimento da fibra é um determinante importante da quantidade de contração possível no músculo. Como as fibras musculares geralmente apresentam distribuição oblíqua dentro de um ventre muscular, elas geralmente são menores do que o comprimento total do músculo.

Mecanismos de lesão

As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento(3). Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte.

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.

Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.

Classificação das Lesões Musculares

Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos. 

Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar- -se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias.

Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura.

Reparo Tecidual Grau III

O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

Existe uma nova classificação sobre os graus de lesão muscular link

Fisiopatologia

A cicatrização do músculo esquelético segue uma ordem constante, sem alterações importantes conforme a causa (contusão, estiramento ou laceração).

Três fases foram identificadas neste processo: destruição, reparo e remodelação. As duas últimas fases (reparo e remodelação) se sobrepõem e estão intimamente relacionadas.

Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias.

Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural. 

Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

Tratamento de Pilates pós-fase aguda

1. Treinamento isométrico

(ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos (Molas e acessórios) e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.

2. Treinamento isotônico

(ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas. Aqui o treino com molas é essencial, tanto para fortalecimento quanto coordenação e proprioceptivo.

3. Demais terapias

A aplicação local de calor ou “terapia de contraste” (quente e frio) pode ser de valor, acompanhado de cuidadoso alongamento passivo e ativo do músculo afetado. Ressalta-se que qualquer atividade de reabilitação deve ser iniciada com o aquecimento adequado do músculo lesionado.

Para tal pode-se utilizar o ondas curtas para aquecimento mais profundo, técnicas de manipulação e liberação miofascial, realização de exercícios no Pilates, trabalhando fortalecimento, reequilíbrio muscular, alongamento.

Lembrando que aqui estamos dando alguns exemplos do que pode ser realizado. É sempre importante realizar todo protocolo de atendimento com uma avaliação prévia e adequar a terapia conforme evolução do paciente/aluno.

Se você possui alguma dúvida, gostaria de entender mais quais exercícios, como o Pilates pode ajudar nesse processo de reabilitação, desça com o cursor até abaixo e clique no link de nossos cursos. Teremos o maior prazer em atendê-los.

Bibliografia

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, Rev. Bras. Ortop. Vol 46 no.3 São Paulo, 2011.

Artigo Escrito por

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Pilates nas Lesões Musculares de IQT

Pilates nas Lesões Musculares de IQT

O Pilates nas lesões musculares de IQT – isquiotibiais pode ser uma ótima alternativa na prevenção ou na recuperação dessas lesões. Mas para traçar o melhor plano de tratamento ou prevenção é necessário conhecer a classificação da lesão, a fisiopatologia e tudo que a envolve.

As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são causadas por lesões de tecidos moles. 

Um estudo prospectivo feito por Elkstrand et al. demonstrou que elas correspondem a 37% das lesões musculares no futebol profissional e são responsáveis por 25% das ausências dos atletas nos jogos.

Outros estudos indicam que 1/3 das lesões dos isquiotibiais recidivam e que muitas dessas acontecem dentro das primeiras duas semanas após retorno ao esporte.

A elevada taxa de recorrência pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como, por exemplo, reabilitação ineficaz e critérios inadequados de retorno ao esporte.

Classificação

pilates nas lesões musculares de IsquitiobiaisLesão muscular é caracterizada por alterações no aspecto morfológico e histoquímico que proporcionam um déficit de funcionalidade no segmento acometido. Existem duas importantes formas de lesão muscular na prática esportiva, o estiramento e a contusão muscular.

Estiramento

O estiramento é a lesão muscular mais frequente nos esportes e é classificada em:

Grau I, no qual ocorre ruptura estrutural mínima e retorno rápido a função normal;

Grau II, quando há ruptura parcial com dor e alguma perda de função;

Grau III, quando há ruptura tecidual completa com retração muscular e incapacidade funcional. Ekstrand et al. demonstraram que os isquiotibiais são os músculos mais acometidos nesse tipo de lesão.

Contusão

A contusão muscular, que se trata de um trauma direto resultado de forças externas, comum em esportes de contato. É caracterizada com a presença de dor, edema, rigidez muscular e restrição da amplitude de movimento. Pode acometer qualquer músculo, mas o quadríceps e os gastrocnêmios são os mais atingidas.

Mecânica da Lesão

Dois mecanismos de lesão específicos são descritos para lesões dos isquiotibiais e parecem influenciar na localidade e severidade da lesão. Heiderscheit et al.  Apresentaram em seu estudo que os isquiotibiais, durante a fase de balanço terminal da corrida, absorvem energia elástica para contrair excentricamente e promovem a desaceleração do avanço do membro na preparação do contato inicial do calcâneo.

Nessa fase a musculatura se torna mais susceptível a lesões, o bíceps femoral é o músculo mais acometido, por estar mais ativo em relação aos músculos semitendíneo e semimembranoso.

Outro mecanismo descrito que comumente lesa a porção proximal do músculo semitendíneo, é um movimento combinado de alta potência e extrema amplitude de flexão do quadril com extensão de joelho, que biomecanicamente corresponde ao movimentos de chute, corrida com barreiras e artísticos de bailarinos.

Fatores de Risco

Os fatores de riscos propostos para as lesões dos isquiotibiais são classificados em modificáveis e não modificáveis, porém iremos falar apenas daquilo que podemos modificar.

Os fatores modificáveis são os desequilíbrios musculares, que incluem a relação de força do quadríceps e dos isquiotibiais do mesmo membro e a relação bilateral dos isquiotibiais.

Outro fator é a fadiga muscular, já que estudos demonstraram que a incidência de lesões dos isquiotibiais apresenta uma maior taxa nos últimos estágios de partidas e treinamentos competitivos, quando a musculatura está em um nível alto de fadiga.

O déficit de flexibilidade dos isquiotibiais também é considerado por alguns autores como um fator de risco

Tempo de Reparação 

Fase 1: destruição (três a sete dias) – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células infamatórias.

Fase 2: reparo (quatro a 21 dias) – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conéctico, assim como a neoformação vascular e o crescimento neural.

Fase 3: remodelação (14 dias a 14 semanas) – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização da capacidade funcional muscular.

Reabilitação

A reabilitação pode ser realizada por várias terapias, tais como: Crioterapia, Laser, Ultrassom, Pomadas não Esteróides, terapia manual, exercícios terapêuticos e Pilates.

Dentro do Pilates é possível reabilitar o atleta ou paciente lesionado pensando nos fatores modificáveis tais como flexibilidade mas principalmente no reequilíbrio muscular.

Fase Inicial

Um dos objetivos iniciais da reabilitação das lesões musculares é restaurar o controle neuromuscular normal e prevenir a formação da fibrose tecidual. Exercícios terapêuticos ou Pilates como o fortalecimento isométrico e movimentos ativos controlados de baixa intensidade livres de dor, são estratégias preconizadas por especialistas para atingir esses objetivos em uma fase inicial.

Fase Intermediária

Em uma fase intermediária permite-se o aumento da intensidade dos exercícios com treinamento neuromuscular em maiores amplitudes e o início do treinamento de resistência excêntrica.

Askling et al. demonstraram a importância do fortalecimento excêntrico nas lesões dos isquiotibiais, por meio da comparação entre um protocolo com exercícios convencionais e um protocolo de exercícios que se baseiam em exercícios excêntricos com alongamento dinâmico máximo.

O estudo concluiu que o protocolo de exercícios excêntricos foi mais eficaz, uma vez que proporcionou um retorno mais rápido ao esporte e uma menor taxa de recidiva.

Lembrando quê, o alongamento dinâmico é juntamente com o treino resistido que faz do método de Pilates nas lesões musculares uma técnica diferente das outras e portanto muito completa tanto na reabilitação quanto prevenção de lesões.

Bibliografia
Ramos G. A, Gonçalves G. A, Astur D. C, Pochini A. C, Ejnisman B, Cohen M. Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura. rev bras ortop. 2017;52(1):11–16

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, 2010.

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Lesão de LCA e Menisco no Esporte

joelho-pilates-meniscoLesão de LCA e Menisco no Esporte

A lesão de LCA e Menisco no esporte é bastante comum, muitas vezes essas lesões pode ser associadas ou isoladas.

Os meniscos desempenham um papel importante na homeostase do joelho, transmissão de carga, absorção de impacto, lubrificação, estabilidade articular e propriocepção. As lesões nos meniscos podem causar dor e incapacidade, bem como acelerar a progressão da osteoartrose do joelho.

A modalidade esportiva pode favorecer o tipo de lesão no joelho do atleta. Algumas modalidades apresentam maior prevalência de lesões do LCA, outras de lesões meniscais. Poucos estudos correlacionam lesão meniscoligamentar com o esporte praticado.

Lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) são comuns em atividades esportivas em que o joelho faz movimento de rotação, como no futebol, basquete e esqui, e totalizam mais de 250.000 casos por ano.

um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta lesões separadas e associadas em diversas modalidades esportivas no Brasil. O objetivo foi avaliar a prevalência de lesões do LCA e dos meniscos em uma população de atletas amadores e profissionais no Brasil, bem como relacionar tais lesões com o esporte praticado e as características dos atletas.

Número de Atletas Avaliados

Foram selecionados 240 pacientes com lesões meniscoligamentares do joelho desencadeadas por práticas esportivas, os quais foram avaliados e acompanhados individualmente. Dados dos pacientes e relacionados ao esporte praticado foram registrados na primeira avaliação clínica.

A modalidade esportiva envolvida no momento das lesões reflete o envolvimento do caráter cultural na predominância dos resultados. Observou-se que a média de idade do paciente com lesão meniscal é maior do que a do paciente com lesão ligamentar, em virtude de a primeira ser de caráter degenerativo e a segunda traumática.

futebol-menisco-joelhoEsporte mais Lesivo?

O esporte mais lesivo foi o futebol, em segundo lugar foi a corrida nas lesões ligamentares e meniscais isoladas e academia nas lesões associadas. O rendimento de todos os atletas diminuiu após as lesões, na escala de Tegner os grupos perderam uma média de 40-55% de seu rendimento esportivo.

Em um estudo de dez anos feito na Suíça, Majewski et al. encontraram resultados divergentes: o futebol predomina como principal modalidade (35%), porém a prática de esqui na neve surge como segunda modalidade (26%), o que é normal, visto que em tal país esse tipo de prática é muito comum.

Ao se relacionarem os resultados, nota-se que um importante fator de risco é o tempo de prática esportiva, o futebol dispara como principal causador de Lesão de LCA e menisco por ser, invariavelmente, o esporte mais popular nos países estudados.

Esportes de Impacto

A presença de esportes com impacto, trauma e movimentos rotacionais do joelho é característica inata para lesão de LCA e menisco.

A corrida foi a modalidade que mais apresentava tempo de prática para surgimento da lesão, o que era esperado, pois incita o surgimento de lesões de caráter degenerativo.

A prática de corrida amadora tem aumentado gradualmente nos últimos anos no Brasil e traz benefícios cardiovasculares para a população. Porém, a prática sem orientações de um profissional adequado e sem monitoramento pode aumentar as chances de lesões degenerativas no joelho.

Esses números devem aumentar, já que esse esporte tem se tornado cada vez mais frequente nas cidades brasileiras

O tempo de prática é um preditivo natural para lesões degenerativas por motivos óbvios, ainda mais se levarmos em conta o tipo de exercício praticado e suas variações de impacto e movimentos giratórios.

Porém a intensidade da prática é outro fator que deve ser levado em consideração tanto para as lesões agudas como as degenerativas.

A incidência de lesões no joelho por horas de prática é semelhante à encontrada na literatura para jogadores de futebol, tanto para homens como mulheres.

Em corredores, tanto a incidência de lesões como a intensidade dessas foram correlacionadas com o grau de treinamento, diretamente proporcional ao nível de prática.

O ciclismo apresentou aproximadamente metade do risco de lesão de LCA e Menisco a cada 1.000 horas de treino quando comparado com ao futebol e a academia e valores semelhantes aos corredores. Esses dados se mostram inéditos na literatura.

Retorno ao Esporte

O retorno para o mesmo nível de prática apresenta-se diminuído por vários motivos, que podem ser questionáveis. Primeiramente, é sabido que, principalmente em atletas profissionais, a volta ao esporte é orquestrada da maneira mais precoce possível. Estudos indicam que a força muscular do quadríceps e dos flexores encontra-se diminuída até mesmo um ano após a cirurgia.

Conclusão

A modalidade esportiva mais praticada foi o futebol e causou o maior número de lesões, independentemente do nível esportivo e tempo de prática.
As mulheres apresentaram maior risco de lesões de LCA e meniscos por 1.000 horas de treino/jogo. Corrida, voleibol e academia estão em ordem crescente de riscos de lesões meniscoligamentares. Quando avaliado o retorno ao esporte, o rendimento de todos os atletas foi prejudicado pela lesão.

O Pilates no esporte de alto rendimento ou esporte amador é um grande aliado no tratamento e principalmente no prevenção de lesões, principalmente pelo seu caráter único frente outras modalidades, promovendo reequilíbrio muscular, estabilização, alongamento e resistência muscular. Saiba mais sobre Pilates (LINK)

Bibliografia

1. Astur DC, Aleluia V, Veronese C, Astur N, Oliveira SG, Arliani GG, et al. A prospective double blinded randomized study of anterior cruciate ligament reconstruction with hamstrings tendon and spinal anesthesia with or without femoral nerve block. Knee. 2014;21(5):911–5.

2. Papalia R, Torre G, Vasta S, Zampogna B, Pedersen DR, Denaro V, et al. Bone bruises in anterior cruciate ligament injured knee and long-term outcomes. Are view of the evidence. Open Access J Sports Med. 2015;6:37–48.

3. Brito J, Soares J, Rebelo A. Prevention of Injuries of the anterior cruciate ligament in soccer players. Rev Bras Med Esporte. 2009;15(1):62–9.

4. Astur DC, Batista RF, Gustavo A, Cohen M. Trends in treatment of anterior cruciate ligament injuries of the knee in the public and private health care systems of Brazil. Sao Paulo Med J. 2013;131(4):257–63.

5. Ferretti A, Papandrea P, Conteduca F, Mariani PP. Knee ligament injuries in volleyball players. Am J Sports Med. 1992;20(2):203–7.

 

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Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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