Pilates na Fascite Plantar

pilates na fascite plantarPilates na Fascite Plantar

Muitos exercícios e tratamentos são propostos para essa patologia e o Pilates na Fascite Plantar pode ser outro aliado, tanto na reabilitação quanto na prevenção dessa lesão.

A fascite plantar  ocorre quando o tecido fibroso (fáscia plantar) ao longo do pé está inflamado, devido a um estresse excessivo dessa região. A fáscia plantar é um tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé.

É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé. A inflamação é causada pelo estiramento excessivo da fáscia plantar.

Geralmente, há dores no pé logo pela manhã, ao dar os primeiros passos. A dor piora pela manhã ao iniciar a marcha e melhora depois. Também pode ocorrer inchaço no local. Muitas são as causas da fascite plantar e é importante ficar atento a elas.

Causas da Fascite Plantar

Frequentemente é causada pela lesão de um esforço repetitivo da fáscia plantar a um mau amortecimento de impacto, sobrecarregando a estrutura. Sabe se que, ela pode ser causada por defeito estrutural, mau alinhamento biomecânico, fraquezas musculares, falta de alongamento e flexibilidade ou o conjunto de todas elas.

Tratamento e Prevenção

O tratamento é baseado em fisioterapia, anti-inflamatórios e mudanças no estilo de vida.

Dentro da Fisioterapia podemos citar vários equipamentos e e técnicas, tais como: Uso do ultrassom para alívio de dor, regeneração e para uso da iontoforese (penetração e absorção acelerada de medicamentos através das ondas de ultrassom), Uso de Laser para regeneração tecidual, técnicas de liberação miofacial, tapping, crochetagem, alongamento, dentre outras.

Para realização de um tratamento em casa podemos utilizar do gelo como analgesia, exercícios de alongamento e fortalecimento de toda musculatura envolvida.

Alongamento Muscular

fascite-plantarAlongamento e relaxamento da fáscia plantar

Sentado, o paciente irá cruzar a perna do pé afetado apoiando na outra perna. Com os dois dedos polegares no centro do pé, irá fazer uma pressão deslizar os dedos em sentidos contrários (um vai em direção ao calcanhar e outro em direção à ponta do pé). Este exercício deve ser realizado diariamente 3 vezes por dia com duração de 30 segundos cada. Lembre-se de manter a postura alinhada.

Fasceite plantarAlongamento e relaxamento (variação)

O paciente pode ficar sentado e deverá colocar a latinha, garrafa ou até uma bolinha de tenis embaixo do pé, na região do meio, e deverá rolar para frente e para trás, massageando a sola do pé.

pode realizar esse exercício diariamente sem restrição de tempo, frequência.

fasciteAlongamento de Panturrilha (Flexores Plantares)

Pode ser realizado com as mãos apoiadas na parede. É colocada a perna boa a frente da perna com o pé acometido e deve-se dobrar o joelho da frente juntamente com o tronco de maneira que a perna de trás fique esticada, assim alongando toda região posterior da perna. Este exercício também deve ser realizado diariamente, 3 vezes por dia, cerca de 30 segundos cada.

pilates na fascite plantarAlongamento de Panturrilha (Sóleo)

Igualmente ao exercício anterior, porém, a perna a ser alongada deve-se manter uma pequena flexão de joelho, alongando apenas o músculo sóleo.

pilates fascite plantarAlongamento de Panturrilha (variação)

sentado ou deitado, coloque uma toalha envolto ao pé que se deseja alongar e puxe a toalha e relaxe as musculaturas posteriores da panturrilha, sustente de 20 a 30 segundos. Podendo realizar 3 x ao dia, cerca de 10 repetições seguidas cada vez.

Fortalecimento Muscular

Fascite-plantarFortalecimento da Musculatura Profunda do Pé

Para fortalecer a musculatura do pé, neste exercício o paciente irá precisar de apenas uma toalha. Na posição sentada, com o pé apoiado em cima da toalha, o paciente irá realizar movimento com os dedos dos pés de maneira que consiga puxar toda a parte da toalha que está a frente do seu pé. Lembre-se de manter o calcanhar sempre apoiado. Este exercício pode ser realizado diariamente, cerca de 10 a 15 vezes por dia.

fascite plantar

 

Outro exercício para fortalecer os músculos profundos dos pés pode ser realizado com bolinhas de gude. O paciente (sentado) irá pegar as bolinhas com os dedos dos pés, e colocá-las em um pote ao lado, sem deixar as bolinhas cair. O exercício pode ser realizado diariamente (10-20 bolinhas por dia).

 Tendon-stretchPilates na Fascite Plantar

Os exercícios devem ser realizados respeitando o limite e limiar doloroso de cada paciente/atleta. Deve-se realizar exercícios de fortalecimento e alongamento. Uma boa dica são as Séries de Footwork: V Position, Heels, Arches, Running e outros exercícios como, Tendon Strech, Monkey, Stomach Massage, Bridge, Going Up, dentre outros exercícios.

Lembrando que, isso não isenta o paciente, atleta de procurar um profissional Fisioterapeuta para traçar o melhor tratamento para o indivíduo, lembrando que cada caso pode reagir de formas diferentes frente ao exercício, a terapia aplicada.

Espero ter ajudado e nos vemos no próximo artigo…

Bibliografia

GreinerTM. The jargon of pedal movements. Foot Ankle Int.2007 Jan;28(1):109-25.

ANDROSONI, R.; NETTO, A. A.; MACEDO, R. R.; FASOLIN, R. P.; BONI, G.; MOREIRA, R. F. G. Tratamento da Fasciíte Plantar Crônica pela Terapia de Ondas de Choque: Avaliação Morfológica Ultrassonográfica e Funcional. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 48, n. 6, 2013.

PONTIN, J. C. B.; COSTA, T. R.; CHAMLIAN, T. R. Tratamento Fisioterapêutico da Fasciíte Plantar. Acta Fisiátrica, v. 21, n. 3, 2014.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Prevenção da Epicondilite Lateral

epicondilite-lateralPrevenção da Epicondilite Lateral

A Epicondilite Lateral geralmente acomete pessoas entre 30 e 60 anos e é definida como uma afecção degenerativa que ocorre inicialmente por microlesões na origem da musculatura extensora do antebraço.

Sua apresentação clínica caracteriza-se por dor sobre o epicôndilo lateral, com irradiação para a musculatura extensora e diminuição da força de preensão, afetando as atividades cotidianas. Seu mecanismo de lesão se dá por esforços repetitivos, geralmente laborais ou esportivos.

Existe muita controvérsia na literatura sobre qual o melhor tratamento, qual é o mais efetivo. Sabe-se que o importante é a combinação das terapias.

Após todo controle do processo inflamatório o mais importante é sem sombra de dúvidas o FORTALECIMENTO MUSCULAR E ALONGAMENTO.

Alguns estudos comparativos nos mostram inclusive que a fisioterapia convencional através de fortalecimento muscular se torna mais eficaz que a terapia medicamentosa como podemos ver abaixo.

Fortalecimento Muscular

Newcomer et al. realizaram um estudo comparando um grupo que realizou fisioterapia convencional e o outro que realizou fisioterapia convencional acrescido de injeções de corticoide. Os resultados indicaram que a fisioterapia convencional foi responsável pela melhora da maior parte dos pacientes tanto a curto como a longo prazo. Seu protocolo consistiu de fortalecimento progressivo com exercícios excêntricos e concêntricos e aplicação de gelo no epicôndilo lateral.

Prevenção da Epicondilite Lateral

A palavra de ordem é a prevenção de lesões por vários motivos óbvios. Reduz custo de medicamentos e visitas médicas, reduz afastamento e absenteísmo por parte de atletas e funcionários, já que, a epicondilite lateral gera um grande número de afastamento do esporte e também das atividades diárias.

Portanto deixaremos aqui um vídeo com 8 exercícios que servem tanto para a reabilitação quanto a prevenção da epicondilite lateral.

 

Espero que tenham gostado. Saiba mais sobre o assunto nesse link

 

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Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

epicondilite-lateralO cotovelo de Tenista, conhecido como Tennis Elbow, é uma tendinite do epicôndilo lateral. Apesar de ser de fácil diagnóstico, ainda existe controvérsia e muita dificuldade no tratamento dessa lesão. Por isso vamos discutir as melhores formas de tratamento e como podemos contribuir com o Pilates na reabilitação do Tennis Elbow.

Para isso utilizamos alguns artigos cientificos de maior evidência e uma revisão sistemática sobre o assunto.

A epicondilite lateral geralmente acomete pessoas entre 30 e 60 anos e é definida como uma afecção degenerativa que ocorre inicialmente por microlesões na origem da musculatura extensora do antebraço.

Característica da Lesão

Sua apresentação clínica caracteriza-se por dor sobre o epicôndilo lateral, com irradiação para a musculatura extensora e diminuição da força de preensão, afetando as atividades cotidianas. Seu mecanismo de lesão se dá por esforços repetitivos, geralmente laborais ou esportivos.

Fortalecimento Muscular

Newcomer et al. realizaram um estudo comparando um grupo que realizou fisioterapia convencional e o outro que realizou fisioterapia convencional acrescido de injeções de corticoide. Os resultados indicaram que a fisioterapia convencional foi responsável pela melhora da maior parte dos pacientes tanto a curto como a longo prazo. Seu protocolo consistiu de fortalecimento progressivo com exercícios excêntricos e concêntricos e aplicação de gelo no epicôndilo lateral.

Terapia por Ultrassom

Pienimaki et al., também encontraram resultados desfavoráveis ao uso do ultrassom pulsátil no tratamento a curto prazo em pacientes com epicondilite lateral crônica quando comparados com exercícios.

Esses achados foram corroborados por Oken et al., que encontraram resultados negativos do ultrassom em relação ao laser e ao brace.

Terapia por Laser

Os cinco estudos selecionados apresentaram resultados conflitantes. Basford et al. (31) obtiveram resultados que não justificaram o uso do laser de baixa intensidade no tratamento da epicondilite lateral, já que não houve diferenças significativas em relação ao grupo placebo.

Oken et al. encontraram resultados favoráveis para o uso do laser na força de preensão comparado ao uso do brace, porém, para a variável dor, o laser não foi eficaz.

Ogueta, em um estudo realizado em 2000, obteve resultados favoráveis com o uso da terapia por laser de baixa intensidade no tratamento da epicondilite lateral a curto prazo. Após o fim do tratamento, o grupo experimental apresentou diminuição de dor em 45% dos pacientes, comparado com 17% do placebo.

Stergioulas, com um protocolo parecido com o estudo de Gueta, que demonstraram mais eficácia do laser em comparação com o placebo para as variáveis dor, força de preensão e função. Esses estudos demonstraram que a terapia por laser pode ser utilizada no tratamento da epicondilite lateral.

Terapia por Ondas de Choque

Speed et al., ensaio clínico randomizado, controlado e duplo-cego, 75 pacientes com epicondilite lateral crônica foram randomizados em grupos: grupo experimental e grupo controle. Ondas de choque x placebo Ambos os grupos apresentaram melhora significativa em relação à dor. Em relação à dor noturna, 30% do grupo tratado e 43% do placebo obtiveram melhora significativa.

Haake et al., ensaio clínico randomizado, controlado, prospectivo e simples-cego 272 pacientes com epicondilite lateral crônica (duração dos sintomas de aproximadamente dois anos) foram divididos em dois grupos. Ondas de choque x placebo Após seis semanas, 27,2% dos pacientes do grupo tratado apresentaram sucesso no tratamento, comparado com 23,2% do grupo placebo. Com 12 meses, o grupo tratado obteve 65,7% e o placebo 65,3%.

Terapias Combinadas

Stergioulas, Ensaio clínico randomizado e simples-cego, 50 pacientes com epicondilite lateral aguda, com duração dos sintomas maior que cinco semanas. Laser + pliometria x laser (placebo) + pliometria. Houve melhora significativa do grupo experimental comparado com o controle em relação à dor, força de preensão e amplitude de movimento após oito semanas de tratamento.

Oken et al., Ensaio clínico randomizado, prospectivo 52 pacientes com epicondilite lateral com duração dos sintomas de, no mínimo, sete dias. Laser x brace x ultrassom. O brace apresentou resultados um pouco melhores do que o laser e o ultrassom em relação à dor. Em relação à força de preensão, o laser foi mais eficaz que o brace e o ultrassom.

Conclusão

Conclui-se que, dentro da modalidade exercícios concêntricos e excêntricos o Pilates na reabilitação do Tennis Elbow pode ser muito eficaz desde quê, combinado a outras terapias, tais como Laser, Brace, Exercícios Pliométricos, Terapias de Choque (TENS, RUSSA, INTERFERENCIAL).

O uso de Molas, uso de acessórios como faixas elásticas, halteres, associado aos princípios do Pilates, pode e deve ser parte de todo processo de reabilitação

Ainda existe muita controvérsia, falha metodológica e principalmente número pequeno de avaliados nas amostras, porém os exercícios são de suma importância durante o processo de reabilitação do tennis elbow.

O melhor ainda é a prevenção da lesão, para tanto preparamos um vídeo com 8 exercícios para epicondilite lataral AQUI

Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

 

 

 

Bibliografia

Oken O, Kahraman Y, Ayhan F, Canpolat S, Yor gancioglu ZR, Oken OF. The short-term efficacy of laser, brace, and ultrasound treatment in lateral epicondylitis: a prospective, randomized, controlled trial. J Hand Ther. 2008;21(1):63-7.

Ogueta E. Laser en epicondilitis. Bol Cient Asoc Chil Segur. 2000;2(3):40-5.

Speed CA, Nichols D, Richards C, Humphreys H , Wies JT, Burnet S, et al. Extracorporeal shock wave therapy for lateral epicondylitis–a double blind randomised controlled trial. J Orthop Res. 2002;20(5): 895-8.

Haake M, König IR, Decker T, Riedel C, Buc h M, Müller HH, et al. Extracorporeal shock wave therapy in the treatment of lateral epicondylitis : a randomized multicenter trial. J Bone Joint Surg Am. 2002;84-A.

de Almeida MO, Saragiotto BT, Yamato TP, Pereira RL, Lopes AD. Physiotherapy treatment for tennis elbow: a systematic review. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 26, n. 4, p. 921-932, set./dez. 2013.

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Pilates na Gravidez

pilates-na-gestaçãoPilates na Gravidez e Pós-Parto

O Pilates na gravidez e pós-parto pode ser uma atividade muito completa e segura, porém é importante saber a intensidade da atividade, entender as mudanças metabólicas e hormonais em cada fase da gravidez, além da individualidade de cada aluna.

Nesse artigo falaremos um pouco sobre o assunto utilizando as recomendações do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG).

Pela primeira vez a recomendação sugere um possível papel para o exercício na prevenção e tratamento da diabete gestacional. As recomendações também promovem o exercício para as mulheres sedentárias e aquelas com complicações médicas e obstétricas, mas somente após a avaliação médica e permissão.

A prevalência de gestantes ativas, a duração, a frequência e a intensidade dos exercícios são ainda menores do que nas mulheres adultas em geral.

Pilates e Exercícios Físicos na Puérpera (Brasil)

Alguns estudos realizados no Brasil demonstram dados alarmantes em relação à prática de atividade física durante a gestação. Tavares et al., acompanhando uma coorte de 118 gestantes no Nordeste, encontraram um reduzido nível de atividade física nas gestantes durante todo o período, e 100% da amostra alcançou o padrão sedentário na 32ª semana gestacional.

Silva, avaliando o nível de atividade física de 305 gestantes em Fortaleza, Ceará, verificou que 80% apresentaram condição classificada como padrão leve ou sedentário.

Outro estudo realizado na região Sul do Brasil observou que apenas 4,7% foram classificadas como ativas durante toda a gestação.

Benefícios da Prática de Pilates na gravidez/ Exercício Físico

A prática do exercício físico regularmente pela gestante, por pelo menos 30 minutos ao dia, pode promover inúmeros benefícios, incluindo a prevenção de diabetes gestacional (DG), além de não haver evidências de desfechos adversos para o feto e/ou recém-nascido (RN) com a prática graduada entre intensidade leve e moderada.

Atividades físicas em intensidade leve a moderada igualmente não foram associadas, como se pensava, ao trabalho e parto pré-termo e baixo peso do recém-nascido. Outro benefício associado a essa prática é a redução da incidência de sintomas indesejáveis durante a gravidez, como câimbras, edema e fadiga.

Contraindicações ao Exercício Físico

Contraindicações absolutas e relativas para a prática de exercício físico por gestantes Adaptado: ACOG Committee Obstetric Practice e Royal College of Obstetricians and Gynaecologists.

Pilates na Gravidez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prescrição de exercícios 

A gestante deve escolher uma atividade que melhor se adapte às suas características e interesses para, com isso, aumentar a aderência ao exercício escolhido em longo prazo.

Sempre devem ser evitados exercícios que coloquem a gestante ou o feto em risco, como atividades de alto impacto, com risco de queda ou trauma abdominal e esportes de contato. Nessa hora o Pilates se enquadra como uma atividade segura,pois além dos benefícios de uma atividade física, ainda promove flexibilidade, fortalecimento e endurance de abdominais e assoalho pélvico, evitando os principais problemas apresentados durante a gravidez.

Treino de resistência muscular

O fortalecimento deve priorizar a musculatura paravertebral lombar, a cintura escapular e, preferencialmente, envolver grandes grupos musculares. Deve-se preferir, como critério de escolha, utilizar o próprio peso corporal e faixas elásticas, bolas, aparelhos de Pilates.

Alguns exemplos de exercícios de resistência muscular que as gestantes podem realizar são: Yoga, Pilates, musculação com cargas leves.

Alongamento Muscular

Deve ser complementar ao exercício aeróbico e ao treinamento de resistência. Técnicas de alongamento muscular, como o Pilates (técnica mais completa) e Streetching global, permitindo melhorar a flexibilidade e o relaxamento muscular, e ajudando na adaptação postural e na prevenção de dores de origem musculoesqueléticas.

Treinamento do Assoalho Pélvico

Existe evidência científica de que o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) durante a gestação diminui o risco de incontinência urinária no pós-parto. A gravidez é um momento oportuno para introduzir a prática de exercícios perineais na vida da mulher.

Não há contraindicações para sua prática durante e após a gestação, devendo exercícios desse tipo ser recomendados sistematicamente para todas as gestantes.

A gestante deve realizar o TMAP com contrações sustentadas, ou seja, contrair e manter durante cinco a dez segundos, e contrações rápidas (contrair e relaxar) em diferentes posturas. Como sugestão, deve realizar diariamente duas séries de oito contrações sustentadas por cinco segundos e duas séries de dez contrações rápidas.

Intensidade dos exercícios

Vários estudos são coincidentes em afirmar que exercício realizado em intensidade leve a moderada não se associa a resultados maternos e fetais adversos. A intensidade do exercício deve ser medida preferencialmente pela FC ou pela sensação subjetiva de esforço (Escala de Borg).

Mais simples é o Talk-test, em que a gestante é orientada a observar sua habilidade em manter uma conversa durante o exercício físico, o que assegura que este está sendo realizado em intensidade leve a moderada, prevenindo-se o esforço físico excessivo.

Duração e Frequência dos Exercícios no Pilates na Gravidez

Vale lembrar que o ideal é a combinação de exercícios aeróbicos, de resistência e o alongamento muscular. Mulheres ativas podem manter ou adaptar sua rotina de exercícios entre 4 e 5 vezes na semana em sessões de 30 minutos ou mais de exercícios.

Mulheres previamente sedentárias devem começar com 15 minutos de exercício aeróbico 3 vezes por semana e aumentar gradativamente o tempo de exercícios.

Cuidados no Período

A hidratação, Nutrição e Temperatura devem ser observados durante a prática dos exercícios.

Manter a hidratação antes, durante e após as atividades é extremamente importante. Preferível sempre exercitar-se no início da manhã e/ou no final da tarde, e evitar exercitar-se ao ar livre quando a umidade do ar estiver muito baixa.

Diante do aumento do gasto calórico na gravidez e com o exercício, a mulher deve consumir calorias suficientes para garantir uma nutrição adequada durante sua prática. Recomenda-se a ingesta de alimentos leves de 40 a 60 minutos antes do treino.

Sinais e Sintomas de Alerta Para Interromper o Exercício Físico

pilates na gravidez e pós parto

O Pilates na Gravidez ou qualquer outro exercício físico somente deve iniciar ou retomar a sua própria rotina após a primeira consulta de pré-natal, estabelecida a ausência de risco gestacional e após liberação médica. A atividade física de intensidade leve a moderada é recomendada a todas as grávidas, mesmo as sedentárias que desejam iniciá-la durante a gestação, sendo nesse caso a recomendação atual iniciá-la após a 12ª semana de gestação. As gestantes fisicamente ativas antes de engravidar podem manter suas atividades inclusive no primeiro trimestre gestacional, porém modificando (ou adaptando) sua intensidade e frequência.

Bibliografia

Wolfe LA, Davies GA; School of Physical and Health Education, Department of Obstetrics and Gynaecology and Physiology, Queen’s University, Kingston, Ontario, Canada. Canadian guidelines for exercise in pregnancy. Clin Obstet Gynecol. 2003;46(2):488-95

Nascimento SL, Pudwell J, Surita FG, Adamo KB, Smith GN. The effect of physical exercise strategies on weight loss in postpartum women: a systematic review and meta-analysis. Int J Obes (Lond). 2014;38(5):626-35.

Nascimento SL, Godoy AC, Surita FG, Silva JLP, Recommendations for physical exercise practice during pregnancy: a critical review. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.36 no.9 Rio de Janeiro Sept. 2014  Epub Sep 08, 2014.

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Pilates na Canelite

Pilates na canelitePilates na Canelite (Síndrome do Stress Tibial Medial)

A canelite como é conhecida popularmente “Síndrome do estresse tibial medial”, é uma lesão crônica em corredores decorrente da sobrecarga no osso da tíbia e da tração excessiva na inserção do músculo sóleo (um músculo flexor do tornozelo) na margem póstero-medial da tíbia, caracterizada por dor na borda anterior e medial da tíbia (CASONATO e POSER., 2005).

Nem o mecanismo fisiopatológico precisa nem a lesão patológica específica da Síndrome do Stress Tibial Medial (SETM) é conhecida, embora ela envolva uma irritação periosteal ao longo do comprimento da tíbia (DUTTON, 2006).

Principais Causas

  • Erros de treinamento: São causados pelo aumento excessivo no volume e/ou intensidade de treinamento, como também treinamento sem orientação de um profissional de educação física ou Fisioterapeuta.
  • Muscular: A fraqueza dos músculos dos MMII, como também a falta de alongamento do complexo gastrocnêmio-sóleo contribuem para o surgimento da lesão.
  • Pisos duros: Pisos duros e compactados como concreto e asfalto devem ser evitados, dê preferência a grama ou pisos de terra, evite também terrenos acidentados.
  • Estrutural: Hiperpronação, Hipersupinação da articulação subtalar.
  • Tênis inadequado: Procure utilizar um tênis adequado para o seu tipo de pisada (algumas lojas especializadas já fazem o teste), vale lembrar que os movimentos de pronação e supinação são movimentos fisiológicos da articulação subtalar, esses movimentos servem para dissipar as forças de reação do solo durante a marcha, como também para proporcionar que o pé funcione como uma plataforma estável, a partir da qual será iniciado o movimento de propulsão. Durante a corrida, a magnitude dessas forças estará aumentada, portanto um tênis adequado ao seu tipo de pisada, como também um bom sistema de amortecimento é fundamental.

Classificação

Essa síndrome é classificada em quatro graus de gravidade, sendo a fratura por estresse considerada o grau IV da síndrome, por isso a necessidade de um diagnóstico precoce, para que uma SETM não se transforme numa fratura por estresse.

Diagnóstico

O relato da história clinica como também o exame físico é de fundamental importância para o diagnóstico. Caso o médico suspeite da fratura por estresse, a radiografia convencional é o primeiro exame a ser solicitado.

No caso da (SETM) o resultado é absolutamente normal. Já a fratura por estresse só é diagnosticada pela radiografia convencional após aproximadamente 15 dias, quando aparecem as primeiras alterações.

Além da história clínica e exame físico da Síndrome Stress Tibial Medial, os exames mais indicados para realizar esse diagnóstico diferencial são a cintilografia óssea e a ressonância magnética (CASTROPIL, 2006).

A cintilografia óssea em três fases é realizada por meio de uma injeção intravenosa de um marcador radioativo que irá se concentrar em áreas de maior atividade óssea, como por exemplo, ao longo da tíbia, de forma sutil no caso de uma SETM e num formato ovalado, localizado e intenso, no caso de uma fratura por estresse (KIURU, 2000).

A ressonância magnética é o melhor exame de imagem para avaliar lesões crônicas de origem musculoesquelética em corredores, pois detecta as alterações da SETM e da fratura por estresse mais precocemente que a cintilografia e pode não necessitar de injeção de contraste (FREDERICSON, 1995).

Prevenção

Algumas medidas devem ser adotadas na prevenção da (SETM), sendo que a conscientização do atleta é de fundamental importância para o processo. Dentre elas podemos destacar:

  • Aumento gradual no volume ou intensidade do treinamento (não aumentar mais que 10% à 15% semanalmente)
  • Fortalecimento da musculatura dos MMII
  • Utilização de calçado adequado
  • Alternância entre os tipos de pisos durante as sessões de treinamento
  • Alongamento da musculatura dos MMII, com ênfase ao tibial posterior e gastrocnêmio-sóleo
  • Um bom aquecimento antes da prática esportiva.

 

Tratamento

Afastada a possibilidade de ser uma fratura por estresse, dar-se-á inicio ao tratamento através de medidas que incluam:

  • Correção de qualquer condição estrutural com o uso de calçados e caso necessário, palmilhas personalizadas para o pé.
  • Modificação da atividade, evitando-se as corridas e os saltos por aproximadamente 10 dias. Durante esse período o condicionamento cardiorrespiratório deverá ser mantido através de exercícios na piscina com flutuador, como também no ciclo ergômetro.
  • A CRIOTERAPIA (gelo) e o TENS (estimulação elétrica trans cutânea) podem ser usados objetivando a analgesia local.
  • Exercícios de alongamento para musculatura posterior da perna (gastrocnêmio-sóleo). Exercícios na Chair, Cadillac ou Reformer com uso de molas e ou acessórios.
  • Pilates na Canelite: Com a regressão dos sintomas, devem-se iniciar de maneira progressiva, os exercícios de fortalecimento para toda musculatura que envolve a articulação do tornozelo (tibiais, fibulares e tríceps sural). Esses também sendo executados nos equipamentos  ao qual de quebra trabalha todo reequilíbrio muscular.
  • Assim que o atleta estiver assintomático, pode-se iniciar o trote/corrida sobre a grama, por aproximadamente 20 minutos, com uma progressão de 10 a 15% semanalmente. É importante ressaltar que o mesmo já deverá estar adaptado ao tênis, caso seja portador de algum problema estrutural.
  • O atleta como parte integrante do processo, deverá estar cooperativo, respeitando todas as fases da reabilitação, principalmente com relação à progressão a ser dada, evitando assim, a recorrência dos sintomas, como também o agravamento da lesão, que poderá evoluir para uma fratura por estresse.

 

Bibliografia

  1. Reabilitação Física das Lesões Desportivas. James R. Andrews; Gary L. Harrelson; Keven E. Wilk. Segunda edição. Editora Guanabara Koogan.
  2. Fisioterapia na Ortopedia e na Medicina do Esporte. James A. Gould. Segunda edição. Editora Manole.
  3. Técnicas de Reabilitação em Medicina Esportiva. William E. Prentice. Terceira edição. Editora Manole.

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