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Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

epicondilite-lateralO cotovelo de Tenista, conhecido como Tennis Elbow, é uma tendinite do epicôndilo lateral. Apesar de ser de fácil diagnóstico, ainda existe controvérsia e muita dificuldade no tratamento dessa lesão. Por isso vamos discutir as melhores formas de tratamento e como podemos contribuir com o Pilates na reabilitação do Tennis Elbow.

Para isso utilizamos alguns artigos cientificos de maior evidência e uma revisão sistemática sobre o assunto.

A epicondilite lateral geralmente acomete pessoas entre 30 e 60 anos e é definida como uma afecção degenerativa que ocorre inicialmente por microlesões na origem da musculatura extensora do antebraço.

Característica da Lesão

Sua apresentação clínica caracteriza-se por dor sobre o epicôndilo lateral, com irradiação para a musculatura extensora e diminuição da força de preensão, afetando as atividades cotidianas. Seu mecanismo de lesão se dá por esforços repetitivos, geralmente laborais ou esportivos.

Fortalecimento Muscular

Newcomer et al. realizaram um estudo comparando um grupo que realizou fisioterapia convencional e o outro que realizou fisioterapia convencional acrescido de injeções de corticoide. Os resultados indicaram que a fisioterapia convencional foi responsável pela melhora da maior parte dos pacientes tanto a curto como a longo prazo. Seu protocolo consistiu de fortalecimento progressivo com exercícios excêntricos e concêntricos e aplicação de gelo no epicôndilo lateral.

Terapia por Ultrassom

Pienimaki et al., também encontraram resultados desfavoráveis ao uso do ultrassom pulsátil no tratamento a curto prazo em pacientes com epicondilite lateral crônica quando comparados com exercícios.

Esses achados foram corroborados por Oken et al., que encontraram resultados negativos do ultrassom em relação ao laser e ao brace.

Terapia por Laser

Os cinco estudos selecionados apresentaram resultados conflitantes. Basford et al. (31) obtiveram resultados que não justificaram o uso do laser de baixa intensidade no tratamento da epicondilite lateral, já que não houve diferenças significativas em relação ao grupo placebo.

Oken et al. encontraram resultados favoráveis para o uso do laser na força de preensão comparado ao uso do brace, porém, para a variável dor, o laser não foi eficaz.

Ogueta, em um estudo realizado em 2000, obteve resultados favoráveis com o uso da terapia por laser de baixa intensidade no tratamento da epicondilite lateral a curto prazo. Após o fim do tratamento, o grupo experimental apresentou diminuição de dor em 45% dos pacientes, comparado com 17% do placebo.

Stergioulas, com um protocolo parecido com o estudo de Gueta, que demonstraram mais eficácia do laser em comparação com o placebo para as variáveis dor, força de preensão e função. Esses estudos demonstraram que a terapia por laser pode ser utilizada no tratamento da epicondilite lateral.

Terapia por Ondas de Choque

Speed et al., ensaio clínico randomizado, controlado e duplo-cego, 75 pacientes com epicondilite lateral crônica foram randomizados em grupos: grupo experimental e grupo controle. Ondas de choque x placebo Ambos os grupos apresentaram melhora significativa em relação à dor. Em relação à dor noturna, 30% do grupo tratado e 43% do placebo obtiveram melhora significativa.

Haake et al., ensaio clínico randomizado, controlado, prospectivo e simples-cego 272 pacientes com epicondilite lateral crônica (duração dos sintomas de aproximadamente dois anos) foram divididos em dois grupos. Ondas de choque x placebo Após seis semanas, 27,2% dos pacientes do grupo tratado apresentaram sucesso no tratamento, comparado com 23,2% do grupo placebo. Com 12 meses, o grupo tratado obteve 65,7% e o placebo 65,3%.

Terapias Combinadas

Stergioulas, Ensaio clínico randomizado e simples-cego, 50 pacientes com epicondilite lateral aguda, com duração dos sintomas maior que cinco semanas. Laser + pliometria x laser (placebo) + pliometria. Houve melhora significativa do grupo experimental comparado com o controle em relação à dor, força de preensão e amplitude de movimento após oito semanas de tratamento.

Oken et al., Ensaio clínico randomizado, prospectivo 52 pacientes com epicondilite lateral com duração dos sintomas de, no mínimo, sete dias. Laser x brace x ultrassom. O brace apresentou resultados um pouco melhores do que o laser e o ultrassom em relação à dor. Em relação à força de preensão, o laser foi mais eficaz que o brace e o ultrassom.

Conclusão

Conclui-se que, dentro da modalidade exercícios concêntricos e excêntricos o Pilates na reabilitação do Tennis Elbow pode ser muito eficaz desde quê, combinado a outras terapias, tais como Laser, Brace, Exercícios Pliométricos, Terapias de Choque (TENS, RUSSA, INTERFERENCIAL).

O uso de Molas, uso de acessórios como faixas elásticas, halteres, associado aos princípios do Pilates, pode e deve ser parte de todo processo de reabilitação

Ainda existe muita controvérsia, falha metodológica e principalmente número pequeno de avaliados nas amostras, porém os exercícios são de suma importância durante o processo de reabilitação do tennis elbow.

O melhor ainda é a prevenção da lesão, para tanto preparamos um vídeo com 8 exercícios para epicondilite lataral AQUI

Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

 

 

 

Bibliografia

Oken O, Kahraman Y, Ayhan F, Canpolat S, Yor gancioglu ZR, Oken OF. The short-term efficacy of laser, brace, and ultrasound treatment in lateral epicondylitis: a prospective, randomized, controlled trial. J Hand Ther. 2008;21(1):63-7.

Ogueta E. Laser en epicondilitis. Bol Cient Asoc Chil Segur. 2000;2(3):40-5.

Speed CA, Nichols D, Richards C, Humphreys H , Wies JT, Burnet S, et al. Extracorporeal shock wave therapy for lateral epicondylitis–a double blind randomised controlled trial. J Orthop Res. 2002;20(5): 895-8.

Haake M, König IR, Decker T, Riedel C, Buc h M, Müller HH, et al. Extracorporeal shock wave therapy in the treatment of lateral epicondylitis : a randomized multicenter trial. J Bone Joint Surg Am. 2002;84-A.

de Almeida MO, Saragiotto BT, Yamato TP, Pereira RL, Lopes AD. Physiotherapy treatment for tennis elbow: a systematic review. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 26, n. 4, p. 921-932, set./dez. 2013.

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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