Pilates no Tratamento da Mielomeningocele – Blog The Pilates Fisio Fitness

pilates Pilates no Tratamento da Mielomeningocele

O Pilates pode ser um forte aliado no tratamento de doenças como a Mielomeningocele que atinge parte Neurológica, Ortopédica e Urogenital. Principalmente a questão ortopédica, temos ótimos resultados. Mas vamos falar um pouco sobre a doença seus sintomas e o tratamento. Vamos lá!

A mielomeningocele é uma malformação congênita ocasionada pelo defeito de fechamento do tubo neural embrionário. A medula espinhal é deslocada dorsalmente em função da falta de estruturas de apoio posteriores. As principais complicações são relacionadas a distúrbios neurológicos, ortopédicos e renais.

Como distúrbios neurológicos, observa-se o comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor, a hidrocefalia, a malformação de Arnold Chiari, a bexiga e o intestino neurogênicos.

As manifestações ortopédicas ocorrem sob a forma de paralisia de MMII, pé torto congênito, luxação congênita de quadril, escoliose, deficiência motora e contraturas musculares generalizadas.

O acometimento renal decorrente da bexiga neurogênica é caracterizado por incontinência urinária, alterações na sexualidade, refluxo vesicoureteral e hidronefrose.

Atualmente, com os avanços dos tratamentos de saúde, a sobrevivência até a idade adulta é mais de 50%. Nessa direção, um dos focos da reabilitação desse público é a transição dos cuidados ao longo da adolescência para a idade adulta, com abordagem de questões que podem comprometer a qualidade de vida, e a autonomia.

Tendo em vista todos estes aspectos, nota-se quão necessário se faz uma abordagem fisioterapêutica precoce nestes pacientes. Onde O Pilates se enquadra buscando eliminar ou minimizar as alterações proporcionadas por esta patologia.

reabilitação pilatesPilates no Tratamento Ortopédico

As alterações de caráter ortopédico acometem as mais variadas porções do corpo, tais como coluna vertebral, quadris, joelhos e pés. São causadas pelo desequilíbrio entre a musculatura agonista e antagonista envolvidas. O nível da lesão, determina a condição de tônus e trofismo da musculatura envolvida e, conseqüentemente, promove as alterações observadas na sua musculatura antagonista. O tratamento destas enfermidades deve ser baseado em manipulações e reequilíbrio da musculatura envolvida no processo patológico.

Na prevenção do encurtamento, que posteriormente leva à formação de contraturas e deformidades. Podemos atuar com exercícios passivos; alongamento das cadeias musculares que apresentam o tônus normal ou aumentado, devido à sua tendência à retração. Tração manual de estruturas. Mobilizações intra-articulares. Estes princípios mantém o arranjo linear do colágeno, ativação da cinética do líquido sinovial e promoção de melhor aporte sanguíneo. Como consequência aumento da flexibilidade das estruturas musculares.

Para se evitar as contraturas e deformidades nestes pacientes não devem estar limitados apenas ao horário correspondente ao atendimento fisioterapêutico. Deve-se lançar mão do uso da imobilização controlada por meio de goteiras de gesso ou termoplásticas. O ortostatismo precoce auxilia tanto no ganho e manutenção do comprimento quanto a força e propriocepção muscular.

Quanto ao fortalecimento e aumento de tônus da musculatura débil, a fisioterapia pode atuar através da estimulação elétrica neuromuscular, a fim de restaurar a força através do recrutamento de unidades motoras, bem como promovendo um estímulo proprioceptivo a esta musculatura. A prevenção ou minimização de contraturas dos membros inferiores e, conseqüentemente, de padrões cinemáticos assimétricos, leva a uma melhora significativa no processo de deambulação desenvolvido por estes pacientes.

Podemos utilizar muitos exercícios e equipamentos de Pilates principalmente no alongamento e reequilíbrio muscular. Sabe-se que o Pilates promove o reequilíbrio muscular através de do trabalho de músculos profundos e superficiais. Podendo ser exercícios ativos assistidos com uso de molas, fitas e barras dos equipamentos, que pode facilitar o trabalho de reabilitação. De quebra pelo trabalho de propriocepção do assoalho pélvico podemos auxiliar na reabilitação urogenital principalmente na incontinência urinária.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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Cardiopatia, disfunção erétil e a relação com Pilates – BLOG PILATES FISIO FITNESS

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Pilates

Em Resumo você vai aprender Como o Pilates pode ajudar seus pacientes cardiopatas com disfunção erétil somente aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

Pilates na Cardiopatia e Disfunção Erétil

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são as principais causas de óbitos no mundo. Têm gerado elevado número de mortes prematuras e perda de qualidade de vida. Alto grau de limitação nas atividades de trabalho e de lazer. Estas foram responsáveis por 36 milhões – ou 63,0% – de óbitos no mundo em 2008. Em destaque para as doenças do aparelho circulatório. No Brasil, como nos outros países, as DCNT constituem o problema de saúde de maior magnitude, sendo responsáveis por 72,0% das causas de óbitos. 31,3% destes óbitos são atribuídos as doenças do aparelho circulatório (DAC).

Dentre as DCNT, podemos destacar a disfunção erétil (DE). Definida como a incapacidade/ habilidade de completar ou manter uma ereção peniana adequada para a penetração vaginal. Tal Incapacidade não permite uma relação sexual satisfatória. Sabe-se que está intimamente relacionada com a saúde cardiovascular e metabólica.

A DE apresenta alta prevalência na população masculina. Afeta cerca de 10 a 20 milhões de homens nos EUA e em todo mundo mais de 100 milhões. No Brasil, pesquisa realizada com 2.862 indivíduos brasileiros maiores de 18 anos provenientes de todas as regiões demonstrou que 45,1% apresentaram disfunção erétil (31,2% grau mínimo, 12,2% moderado e 1,7% completa).

A disfunção erétil

Está associada aos fatores de risco cardiovasculares e a doença cardiovascular preexistente. Configurando-se como um marcador precoce de DVC. Neste contexto, os problemas cardíacos estão entre os fatores que mais atingem o funcionamento sexual. Estima-se que após o diagnóstico de doença cardiovascular ou procedimento intervencionista apenas 25% dos pacientes retornam à vida sexual normal. Metade retorna com algum grau de redução em frequência e/ou intensidade.

Embora as equipes de saúde habitualmente não discutam sobre a sexualidade, por considerarem o tema íntimo e privado. Partes dos pacientes após avento cardiovascular permanecem com interesse em manter a vida sexual ativa. Reconhecida a importância da saúde sexual para as relações afetivas e como parte da saúde e bem-estar destes indivíduos. AS orientações sexuais são tão relevantes quanto as questões de atividades diárias.

Riscos Cardiovasculares

O risco de evento cardiovascular durante a atividade sexual é significativamente inferior naqueles indivíduos cardiopatas que realizam atividade física regular. Quanto maior regularidade de atividade física, menor predisposição para infarto agudo do miocárdio. Ao mesmo tempo, evidências bem estabelecidas demonstram os benefícios do exercício aeróbico na função endotelial, aptidão e função cardiorrespiratória, capacidade funcional, qualidade de vida, dentre outros, nos portadores de DC. Ao mesmo tempo têm demonstrado melhora relevante na função sexual nesta população.

O método Pilates

É considerado uma excelente forma de se exercitar fisicamente tendo como vantagem a utilização de exercícios com poucas repetições. Aulas diversificadas e evitando exaustão. Sabe-se que as formas convencionais de exercício físico parecem ser pouco atraentes para proporcionar a necessária aderência aos tratamentos e aquisição de benefícios a longo prazo, o que justifica a busca por novas estratégias.

O Pilates atualmente é uma modalidade que vem sendo disseminada para o tratamento das DCNT21 e pode ser uma alternativa eficaz no tratamento da disfunção erétil, pois, além do condicionamento físico e benefício cardiovascular, pode promover fortalecimento dos músculos do períneo 27, os quais atuam no mecanismo de ereção.

Disfunção erétil e doença cardiovascular

O sistema de ereção está intimamente ligado ao sistema cardiovascular e em condições normais ocorre quando há incremento da atividade parassimpática resultando no relaxamento do tecido erétil, permitindo a dilatação ativa das artérias do pênis, arteríolas, sinusoides e, finalmente, aumentando o influxo arterial e compressão passiva do pênis.

A função erétil depende do suprimento de sangue das artérias pudenda interna, sendo que o aumento substancial nestas artérias resulta em incremento das pressões penianas, que são comparadas com níveis arteriais sistêmicos.

As doenças cardiovasculares e DE apresentam fatores de risco comuns (hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo). Nas doenças cardiovasculares ocorre processo patológico responsável por afetar o funcionamento dos sistemas vascular e venoso, influenciando negativamente a função erétil.

Associação DE x DC

Estudo realizado com 40 pacientes cardiopatas demonstrou a associação entre disfunção erétil e a presença de doença cardiovascular, bem como uma relação entre a gravidade da DE e do número de artérias coronárias acometidas pela aterosclerose.

No Massachusetts Male Aging Study (MMAS). A DE estava presente em 60% dos homens com níveis elevados de colesterol. Cerca de 90% deles o estudo doppler detectou alterações artérias penianas. Do ponto de vista clínico, sinais evidentes de aterosclerose estiveram associados em aproximadamente 40% dos casos de DE em homens com idade igual ou superior a 50 anos.

A alteração do desempenho sexual muitas vezes está associada à intolerância aos esforços por angina e a fatores psicológicos. Dentre eles, o medo de complicações cardíacas durante o ato sexual. Isso faz com que um número considerável de cardiopatas não retorne à atividade sexual após a ocorrência da doença, influenciando diretamente na qualidade de vida.

A atividade física habitual em níveis elevados é capaz de diminuir o risco de infarto agudo do miocárdio e morte súbita durante a relação sexual. Ao mesmo tempo possui forte correlação entre níveis elevados de atividade física e melhor aptidão física com menor risco de desenvolvimento disfunção erétil.

Exercício e função erétil

Em pacientes cardiopatas, ensaio clínico randomizado desenvolvido por Belardinelli et al. (2005). com portadores de insuficiência cardíaca congestiva, verificaram que após 12 semanas de treinamento aeróbico. o grupo de pacientes submetido ao programa de exercício físico obtiveram melhora em três domínios da função sexual: (função erétil, desejo e satisfação geral). Quando comparados ao grupo-controle (sem exercício), levando a uma melhora na disfunção erétil, decorrente da prática de exercício.

Kalka et al. (2009) verificaram em estudo, com amostra composta de 98 pacientes submetidos a seis meses de programa de reabilitação cardíaca. Após o período de intervenção estes obtiveram melhora nas categorias de disfunção erétil, migrando para categorias de menor severidade.

A base fisiológica do exercício físico no tratamento da disfunção erétil está relacionada com as alterações bioquímicas, neurais e hormonais nas paredes dos vasos sanguíneos que induzem ao relaxamento dos vasos a curto e longo prazo.

A atividade física regular

É uma boa estratégia não farmacológica no combate à disfunção erétil, pois controla a formação de radicais livres e aumenta a biodisponibilidade de óxido nítrico. já que o estresse oxidativo pode causar danos celulares irreversíveis e morte celular colaborando para a disfunção erétil.
O shear stress induzido pelo exercício físico é um poderoso estímulo liberador de vasorrelaxantes produzidos pelo endotélio vascular. Óxido nítrico (NO), por exemplo é liberado. O exercício físico parece ter efeito protetor na integridade do endotélio. Aumenta a produção de NO em vasos com endotélio íntegro, e restaura a disfunção endotelial.

Diante do exposto, o exercício físico regular se destaca como estratégia a ser considerada no tratamento da disfunção sexual, dentre outras razões por aprimorar o metabolismo oxidativo considerado o principal mediador da função sexual.

Método Pilates 

O método Pilates vem demonstrando impacto positivo na composição corporal, respostas cardiovasculares da frequência cardíaca e qualidade de vida.

Em ensaio clínico randomizado desenvolvido por Pestana et al. com 78 idosos saudáveis, foi observado após 20 semanas de intervenção que o grupo submetido a intervenção através do método Pilates. Obteve melhora significativa nos índices de massa corporal e circunferência abdominal comparado ao grupo-controle submetido á exercícios resistidos.

No Brasil demonstra o interesse de pesquisadores na busca de evidências do método Pilates aplicado em cardiopatas. Em estudo randomizado realizado em pacientes com ICC, Guimarães et al. (2012) verificaram que. Após 16 semanas de intervenção substituindo os exercícios resistidos tradicionais dos programas de reabilitação cardíaca pelo método Pilates houve melhora significativa: No tempo de exercício, semelhante ao grupo-controle (programa de reabilitação convencional). Ressaltaram ainda que o grupo intervenção apresentou melhora significativa da ventilação, VO2 pico, e oxigenação comparado ao grupo-controle.

Os exercícios realizados com a contração do assoalho pélvico  promove melhoras significativas na força destes músculos. Além de benefícios no sistema cardiovascular, sendo estes benefícios susceptíveis a persistirem ao longo do tempo.

Fortalecimento de períneo e função erétil

A maioria das artérias, veias e nervos entram e deixam o pênis através do períneo. Pela grande quantidade de estruturas que passam por este músculo que apresenta alta sensibilidade, ao mesmo tempo, a estimulação deste músculo pode levar ao aumento da circulação peniana.

As fibras anteriores do músculo bulbo esponjoso, que circundam a parte mais proximal do corpo do pênis, também auxiliam a ereção, aumentando a pressão sobre o tecido erétil na raiz do pênis. Simultaneamente, comprimem a veia dorsal profunda do pênis, impedindo a drenagem venosa dos espaços cavernosos e ajudando a promover o aumento e o tugor do pênis.

Os músculos isquiocavernosos circundam os ramos da raiz do pênis. Eles forçam o sangue através dos espaços cavernosos nos ramos para as partes mais distais dos corpos cavernosos. Aumenta-se o turgor (distensão firme) do pênis durante a ereção. Esta contração também comprime as tributárias da veia dorsal profunda do pênis, assim restringindo a saída de sangue venoso do pênis e ajudando a manter a ereção.

Devido a sua função durante a ereção, e suas atividades durante a micção e ejaculação, os músculos perineais geralmente são mais desenvolvidos em homens do que em mulheres 50, merecendo forte atenção.

O papel do músculo perineal no mecanismo de ereção ainda está aberto para debates. No entanto, estudo realizado por Kampen (2003) em indivíduos com DE após quatro meses de tratamento fisioterapêutico utilizando exercícios de contração perineal, biofeedback e eletroestimulação perineana, observou que todos os indivíduos do sexo masculino apresentaram recuperação.

CONCLUSÃO

O método Pilates, considerado uma modalidade alternativa de atividade física, se mostra eficaz na melhora da aptidão cardiorrespiratória de cardiopatas. Ao mesmo tempo, é evidente sua forte correlação com o fortalecimento dos músculos perineais. Algo relevante para promoção e/ou manutenção de uma ereção peniana satisfatória nesta população. Há uma carência de estudos que investiguem a influência da contração perineal, associada ao Pilates na manutenção da função erétil.

Outro fator que deve ser levado em consideração é o número de pacientes cardiopatas  encaminhados aos Studios de Pilates. Indicação de médicos cardiologistas, com intuito de promover a aderência à programas de atividade física. Por conta disso, é de fundamental importância o conhecimento sobre a existência da disfunção sexual em portadores de doenças cardiovasculares para auxílio no tratamento adequado, promovendo melhora da qualidade de vida destes indivíduos.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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PILATES NA FLEXIBILIDADE DO TRONCO E AS MEDIDAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na flexibilidadeNeste Artigo apresentaremos o Pilates na flexibilidade de tronco e as medidas ultrassonográficas dos músculos abdominais. Saiba tudo aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

O Pilates

Pilates trata do corpo e mente que realiza o trabalho muscular em baixa velocidade. Foi criado por Joseph Pilates em 1918 e tem como objetivo conseguir um controle preciso do corpo através de uma variedade de exercícios executados em solo ou em aparelhos próprios.
Indicado para qualquer faixa etária, este método contém as modificações e adaptações adequadas para os diferentes indivíduos e patologias, respeitando as características e limitações de cada pessoa.
O método engloba exercícios nos quais são utilizados seis princípios: concentração, controle, precisão, fluidez do movimento, respiração e contração do centro de força.
 Pilates na flexibilidade
Além do trofismo, a flexibilidade parece ter uma boa resposta em pessoas praticantes de Pilates. O equipamento que se sobressai em pesquisas para a avaliação da flexibilidade é o flexímetro, que a partir de um sistema pendular gravitacional.
Oferece precisão e praticidade nas mensurações dos movimentos angulares, por permitir ser fixado no corpo, além de oferecer maior confiabilidade nas leituras das medidas, uma vez que a indicação do ângulo é produzida por efeito da gravidade, minimizando os erros de interpretação do eixo longitudinal correspondente.
Diante da expansão do número de adeptos a este método ao longo dos anos, a proposta do presente estudo consiste em avaliar o efeito do Pilates no trofismo do grupamento abdominal e no pilates na flexibilidade do tronco comparado à aplicação de uma técnica tradicional de fortalecimento dos músculos abdominais e alongamentos estáticos em mulheres saudáveis.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de intervenção, randomizado e realizado com mulheres jovens, eutróficas, sedentárias e saudáveis. A amostra foi composta por mulheres entre 18 e 25 anos, foram excluídas àquelas com o IMC fora dos limites de normalidade (maior que 24,9kg/m² e menor que 19,5kg/m²), praticantes de atividades físicas nos últimos três meses antes das coletas e portadores de distúrbios neurológicos, articulares ou musculoesqueléticos que pudessem dificultar a execução dos exercícios, ou déficit cognitivo grave, que inviabilizasse o entendimento dos procedimentos da pesquisa.
As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos: no grupo experimental que realizou o Pilates (grupo GP) e no grupo controle, que foi submetido a uma técnica tradicional de fortalecimento do abdome e de alongamentos estáticos (grupo GC).
A amostra foi calculada através do Programa Epi-Info 6.04, considerando uma proporção de resposta ao tratamento, no grupo GP, de 80%, e no grupo GC, de 10%, conforme estudo desenvolvido, com um nível de significância de 5% e poder do teste de 80%, obtendo-se sete indivíduos para cada grupo.
Para a distribuição das voluntárias nos grupos, foi utilizada a técnica de randomização em blocos de sete indivíduos, para garantir que os dois grupos apresentassem o mesmo número de participantes. Inicialmente, foi gerada uma tabela de números aleatórios utilizando o programa Epi-Info 6.0 por um estatístico não envolvido no trabalho.
A coleta de dados foi realizada através de um formulário de registro de informações pessoais e história da prática de exercícios físicos. Em seguida, as participantes foram submetidas a um exame ultrassonográfico (para determinação da espessura dos músculos: oblíquo interno e externo, transverso do abdome e reto do abdome), uma avaliação da amplitude de movimento da coluna vertebral em flexão, extensão, rotação e flexão lateral através de testes com o flexímetro.
A avaliação ultrassonográfica foi realizada através do aparelho HD7, da marca Phillips, com transdutores convexos (C5-2), por um avaliador devidamente treinado.
A mensuração da espessura dos músculos abdominais foi feita através da distância em milímetros das fáscias superficial e profunda dos músculos transverso abdominal, oblíquo interno, oblíquo externo e reto do abdome, do lado esquerdo da voluntária, repetindo-se três vezes para ser feita a média e sempre ao final da expiração para ser controlada a influência da respiração. A mensuração foi realizada com a participante em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os braços ao longo do corpo.
As imagens dos músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome foram obtidas com o transdutor posicionado.

DISCUSSÃO

Em relação à ausência de respostas dos músculos transverso do abdome e oblíquos interno e externo aos exercícios do Pilates, uma revisão sistemática realizada com pessoas saudáveis mostra que não há evidências suficientes de que o método incremente a espessura da musculatura abdominal. Outros autores sugerem que os exercícios de Pilates tem como foco trabalhar a estabilidade da coluna e recuperar o comando motor proprioceptivo dos músculos, em especial o transverso do abdome, principal estabilizador abdominal da coluna, assim como o oblíquo interno e oblíquo externo, que atuam como auxiliares nesta função. Dessa forma, através dos exercícios de Pilates, não se enfoca o aumento de trofismo desses músculos além das dimensões consideradas normais para sexo, idade e altura do indivíduo, mas sim, a melhora do comando motor.
Entretanto, resultados de aumento significativo de espessura dos músculos posturais só podem ser observados em indivíduos que apresentem previamente alguma redução do trofismo, assim como ocorre em indivíduos com lombalgia e hérnia de disco, onde é observada uma diminuição da espessura da musculatura estabilizadora da coluna. Assim, tanto o presente estudo quanto a maioria das pesquisas envolvendo o Pilates, foram desenvolvidos com indivíduos saudáveis, que não apresentam uma redução significativa desse trofismo antes da intervenção.
A constatação dessa diferença em relação à espessura muscular pode ser melhor evidenciada em estado de contração. Em pesquisa com mulheres de 23 a 37 anos, observaram que, após 16 sessões, houve o aumento do tamanho dos músculos transverso abdominal e oblíquo interno observado pela ultrassonografia somente durante a contração voluntária do músculo, no momento da execução dos exercícios de Pilates. Na avaliação em repouso, os mesmos autores não encontraram diferenças após a intervenção, conforme foi verificado no presente estudo, que realizou dez sessões. Isso se deve ao fato que, durante o exercício, houve uma melhor ativação do músculo após a finalização das sessões de Pilates, resultando num melhor comando motor e, consequentemente, maior recrutamento do músculo durante a contração.
Já com relação ao reto abdominal, o presente estudo observou um efeito de hipertrofia, mesmo em repouso, no grupo Pilates. Essa resposta se deve ao fato que este músculo tem a função de mobilidade, apresentando mudanças mais significativas frente à carga imposta. Estudo que avaliou os músculos abdominais por ressonância magnética antes e após 72 sessões de Pilates em mulheres saudáveis e sedentárias. Demonstrou um aumento na espessura de todos esses músculos, entretanto, houve um percentual de ganho significativo no músculo reto abdominal (21%).
Em relação aos resultados de flexibilidade do grupo Pilates na flexibilidade, a maioria dos exercícios utilizados para este grupo, envolveu manutenção de postura com estabilização da coluna, associados a movimento de tronco e MMII. Para se ter ganhos de flexibilidade, outros pesquisadores sugerem que o músculo a ser alongado deve ser colocado uma situação de estiramento máximo e mantê-lo por, pelo menos, 30 segundos. O aumento observado nas médias das rotações e da inclinação, pode ter se dado ao fato que, após as sessões de Pilates na flexibilidade, houve um aumento da segurança na realização deste movimento em decorrência da estabilidade obtida pela coluna, permitindo que haja uma maior amplitude nos pequenos movimentos intervertebrais durante a realização do teste.
Em relação ao uso do ultrassom para avaliação do trofismo abdominal, há possibilidade de que mudanças ocorridas na estrutura ou na forma dos músculos não tenham sido visualizadas através deste aparelho. Talvez, o uso da Ressonância Magnética (RM), por exemplo, poderia ter detectado um maior ganho ou mudança muscular, visto que, a RM, no diagnóstico por imagem, é a que tem a melhor definição e contraste entre as estruturas de partes moles. Neste contexto, em uma pesquisa com mulheres saudáveis submetidas á sessões de Pilates, conseguiu detectar aumento significativo do trofismo abdominal após as intervenções através da RM, o que corrobora com este pensamento.
Outro fator que pode ter influenciado na semelhança de resposta do GP e GC após as intervenções em relação ao trofismo muscular foi o hemicorpo avaliado. Pois, o lado dominante parece ter maiores diferenças de ganho de espessura da musculatura abdominal ipsilateral, em comparação com o lado não-dominante. Devido à todas as medidas do presente estudo terem sido feitas do lado esquerdo, e todas as voluntárias serem destras, este fator pode ter sido fundamental nos resultados encontrados nesta pesquisa, podendo ter ocorrido uma subestimação dos valores reais de ganho de trofismo da musculatura abdominal das voluntárias.

CONCLUSÃO

 Algumas limitações do estudo devem ser consideradas, como a mensuração do trofismo abdominal ter sido realizada apenas de um lado. Devido à quantidade de medidas a serem avaliadas, não foi viável incluir os dois lados. Há também a questão da mensuração ter sido realizada apenas no repouso.
Era esperado que houvesse mudanças estruturais no músculo, portanto, não seria necessário avaliar o músculo em contração. O número de sessões foi sido insuficiente para ocorrer mudanças no trofismo abdominal e na flexibilidade do tronco.
Sugere-se, em estudos futuros, estas questões sejam levadas em consideração, a fim de que resultados mais significativos sejam encontrados. Desta forma, destaca-se a importância de investir em pesquisas envolvendo o Pilates na flexibilidade por exemplo. Principalmente com a utilização de métodos mais acurados, maior tempo de intervenção, avaliando o Pilates na flexibilidade e outros fidedignamente.

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Pilates na Reabilitação Física e Mental – BLOG PILATES FISIO FITNESS

pilates na reabilitação

O alemão Joseph Hubertus Pilates (1883-1967) teve uma infância doente, convivendo com asma, raquitismo e febre reumática.

Foi por meio dessas condições que ele aprofundou-se nos fundamentos da Yoga, artes marciais, ginástica, Musculação, meditação, e movimentos dos animais, e desenvolveu a  técnica que seria chamada de Pilates.

O método teve como objetivo a sua auto reabilitação e em meados de 2000 ele realmente foi comprovadamente utilizada como Pilates na Reabilitação.

A técnica foi levada ao campo de concentração da ilha de Man, durante a primeira Guerra Mundial, e o Pilates na reabilitação foi utilizada com os doentes com exercícios diários. Há relatos de que esses prisioneiros sobreviveram à grande pandemia de 1918, devido à sua boa forma.

Como alguns soldados não podiam sair da cama, Joe improvisou aparelhos com moldas de colchões presas nas cabeceiras das macas, e das cadeiras de rodas.

Pilates na reabilitação

Toda essa história de desenvolvimento do Pilates, observa- se a vontade ímpar de Joseph Pilates em ser saudável, e a ajudar a reabilitar diferentes enfermidades, abrindo caminho para a Reabilitação.

A intenção de Joseph Pilates em reabilitar pessoas com sua técnica, foi utilizando os 6 princípios de Pilates: respiração, centro, concentração, controle, precisão, fluidez;

A Respiração, que é vital, e por isso automática, não precisamos  parar e pensar na respiração para ela acontecer. E é exatamente por esse mesmo motivo que ela é prejudicada. Pare por 10 segundos, e preste atenção na sua respiração. Ela é curta? Rápida demais? É mais torácica, ou abdominal? Cada tipo de respiração tem relação com um encurtamento muscular, uma tensão, algum problema respiratório. E o Pilates vai te ensinar a equilibrar os músculos envolvidos na respiração.

Usando o centro de força, o chamado “powerHouse”, ou Casa de Força, assim chamado pelo mestre Joseph Pilates, reabilitamos praticamente todas as patologias físicas.

Ele é composto por conjunto muscular que sustentam a coluna e dos órgãos internos. O fortalecimento desse grupo muscular, gera a estabilização do tronco e o alinhamento biomecânico do corpo com menor gasto energético. Assim você pode fazer as mesmas atividades do dia a dia, e usar um esforço menor.

Os músculos do Centro de Força são: as quatro camadas do abdômen (reto abdominal, oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdômen), assoalho pélvico, eretores profundos da coluna, flexores e extensores do quadril. Além dos movimentos em si, a prática da respiração ajuda muito no fortalecimento desta musculatura.

O uso do Pilates na reabilitação

Ativando-se corretamente e constantemente os músculos do PowerHouse consegue-se reabilitar não somente as patologias da região, dos músculos envolvidos, mas também os desequilíbrios distais são corrigidos.

Joseph Pilates usou como fonte de inspiração, a Meditação.

Através de um estudo da UCLA, contatou-se que a meditação o indivíduo pratica, mais áreas do cérebro são beneficiadas, como o pensamento, memória, juízo e decisão.

A base da meditação é a concentração na sua respiração, e esvaziamento da mente, concentrando-se naquele momento. E foi esse principio de concentração que Joseph trouxe para o Pilates. Concentrando-se durante a execução dos movimentos, junto com a respiração, pode-se alcançar a reabilitação tanto física quanto mental.

Associado ainda a respiração, e concentração, adicionamos dois princípios do método Pilates. O controle e a precisão. Observa-se a aplicabilidade na ginástica artística e nas artes marciais, fontes de inspiração a Joseph Pilates.

O indivíduo controla seu corpo, e não o seu corpo controla o indivíduo.

Realizar um movimento lento e com controle, sendo preciso na sua contração, e eficiência, traz uma maior percepção corporal, dessa maneira o alinhamento das articulações se torna automático. Um corpo alinhado, com as articulações trabalhando de forma harmônica, consegue-se a reabilitação de patologias ligadas aos problemas articulares.

Joseph Pilates conclui seus princípios utilizando-se também da observação na natureza, e assim como a água que de forma fluída se adapta aos caminhos na natureza, a vida, e os movimentos do corpo humano, devem ser fluidos, naturais.  A fluidez durante a execução dos exercícios, geram menor gasto energético, e o organismo aproveita a fase concêntrica e excêntrica dos movimentos, resultando num treino equilibrado e funcional, protegendo os tecidos de possíveis desgastes prematuros, e corrigindo aqueles existentes.

Chegamos à conclusão de que todos os Princípios são bem fundamentados e geram de forma natural o equilíbrio Mental e Físico que o organismo precisa para se manter saudável, sem patologias. E que o Método possui todas as ferramentas necessárias para reabilitar um organismo em desequilíbrio.

Sabendo de todos esses aspectos, podemos afirmar SIM, o pilates na reabilitação física e mental realmente é eficiente!

Ajude pessoas que você conheça e que precisam dessa orientação.  Compartilhe esse conteúdo.

Fontes:

6 Princípios do Pilates – Revista Pilates [online]

Artigo: Anne Caroline Luz Grudtner da Silva[a], Giuliano Mannrich[a]. PILATES NA REABILITAÇÃO: uma revisão sistemática. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 22, n. 3, p. 449-455, jul./set. 2009 [online]

Artigo: Rivien Aparecida de Souza Martins ,Raphael Martins Cunha. MÉTODO PILATES: HISTÓRICO, BENEFÍCIOS E APLICAÇÕES REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA. Goiânia 2013 [online]

História de Joseph Pilates – Associação Brasileira de Pilates.[ estudo realizado na Formação em Pilates]

A mente é maravilhosa – estudo sobre a meditação [online]

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Pilates na Lombalgia e Como Tratar – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na LombalgiaPilates na lombalgia

O pilates na lombalgia vem ganhando grande notoriedade no mundo da reabilitação devido sua grande eficacia na reabilitação de alguns músculos essenciais. saiba abaixo tudo que necessita saber.

Estudos epidemiológicos demonstram que cerca de 50 a 90% dos indivíduos adultos apresentam lombalgia em algum momento de sua vida (GREVE et al, 2003). 90% ou mais das lesões lombares ocorrem no nível discal L4-L5 ou L5-S1. O disco L4-L5 geralmente comprime a 5ª raiz lombar (Evans, 2003).

Dor lombar

Na prática clínica a dor lombar tem sido avaliada e tratada através do raciocínio que engloba, além das próprias alterações mecânicas localizadas do disco intervertebral (Teyhen et al., 2007; LAIRD et al., 2012), as alterações posturais (Scannel; MCGILL, 2003; SMITH et al., 2008; LAIRD et al., 2012), alterações no controle neuromuscular (HODGES et al., 2009; LAIRD et al., 2012) e desequilíbrio e atrofia muscular (LAIRD et al., 2012).

É um consenso entre os estudos demonstrando que pacientes com dor lombar crônica apresentaram, quando comparados aos saudáveis, diferenças no controle motor da região lombar, como atraso na ativação muscular (RADEBOLD et al., 2000; CHOLEWICKI et al., 2005), déficit de controle postural (RADEBOLD et al., 2001; BRUMAGNE et al., 2004; HENRY et al., 2006; VOLPE et al., 2006) e alteração no padrão de recrutamento muscular (VAN DIEËN et al., 2003; LARIVIERE et a., 2005; HODGES et al., 2009).

Ativação dos músculos chave

Kibler et al. (2006) consideram a fraqueza e atraso na ativação da musculatura extensora de tronco uma das principais causas de dor. Através de eletromiografia, Hodges et al. (2001); Leinonen et al. (2001); Hodges (2003) e Boudreau et al. (2011) também demonstram atraso na ativação muscular de multífidos, transverso abdominal e extensores de tronco durante a movimentação ativa dos membros em indivíduos com dor. Outros autores mostraram ainda que na presença de dor lombar recorrente e crônica, músculos específicos como os multífidos e transverso abdominal apresentam, além de atraso no tempo de ativação, redução da área de secção transversa (FERREIRA et al., 2004; FERREIRA et al., 2009).

Essa Ativação dos músculos chave, são o carro chefe do pilates na lombalgia e de outros problemas na coluna.

Propriocepção

O treino proprioceptivo tem sido sugerido como um importante aspecto da intervenção no tratamento e reabilitação da lombalgia e envolveriam principalmente exercícios de equilíbrio, postura e estabilização. No entanto, um programa de reabilitação específico para melhorar a propriocepção da coluna ainda não foi estabelecido (PETERSEN et al., 2008; TOMÉ et al., 2012), e existem poucos dados que suportem essa ideia (NEWCOMER et al., 2000; GEORGY et al., 2011).

Sabe-se que o fortalecimento e estabilização da coluna lombar são formas de prevenir e tratar as lombalgias. Hoje vamos apresentar 4 exercícios de Pilates na lombalgia que podemos realizar para melhora do quadro.

Lembrando quê: Isso não descarta uma Avaliação Fisioterapêutica e Médica para o melhor tratamento.

Esses e outros muitos exercícios para patologias de coluna podem ser encontrados em nossos cursos de Pilates na lombalgia:

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Vamos aos Exercícios?

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Nos Próximos Artigos vamos descobrir exatamente a função de cada exercício e onde e quando deverá ser empregado. Fique ligado!
Enquanto isso Leia Outros Artigos do Blog e Site, Prestigie Nosso Facebook e Youtube.

 

Bibliografia

Hodges, P.; van den Hoorn, W.; Dawson, A.; Cholewicki, J. Changes in the mechanical properties of the trunk in low back pain may be associated with recurrence. J Biomech, v.42, p.61-6, 2009.

Kibler, W. B.; Press, J.; Sciascia, A. The role of core stability in athletic function. Sports Med, v.36, n.3, p.189-98, 2006.

Georgy, E.E. Lumbar Repositioning Accuracy as a Measure of Proprioception in

Patients with Back Dysfunction and Healthy Controls. Asian Spine Journal, v. 5, n. 4, p. 201-207, 2011.

Petersen, C.M.; Zimmermann, C.L.; Cope, S.; Bulow, M.E.; Ewers-Panveno, E.

Journal of NeuroEngineering and Rehabilitation, v.5, n.9, 2008.

Tomé, F.; Ferreira, C.B.; Cornelli, R.J.B.; Carvalho, A.R. Lombalgia crônica: comparação entre duas intervenções na força inspiratória e capacidade funcional. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 25, n. 2, p. 263-272, abr./jun. 2012.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Pilates na Cervicalgia: Como Avaliar e Tratar – BLOG PILATES FISIO FITNESS

pilates na cervicalgia

Pilates na cervicalgia: Avaliação e Tratamento

Pilates na Cervicalgia, ou qualquer outra forma de tratamento é necessário conhecer e entender o termo e o que pode acometer. para isso abaixo listamos aspectos importantes.

A dor no pescoço (cervicalgia) pode ter origens diversas, sendo elas desde alterações posturais, como traumas mecânicos, compressões articulares, retificações, dentre outras. Entende-se que o termo cervicalgia não se refere a uma patologia propriamente, mas sim a um sintoma ou uma forma de manifestação de alterações musculares dolorosas (Machado, 2013).

Aspectos Clínicos da Cervicalgia

Normalmente apresenta aspectos clínicos multifatoriais, uma vez que podem envolver fatores individuais de risco (tanto com características físicas ou mesmo emocionais), ou ligados à ergonomia e às atividades laborais (Vianna et al, 2011).

As diferentes dimensões das dores crônicas na coluna necessitam de ampla descrição da entidade apresentada na doença, o que de acordo com (Waddell, 2013) incluem principalmente “comprometimento por dor, deficiência física e incapacidade”.

A cervicalgia é muito comum na população em geral (Jordan, 1998). Nos países ocidentais, a dor no pescoço é relatada como uma das principais causas de licença médica de longo prazo e de pensões trabalhistas. Persistente e debilitante, a dor no pescoço decorrente de acidentes de carro também é comum.

Por isso, fica difícil delimitar com precisão um traçado único da prevalência das cervicalgias.

Estudos Brasileiros

Em três estudos nacionais recentes a prevalência da cervicalgia foi avaliada na população geral brasileira (sem delimitações ou especificações outras desse grupo) (Silva et al, 2012).

Machado (2013), refere que as dores cervicais afetam 30% dos homens e 43% das mulheres em algum momento de suas vidas. Silva encontrou que a cervicalgia acomete em média de 12% a 34% da população adulta em alguma fase de sua vida, com maior incidência no sexo feminino e trazendo algum tipo de comprometimento em sua atividade laboral.

Antônio (2011) refere que a prevalência da cervicalgia é estimada em 29% nos homens e 40% nas mulheres, podendo esses números serem ainda maiores quando avaliadas populações selecionadas de acordo com atividades exercidas no trabalho.

A cervicalgia pode ainda causar outros tipos de danos para o indivíduo, como alterações e/ou compensações no sistema osteomuscular, como por exemplo, na cintura escapular, podendo ocasionar tensões associadas que influenciem na postura da cabeça e mandíbula, podendo evoluir para um quadro de disfunção temporomandibular, como foi visto em estudo de (Gorreri et al, 2008) em que 100% dos indivíduos pesquisados e portadores de cervicalgia, apresentaram disfunção temporomandibular.

Escalas e Questionários

Para mensurar o impacto que a cervicalgia pode causar no indivíduo, bem como as limitações por ela geradas, diversos questionários e escalas de avaliação foram desenvolvidos, sendo frequentemente na língua inglesa (Pietrobon, 2002), como Neck Disability Index (NDI) (Vermon, 1998), Neck Painand Disability Scale (NPDS) Cervical Spine Outcomes Questionnaire (CSOQ) (Menezes, 2012), Northwick Park Neck Pain Questionnaire (NPK) (Moffett, 2005).

As escalas e questionários de auto-avaliação, além da importância científica, podem nortear a prática clínica (Fejer, 2008).

O questionário The Copenhagen Neck Functional Disability Scale (CNFDS) é uma ferramenta de avaliação clínica que evidencia com precisão a percepção do paciente com relação a sua funcionalidade frente ao cenário da dor cervical, sendo capaz de ajudar a orientar suas perspectivas clínicas (Misterska, 2011).

Escala

Curso_de_Pilates
Quer saber sobre Pilates na cervicalgia e muito mais? Curso de Patologias Ortopédicas

As questões de número 1 a 5 são questões de direção positiva, ou seja, uma resposta “sim” indica uma boa condição cervical. Já as questões de número 6 a 15 são questões de direção negativa, assim sendo, uma resposta “sim” indica uma pobre condição cervical. Com isso, a pontuação máxima possível é de 30 pontos, e a mínima é de 0, sendo que quanto maior a pontuação, maior a disfunção (Waddell, 2013).

Score

  • A classificação da disfunção segue tal como no artigo original:
     1 a 3 pontos = incapacidade mínima;
     4 a 8 pontos = incapacidade leve;
     9 a 14 pontos = incapacidade leve à moderada;
     15 a 20 = incapacidade moderada;
     21 a 26 = incapacidade moderada à intensa;
     27 a 30 = incapacidade intensa.

Tratamento com Pilates na Cervicalgia (Lembrando que, são algumas sugestões)

Sabe-se que a terapia combinada é a mais eficaz no tratamento. Dentro das terapias ou métodos podemos utilizar o Pilates que, engloba uma série de combinações.
Abaixo segue nossas dicas de exercícios para melhorar a postura e o realinhamento, fortalecendo e diminuindo o quadro álgico. E você quais exercícios do Pilates na cervicalgia usaria para realização de um tratamento eficaz? Descreva abaixo!

 pilates na cervicalgia

Bibliografia

The Copenhagen neck functional disability scale – CNFDS: translation and cultural adaptation to brazilian portuguese Journal of Human Growth and Development, 2014; 24(3): 304-312

Viana PB, Benini LV, Vasconcellos C. Programa de ginástica laboral versus desconforto laboral. Coleção Pesquisa em Educação Física. 2011; 10(2): 125-32.

Silva RMV, Lima MS, Costa FH, Silva AC. Efeitos da quiropraxia em pacientes com pilates na cervicalgia: revisão sistemática. Rev Dor. São Paulo. 2012; 13(1):71-74.

Gorreri MC, Guimarães EA, Barbosa KVMS, Barbosa GAS, Baraúna MA, Strini PJSA, et al. Relação entre cervicalgia e disfunção temporomandibular. Fisioterapia Brasil. 2008 Jul /Ago; 9(4): 264-268.

Menezes EM, Rocha RO, Moreira AAD, Nascimento DG, Araújo AEP, Maia LCS. Artroplastia total do disco cervical com prótese de Bryan. Resultados Clínicos e funcionais. Rev Coluna/Columna. São Paulo, 2012; 11(3): 214-8.

Vermon H, Mior S. The Neck Disability Index: a study of reliability and validity. Journal of manipulative and physiological therapeutics. 1991,14(7):409-15.

Moffett JAK, Jackson DA, Richmond R, Hahn S, Coulton S, Farrin A, et al. Randomised trial of a brief physiotherapy intervention compared with usual physiotherapy for neck pain patients: outcomes and patient’s preference. BMJ 2005; 330-75.

Fejer R, Jordan A, Hartvigsen J. Neck pain and disability due to neck pain: what is the relation? Eur Spine J. 2008; 17:80–88.

Misterska E, Jankowski R, Glowacki M. Crosscultural adaptation of the Neck Disability Index and Copenhagen Neck Functional Disability Scale for patients with neck pain due to degenerative and discopathic disorders. Psychometric properties of the Polish versions. BMC Musculoskelet Disord. 2011 Apr 29;12:84.

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Pilates na Gravidez – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na gravidez

Pilates na Gravidez

Pilates na gravidez ou Pilates na gestação é necessário conhecer os aspectos que envolvem todo período gestacional. E para isso estudar todos esses aspectos são importantes.

Se você precisa saber mais, o curso aborda absolutamente todos os aspectos através do guideline na gestação.

Mas enfim, continue lendo este artigo, caso haja interesse abaixo encontrará onde realizar sua formação.

Há tempos atrás, a gravidez era considerada como sendo o período em que a mulher precisava ter certos cuidados.

Mulheres em período gestacional recebiam orientações quanto a permanecer em repouso, evitar esforços físicos, e alimentar desejos extravagantes, além de liberdade para abusar de alimentos pouco saudáveis, gordurosos e doces.

Agora, a palavra de ordem é gravidez saudável

O culto ao corpo de forma moderada é até benéfico. As recomendações, não somente para gestantes, mas para todas as pessoas em geral, são cultivar bons hábitos que incluem:

Alimentação balanceada e exercícios físicos moderados, mas constantes, que garantam uma melhor qualidade de vida durante e depois da gravidez.

O Pilates está entre as modalidades de exercícios recomendados para esse período, pois ao contrário do que se acredita, grávidas podem usufruir da prática.

A exceção daquelas que se encontram em gravidez de risco, ou tiveram algum tipo de complicação que devam seguir recomendações médicas de repouso, a fim de evitar maiores consequências.

É importante que o ginecologista esteja ciente da prática dos exercícios e que seja consultado quanto à sua liberação (o instrutor de Pilates deve exigir isso de sua aluna).

Pilates é contraindicado quando?

Acreditava-se que o Pilates na gravidez era contraindicado, devido a seus exercícios Malabares nos aparelhos e na bola, e também pela sua grande ênfase na contração abdominal.

O Pilates pode ser adequadamente adaptado para a gravidez, desde que não sejam realizados certos exercícios, tais como os abdominais pesados.

É importante ressaltar

A gestante não deve ser colocada em posições que causem muito desequilíbrio, para evitar risco de quedas, por exemplo.

Pilates na gestaçãoQuais exercícios realizar?

Os exercícios de braço estão muito bem indicados, já que fortalecem a região dando boas condições à futura mamãe de carregar seu filho no colo.

Pernas também estão liberadas para serem trabalhadas, a fim de evitar dores articulares que possam vir em função do sobrepeso.

Os exercícios de alongamentos devem ser priorizados, pois na gravidez, em função do aumento abdominal, o peso da mulher se desloca todo para a frente. Alterando o seu centro de gravidade, aumentando a curvatura fisiológica da coluna, e causando dores.

Os exercícios abdominais e a mobilidade da coluna serão, naturalmente, praticados durante os exercícios de braços, de pernas, e através da respiração característica do método.

O Pilates auxiliará a gestante no período pós-parto, facilitando o retorno mais rápido do abdômen. Causa esta pela diástase abdominal e flacidez tecidual.

Cabe ressaltar que é necessário que o ginecologista esteja de acordo com a prática do Pilates na gravidez. O ideal é que ele mande uma liberação por escrito para que o instrutor saiba do andamento da gestação.

Se a aluna suspeita que está grávida, ela deve avisar imediatamente o instrutor, mesmo que ainda não tenha feito nenhum exame para comprovação. Evitando certos exercícios, garantindo uma gestação sem sustos.

Entretanto, deve-se salientar que se a gestante nunca praticou nenhum tipo de exercício físico, deve procurar executar exercícios leves de Pilates.

Gostou?

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Pilates na lesão de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates nas lesões do joelho

O Pilates nas lesões do Joelho (LCA)

O pilates nas lesões do joelho é bastante requisitado. Mas para utilização do mesmo é necessário conhecer a Fisiopatologia de cada lesão. Nesse Artigo vamos entender quais grupos musculares são lesionados, e quais daremos enfase na reabilitação. Como as lesões do joelho são diversas dizer “pilates na lesão do joelho é muito superficial”. É necessário entender de cada lesão. Vamos então saber um pouco sobre o LCA (ligamento Cruzado Anterior). Aqui saberemos desde a cirurgia, uma comparação de duas técnicas cirúrgicas, quais delas possui melhor índice de recuperação. Com isso podemos imaginar um tratamento baseado em cada tipo de cirurgia. Entender até que ponto a reabilitação através do pilates ou qualquer outra técnica Fisioterapêutica. Vamos ao Estudo?

Resumo

O objetivo desse estudo foi avaliar se há diferença da evolução na reabilitação dos indivíduos submetidos à reconstrução do LCA. Através das técnicas osso-tendão patelar-osso ou enxerto quádruplo do semitendíneo e grácil através de uma revisão da literatura. Utilizaram-se as bases de dados eletrônicas: MEDLINE, EMBASE, LILACS, COCHRANE e PEDro. Os critérios de inclusão foram: Ensaio clínico randomizado e aleatório com ou sem metanálise.

Participantes com lesão do LCA associada ou não a lesão meniscal e que foram submetidos à ligamentoplastia e à reabilitação fisioterapêutica. Intervenção cirúrgica através das técnicas de reconstrução osso-tendão patelar-osso ou enxerto quádruplo do semitendíneo e grácil. Ensaios clínicos que comparem a diferença da evolução na recuperação funcional.

Estudos publicados nos idiomas: português, inglês e espanhol, no período de 1997 a junho de 2011. Foram encontrados cinco ensaios clínicos que preenchessem os critérios de inclusão. Não foram observadas diferenças clínicas e funcionais entre as técnicas, porém, com recomendação para uma reabilitação menos agressiva e com maior atenção no fortalecimento dos isquiotibiais quando estes são utilizados como enxerto.

Descritores: Ligamento cruzado anterior. Artroscopia. Resultado de tratamento. Reabilitação. Modalidades de fisioterapia.

PS: Quer saber mais sobre pilates nas lesões do joelho? clique no ícone vermelho no canto inferior direito e assine o Blog de Pilates.

INTRODUÇÃO

A decisão para a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) é baseada em fatores como:

Grau de instabilidade, idade do paciente, nível de exigência do joelho, presença de falseios, lesões meniscais recorrentes e interesse em retornar ao esporte. A cirurgia tem como objetivo criar uma réplica do ligamento original. Porém, para se obter as mesmas capacidades funcionais comparadas ao membro não operado é necessário um programa de reabilitação.

Técnicas cirúrgicas

Muitos estudos publicados nos últimos anos descrevem as diferentes técnicas e opções de enxertos para a reconstrução do LCA. Os enxertos mais utilizados são: osso-tendão-osso com terço médio do tendão patelar (OTO) e enxerto quádruplo do semitendíneo e grácil (EQSG). Para cada tipo de enxerto existem as vantagens e as desvantagens.

O autoenxerto OTO apresenta alta resistência, boa qualidade de fixação, facilidade em se obter o material, bom potencial de cicatrização. Boa estabilidade a longo prazo, melhor índice de retorno ao esporte, além de ser uma reconstrução rápida. Permite uma reabilitação mais agressiva. Mas existem complicações, como fraturas da patela, tendinite patelar, ruptura do tendão patelar, distúrbios da sensibilidade, inabilidade para ajoelhar-se e dor na região anterior do joelho.

Já o uso do EQSG tornou-se frequente como substituto do LCA porque evita a retirada de parte do mecanismo extensor, diminuindo, assim, as complicações crônicas e agudas da articulação patelofemoral.6 Porém, pode ocorrer fraqueza dos isquiotibiais e o procedimento é tecnicamente mais complicado.4 Aliada à reconstrução ligamentar, a reabilitação do joelho é um ponto de fundamental importância para alcançar os resultados desejados.

Melhor programa de reabilitação, qual é?

O programa ideal de reabilitação tem por base o conhecimento biológico e mecânico exercido pelo ligamento. E para que o joelho alcance sua função aproximada do normal a reabilitação deve ter alguns objetivos: diminuir a dor, controlar a inflamação e a cicatrização, restabelecer a amplitude de movimento (ADM) completa, prevenir a hipotrofia muscular, melhorar a força muscular, manter a função proprioceptiva e facilitar o retorno às atividades laborais e esportivas.

Para se alcançar todos estes objetivos pós-operatórios existem vários protocolos.2 Baseando-se no exposto acima, este estudo teve como objetivo
identificar e analisar o conteúdo dos artigos científicos publicados que verifiquem a evolução na recuperação funcional dos indivíduos submetidos à reconstrução do LCA usando o enxerto OTO ou o EQSG, e que comparem se há diferença na reabilitação entre as duas técnicas.

RESULTADOS

A busca inicial constou de 237 estudos; destes, 190 foram excluídos por não se encaixarem nos critérios estabelecidos. Assim, 47 estudos foram analisados por dois revisores. As referências destes 47 artigos também foram revisadas para identificar possíveis estudos adicionais. Após a avaliação de qualidade e a reunião de consenso foram encontrados cinco ensaios clínicos que preencheram os critérios de inclusão, por responderem integralmente a pergunta da pesquisa, ou seja, que comparassem a diferença da evolução na reabilitação entre os grupos. (Quadro 1) Os outros 42 artigos comparavam as técnicas cirúrgicas com OTO e EQSG descrevendo suas vantagens, desvantagens e complicações.

A Reabilitação

A reabilitação do joelho é um ponto de fundamental importância para se alcançar bons resultados funcionais desejados, podendo considerar-se como variáveis da evolução deste processo: dor, estabilidade
articular, lesões associadas, força muscular, atividades funcionais, sintomas específicos do joelho, retorno à atividade e tempo de reabilitação.

A dor

A dor é um sintoma comum e significante para muitos indivíduos após a ligamentoplastia, podendo interferir nas atividades de vida diária, incluindo as posturas dos membros inferiores adotadas no dia-a-dia. Em trabalhos de acompanhamento (follow-up) de pacientes submetidos a reconstrução do LCA utilizando EQSG ou OTO, não foram observadas diferenças significativas quanto ao relato e intensidade de dor na região do joelho. Para esta avaliação foram utilizados desde a simples classificação pelo relato verbal de presença de dor ou não,9 o uso da Escala Visual Analógica (EVA),10,11 até o uso de uma ferramenta específica para avaliar a dor no joelho: Anterior Knee Pain Score (AKP), que considerava a dor ao repouso, subindo ou descendo degraus, sentado com flexão de joelho por mais de 30 minutos ou ao agachar-se e ajoelhar-se.12

Estabilidade x Avaliação

Para avaliar-se a estabilidade articular do joelho e a lassidão ligamentar após a cirurgia observou-se que todos os trabalhos utilizaram como ferramenta o artrômetro, entretanto com parâmetros distintos: aplicando uma força de 134 N,13 89 N e força manual máxima. Também foram utilizados alguns testes clínicos: teste de Lachman e teste pivô shift. Porém, apenas o trabalho de Heijine e Werner demonstrou diferenças entre os 2 grupos, em que o enxerto OTO garante uma articulação mais estável para a translação anterior e movimento de rotação da tíbia. Uma das complicações decorrentes da instabilidade articular pós-ligamentoplastia é a osteoartrose.

Osteoartrose

Três trabalhos consideraram esta relação como uma variável pós-operatória. Para esta avaliação utilizaram radiografias e o questionário Knee Injury Osteoarthrits Outcome Score (KOOS), o qual, além da dor, também avalia funções da vida diária, funções durante a prática esportiva recreacional e a qualidade de vida. Em nenhuma avaliação observou-se diferenças significativas entre as técnicas cirúrgicas.

Uma das formas de se avaliar o desempenho funcional é por meio da análise da força dos músculos da coxa. Para esta avaliação todos os trabalhos utilizaram o dinamômetro isocinético, mensurando o torque concêntrico e excêntrico dos músculos quadríceps e isquiotibiais.

Novamente diversos parâmetros foram utilizados: velocidades angulares de 90º/s e 230º/s, ou de 60º/s e 240º/s11 ou apenas de 60º/s. Também foram descritos o número de repetições executadas: 5 repetições em uma velocidade angular de 60º/s, descanso de 1 minuto e 30 repetições a 240º/ s10 e 10 repetições a uma velocidade de 60º/s e 20 repetições a 300º/s.

Nesta análise foi demonstrado que após dois anos da cirurgia o grupo EQSG não recuperou o torque muscular do pré-operatório, além de serem observadas reduções do trabalho dos músculos posteriores da coxa entre o 1º e o 2º ano da cirurgia. Também foi demonstrado que os pacientes com EQSG apresentavam menor força para flexão do joelho, sendo necessário um protocolo mais lento e concentrado em exercícios de fortalecimento dos músculos isquiotibiais para este grupo.

Testes

Ainda entre os testes funcionais, o único aplicado em todos os trabalhos foi o salto monopodal.  Porém, outros testes também foram aplicados, como o teste de caminhada, sendo considerada a dor durante e depois do teste; o teste de caminhada ajoelhado 9,10; o teste de saltar degraus 10,11; e teste de oscilação postural monopodal, mensurada em uma plataforma de força.12 Apesar de nenhum teste funcional ter demonstrado diferença entre os grupos, especificamente sobre o teste de salto monopodal, observou-se nos estudos de Heijine e Werner12 e Holm et al.11 que ambas as técnicas apresentaram déficit no membro operado quando comparado ao não operado.

Questionários Aplicados

Questionários foram aplicados para avaliar sintomas específicos e a capacidade funcional do joelho: Cincinnati Knee Rating System (CKRS), questionário Lysholm, International Knee Documentation Committee (IKDC)  e Assessment Numeric Evaluation (SANE) Score.

Também foi relatado o uso da avaliação subjetiva da função do joelho, na qual o paciente relatava verbalmente como considerava a função do joelho. Entretanto, em nenhum trabalho foi observada diferença significativa entre o uso do OTO e do EQSG.

Para avaliar o nível de participação esportiva, todos os trabalhos  utilizaram a Escala de Tegner. Por meio deste teste, observou-se que um ano após a cirurgia os pacientes submetidos à ligamentoplastia com OTO foram capazes de retornar em um nível maior além de tê-lo conseguido em um menor tempo em relação aos com EQSG, de acordo com as conclusões de Heijine e Werner.

Outras avaliações físicas foram realizadas: a amplitude de movimento (ADM) foi mensurada, sendo considerada a ADM total e a perda da extensão, utilizando a goniometria. A perimetria do joelho e da coxa, para avaliar a hipotrofia muscular; a presença de crepitação patelofemoral.  A alteração da sensibilidade na região anterior do joelho.

Variável Atendimento

Em relação ao número de atendimentos fisioterapêuticos, apenas um trabalho referenciou esta variável, a qual foi semelhante entre os grupos. No grupo OTO foram realizados 50 atendimentos,
enquanto no EQSG 51. Para ambos, os atendimentos foram realizados de dois a três vezes por semana. Quanto aos protocolos e condutas fisioterapêuticas utilizadas, estes possuem pobres descrições, não sendo citado o tempo de uso e nem a frequência de aplicação de cada técnica. Ainda com relação à esta análise, observou-se uniformidade nos trabalhos em alguns aspectos, pois todos citam o uso da descarga de peso precoce, na primeira semana de pós-operatório, assim como a maioria usou exercícios em cadeia cinética fechada.

CONCLUSÃO
Após a ligamentoplastia, tanto com uso do enxerto OTO quanto do EQSG, os resultados clínicos e funcionais são semelhantes, porém, com recomendação para uma reabilitação menos agressiva e com maior atenção no fortalecimento dos isquiotibiais quando utilizado EQSG.

O Pilates nas lesões do joelho. como podemos ajudar esses pacientes?

Descreva abaixo os exercícios de pilates nas lesões do joelho que podemos utilizar para otimizar o tratamento? Quais outras técnicas Podemos associar?

Artigo de:
Pereira M, Vieira NS, Brandão ER, Ruaro JA, Grignet RJ, Fréz AR. Tratamento fisioterapêutico após reconstrução do ligamento cruzado anterior. Acta Ortop Bras. [online]. 2012;20(6):372-5.

Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas, Pilates nas lesões do joelho. desde 2010.
contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br Tel:11.96781-1979 (whats) https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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