Pilates na Fascite Plantar

pilates na fascite plantarPilates na Fascite Plantar

Muitos exercícios e tratamentos são propostos para essa patologia e o Pilates na Fascite Plantar pode ser outro aliado, tanto na reabilitação quanto na prevenção dessa lesão.

A fascite plantar  ocorre quando o tecido fibroso (fáscia plantar) ao longo do pé está inflamado, devido a um estresse excessivo dessa região. A fáscia plantar é um tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé.

É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé. A inflamação é causada pelo estiramento excessivo da fáscia plantar.

Geralmente, há dores no pé logo pela manhã, ao dar os primeiros passos. A dor piora pela manhã ao iniciar a marcha e melhora depois. Também pode ocorrer inchaço no local. Muitas são as causas da fascite plantar e é importante ficar atento a elas.

Causas da Fascite Plantar

Frequentemente é causada pela lesão de um esforço repetitivo da fáscia plantar a um mau amortecimento de impacto, sobrecarregando a estrutura. Sabe se que, ela pode ser causada por defeito estrutural, mau alinhamento biomecânico, fraquezas musculares, falta de alongamento e flexibilidade ou o conjunto de todas elas.

Tratamento e Prevenção

O tratamento é baseado em fisioterapia, anti-inflamatórios e mudanças no estilo de vida.

Dentro da Fisioterapia podemos citar vários equipamentos e e técnicas, tais como: Uso do ultrassom para alívio de dor, regeneração e para uso da iontoforese (penetração e absorção acelerada de medicamentos através das ondas de ultrassom), Uso de Laser para regeneração tecidual, técnicas de liberação miofacial, tapping, crochetagem, alongamento, dentre outras.

Para realização de um tratamento em casa podemos utilizar do gelo como analgesia, exercícios de alongamento e fortalecimento de toda musculatura envolvida.

Alongamento Muscular

fascite-plantarAlongamento e relaxamento da fáscia plantar

Sentado, o paciente irá cruzar a perna do pé afetado apoiando na outra perna. Com os dois dedos polegares no centro do pé, irá fazer uma pressão deslizar os dedos em sentidos contrários (um vai em direção ao calcanhar e outro em direção à ponta do pé). Este exercício deve ser realizado diariamente 3 vezes por dia com duração de 30 segundos cada. Lembre-se de manter a postura alinhada.

Fasceite plantarAlongamento e relaxamento (variação)

O paciente pode ficar sentado e deverá colocar a latinha, garrafa ou até uma bolinha de tenis embaixo do pé, na região do meio, e deverá rolar para frente e para trás, massageando a sola do pé.

pode realizar esse exercício diariamente sem restrição de tempo, frequência.

fasciteAlongamento de Panturrilha (Flexores Plantares)

Pode ser realizado com as mãos apoiadas na parede. É colocada a perna boa a frente da perna com o pé acometido e deve-se dobrar o joelho da frente juntamente com o tronco de maneira que a perna de trás fique esticada, assim alongando toda região posterior da perna. Este exercício também deve ser realizado diariamente, 3 vezes por dia, cerca de 30 segundos cada.

pilates na fascite plantarAlongamento de Panturrilha (Sóleo)

Igualmente ao exercício anterior, porém, a perna a ser alongada deve-se manter uma pequena flexão de joelho, alongando apenas o músculo sóleo.

pilates fascite plantarAlongamento de Panturrilha (variação)

sentado ou deitado, coloque uma toalha envolto ao pé que se deseja alongar e puxe a toalha e relaxe as musculaturas posteriores da panturrilha, sustente de 20 a 30 segundos. Podendo realizar 3 x ao dia, cerca de 10 repetições seguidas cada vez.

Fortalecimento Muscular

Fascite-plantarFortalecimento da Musculatura Profunda do Pé

Para fortalecer a musculatura do pé, neste exercício o paciente irá precisar de apenas uma toalha. Na posição sentada, com o pé apoiado em cima da toalha, o paciente irá realizar movimento com os dedos dos pés de maneira que consiga puxar toda a parte da toalha que está a frente do seu pé. Lembre-se de manter o calcanhar sempre apoiado. Este exercício pode ser realizado diariamente, cerca de 10 a 15 vezes por dia.

fascite plantar

 

Outro exercício para fortalecer os músculos profundos dos pés pode ser realizado com bolinhas de gude. O paciente (sentado) irá pegar as bolinhas com os dedos dos pés, e colocá-las em um pote ao lado, sem deixar as bolinhas cair. O exercício pode ser realizado diariamente (10-20 bolinhas por dia).

 Tendon-stretchPilates na Fascite Plantar

Os exercícios devem ser realizados respeitando o limite e limiar doloroso de cada paciente/atleta. Deve-se realizar exercícios de fortalecimento e alongamento. Uma boa dica são as Séries de Footwork: V Position, Heels, Arches, Running e outros exercícios como, Tendon Strech, Monkey, Stomach Massage, Bridge, Going Up, dentre outros exercícios.

Lembrando que, isso não isenta o paciente, atleta de procurar um profissional Fisioterapeuta para traçar o melhor tratamento para o indivíduo, lembrando que cada caso pode reagir de formas diferentes frente ao exercício, a terapia aplicada.

Espero ter ajudado e nos vemos no próximo artigo…

Bibliografia

GreinerTM. The jargon of pedal movements. Foot Ankle Int.2007 Jan;28(1):109-25.

ANDROSONI, R.; NETTO, A. A.; MACEDO, R. R.; FASOLIN, R. P.; BONI, G.; MOREIRA, R. F. G. Tratamento da Fasciíte Plantar Crônica pela Terapia de Ondas de Choque: Avaliação Morfológica Ultrassonográfica e Funcional. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 48, n. 6, 2013.

PONTIN, J. C. B.; COSTA, T. R.; CHAMLIAN, T. R. Tratamento Fisioterapêutico da Fasciíte Plantar. Acta Fisiátrica, v. 21, n. 3, 2014.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

epicondilite-lateralO cotovelo de Tenista, conhecido como Tennis Elbow, é uma tendinite do epicôndilo lateral. Apesar de ser de fácil diagnóstico, ainda existe controvérsia e muita dificuldade no tratamento dessa lesão. Por isso vamos discutir as melhores formas de tratamento e como podemos contribuir com o Pilates na reabilitação do Tennis Elbow.

Para isso utilizamos alguns artigos cientificos de maior evidência e uma revisão sistemática sobre o assunto.

A epicondilite lateral geralmente acomete pessoas entre 30 e 60 anos e é definida como uma afecção degenerativa que ocorre inicialmente por microlesões na origem da musculatura extensora do antebraço.

Característica da Lesão

Sua apresentação clínica caracteriza-se por dor sobre o epicôndilo lateral, com irradiação para a musculatura extensora e diminuição da força de preensão, afetando as atividades cotidianas. Seu mecanismo de lesão se dá por esforços repetitivos, geralmente laborais ou esportivos.

Fortalecimento Muscular

Newcomer et al. realizaram um estudo comparando um grupo que realizou fisioterapia convencional e o outro que realizou fisioterapia convencional acrescido de injeções de corticoide. Os resultados indicaram que a fisioterapia convencional foi responsável pela melhora da maior parte dos pacientes tanto a curto como a longo prazo. Seu protocolo consistiu de fortalecimento progressivo com exercícios excêntricos e concêntricos e aplicação de gelo no epicôndilo lateral.

Terapia por Ultrassom

Pienimaki et al., também encontraram resultados desfavoráveis ao uso do ultrassom pulsátil no tratamento a curto prazo em pacientes com epicondilite lateral crônica quando comparados com exercícios.

Esses achados foram corroborados por Oken et al., que encontraram resultados negativos do ultrassom em relação ao laser e ao brace.

Terapia por Laser

Os cinco estudos selecionados apresentaram resultados conflitantes. Basford et al. (31) obtiveram resultados que não justificaram o uso do laser de baixa intensidade no tratamento da epicondilite lateral, já que não houve diferenças significativas em relação ao grupo placebo.

Oken et al. encontraram resultados favoráveis para o uso do laser na força de preensão comparado ao uso do brace, porém, para a variável dor, o laser não foi eficaz.

Ogueta, em um estudo realizado em 2000, obteve resultados favoráveis com o uso da terapia por laser de baixa intensidade no tratamento da epicondilite lateral a curto prazo. Após o fim do tratamento, o grupo experimental apresentou diminuição de dor em 45% dos pacientes, comparado com 17% do placebo.

Stergioulas, com um protocolo parecido com o estudo de Gueta, que demonstraram mais eficácia do laser em comparação com o placebo para as variáveis dor, força de preensão e função. Esses estudos demonstraram que a terapia por laser pode ser utilizada no tratamento da epicondilite lateral.

Terapia por Ondas de Choque

Speed et al., ensaio clínico randomizado, controlado e duplo-cego, 75 pacientes com epicondilite lateral crônica foram randomizados em grupos: grupo experimental e grupo controle. Ondas de choque x placebo Ambos os grupos apresentaram melhora significativa em relação à dor. Em relação à dor noturna, 30% do grupo tratado e 43% do placebo obtiveram melhora significativa.

Haake et al., ensaio clínico randomizado, controlado, prospectivo e simples-cego 272 pacientes com epicondilite lateral crônica (duração dos sintomas de aproximadamente dois anos) foram divididos em dois grupos. Ondas de choque x placebo Após seis semanas, 27,2% dos pacientes do grupo tratado apresentaram sucesso no tratamento, comparado com 23,2% do grupo placebo. Com 12 meses, o grupo tratado obteve 65,7% e o placebo 65,3%.

Terapias Combinadas

Stergioulas, Ensaio clínico randomizado e simples-cego, 50 pacientes com epicondilite lateral aguda, com duração dos sintomas maior que cinco semanas. Laser + pliometria x laser (placebo) + pliometria. Houve melhora significativa do grupo experimental comparado com o controle em relação à dor, força de preensão e amplitude de movimento após oito semanas de tratamento.

Oken et al., Ensaio clínico randomizado, prospectivo 52 pacientes com epicondilite lateral com duração dos sintomas de, no mínimo, sete dias. Laser x brace x ultrassom. O brace apresentou resultados um pouco melhores do que o laser e o ultrassom em relação à dor. Em relação à força de preensão, o laser foi mais eficaz que o brace e o ultrassom.

Conclusão

Conclui-se que, dentro da modalidade exercícios concêntricos e excêntricos o Pilates na reabilitação do Tennis Elbow pode ser muito eficaz desde quê, combinado a outras terapias, tais como Laser, Brace, Exercícios Pliométricos, Terapias de Choque (TENS, RUSSA, INTERFERENCIAL).

O uso de Molas, uso de acessórios como faixas elásticas, halteres, associado aos princípios do Pilates, pode e deve ser parte de todo processo de reabilitação

Ainda existe muita controvérsia, falha metodológica e principalmente número pequeno de avaliados nas amostras, porém os exercícios são de suma importância durante o processo de reabilitação do tennis elbow.

O melhor ainda é a prevenção da lesão, para tanto preparamos um vídeo com 8 exercícios para epicondilite lataral AQUI

Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

 

 

 

Bibliografia

Oken O, Kahraman Y, Ayhan F, Canpolat S, Yor gancioglu ZR, Oken OF. The short-term efficacy of laser, brace, and ultrasound treatment in lateral epicondylitis: a prospective, randomized, controlled trial. J Hand Ther. 2008;21(1):63-7.

Ogueta E. Laser en epicondilitis. Bol Cient Asoc Chil Segur. 2000;2(3):40-5.

Speed CA, Nichols D, Richards C, Humphreys H , Wies JT, Burnet S, et al. Extracorporeal shock wave therapy for lateral epicondylitis–a double blind randomised controlled trial. J Orthop Res. 2002;20(5): 895-8.

Haake M, König IR, Decker T, Riedel C, Buc h M, Müller HH, et al. Extracorporeal shock wave therapy in the treatment of lateral epicondylitis : a randomized multicenter trial. J Bone Joint Surg Am. 2002;84-A.

de Almeida MO, Saragiotto BT, Yamato TP, Pereira RL, Lopes AD. Physiotherapy treatment for tennis elbow: a systematic review. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 26, n. 4, p. 921-932, set./dez. 2013.

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Pilates na Gravidez

pilates-na-gestaçãoPilates na Gravidez e Pós-Parto

O Pilates na gravidez e pós-parto pode ser uma atividade muito completa e segura, porém é importante saber a intensidade da atividade, entender as mudanças metabólicas e hormonais em cada fase da gravidez, além da individualidade de cada aluna.

Nesse artigo falaremos um pouco sobre o assunto utilizando as recomendações do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG).

Pela primeira vez a recomendação sugere um possível papel para o exercício na prevenção e tratamento da diabete gestacional. As recomendações também promovem o exercício para as mulheres sedentárias e aquelas com complicações médicas e obstétricas, mas somente após a avaliação médica e permissão.

A prevalência de gestantes ativas, a duração, a frequência e a intensidade dos exercícios são ainda menores do que nas mulheres adultas em geral.

Pilates e Exercícios Físicos na Puérpera (Brasil)

Alguns estudos realizados no Brasil demonstram dados alarmantes em relação à prática de atividade física durante a gestação. Tavares et al., acompanhando uma coorte de 118 gestantes no Nordeste, encontraram um reduzido nível de atividade física nas gestantes durante todo o período, e 100% da amostra alcançou o padrão sedentário na 32ª semana gestacional.

Silva, avaliando o nível de atividade física de 305 gestantes em Fortaleza, Ceará, verificou que 80% apresentaram condição classificada como padrão leve ou sedentário.

Outro estudo realizado na região Sul do Brasil observou que apenas 4,7% foram classificadas como ativas durante toda a gestação.

Benefícios da Prática de Pilates na gravidez/ Exercício Físico

A prática do exercício físico regularmente pela gestante, por pelo menos 30 minutos ao dia, pode promover inúmeros benefícios, incluindo a prevenção de diabetes gestacional (DG), além de não haver evidências de desfechos adversos para o feto e/ou recém-nascido (RN) com a prática graduada entre intensidade leve e moderada.

Atividades físicas em intensidade leve a moderada igualmente não foram associadas, como se pensava, ao trabalho e parto pré-termo e baixo peso do recém-nascido. Outro benefício associado a essa prática é a redução da incidência de sintomas indesejáveis durante a gravidez, como câimbras, edema e fadiga.

Contraindicações ao Exercício Físico

Contraindicações absolutas e relativas para a prática de exercício físico por gestantes Adaptado: ACOG Committee Obstetric Practice e Royal College of Obstetricians and Gynaecologists.

Pilates na Gravidez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prescrição de exercícios 

A gestante deve escolher uma atividade que melhor se adapte às suas características e interesses para, com isso, aumentar a aderência ao exercício escolhido em longo prazo.

Sempre devem ser evitados exercícios que coloquem a gestante ou o feto em risco, como atividades de alto impacto, com risco de queda ou trauma abdominal e esportes de contato. Nessa hora o Pilates se enquadra como uma atividade segura,pois além dos benefícios de uma atividade física, ainda promove flexibilidade, fortalecimento e endurance de abdominais e assoalho pélvico, evitando os principais problemas apresentados durante a gravidez.

Treino de resistência muscular

O fortalecimento deve priorizar a musculatura paravertebral lombar, a cintura escapular e, preferencialmente, envolver grandes grupos musculares. Deve-se preferir, como critério de escolha, utilizar o próprio peso corporal e faixas elásticas, bolas, aparelhos de Pilates.

Alguns exemplos de exercícios de resistência muscular que as gestantes podem realizar são: Yoga, Pilates, musculação com cargas leves.

Alongamento Muscular

Deve ser complementar ao exercício aeróbico e ao treinamento de resistência. Técnicas de alongamento muscular, como o Pilates (técnica mais completa) e Streetching global, permitindo melhorar a flexibilidade e o relaxamento muscular, e ajudando na adaptação postural e na prevenção de dores de origem musculoesqueléticas.

Treinamento do Assoalho Pélvico

Existe evidência científica de que o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) durante a gestação diminui o risco de incontinência urinária no pós-parto. A gravidez é um momento oportuno para introduzir a prática de exercícios perineais na vida da mulher.

Não há contraindicações para sua prática durante e após a gestação, devendo exercícios desse tipo ser recomendados sistematicamente para todas as gestantes.

A gestante deve realizar o TMAP com contrações sustentadas, ou seja, contrair e manter durante cinco a dez segundos, e contrações rápidas (contrair e relaxar) em diferentes posturas. Como sugestão, deve realizar diariamente duas séries de oito contrações sustentadas por cinco segundos e duas séries de dez contrações rápidas.

Intensidade dos exercícios

Vários estudos são coincidentes em afirmar que exercício realizado em intensidade leve a moderada não se associa a resultados maternos e fetais adversos. A intensidade do exercício deve ser medida preferencialmente pela FC ou pela sensação subjetiva de esforço (Escala de Borg).

Mais simples é o Talk-test, em que a gestante é orientada a observar sua habilidade em manter uma conversa durante o exercício físico, o que assegura que este está sendo realizado em intensidade leve a moderada, prevenindo-se o esforço físico excessivo.

Duração e Frequência dos Exercícios no Pilates na Gravidez

Vale lembrar que o ideal é a combinação de exercícios aeróbicos, de resistência e o alongamento muscular. Mulheres ativas podem manter ou adaptar sua rotina de exercícios entre 4 e 5 vezes na semana em sessões de 30 minutos ou mais de exercícios.

Mulheres previamente sedentárias devem começar com 15 minutos de exercício aeróbico 3 vezes por semana e aumentar gradativamente o tempo de exercícios.

Cuidados no Período

A hidratação, Nutrição e Temperatura devem ser observados durante a prática dos exercícios.

Manter a hidratação antes, durante e após as atividades é extremamente importante. Preferível sempre exercitar-se no início da manhã e/ou no final da tarde, e evitar exercitar-se ao ar livre quando a umidade do ar estiver muito baixa.

Diante do aumento do gasto calórico na gravidez e com o exercício, a mulher deve consumir calorias suficientes para garantir uma nutrição adequada durante sua prática. Recomenda-se a ingesta de alimentos leves de 40 a 60 minutos antes do treino.

Sinais e Sintomas de Alerta Para Interromper o Exercício Físico

pilates na gravidez e pós parto

O Pilates na Gravidez ou qualquer outro exercício físico somente deve iniciar ou retomar a sua própria rotina após a primeira consulta de pré-natal, estabelecida a ausência de risco gestacional e após liberação médica. A atividade física de intensidade leve a moderada é recomendada a todas as grávidas, mesmo as sedentárias que desejam iniciá-la durante a gestação, sendo nesse caso a recomendação atual iniciá-la após a 12ª semana de gestação. As gestantes fisicamente ativas antes de engravidar podem manter suas atividades inclusive no primeiro trimestre gestacional, porém modificando (ou adaptando) sua intensidade e frequência.

Bibliografia

Wolfe LA, Davies GA; School of Physical and Health Education, Department of Obstetrics and Gynaecology and Physiology, Queen’s University, Kingston, Ontario, Canada. Canadian guidelines for exercise in pregnancy. Clin Obstet Gynecol. 2003;46(2):488-95

Nascimento SL, Pudwell J, Surita FG, Adamo KB, Smith GN. The effect of physical exercise strategies on weight loss in postpartum women: a systematic review and meta-analysis. Int J Obes (Lond). 2014;38(5):626-35.

Nascimento SL, Godoy AC, Surita FG, Silva JLP, Recommendations for physical exercise practice during pregnancy: a critical review. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.36 no.9 Rio de Janeiro Sept. 2014  Epub Sep 08, 2014.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Pilates na Canelite

Pilates na canelitePilates na Canelite (Síndrome do Stress Tibial Medial)

A canelite como é conhecida popularmente “Síndrome do estresse tibial medial”, é uma lesão crônica em corredores decorrente da sobrecarga no osso da tíbia e da tração excessiva na inserção do músculo sóleo (um músculo flexor do tornozelo) na margem póstero-medial da tíbia, caracterizada por dor na borda anterior e medial da tíbia (CASONATO e POSER., 2005).

Nem o mecanismo fisiopatológico precisa nem a lesão patológica específica da Síndrome do Stress Tibial Medial (SETM) é conhecida, embora ela envolva uma irritação periosteal ao longo do comprimento da tíbia (DUTTON, 2006).

Principais Causas

  • Erros de treinamento: São causados pelo aumento excessivo no volume e/ou intensidade de treinamento, como também treinamento sem orientação de um profissional de educação física ou Fisioterapeuta.
  • Muscular: A fraqueza dos músculos dos MMII, como também a falta de alongamento do complexo gastrocnêmio-sóleo contribuem para o surgimento da lesão.
  • Pisos duros: Pisos duros e compactados como concreto e asfalto devem ser evitados, dê preferência a grama ou pisos de terra, evite também terrenos acidentados.
  • Estrutural: Hiperpronação, Hipersupinação da articulação subtalar.
  • Tênis inadequado: Procure utilizar um tênis adequado para o seu tipo de pisada (algumas lojas especializadas já fazem o teste), vale lembrar que os movimentos de pronação e supinação são movimentos fisiológicos da articulação subtalar, esses movimentos servem para dissipar as forças de reação do solo durante a marcha, como também para proporcionar que o pé funcione como uma plataforma estável, a partir da qual será iniciado o movimento de propulsão. Durante a corrida, a magnitude dessas forças estará aumentada, portanto um tênis adequado ao seu tipo de pisada, como também um bom sistema de amortecimento é fundamental.

Classificação

Essa síndrome é classificada em quatro graus de gravidade, sendo a fratura por estresse considerada o grau IV da síndrome, por isso a necessidade de um diagnóstico precoce, para que uma SETM não se transforme numa fratura por estresse.

Diagnóstico

O relato da história clinica como também o exame físico é de fundamental importância para o diagnóstico. Caso o médico suspeite da fratura por estresse, a radiografia convencional é o primeiro exame a ser solicitado.

No caso da (SETM) o resultado é absolutamente normal. Já a fratura por estresse só é diagnosticada pela radiografia convencional após aproximadamente 15 dias, quando aparecem as primeiras alterações.

Além da história clínica e exame físico da Síndrome Stress Tibial Medial, os exames mais indicados para realizar esse diagnóstico diferencial são a cintilografia óssea e a ressonância magnética (CASTROPIL, 2006).

A cintilografia óssea em três fases é realizada por meio de uma injeção intravenosa de um marcador radioativo que irá se concentrar em áreas de maior atividade óssea, como por exemplo, ao longo da tíbia, de forma sutil no caso de uma SETM e num formato ovalado, localizado e intenso, no caso de uma fratura por estresse (KIURU, 2000).

A ressonância magnética é o melhor exame de imagem para avaliar lesões crônicas de origem musculoesquelética em corredores, pois detecta as alterações da SETM e da fratura por estresse mais precocemente que a cintilografia e pode não necessitar de injeção de contraste (FREDERICSON, 1995).

Prevenção

Algumas medidas devem ser adotadas na prevenção da (SETM), sendo que a conscientização do atleta é de fundamental importância para o processo. Dentre elas podemos destacar:

  • Aumento gradual no volume ou intensidade do treinamento (não aumentar mais que 10% à 15% semanalmente)
  • Fortalecimento da musculatura dos MMII
  • Utilização de calçado adequado
  • Alternância entre os tipos de pisos durante as sessões de treinamento
  • Alongamento da musculatura dos MMII, com ênfase ao tibial posterior e gastrocnêmio-sóleo
  • Um bom aquecimento antes da prática esportiva.

 

Tratamento

Afastada a possibilidade de ser uma fratura por estresse, dar-se-á inicio ao tratamento através de medidas que incluam:

  • Correção de qualquer condição estrutural com o uso de calçados e caso necessário, palmilhas personalizadas para o pé.
  • Modificação da atividade, evitando-se as corridas e os saltos por aproximadamente 10 dias. Durante esse período o condicionamento cardiorrespiratório deverá ser mantido através de exercícios na piscina com flutuador, como também no ciclo ergômetro.
  • A CRIOTERAPIA (gelo) e o TENS (estimulação elétrica trans cutânea) podem ser usados objetivando a analgesia local.
  • Exercícios de alongamento para musculatura posterior da perna (gastrocnêmio-sóleo). Exercícios na Chair, Cadillac ou Reformer com uso de molas e ou acessórios.
  • Pilates na Canelite: Com a regressão dos sintomas, devem-se iniciar de maneira progressiva, os exercícios de fortalecimento para toda musculatura que envolve a articulação do tornozelo (tibiais, fibulares e tríceps sural). Esses também sendo executados nos equipamentos  ao qual de quebra trabalha todo reequilíbrio muscular.
  • Assim que o atleta estiver assintomático, pode-se iniciar o trote/corrida sobre a grama, por aproximadamente 20 minutos, com uma progressão de 10 a 15% semanalmente. É importante ressaltar que o mesmo já deverá estar adaptado ao tênis, caso seja portador de algum problema estrutural.
  • O atleta como parte integrante do processo, deverá estar cooperativo, respeitando todas as fases da reabilitação, principalmente com relação à progressão a ser dada, evitando assim, a recorrência dos sintomas, como também o agravamento da lesão, que poderá evoluir para uma fratura por estresse.

 

Bibliografia

  1. Reabilitação Física das Lesões Desportivas. James R. Andrews; Gary L. Harrelson; Keven E. Wilk. Segunda edição. Editora Guanabara Koogan.
  2. Fisioterapia na Ortopedia e na Medicina do Esporte. James A. Gould. Segunda edição. Editora Manole.
  3. Técnicas de Reabilitação em Medicina Esportiva. William E. Prentice. Terceira edição. Editora Manole.

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Lesões no Tênis e Pilates

Lesões no Tênis e Pilates

IMG-20171024-WA0010As lesões no tênis vem aumentando, principalmente porque o tênis é o mais popular de todos os esportes praticados com raquete, podendo ser desfrutado por atletas ou jogadores recreativos de todas as idades e habilidades. Igualmente, a maioria dos esportes com raquete requer coordenação, agilidade, potência muscular e condicionamento físico (Linhares, 2007).

Gesto Esportivo

A repetição de determinados tipos de movimento com posições habituais, o período e a sobrecarga de treinamento provocam um processo de adaptação orgânica que resulta em efeitos deletérios para o corpo, com alto potencial de desequilíbrio muscular e de lesão (Júnior Neto et al., 2004).

As lesões no tênis ocorre como resultado de uma soma de fatores em uma determinada ocasião, sendo difícil estabelecer a linha divisória entre a causa e o efeito em virtude da multiplicidade de fatores interagindo em cada atleta, os quais incluem o tipo de esporte de que cada atleta participa, o nível competitivo, o equipamento utilizado, a experiência, as técnicas do treinador e as condições de jogo.

Essas variáveis interagem com as características físicas do atleta e os traços de personalidade, que, por sua vez, também determinam o desempenho do indivíduo (Moraes; Bassedone, 2007).

Incidência das lesões no tênis

As lesões que se manifestam no tênis são muito variadas em termos de localização, sendo sua predominância nas estruturas anatômicas. No entanto, a maioria é derivada de microtraumatismos repetitivos, de competição e de treino (Fu; Stone, 2001; Silva et al., 2005).

A maioria das lesões de (MMSS) é decorrente de uso excessivo (sobrecarga). Também outras causas são atribuídas a essas lesões, como técnica inadequada de treinamento, tipo de empunhadura na raquete, tensão utilizada nas cordas da raquete, desequilíbrio muscular e elevada força de preensão manual ao empunhar a raquete (Fehr; Silva, 2004).

Alguns autores relatam que as lesões mais comuns em tenistas adolescentes ocorrem no membro inferior e que as lesões do membro superior são as mais difíceis de tratar (Gregg; Torg, 1988).

Lesões em MMSS

É consenso que tais atletas são um grupo variável de indivíduos e, em razão de os tiros usados em esportes de raquete serem executados com os membros superiores, também são encontradas adaptações musculares no membro superior dominante (Bloomfield, 2000).

Reiterando essa afirmativa, as lesões nas extremidades dos membros superiores podem ser decorrentes da força de impacto e do mecanismo do golpe (Winge et al., 1989).

Do total de lesões, 67% foram relacionadas com o uso excessivo, das quais 45,7% ocorreram em membro superior (Winge et al., 1989). Ainda no estudo de Silva et al., ocorreram 122 casos de lesões citadas dentre os 160 atletas pesquisados, sendo que as regiões mais acometidas foram o pé e o tornozelo (48 casos), o cotovelo (41), o ombro (36) e o joelho (30) (Silva et al., 2005).

Um estudo feito pela Associação Americana de Tênis (Usta) revela dados de lesão apresentados no Condicionamento Completo para Tênis da Usta, indicando que a maior parte das lesões em jogadores juniores intensamente treinados ocorre na região da coluna, 24%, e no ombro (21%).

As lesões estavam igualmente bem distribuídas em poucas localizações anatômicas (pé, 19%; joelho, 15%; tornozelo, 12%; cotovelo, 12%). Nos jogadores profissionais, a Usta relata que o cotovelo foi a primeira área de queixa dos jogadores no campeonato de tênis aberto dos Estados Unidos, em 1995 (Garrett et al., 2003)

IMG-20171024-WA0011Índice de Lesões no Tênis por Atleta

No trabalho realizado no Rio Grande do Sul, na Universidade de Erechin, 2010, apresentou um alto índice de lesões,  1,57 lesão por atleta , o que corrobora outro estudo com 160 tenistas amadores do estado de São Paulo, nos quais se verificou um índice de 1,53 lesão por indivíduo pesquisado (Silva et al., 2005).

Esses dados podem estar relacionados com a frequência, a intensidade e a duração dos treinamentos, que são a maior causa da etiologia de lesões por sobrecarga nos desportos (Silva et al., 2005).

Sendo considerados maior índice de lesões nos atletas com mais de 1000 horas de jogo/treino, seja amador ou profissional.

A idade, o desgaste osteoligamentar e articular das pessoas acima de 40 anos também são fatores preditores a maiores índices de lesões no tênis e outros esportes.

Em outro estudo, Winge, Jorgensen e Lassen Nielsen pesquisaram a incidência de lesões em 104 tenistas competidores em um campeonato dinamarquês. Ao final do estudo, foram relatadas 2,3 lesões por jogador em 1.000 horas de participação.

Resumo de alguns trabalhos

Dentre os trabalhos analisados, as lesões no cotovelo e no joelho foram predominantes nos atletas entre 41 e 60 anos de idade, com 5 citações para o cotovelo e 2 para o joelho. Já para os tenistas com menos de 17 anos, houve predominância nas distensões dos músculos da coxa, com 4 atletas sendo acometidos.

É difícil estabelecer a linha divisória entre a causa e o efeito em virtude da multiplicidade de fatores interagindo em cada atleta, os quais incluem o tipo de esporte de que cada atleta participa, o nível competitivo, o equipamento utilizado, a experiência, as técnicas do treinador e as condições de jogo.

Essas variáveis interagem com as características físicas do atleta e os traços de personalidade, que, por sua vez, também determinam o desempenho do indivíduo (Moraes; Bassedone, 2007).

O conhecimento das possíveis lesões pertinentes aos atletas que praticam um esporte pode ser útil na medida em que contribui na sua prevenção, com base na prescrição do treinamento (Moraes; Bassedone, 2007).

Para que a diminuição do número de lesões seja possível, é importante conhecer, com exatidão, tanto sua etiopatologia como sua incidência (Chiappa et al., 2001). O fisioterapeuta, como profissional da saúde, tem o encargo de auxiliar os desportistas por meio da prevenção.

Pilates na prevenção das lesões no tênis

O Pilates por ser uma modalidade que não causa impacto, trabalha força, resistência, coordenação e principalmente reequilíbrio muscular, se faz necessário que o mesmo seja empregado tanto na reabilitação, mas principalmente no trabalho preventivo.

Na prevenção o mais importante é saber identificar quais são as principais lesões e os desiquilíbrios musculares de cada atleta individualmente, dessa forma tanto Fisioterapeuta quanto professor de Educação Física tem capacidade para empregar o mesmo, desde quê ambos tenham conhecimento do gesto esportivo e principalmente da técnica de Pilates.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates nas Lesões Musculares

pilates nas lesões muscularesPilates nas Lesões Musculares

Para falarmos sobre Pilates nas lesões musculares, ou seja, na prevenção e tratamento, faz-se necessário entender e conhecer o mecanismo da lesão, fisiopatologia e classificação da lesão. Vamos discorrer sobre o assunto e também deixaremos alguns links para leitura dentro do texto.

Os músculos com função tônica ou postural geralmente são uniarticulares, largos, planos, com velocidade de contração baixa e com capacidade de geração e manutenção de força contrátil grande. Geralmente estão localizados nos compartimentos mais profundos.

Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão. Geralmente estão localizados em compartimentos superficiais.

O comprimento da fibra é um determinante importante da quantidade de contração possível no músculo. Como as fibras musculares geralmente apresentam distribuição oblíqua dentro de um ventre muscular, elas geralmente são menores do que o comprimento total do músculo.

Mecanismos de lesão

As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento(3). Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte.

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.

Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.

Classificação das Lesões Musculares

Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos. 

Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar- -se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias.

Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura.

Reparo Tecidual Grau III

O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

Existe uma nova classificação sobre os graus de lesão muscular link

Fisiopatologia

A cicatrização do músculo esquelético segue uma ordem constante, sem alterações importantes conforme a causa (contusão, estiramento ou laceração).

Três fases foram identificadas neste processo: destruição, reparo e remodelação. As duas últimas fases (reparo e remodelação) se sobrepõem e estão intimamente relacionadas.

Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias.

Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural. 

Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

Tratamento de Pilates pós-fase aguda

1. Treinamento isométrico

(ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos (Molas e acessórios) e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.

2. Treinamento isotônico

(ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas. Aqui o treino com molas é essencial, tanto para fortalecimento quanto coordenação e proprioceptivo.

3. Demais terapias

A aplicação local de calor ou “terapia de contraste” (quente e frio) pode ser de valor, acompanhado de cuidadoso alongamento passivo e ativo do músculo afetado. Ressalta-se que qualquer atividade de reabilitação deve ser iniciada com o aquecimento adequado do músculo lesionado.

Para tal pode-se utilizar o ondas curtas para aquecimento mais profundo, técnicas de manipulação e liberação miofascial, realização de exercícios no Pilates, trabalhando fortalecimento, reequilíbrio muscular, alongamento.

Lembrando que aqui estamos dando alguns exemplos do que pode ser realizado. É sempre importante realizar todo protocolo de atendimento com uma avaliação prévia e adequar a terapia conforme evolução do paciente/aluno.

Se você possui alguma dúvida, gostaria de entender mais quais exercícios, como o Pilates pode ajudar nesse processo de reabilitação, desça com o cursor até abaixo e clique no link de nossos cursos. Teremos o maior prazer em atendê-los.

Bibliografia

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, Rev. Bras. Ortop. Vol 46 no.3 São Paulo, 2011.

Artigo Escrito por

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Pilates nas Lesões Musculares de IQT

Pilates nas Lesões Musculares de IQT

O Pilates nas lesões musculares de IQT – isquiotibiais pode ser uma ótima alternativa na prevenção ou na recuperação dessas lesões. Mas para traçar o melhor plano de tratamento ou prevenção é necessário conhecer a classificação da lesão, a fisiopatologia e tudo que a envolve.

As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são causadas por lesões de tecidos moles. 

Um estudo prospectivo feito por Elkstrand et al. demonstrou que elas correspondem a 37% das lesões musculares no futebol profissional e são responsáveis por 25% das ausências dos atletas nos jogos.

Outros estudos indicam que 1/3 das lesões dos isquiotibiais recidivam e que muitas dessas acontecem dentro das primeiras duas semanas após retorno ao esporte.

A elevada taxa de recorrência pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como, por exemplo, reabilitação ineficaz e critérios inadequados de retorno ao esporte.

Classificação

pilates nas lesões musculares de IsquitiobiaisLesão muscular é caracterizada por alterações no aspecto morfológico e histoquímico que proporcionam um déficit de funcionalidade no segmento acometido. Existem duas importantes formas de lesão muscular na prática esportiva, o estiramento e a contusão muscular.

Estiramento

O estiramento é a lesão muscular mais frequente nos esportes e é classificada em:

Grau I, no qual ocorre ruptura estrutural mínima e retorno rápido a função normal;

Grau II, quando há ruptura parcial com dor e alguma perda de função;

Grau III, quando há ruptura tecidual completa com retração muscular e incapacidade funcional. Ekstrand et al. demonstraram que os isquiotibiais são os músculos mais acometidos nesse tipo de lesão.

Contusão

A contusão muscular, que se trata de um trauma direto resultado de forças externas, comum em esportes de contato. É caracterizada com a presença de dor, edema, rigidez muscular e restrição da amplitude de movimento. Pode acometer qualquer músculo, mas o quadríceps e os gastrocnêmios são os mais atingidas.

Mecânica da Lesão

Dois mecanismos de lesão específicos são descritos para lesões dos isquiotibiais e parecem influenciar na localidade e severidade da lesão. Heiderscheit et al.  Apresentaram em seu estudo que os isquiotibiais, durante a fase de balanço terminal da corrida, absorvem energia elástica para contrair excentricamente e promovem a desaceleração do avanço do membro na preparação do contato inicial do calcâneo.

Nessa fase a musculatura se torna mais susceptível a lesões, o bíceps femoral é o músculo mais acometido, por estar mais ativo em relação aos músculos semitendíneo e semimembranoso.

Outro mecanismo descrito que comumente lesa a porção proximal do músculo semitendíneo, é um movimento combinado de alta potência e extrema amplitude de flexão do quadril com extensão de joelho, que biomecanicamente corresponde ao movimentos de chute, corrida com barreiras e artísticos de bailarinos.

Fatores de Risco

Os fatores de riscos propostos para as lesões dos isquiotibiais são classificados em modificáveis e não modificáveis, porém iremos falar apenas daquilo que podemos modificar.

Os fatores modificáveis são os desequilíbrios musculares, que incluem a relação de força do quadríceps e dos isquiotibiais do mesmo membro e a relação bilateral dos isquiotibiais.

Outro fator é a fadiga muscular, já que estudos demonstraram que a incidência de lesões dos isquiotibiais apresenta uma maior taxa nos últimos estágios de partidas e treinamentos competitivos, quando a musculatura está em um nível alto de fadiga.

O déficit de flexibilidade dos isquiotibiais também é considerado por alguns autores como um fator de risco

Tempo de Reparação 

Fase 1: destruição (três a sete dias) – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células infamatórias.

Fase 2: reparo (quatro a 21 dias) – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conéctico, assim como a neoformação vascular e o crescimento neural.

Fase 3: remodelação (14 dias a 14 semanas) – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização da capacidade funcional muscular.

Reabilitação

A reabilitação pode ser realizada por várias terapias, tais como: Crioterapia, Laser, Ultrassom, Pomadas não Esteróides, terapia manual, exercícios terapêuticos e Pilates.

Dentro do Pilates é possível reabilitar o atleta ou paciente lesionado pensando nos fatores modificáveis tais como flexibilidade mas principalmente no reequilíbrio muscular.

Fase Inicial

Um dos objetivos iniciais da reabilitação das lesões musculares é restaurar o controle neuromuscular normal e prevenir a formação da fibrose tecidual. Exercícios terapêuticos ou Pilates como o fortalecimento isométrico e movimentos ativos controlados de baixa intensidade livres de dor, são estratégias preconizadas por especialistas para atingir esses objetivos em uma fase inicial.

Fase Intermediária

Em uma fase intermediária permite-se o aumento da intensidade dos exercícios com treinamento neuromuscular em maiores amplitudes e o início do treinamento de resistência excêntrica.

Askling et al. demonstraram a importância do fortalecimento excêntrico nas lesões dos isquiotibiais, por meio da comparação entre um protocolo com exercícios convencionais e um protocolo de exercícios que se baseiam em exercícios excêntricos com alongamento dinâmico máximo.

O estudo concluiu que o protocolo de exercícios excêntricos foi mais eficaz, uma vez que proporcionou um retorno mais rápido ao esporte e uma menor taxa de recidiva.

Lembrando quê, o alongamento dinâmico é juntamente com o treino resistido que faz do método de Pilates nas lesões musculares uma técnica diferente das outras e portanto muito completa tanto na reabilitação quanto prevenção de lesões.

Bibliografia
Ramos G. A, Gonçalves G. A, Astur D. C, Pochini A. C, Ejnisman B, Cohen M. Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura. rev bras ortop. 2017;52(1):11–16

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, 2010.

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Lesão de LCA e Menisco no Esporte

joelho-pilates-meniscoLesão de LCA e Menisco no Esporte

A lesão de LCA e Menisco no esporte é bastante comum, muitas vezes essas lesões pode ser associadas ou isoladas.

Os meniscos desempenham um papel importante na homeostase do joelho, transmissão de carga, absorção de impacto, lubrificação, estabilidade articular e propriocepção. As lesões nos meniscos podem causar dor e incapacidade, bem como acelerar a progressão da osteoartrose do joelho.

A modalidade esportiva pode favorecer o tipo de lesão no joelho do atleta. Algumas modalidades apresentam maior prevalência de lesões do LCA, outras de lesões meniscais. Poucos estudos correlacionam lesão meniscoligamentar com o esporte praticado.

Lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) são comuns em atividades esportivas em que o joelho faz movimento de rotação, como no futebol, basquete e esqui, e totalizam mais de 250.000 casos por ano.

um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta lesões separadas e associadas em diversas modalidades esportivas no Brasil. O objetivo foi avaliar a prevalência de lesões do LCA e dos meniscos em uma população de atletas amadores e profissionais no Brasil, bem como relacionar tais lesões com o esporte praticado e as características dos atletas.

Número de Atletas Avaliados

Foram selecionados 240 pacientes com lesões meniscoligamentares do joelho desencadeadas por práticas esportivas, os quais foram avaliados e acompanhados individualmente. Dados dos pacientes e relacionados ao esporte praticado foram registrados na primeira avaliação clínica.

A modalidade esportiva envolvida no momento das lesões reflete o envolvimento do caráter cultural na predominância dos resultados. Observou-se que a média de idade do paciente com lesão meniscal é maior do que a do paciente com lesão ligamentar, em virtude de a primeira ser de caráter degenerativo e a segunda traumática.

futebol-menisco-joelhoEsporte mais Lesivo?

O esporte mais lesivo foi o futebol, em segundo lugar foi a corrida nas lesões ligamentares e meniscais isoladas e academia nas lesões associadas. O rendimento de todos os atletas diminuiu após as lesões, na escala de Tegner os grupos perderam uma média de 40-55% de seu rendimento esportivo.

Em um estudo de dez anos feito na Suíça, Majewski et al. encontraram resultados divergentes: o futebol predomina como principal modalidade (35%), porém a prática de esqui na neve surge como segunda modalidade (26%), o que é normal, visto que em tal país esse tipo de prática é muito comum.

Ao se relacionarem os resultados, nota-se que um importante fator de risco é o tempo de prática esportiva, o futebol dispara como principal causador de Lesão de LCA e menisco por ser, invariavelmente, o esporte mais popular nos países estudados.

Esportes de Impacto

A presença de esportes com impacto, trauma e movimentos rotacionais do joelho é característica inata para lesão de LCA e menisco.

A corrida foi a modalidade que mais apresentava tempo de prática para surgimento da lesão, o que era esperado, pois incita o surgimento de lesões de caráter degenerativo.

A prática de corrida amadora tem aumentado gradualmente nos últimos anos no Brasil e traz benefícios cardiovasculares para a população. Porém, a prática sem orientações de um profissional adequado e sem monitoramento pode aumentar as chances de lesões degenerativas no joelho.

Esses números devem aumentar, já que esse esporte tem se tornado cada vez mais frequente nas cidades brasileiras

O tempo de prática é um preditivo natural para lesões degenerativas por motivos óbvios, ainda mais se levarmos em conta o tipo de exercício praticado e suas variações de impacto e movimentos giratórios.

Porém a intensidade da prática é outro fator que deve ser levado em consideração tanto para as lesões agudas como as degenerativas.

A incidência de lesões no joelho por horas de prática é semelhante à encontrada na literatura para jogadores de futebol, tanto para homens como mulheres.

Em corredores, tanto a incidência de lesões como a intensidade dessas foram correlacionadas com o grau de treinamento, diretamente proporcional ao nível de prática.

O ciclismo apresentou aproximadamente metade do risco de lesão de LCA e Menisco a cada 1.000 horas de treino quando comparado com ao futebol e a academia e valores semelhantes aos corredores. Esses dados se mostram inéditos na literatura.

Retorno ao Esporte

O retorno para o mesmo nível de prática apresenta-se diminuído por vários motivos, que podem ser questionáveis. Primeiramente, é sabido que, principalmente em atletas profissionais, a volta ao esporte é orquestrada da maneira mais precoce possível. Estudos indicam que a força muscular do quadríceps e dos flexores encontra-se diminuída até mesmo um ano após a cirurgia.

Conclusão

A modalidade esportiva mais praticada foi o futebol e causou o maior número de lesões, independentemente do nível esportivo e tempo de prática.
As mulheres apresentaram maior risco de lesões de LCA e meniscos por 1.000 horas de treino/jogo. Corrida, voleibol e academia estão em ordem crescente de riscos de lesões meniscoligamentares. Quando avaliado o retorno ao esporte, o rendimento de todos os atletas foi prejudicado pela lesão.

O Pilates no esporte de alto rendimento ou esporte amador é um grande aliado no tratamento e principalmente no prevenção de lesões, principalmente pelo seu caráter único frente outras modalidades, promovendo reequilíbrio muscular, estabilização, alongamento e resistência muscular. Saiba mais sobre Pilates (LINK)

Bibliografia

1. Astur DC, Aleluia V, Veronese C, Astur N, Oliveira SG, Arliani GG, et al. A prospective double blinded randomized study of anterior cruciate ligament reconstruction with hamstrings tendon and spinal anesthesia with or without femoral nerve block. Knee. 2014;21(5):911–5.

2. Papalia R, Torre G, Vasta S, Zampogna B, Pedersen DR, Denaro V, et al. Bone bruises in anterior cruciate ligament injured knee and long-term outcomes. Are view of the evidence. Open Access J Sports Med. 2015;6:37–48.

3. Brito J, Soares J, Rebelo A. Prevention of Injuries of the anterior cruciate ligament in soccer players. Rev Bras Med Esporte. 2009;15(1):62–9.

4. Astur DC, Batista RF, Gustavo A, Cohen M. Trends in treatment of anterior cruciate ligament injuries of the knee in the public and private health care systems of Brazil. Sao Paulo Med J. 2013;131(4):257–63.

5. Ferretti A, Papandrea P, Conteduca F, Mariani PP. Knee ligament injuries in volleyball players. Am J Sports Med. 1992;20(2):203–7.

 

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Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Pilates na Condromalácia Patelar

Pilates na Condromalácia Patelar

O Pilates na Condromalácia patelar pode ser muito eficaz na melhora, principalmente pelo realinhamento e reequilíbrio dos músculos responsáveis pela estabilização da patela. Vamos saber um pouco mais sobre o mecanismo e etiologia da condromalácia patelar.

A condromalácia patelar é uma doenças das musculoesqueléticas mais frequentes no joelho. Seus sintomas consistem em dor difusa na face anterior do joelho,normalmente ao longo do aspecto medial da patela,podendo,também,serem diagnosticadas as dores retropatelar e na face lateral.

Esses sintomas são decorrentes de alterações estruturais ou biomecânicas da articulação, a qual se torna exacerbada por atividades como descer e subir escadas,sentar por um período prolongado, agachar ou ajoelhar, resultando no aumento das forças compressivas na articulação femoropatelar.

Desiquilíbrio Estático e Dinâmico

Nas alterações estáticas alguns autores destacam anormalidades como desvio da patela, mau alinhamento da patela nos côndilos femorais, patela alta ou baixa e angulo Q aumentado, anteversão femoral, pronação subtalar, rotação lateral da tíbia, encurtamento de retináculo lateral, trato iliotibial e isquiotibiais.

A patela é o ponto central onde convergem os elementos retinaculares, ligamentos, músculos, tendões e capsula sinovial. Por causa da incongruência e movimento da patela sobre o femur, o ponto de contato da patela muda com a flexão e extensão.

O tracionamento dinâmico da patela é afetado por uma série de forças que tendem a deslocá-la tanto medial como lateralmente. Essas forças entram em ação quando o sistema nervoso ativa dos músculos atuantes sobre a patela.

A principal estrutura responsável por ativar as forças exercidas na patela é o músculo quadríceps da coxa, que tem como função controlar a posição da patela em relação à tróclea, por meio das fibras oblíquas de suas porções medial e lateral, sendo os músculos vasto medial e vasto lateral.

O vasto medial oblíquo que faz parte do vasto medial é o principal estabilizador dinâmico da articulação femoropatelar, portanto uma atenção especial deve ser dada a esse estabilizador. Os músculos VMO e VL são propostas como possíveis causas de desequilíbrio.

O desequilíbrio dos estabilizadores dinâmicos está relacionado com as forças entre os músculos vasto medial oblíquo (VMO) e vasto lateral (VL), principais estabilizadores dinâmicos da patela, sendo esse desequilíbrio considerado o fator primordial para o surgimento dos sintomas, contribui para as forças de reação e compressão femoropatelar.

Cadeia Cinética Fechada ou Aberta?

Comumente considera-se que os exercícios em cadeia cinética fechada envolve exercícios com movimentos multiarticulares executados com a extremidade distal fixa, frequentemente com descarga de peso associada.

Esses exercícios geram a co-contração dos músculos agonistas e antagonistas, a fim de proporcionar maior estabilização articular, produzindo ainda menor carga de cisalhamento anterior da tíbia, aumentando a força de compressão tibiofemoral e diminuindo as forças compressivas femoropatelares perto da extensão.

A propriocepção também é um fator influente na escolha desses exercícios, pois se acredita que o feedback
seja mais eficiente graças às forças de compressão do corpo e o contato do pé com o chão, além de reproduzir movimentos funcionais comumente executados nas atividades de vida diárias.

O Pilates pode auxiliar onde?

como mencionado acima os exercícios em cadeia cinética fechada são os melhores, mas não quer dizer que exercícios em cadeia cinética aberta não possa ser executados, pelo contrario, mas deve-se observar a angulação de joelho na hora da execução.

portanto em cadeia cinética aberta pode executar exercícios de 0 a 15º e de 50 a 90º em indivíduos com DFP, sendo extremamente prejudicial realizar de 35 a 45º onde há maior contato de pressão da patela.

Segundo Fehr et al, devem ser evitados os últimos graus de extensão do joelho, já que nessa angulação há menor contato articular, porém, as forças compressivas são distribuídas sobre uma pequena área, aumentando o estresse femoropatelar.

Segundo Grossi et al., os últimos graus de extensão do joelho no exercício em cadeia cinética aberta proporcionam menor contato articular e, portanto, menor instabilidade.

Ocorre também maior estresse femoropatelar, já que o contato articular nessa angulação é menor e,  portanto,as forças compressivas, apesar de menores, são distribuídas numa menor área de contato,aumentando o estresse.

Vasto Medial Oblíquo (VMO)

O conceito de que o músculo VMO é mais ativo durante os últimos graus de extensão é amplamente aceito por Grossi, Pedro e Berzin e por Escamilla, Fleisig, Zheng, Barrentine, Wilk e Andrews. Como esse músculo é difícil de isolar, principalmente em cadeia cinética aberta.

Exercícios em cadeia cinética fechada nos primeiros 60 °de flexão do joelho são mais tolerados pelos indivíduos com DFP. Para Souza et al. na amplitude de 0 °a 50 °de flexão do joelho ocorrem as menores forças de cisalhamento anterior na articulação tibiofemoral.

Fehr et al. dizem que devem ser evitados ângulos acima de 45 °de flexão do joelho, pois, apesar de maior estabilidade articular com incremento da flexão, há também aumento das forças compressivas e maior estresse femorapatelares.

Para o fortalecimento seletivo do músculo VMO, o que se procura não é somente o arco de movimento em que apresente maior atividade, mas que também possa oferecer maior estabilidade, maior distribuição de forças compres-sivas e maior ativação em relação aos componentes laterais.

Na angulação de 90°, as forças compressivas são maximizadas e a força de cisalhamento é minimizada, facilitando não somente a atividade do músculo VMO, mas aumentando o contato patelar resultando em melhor congruência articular e nutrição sinovial.

Melhores Exercícios

Dentre os exercícios em CCF, o de agachamento é considerado seguro e efetivo graças ao efeito estabilizador da co-contração dos músculos quadríceps e isquiotibiais. Esse exercício deve ser realizado de 50 a 60º para não gerar pressão excessiva na articulação patelofemoral.

Sendo assim, para evitar disfunção femoropatelar, deve se evitar exercícios em CCF acima de 60º de flexão de joelho.

Agora ficou simples e fácil a aplicação do Pilates para esse público, né mesmo! Curta, compartilhe, ajude nos a ajudar outras pessoas.

 

Bibliografia

Cohen M,Abdalla RJ,Ferretti Filho M,Silva PRG.Síndrome femoropatelar.In:Cohen M,Abdalla RJ.Lesões no esporte:diagnóstico,prevenção e trata-mento.Rio de Janeiro:Revinter;2002.

Haupentbal A,dos Santos DP.Força e contato patelofemoral como fundamentos biomecânicos para reabilitação da síndrome patelofemoral.Fisioter Mov.2006;19(4):11-6.

Cabral CMN,Monteiro PV.Recuperação funcional de indivíduos com disfunção fêmoro-patelar por meio de exercícios em cadeia cinética fechada:revisão de literatura. Rev Bras Fisioter.2003;7(1):1-8.

Davies GJ,Heiderscheit BC,Clark M.Reabilitação em cadeia cinética aberta e fechada.In:Ellenbecker TS.Reabilitação dos ligamentos do joelho.São Paulo:Manole;2006.p.160-88.

de Sousa CO,Ferreira JJA,Medeiros ACLV,Pereira RC,Guedes DT,de Alencar JF.Atividade eletromiográfica no agachamento nas posições de 40 °,60 ° e 90 ° de flexão do joelho..Rev Bras Med Esporte.2007;13(5):310-6.

Fleming BC,Oksendahl H,Beynnon BD.Open-or closed-kinetic chain exercises after anterior cruciate ligament reconstruction?.Exerc Sport Sci Rev.2005;33(3):134-40.

Escamilla RF,Fleisig GS,Zheng N,Barrentine SW,Wilk KE,Andrews JR.Biomechanics of the knee during closed kinetic chain and open kinetic chain exer-cises.Med Sci Sports Exerc.1998;30(4):556-69.

Zwerver J,Bredeweg SW,Hof AL.Biomechanical analysis of the single-leg Grossi DB,Pedro VM,Berzin F.Análise funcional dos estabilizadores patelares.Acta Ortop Bras.2004;12(2):99-104.2.

O ’Sullivan SP,Popelas CA.Activation of vastus medialis obliquus among individuals with patellofemoral pain syndrome.J Strength Cond Res.2005;19(2):302-4.3.

Witvrouw E,Danneels L,Tiggelen DV,Willems TM,Cambier D.Open versus closed kinetic chain exercises in patellofemoral pain.A 5-year prospective rando-mized study.Am J Sports Med.2004;32(5):1122-30.Fisioter Mov. 2011 jan/mar;24(1):167-72

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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Pilates x Quadril x Entorse de Tornozelo

Pilates x Quadril x Entorse deTornozelo

O Pilates pode ser um grande aliado na entorse de tornozelo, principalmente no que diz respeito aos grupos musculares que cercam proximais, vejamos abaixo e ótima leitura a todos!

Você sabia que a maioria das entorses de tornozelo, além de trazer prejuízos para os ligamentos, tendões e músculos inversores e eversores, pode estar associado previamente ou adquiridas por alterações neuromusculares do quadril?

Inclusive no tratamento dessas entorses é necessário realizar um trabalho de realinhamento e fortalecimento dos músculos do quadril afim de evitar novas entorses e compensações.

Vamos saber um pouco mais abaixo!

Acredita-se que a lesão nas estruturas relacionadas ao sistema sensório-motor presentes no tornozelo seja uma das principais causas de recorrência das lesões em inversão.

Os efeitos da lesão no tornozelo não se restringe somente ao tornozelo em si. Alterações de controle postural e na ativação e força da musculatura do quadril, tem sidos observadas após entorses em inversão do tornozelo, sugerindo que as consequências no sistema local altera estruturas proximais no membro inferior.

A estabilidade e força do quadril são importantes para um melhor posicionamento do pé na fase de toque do calcanhar e para a mecânica adequada da marcha.

Alguns autores ressaltam o controle adequado do quadril como fator essencial para a manutenção do controle da articulação do tornozelo e da estabilidade do membro inferior no plano frontal.

Alterações nos momentos abdutores e adutores de quadril durante a fase de balanço da marcha podem alterar o posicionamento do pé no instante do toque do calcanhar no solo, tornando o tornozelo mais susceptível a uma lesão por inversão.

Vejamos alguns trabalhos publicados

Nicholas e colaboradores, 1987 avaliou-se a produção de torque dos músculos quadríceps, isquiotibiais, abdutores, adutores e flexores do quadril em dinamômetro isocinético e observou -se menor torque abdutor e adutor de quadril do lado acometido comparado ao lado contralateral.

Bechman, 1995, avaliou por EMG do glúteo médio bilateralmente durante a simulação de entorse em inversão em plataforma a 30°, o músculo glúteo médio de ambos os lados apresentaram menor tempo de latência comparado ao grupo controle e o glúteo médio contralateral ativou-se antes do ipsilateral durante a inversão.

Delahunt et al, 2006, Avaliaram por EMG o reto femoral durante a marcha a 4 km/h, em esteira grupo controle e grupo com entorse em inversão. observou-se que antes do contato do calcanhar com o solo há maior atividade do reto femoral comparado ao grupo controle.

Friel et al, 2006, avaliou força muscular isométrica dos abdutores e extensores do quadril em um grupo controle e um grupo com entorse crônica de tornozelo através de dinamômetro manual. Observou-se abdutores do quadril do grupo entorse crônico apresentou menor força muscular comparado ao grupo controle e contralateral a lesão, apresentando desiquilíbrio muscular nos sujeitos avaliados.

Van Deun et al, 2007 avaliaram por EMG dos músculos multífidos lombares, oblíquos interno, reto abdominal, glúteo médio, tensor de fáscia lata, vasto lateral, vasto medial, vasto medial oblíquo, tibial anterior, fibular longo e gastrocnêmio media na transição do apoio bipodal para unipodal. Todos os músculos apresentaram atraso na ativação, exceto vasto lateral e vasto e VMO durante a tarefa realizada.

Outros estudos ainda apresentaram deficit na flexão de joelho do lado ipsilateral a lesão, dentre outros achados.

Portanto vale salientar a importância de avaliar os grupos musculares de quadril e realizar um trabalho em conjunto na lesão de entorse de tornozelo, seja ele primeiro episódio mas principalmente entorses crônicos.

O Pilates pode ser uma importante arma na reabilitação pela sua dinâmica e vasta gama de exercícios, podendo trabalhar o Pilates no Cadillac ou reformer utilizando as molas e o paciente utilizando se de trocas de decúbito para trabalhar todos os grupos musculares envolvidos.

Na Step Chair o trabalho de footworks sentados ou em pé aproveitando se da posição para trabalhar propriocepção. Outros recursos que pode ser utilizados são o balancim, bosu, disco de propriocepção.

Se quiser saber mais sobre essa e outras patologias acesse nosso site e realize seu curso de Pilates Completo ou Pilates nas patologias Ortopédicas.

Bibliografia

Beckman SM,Buchanan TS.Ankle inversion injury and hypermobility:effect on hip and ankle muscle electromyography onset latency.Arch Phys Med Rehabil.1995;76:1138-1143.2.

Derscheid GL,Brown WC.Rehabilitation of the ankle. Clinical Sport Med. 1987.

Friel K,McLean N,Myers C,Caceres M.Ipsilateral hip abductor weakness after inversion ankle sprain. Journal Atl. 2006.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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