Pilates na Fascite Plantar

pilates na fascite plantarPilates na Fascite Plantar

Muitos exercícios e tratamentos são propostos para essa patologia e o Pilates na Fascite Plantar pode ser outro aliado, tanto na reabilitação quanto na prevenção dessa lesão.

A fascite plantar  ocorre quando o tecido fibroso (fáscia plantar) ao longo do pé está inflamado, devido a um estresse excessivo dessa região. A fáscia plantar é um tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé.

É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé. A inflamação é causada pelo estiramento excessivo da fáscia plantar.

Geralmente, há dores no pé logo pela manhã, ao dar os primeiros passos. A dor piora pela manhã ao iniciar a marcha e melhora depois. Também pode ocorrer inchaço no local. Muitas são as causas da fascite plantar e é importante ficar atento a elas.

Causas da Fascite Plantar

Frequentemente é causada pela lesão de um esforço repetitivo da fáscia plantar a um mau amortecimento de impacto, sobrecarregando a estrutura. Sabe se que, ela pode ser causada por defeito estrutural, mau alinhamento biomecânico, fraquezas musculares, falta de alongamento e flexibilidade ou o conjunto de todas elas.

Tratamento e Prevenção

O tratamento é baseado em fisioterapia, anti-inflamatórios e mudanças no estilo de vida.

Dentro da Fisioterapia podemos citar vários equipamentos e e técnicas, tais como: Uso do ultrassom para alívio de dor, regeneração e para uso da iontoforese (penetração e absorção acelerada de medicamentos através das ondas de ultrassom), Uso de Laser para regeneração tecidual, técnicas de liberação miofacial, tapping, crochetagem, alongamento, dentre outras.

Para realização de um tratamento em casa podemos utilizar do gelo como analgesia, exercícios de alongamento e fortalecimento de toda musculatura envolvida.

Alongamento Muscular

fascite-plantarAlongamento e relaxamento da fáscia plantar

Sentado, o paciente irá cruzar a perna do pé afetado apoiando na outra perna. Com os dois dedos polegares no centro do pé, irá fazer uma pressão deslizar os dedos em sentidos contrários (um vai em direção ao calcanhar e outro em direção à ponta do pé). Este exercício deve ser realizado diariamente 3 vezes por dia com duração de 30 segundos cada. Lembre-se de manter a postura alinhada.

Fasceite plantarAlongamento e relaxamento (variação)

O paciente pode ficar sentado e deverá colocar a latinha, garrafa ou até uma bolinha de tenis embaixo do pé, na região do meio, e deverá rolar para frente e para trás, massageando a sola do pé.

pode realizar esse exercício diariamente sem restrição de tempo, frequência.

fasciteAlongamento de Panturrilha (Flexores Plantares)

Pode ser realizado com as mãos apoiadas na parede. É colocada a perna boa a frente da perna com o pé acometido e deve-se dobrar o joelho da frente juntamente com o tronco de maneira que a perna de trás fique esticada, assim alongando toda região posterior da perna. Este exercício também deve ser realizado diariamente, 3 vezes por dia, cerca de 30 segundos cada.

pilates na fascite plantarAlongamento de Panturrilha (Sóleo)

Igualmente ao exercício anterior, porém, a perna a ser alongada deve-se manter uma pequena flexão de joelho, alongando apenas o músculo sóleo.

pilates fascite plantarAlongamento de Panturrilha (variação)

sentado ou deitado, coloque uma toalha envolto ao pé que se deseja alongar e puxe a toalha e relaxe as musculaturas posteriores da panturrilha, sustente de 20 a 30 segundos. Podendo realizar 3 x ao dia, cerca de 10 repetições seguidas cada vez.

Fortalecimento Muscular

Fascite-plantarFortalecimento da Musculatura Profunda do Pé

Para fortalecer a musculatura do pé, neste exercício o paciente irá precisar de apenas uma toalha. Na posição sentada, com o pé apoiado em cima da toalha, o paciente irá realizar movimento com os dedos dos pés de maneira que consiga puxar toda a parte da toalha que está a frente do seu pé. Lembre-se de manter o calcanhar sempre apoiado. Este exercício pode ser realizado diariamente, cerca de 10 a 15 vezes por dia.

fascite plantar

 

Outro exercício para fortalecer os músculos profundos dos pés pode ser realizado com bolinhas de gude. O paciente (sentado) irá pegar as bolinhas com os dedos dos pés, e colocá-las em um pote ao lado, sem deixar as bolinhas cair. O exercício pode ser realizado diariamente (10-20 bolinhas por dia).

 Tendon-stretchPilates na Fascite Plantar

Os exercícios devem ser realizados respeitando o limite e limiar doloroso de cada paciente/atleta. Deve-se realizar exercícios de fortalecimento e alongamento. Uma boa dica são as Séries de Footwork: V Position, Heels, Arches, Running e outros exercícios como, Tendon Strech, Monkey, Stomach Massage, Bridge, Going Up, dentre outros exercícios.

Lembrando que, isso não isenta o paciente, atleta de procurar um profissional Fisioterapeuta para traçar o melhor tratamento para o indivíduo, lembrando que cada caso pode reagir de formas diferentes frente ao exercício, a terapia aplicada.

Espero ter ajudado e nos vemos no próximo artigo…

Bibliografia

GreinerTM. The jargon of pedal movements. Foot Ankle Int.2007 Jan;28(1):109-25.

ANDROSONI, R.; NETTO, A. A.; MACEDO, R. R.; FASOLIN, R. P.; BONI, G.; MOREIRA, R. F. G. Tratamento da Fasciíte Plantar Crônica pela Terapia de Ondas de Choque: Avaliação Morfológica Ultrassonográfica e Funcional. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 48, n. 6, 2013.

PONTIN, J. C. B.; COSTA, T. R.; CHAMLIAN, T. R. Tratamento Fisioterapêutico da Fasciíte Plantar. Acta Fisiátrica, v. 21, n. 3, 2014.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates nas Lesões Musculares

pilates nas lesões muscularesPilates nas Lesões Musculares

Para falarmos sobre Pilates nas lesões musculares, ou seja, na prevenção e tratamento, faz-se necessário entender e conhecer o mecanismo da lesão, fisiopatologia e classificação da lesão. Vamos discorrer sobre o assunto e também deixaremos alguns links para leitura dentro do texto.

Os músculos com função tônica ou postural geralmente são uniarticulares, largos, planos, com velocidade de contração baixa e com capacidade de geração e manutenção de força contrátil grande. Geralmente estão localizados nos compartimentos mais profundos.

Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão. Geralmente estão localizados em compartimentos superficiais.

O comprimento da fibra é um determinante importante da quantidade de contração possível no músculo. Como as fibras musculares geralmente apresentam distribuição oblíqua dentro de um ventre muscular, elas geralmente são menores do que o comprimento total do músculo.

Mecanismos de lesão

As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento(3). Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte.

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.

Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.

Classificação das Lesões Musculares

Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos. 

Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar- -se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias.

Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura.

Reparo Tecidual Grau III

O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

Existe uma nova classificação sobre os graus de lesão muscular link

Fisiopatologia

A cicatrização do músculo esquelético segue uma ordem constante, sem alterações importantes conforme a causa (contusão, estiramento ou laceração).

Três fases foram identificadas neste processo: destruição, reparo e remodelação. As duas últimas fases (reparo e remodelação) se sobrepõem e estão intimamente relacionadas.

Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias.

Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural. 

Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

Tratamento de Pilates pós-fase aguda

1. Treinamento isométrico

(ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos (Molas e acessórios) e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.

2. Treinamento isotônico

(ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas. Aqui o treino com molas é essencial, tanto para fortalecimento quanto coordenação e proprioceptivo.

3. Demais terapias

A aplicação local de calor ou “terapia de contraste” (quente e frio) pode ser de valor, acompanhado de cuidadoso alongamento passivo e ativo do músculo afetado. Ressalta-se que qualquer atividade de reabilitação deve ser iniciada com o aquecimento adequado do músculo lesionado.

Para tal pode-se utilizar o ondas curtas para aquecimento mais profundo, técnicas de manipulação e liberação miofascial, realização de exercícios no Pilates, trabalhando fortalecimento, reequilíbrio muscular, alongamento.

Lembrando que aqui estamos dando alguns exemplos do que pode ser realizado. É sempre importante realizar todo protocolo de atendimento com uma avaliação prévia e adequar a terapia conforme evolução do paciente/aluno.

Se você possui alguma dúvida, gostaria de entender mais quais exercícios, como o Pilates pode ajudar nesse processo de reabilitação, desça com o cursor até abaixo e clique no link de nossos cursos. Teremos o maior prazer em atendê-los.

Bibliografia

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, Rev. Bras. Ortop. Vol 46 no.3 São Paulo, 2011.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Pilates x Quadril x Entorse de Tornozelo

Pilates x Quadril x Entorse deTornozelo

O Pilates pode ser um grande aliado na entorse de tornozelo, principalmente no que diz respeito aos grupos musculares que cercam proximais, vejamos abaixo e ótima leitura a todos!

Você sabia que a maioria das entorses de tornozelo, além de trazer prejuízos para os ligamentos, tendões e músculos inversores e eversores, pode estar associado previamente ou adquiridas por alterações neuromusculares do quadril?

Inclusive no tratamento dessas entorses é necessário realizar um trabalho de realinhamento e fortalecimento dos músculos do quadril afim de evitar novas entorses e compensações.

Vamos saber um pouco mais abaixo!

Acredita-se que a lesão nas estruturas relacionadas ao sistema sensório-motor presentes no tornozelo seja uma das principais causas de recorrência das lesões em inversão.

Os efeitos da lesão no tornozelo não se restringe somente ao tornozelo em si. Alterações de controle postural e na ativação e força da musculatura do quadril, tem sidos observadas após entorses em inversão do tornozelo, sugerindo que as consequências no sistema local altera estruturas proximais no membro inferior.

A estabilidade e força do quadril são importantes para um melhor posicionamento do pé na fase de toque do calcanhar e para a mecânica adequada da marcha.

Alguns autores ressaltam o controle adequado do quadril como fator essencial para a manutenção do controle da articulação do tornozelo e da estabilidade do membro inferior no plano frontal.

Alterações nos momentos abdutores e adutores de quadril durante a fase de balanço da marcha podem alterar o posicionamento do pé no instante do toque do calcanhar no solo, tornando o tornozelo mais susceptível a uma lesão por inversão.

Vejamos alguns trabalhos publicados

Nicholas e colaboradores, 1987 avaliou-se a produção de torque dos músculos quadríceps, isquiotibiais, abdutores, adutores e flexores do quadril em dinamômetro isocinético e observou -se menor torque abdutor e adutor de quadril do lado acometido comparado ao lado contralateral.

Bechman, 1995, avaliou por EMG do glúteo médio bilateralmente durante a simulação de entorse em inversão em plataforma a 30°, o músculo glúteo médio de ambos os lados apresentaram menor tempo de latência comparado ao grupo controle e o glúteo médio contralateral ativou-se antes do ipsilateral durante a inversão.

Delahunt et al, 2006, Avaliaram por EMG o reto femoral durante a marcha a 4 km/h, em esteira grupo controle e grupo com entorse em inversão. observou-se que antes do contato do calcanhar com o solo há maior atividade do reto femoral comparado ao grupo controle.

Friel et al, 2006, avaliou força muscular isométrica dos abdutores e extensores do quadril em um grupo controle e um grupo com entorse crônica de tornozelo através de dinamômetro manual. Observou-se abdutores do quadril do grupo entorse crônico apresentou menor força muscular comparado ao grupo controle e contralateral a lesão, apresentando desiquilíbrio muscular nos sujeitos avaliados.

Van Deun et al, 2007 avaliaram por EMG dos músculos multífidos lombares, oblíquos interno, reto abdominal, glúteo médio, tensor de fáscia lata, vasto lateral, vasto medial, vasto medial oblíquo, tibial anterior, fibular longo e gastrocnêmio media na transição do apoio bipodal para unipodal. Todos os músculos apresentaram atraso na ativação, exceto vasto lateral e vasto e VMO durante a tarefa realizada.

Outros estudos ainda apresentaram deficit na flexão de joelho do lado ipsilateral a lesão, dentre outros achados.

Portanto vale salientar a importância de avaliar os grupos musculares de quadril e realizar um trabalho em conjunto na lesão de entorse de tornozelo, seja ele primeiro episódio mas principalmente entorses crônicos.

O Pilates pode ser uma importante arma na reabilitação pela sua dinâmica e vasta gama de exercícios, podendo trabalhar o Pilates no Cadillac ou reformer utilizando as molas e o paciente utilizando se de trocas de decúbito para trabalhar todos os grupos musculares envolvidos.

Na Step Chair o trabalho de footworks sentados ou em pé aproveitando se da posição para trabalhar propriocepção. Outros recursos que pode ser utilizados são o balancim, bosu, disco de propriocepção.

Se quiser saber mais sobre essa e outras patologias acesse nosso site e realize seu curso de Pilates Completo ou Pilates nas patologias Ortopédicas.

Bibliografia

Beckman SM,Buchanan TS.Ankle inversion injury and hypermobility:effect on hip and ankle muscle electromyography onset latency.Arch Phys Med Rehabil.1995;76:1138-1143.2.

Derscheid GL,Brown WC.Rehabilitation of the ankle. Clinical Sport Med. 1987.

Friel K,McLean N,Myers C,Caceres M.Ipsilateral hip abductor weakness after inversion ankle sprain. Journal Atl. 2006.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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PILATES NA FLEXIBILIDADE DO TRONCO E AS MEDIDAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na flexibilidadeNeste Artigo apresentaremos o Pilates na flexibilidade de tronco e as medidas ultrassonográficas dos músculos abdominais. Saiba tudo aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

O Pilates

Pilates trata do corpo e mente que realiza o trabalho muscular em baixa velocidade. Foi criado por Joseph Pilates em 1918 e tem como objetivo conseguir um controle preciso do corpo através de uma variedade de exercícios executados em solo ou em aparelhos próprios.
Indicado para qualquer faixa etária, este método contém as modificações e adaptações adequadas para os diferentes indivíduos e patologias, respeitando as características e limitações de cada pessoa.
O método engloba exercícios nos quais são utilizados seis princípios: concentração, controle, precisão, fluidez do movimento, respiração e contração do centro de força.
 Pilates na flexibilidade
Além do trofismo, a flexibilidade parece ter uma boa resposta em pessoas praticantes de Pilates. O equipamento que se sobressai em pesquisas para a avaliação da flexibilidade é o flexímetro, que a partir de um sistema pendular gravitacional.
Oferece precisão e praticidade nas mensurações dos movimentos angulares, por permitir ser fixado no corpo, além de oferecer maior confiabilidade nas leituras das medidas, uma vez que a indicação do ângulo é produzida por efeito da gravidade, minimizando os erros de interpretação do eixo longitudinal correspondente.
Diante da expansão do número de adeptos a este método ao longo dos anos, a proposta do presente estudo consiste em avaliar o efeito do Pilates no trofismo do grupamento abdominal e no pilates na flexibilidade do tronco comparado à aplicação de uma técnica tradicional de fortalecimento dos músculos abdominais e alongamentos estáticos em mulheres saudáveis.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de intervenção, randomizado e realizado com mulheres jovens, eutróficas, sedentárias e saudáveis. A amostra foi composta por mulheres entre 18 e 25 anos, foram excluídas àquelas com o IMC fora dos limites de normalidade (maior que 24,9kg/m² e menor que 19,5kg/m²), praticantes de atividades físicas nos últimos três meses antes das coletas e portadores de distúrbios neurológicos, articulares ou musculoesqueléticos que pudessem dificultar a execução dos exercícios, ou déficit cognitivo grave, que inviabilizasse o entendimento dos procedimentos da pesquisa.
As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos: no grupo experimental que realizou o Pilates (grupo GP) e no grupo controle, que foi submetido a uma técnica tradicional de fortalecimento do abdome e de alongamentos estáticos (grupo GC).
A amostra foi calculada através do Programa Epi-Info 6.04, considerando uma proporção de resposta ao tratamento, no grupo GP, de 80%, e no grupo GC, de 10%, conforme estudo desenvolvido, com um nível de significância de 5% e poder do teste de 80%, obtendo-se sete indivíduos para cada grupo.
Para a distribuição das voluntárias nos grupos, foi utilizada a técnica de randomização em blocos de sete indivíduos, para garantir que os dois grupos apresentassem o mesmo número de participantes. Inicialmente, foi gerada uma tabela de números aleatórios utilizando o programa Epi-Info 6.0 por um estatístico não envolvido no trabalho.
A coleta de dados foi realizada através de um formulário de registro de informações pessoais e história da prática de exercícios físicos. Em seguida, as participantes foram submetidas a um exame ultrassonográfico (para determinação da espessura dos músculos: oblíquo interno e externo, transverso do abdome e reto do abdome), uma avaliação da amplitude de movimento da coluna vertebral em flexão, extensão, rotação e flexão lateral através de testes com o flexímetro.
A avaliação ultrassonográfica foi realizada através do aparelho HD7, da marca Phillips, com transdutores convexos (C5-2), por um avaliador devidamente treinado.
A mensuração da espessura dos músculos abdominais foi feita através da distância em milímetros das fáscias superficial e profunda dos músculos transverso abdominal, oblíquo interno, oblíquo externo e reto do abdome, do lado esquerdo da voluntária, repetindo-se três vezes para ser feita a média e sempre ao final da expiração para ser controlada a influência da respiração. A mensuração foi realizada com a participante em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os braços ao longo do corpo.
As imagens dos músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome foram obtidas com o transdutor posicionado.

DISCUSSÃO

Em relação à ausência de respostas dos músculos transverso do abdome e oblíquos interno e externo aos exercícios do Pilates, uma revisão sistemática realizada com pessoas saudáveis mostra que não há evidências suficientes de que o método incremente a espessura da musculatura abdominal. Outros autores sugerem que os exercícios de Pilates tem como foco trabalhar a estabilidade da coluna e recuperar o comando motor proprioceptivo dos músculos, em especial o transverso do abdome, principal estabilizador abdominal da coluna, assim como o oblíquo interno e oblíquo externo, que atuam como auxiliares nesta função. Dessa forma, através dos exercícios de Pilates, não se enfoca o aumento de trofismo desses músculos além das dimensões consideradas normais para sexo, idade e altura do indivíduo, mas sim, a melhora do comando motor.
Entretanto, resultados de aumento significativo de espessura dos músculos posturais só podem ser observados em indivíduos que apresentem previamente alguma redução do trofismo, assim como ocorre em indivíduos com lombalgia e hérnia de disco, onde é observada uma diminuição da espessura da musculatura estabilizadora da coluna. Assim, tanto o presente estudo quanto a maioria das pesquisas envolvendo o Pilates, foram desenvolvidos com indivíduos saudáveis, que não apresentam uma redução significativa desse trofismo antes da intervenção.
A constatação dessa diferença em relação à espessura muscular pode ser melhor evidenciada em estado de contração. Em pesquisa com mulheres de 23 a 37 anos, observaram que, após 16 sessões, houve o aumento do tamanho dos músculos transverso abdominal e oblíquo interno observado pela ultrassonografia somente durante a contração voluntária do músculo, no momento da execução dos exercícios de Pilates. Na avaliação em repouso, os mesmos autores não encontraram diferenças após a intervenção, conforme foi verificado no presente estudo, que realizou dez sessões. Isso se deve ao fato que, durante o exercício, houve uma melhor ativação do músculo após a finalização das sessões de Pilates, resultando num melhor comando motor e, consequentemente, maior recrutamento do músculo durante a contração.
Já com relação ao reto abdominal, o presente estudo observou um efeito de hipertrofia, mesmo em repouso, no grupo Pilates. Essa resposta se deve ao fato que este músculo tem a função de mobilidade, apresentando mudanças mais significativas frente à carga imposta. Estudo que avaliou os músculos abdominais por ressonância magnética antes e após 72 sessões de Pilates em mulheres saudáveis e sedentárias. Demonstrou um aumento na espessura de todos esses músculos, entretanto, houve um percentual de ganho significativo no músculo reto abdominal (21%).
Em relação aos resultados de flexibilidade do grupo Pilates na flexibilidade, a maioria dos exercícios utilizados para este grupo, envolveu manutenção de postura com estabilização da coluna, associados a movimento de tronco e MMII. Para se ter ganhos de flexibilidade, outros pesquisadores sugerem que o músculo a ser alongado deve ser colocado uma situação de estiramento máximo e mantê-lo por, pelo menos, 30 segundos. O aumento observado nas médias das rotações e da inclinação, pode ter se dado ao fato que, após as sessões de Pilates na flexibilidade, houve um aumento da segurança na realização deste movimento em decorrência da estabilidade obtida pela coluna, permitindo que haja uma maior amplitude nos pequenos movimentos intervertebrais durante a realização do teste.
Em relação ao uso do ultrassom para avaliação do trofismo abdominal, há possibilidade de que mudanças ocorridas na estrutura ou na forma dos músculos não tenham sido visualizadas através deste aparelho. Talvez, o uso da Ressonância Magnética (RM), por exemplo, poderia ter detectado um maior ganho ou mudança muscular, visto que, a RM, no diagnóstico por imagem, é a que tem a melhor definição e contraste entre as estruturas de partes moles. Neste contexto, em uma pesquisa com mulheres saudáveis submetidas á sessões de Pilates, conseguiu detectar aumento significativo do trofismo abdominal após as intervenções através da RM, o que corrobora com este pensamento.
Outro fator que pode ter influenciado na semelhança de resposta do GP e GC após as intervenções em relação ao trofismo muscular foi o hemicorpo avaliado. Pois, o lado dominante parece ter maiores diferenças de ganho de espessura da musculatura abdominal ipsilateral, em comparação com o lado não-dominante. Devido à todas as medidas do presente estudo terem sido feitas do lado esquerdo, e todas as voluntárias serem destras, este fator pode ter sido fundamental nos resultados encontrados nesta pesquisa, podendo ter ocorrido uma subestimação dos valores reais de ganho de trofismo da musculatura abdominal das voluntárias.

CONCLUSÃO

 Algumas limitações do estudo devem ser consideradas, como a mensuração do trofismo abdominal ter sido realizada apenas de um lado. Devido à quantidade de medidas a serem avaliadas, não foi viável incluir os dois lados. Há também a questão da mensuração ter sido realizada apenas no repouso.
Era esperado que houvesse mudanças estruturais no músculo, portanto, não seria necessário avaliar o músculo em contração. O número de sessões foi sido insuficiente para ocorrer mudanças no trofismo abdominal e na flexibilidade do tronco.
Sugere-se, em estudos futuros, estas questões sejam levadas em consideração, a fim de que resultados mais significativos sejam encontrados. Desta forma, destaca-se a importância de investir em pesquisas envolvendo o Pilates na flexibilidade por exemplo. Principalmente com a utilização de métodos mais acurados, maior tempo de intervenção, avaliando o Pilates na flexibilidade e outros fidedignamente.

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O Pilates como Atividade Física De Forma Segura

PilatesPilates

A prática do Pilates em studios de Pilates ou academias tem crescido muito nos últimos anos. Esse hábito sem dúvida nenhuma é muito saudável, no entanto existem alguns cuidados indispensáveis para que não ocorram imprevistos.

Primeiramente escolher a vestimenta adequada, que permita a troca de calor entre o corpo e o ambiente e uma boa movimentação.

Os calçados devem ser apropriados?

De acordo com a modalidade escolhida. No caso dos exercícios em academias os tênis são os melhores aliados. Tênis adequado a cada tipo de pé.

A escolha do calçado adequado é indispensável para que os exercícios sejam executados corretamente, garantindo uma boa postura durante a prática dos exercícios.

Se o calçado for inadequado, num primeiro momento pode levar à dor, que provocará o mal posicionamento dos pés durante os exercícios.

Esse mal posicionamento dos pés pode levar a médio e longo prazo a lesões como os esporões e as tendinites (inflamação nos tendões).

curso de pilates aparelhosPilates no Studio?

Pensando no Studio de Pilates, não podemos nos esquecer das meias, que devem ser igualmente confortáveis e permitir uma boa ventilação dos pés.

Os exercícios devem ser realizados sempre respeitando os limites do corpo. Aquela dor do dia seguinte pode mesmo ocorrer, mas se a dor não desaparecer nos próximos dias, com a continuidade do treinamento ou com o descanso, isso é um sinal de alerta: interrompa o treino e comunique seu professor.

Obs: Nos cursos de pilates sempre frisamos algo importante. “Cuidado com as costuras que podem causar lesões na pele e bolhas, alterando a boa postura da pisada”.

Dores X Tendinite: Atenção

Dores mais localizadas e agudas podem ser por exemplo sinal de tendinite, que é frequentemente decorrente ou de má-postura durante a execução dos exercícios, ou de uma intensidade de treinamento mais alta do que o limite do corpo (por exemplo: overtrainning, alongamento no Pilates além do limite do seu aluno, corrida numa velocidade maior do que a ideal; ou incremento de carga inadequada ao estágio de condicionamento do aluno).

Postura no Pilates

Uma boa postura para a realização dos exercícios é fundamental, afinal a má-postura não só prejudica o desempenho dos exercícios como pode por si só provocar lesões. Fazer um exercício com uma postura errada predispõe a lesões em músculos, tendões e ligamentos.

Por isso é importante trabalhar com um instrutor de Pilates especializado em boas escolas que visam todas as questões durante os cursos.

Princípios do Pilates

Para manter uma boa postura, procure concentrar-se no exercício, não converse ou assista televisão durante a realização das séries. (Primeiro principio do pilates – CONCENTRAÇÃO)

Olhe sempre para frente, mantendo o abdômen sempre contraído com ênfase em transverso abdominal e multífidos, procurando manter a coluna reta e estável. (Segundo princípio do pilates – CENTRALIZAÇÃO OU POWERHOUSE).

A realização dos movimentos corretos também é fundamental para que não ocorram lesões.

É muito comum, principalmente para os iniciantes, não conseguir realizar o número de séries e repetições prescritas no treino.

Quantidade de Exercícios

Não se incomode! É preferível fazer menos exercícios, porém com os movimentos corretos, do que tentar cumprir o que está prescrito no treino e acabar sobrecarregando músculos e tendões.

Geralmente essa é a principal causa de lesões em academias, estudios de Pilates ou até mesmo dos atletas de final de semana, especialmente antes da chegada do verão, quando todos querem entrar em forma rápido.

Cuidados redobrados devem ser tomados pelos adolescentes, pois como o corpo ainda está se desenvolvendo, o risco de lesões devido à sobrecarga de exercícios é maior e a ocorrência de uma lesão mais grave nessa fase de desenvolvimento pode levar a alterações posturais mais graves.

Outro detalhe importante é não se deixar levar por preferências, isto é, fazer exercício para um determinado grupo muscular e não fazer para o outro, por exemplo: alongar cadeia posterior e não alongar cadeia anterior, fazer bíceps e não fazer tríceps; fazer peito e não fazer costas, realizar movimentos lombares (paravertebrais, quadrado lombar, multífidos) e não fazer abdominal – pois isso leva a desequilíbrios musculares, podendo levar a lesões nas articulações e na coluna.

Qual profissional é adequado?

Portanto, o mais indicado é que você procure um profissional competente Professor de Educação Física ou Fisioterapeuta. 

Ombros, coluna e joelhos merecem sempre uma atenção especial.

Durante a prática dos exercícios procure se hidratar com frequência, principalmente nos dias quentes. As bebidas esportivas são excelentes para garantir a reposição não só de água, como também dos eletrólitos perdidos pelo suor.

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Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Pilates na Cervicalgia: Como Avaliar e Tratar – BLOG PILATES FISIO FITNESS

pilates na cervicalgia

Pilates na cervicalgia: Avaliação e Tratamento

Pilates na Cervicalgia, ou qualquer outra forma de tratamento é necessário conhecer e entender o termo e o que pode acometer. para isso abaixo listamos aspectos importantes.

A dor no pescoço (cervicalgia) pode ter origens diversas, sendo elas desde alterações posturais, como traumas mecânicos, compressões articulares, retificações, dentre outras. Entende-se que o termo cervicalgia não se refere a uma patologia propriamente, mas sim a um sintoma ou uma forma de manifestação de alterações musculares dolorosas (Machado, 2013).

Aspectos Clínicos da Cervicalgia

Normalmente apresenta aspectos clínicos multifatoriais, uma vez que podem envolver fatores individuais de risco (tanto com características físicas ou mesmo emocionais), ou ligados à ergonomia e às atividades laborais (Vianna et al, 2011).

As diferentes dimensões das dores crônicas na coluna necessitam de ampla descrição da entidade apresentada na doença, o que de acordo com (Waddell, 2013) incluem principalmente “comprometimento por dor, deficiência física e incapacidade”.

A cervicalgia é muito comum na população em geral (Jordan, 1998). Nos países ocidentais, a dor no pescoço é relatada como uma das principais causas de licença médica de longo prazo e de pensões trabalhistas. Persistente e debilitante, a dor no pescoço decorrente de acidentes de carro também é comum.

Por isso, fica difícil delimitar com precisão um traçado único da prevalência das cervicalgias.

Estudos Brasileiros

Em três estudos nacionais recentes a prevalência da cervicalgia foi avaliada na população geral brasileira (sem delimitações ou especificações outras desse grupo) (Silva et al, 2012).

Machado (2013), refere que as dores cervicais afetam 30% dos homens e 43% das mulheres em algum momento de suas vidas. Silva encontrou que a cervicalgia acomete em média de 12% a 34% da população adulta em alguma fase de sua vida, com maior incidência no sexo feminino e trazendo algum tipo de comprometimento em sua atividade laboral.

Antônio (2011) refere que a prevalência da cervicalgia é estimada em 29% nos homens e 40% nas mulheres, podendo esses números serem ainda maiores quando avaliadas populações selecionadas de acordo com atividades exercidas no trabalho.

A cervicalgia pode ainda causar outros tipos de danos para o indivíduo, como alterações e/ou compensações no sistema osteomuscular, como por exemplo, na cintura escapular, podendo ocasionar tensões associadas que influenciem na postura da cabeça e mandíbula, podendo evoluir para um quadro de disfunção temporomandibular, como foi visto em estudo de (Gorreri et al, 2008) em que 100% dos indivíduos pesquisados e portadores de cervicalgia, apresentaram disfunção temporomandibular.

Escalas e Questionários

Para mensurar o impacto que a cervicalgia pode causar no indivíduo, bem como as limitações por ela geradas, diversos questionários e escalas de avaliação foram desenvolvidos, sendo frequentemente na língua inglesa (Pietrobon, 2002), como Neck Disability Index (NDI) (Vermon, 1998), Neck Painand Disability Scale (NPDS) Cervical Spine Outcomes Questionnaire (CSOQ) (Menezes, 2012), Northwick Park Neck Pain Questionnaire (NPK) (Moffett, 2005).

As escalas e questionários de auto-avaliação, além da importância científica, podem nortear a prática clínica (Fejer, 2008).

O questionário The Copenhagen Neck Functional Disability Scale (CNFDS) é uma ferramenta de avaliação clínica que evidencia com precisão a percepção do paciente com relação a sua funcionalidade frente ao cenário da dor cervical, sendo capaz de ajudar a orientar suas perspectivas clínicas (Misterska, 2011).

Escala

Curso_de_Pilates
Quer saber sobre Pilates na cervicalgia e muito mais? Curso de Patologias Ortopédicas

As questões de número 1 a 5 são questões de direção positiva, ou seja, uma resposta “sim” indica uma boa condição cervical. Já as questões de número 6 a 15 são questões de direção negativa, assim sendo, uma resposta “sim” indica uma pobre condição cervical. Com isso, a pontuação máxima possível é de 30 pontos, e a mínima é de 0, sendo que quanto maior a pontuação, maior a disfunção (Waddell, 2013).

Score

  • A classificação da disfunção segue tal como no artigo original:
     1 a 3 pontos = incapacidade mínima;
     4 a 8 pontos = incapacidade leve;
     9 a 14 pontos = incapacidade leve à moderada;
     15 a 20 = incapacidade moderada;
     21 a 26 = incapacidade moderada à intensa;
     27 a 30 = incapacidade intensa.

Tratamento com Pilates na Cervicalgia (Lembrando que, são algumas sugestões)

Sabe-se que a terapia combinada é a mais eficaz no tratamento. Dentro das terapias ou métodos podemos utilizar o Pilates que, engloba uma série de combinações.
Abaixo segue nossas dicas de exercícios para melhorar a postura e o realinhamento, fortalecendo e diminuindo o quadro álgico. E você quais exercícios do Pilates na cervicalgia usaria para realização de um tratamento eficaz? Descreva abaixo!

 pilates na cervicalgia

Bibliografia

The Copenhagen neck functional disability scale – CNFDS: translation and cultural adaptation to brazilian portuguese Journal of Human Growth and Development, 2014; 24(3): 304-312

Viana PB, Benini LV, Vasconcellos C. Programa de ginástica laboral versus desconforto laboral. Coleção Pesquisa em Educação Física. 2011; 10(2): 125-32.

Silva RMV, Lima MS, Costa FH, Silva AC. Efeitos da quiropraxia em pacientes com pilates na cervicalgia: revisão sistemática. Rev Dor. São Paulo. 2012; 13(1):71-74.

Gorreri MC, Guimarães EA, Barbosa KVMS, Barbosa GAS, Baraúna MA, Strini PJSA, et al. Relação entre cervicalgia e disfunção temporomandibular. Fisioterapia Brasil. 2008 Jul /Ago; 9(4): 264-268.

Menezes EM, Rocha RO, Moreira AAD, Nascimento DG, Araújo AEP, Maia LCS. Artroplastia total do disco cervical com prótese de Bryan. Resultados Clínicos e funcionais. Rev Coluna/Columna. São Paulo, 2012; 11(3): 214-8.

Vermon H, Mior S. The Neck Disability Index: a study of reliability and validity. Journal of manipulative and physiological therapeutics. 1991,14(7):409-15.

Moffett JAK, Jackson DA, Richmond R, Hahn S, Coulton S, Farrin A, et al. Randomised trial of a brief physiotherapy intervention compared with usual physiotherapy for neck pain patients: outcomes and patient’s preference. BMJ 2005; 330-75.

Fejer R, Jordan A, Hartvigsen J. Neck pain and disability due to neck pain: what is the relation? Eur Spine J. 2008; 17:80–88.

Misterska E, Jankowski R, Glowacki M. Crosscultural adaptation of the Neck Disability Index and Copenhagen Neck Functional Disability Scale for patients with neck pain due to degenerative and discopathic disorders. Psychometric properties of the Polish versions. BMC Musculoskelet Disord. 2011 Apr 29;12:84.

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Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Pilates na Incontinência Urinária – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na Incontinência

Pilates na Incontinência Urinária

Quando penso em “Pilates na Incontinência” a primeira coisa que passa na minha cabeça é o fortalecimento do famoso “power house” (ou caixa de força).

O power House é o nome dado ao conjunto de músculos que devem trabalhar de forma harmônica em TODOS os exercícios do pilates.

Os músculos da parede abdominal (músculos da barriga), os paravertebrais (músculos que ficam do lado da coluna), o diafragma (principal músculo responsável pela respiração) e os músculos do assoalho pélvico (aqueles responsáveis por segurar o xixi).

Assoalho Pélvico

Quando penso em Incontinência Urinária (perda de xixi), a primeira opção de tratamento é o treinamento dos músculos do assoalho pélvico, que tem suas regras para evoluir o tratamento até o momento de alta.

O treinamento dos Assoalho pélvico junto com atividades do dia-a-dia e exercício físico faz parte da evolução do TTO, pois nem todas as mulheres conseguem fazer logo no começo. Por isso o Pilates na incontinência vem ganhando adeptos.

Se você não tiver consciência e coordenação da contração, quando seu instrutor de pilates pedir para você fazer força para segurar o xixi, você pode não fazer uma contração correta ou até não fazer nenhuma contração.

Se esse for seu caso, o pilates vai te ajudar a parar de perder xixi. Mas para isso fará um trabalho mais específico. Isso acontece pois a muitas mulheres precisam trabalhar esses aspectos da musculatura (consciência e coordenação) para depois evoluir no tratamento.

Se você tem uma boa consciência e coordenação da contração dos músculos do assoalho pélvico, quando solicitado a você fazer força para segurar o xixi, você vai realizar uma contração correta. Se esse for seu caso, o pilates vai te ajudar a parar de perder xixi ou até preveni-la.

Você tem a perda de urina e a intenção de fazer exercício físico?

Que tal associar o atendimento de um instrutor de pilates ao treinamento dos músculos do assoalho pélvico (Kegel) por alguns meses? Pelo menos até você aprender como contrai corretamente os músculos do assoalho pélvico para depois fazer exclusivamente o pilates.

Agora você pode estar pensando…
“Como vou saber se estou fazendo a contração correta?”
Simples! Através da avaliação de um fisioterapeuta – Instrutor de Pilates Especializado

Texto: Fisio Mulher

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Pilates na Gravidez – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na gravidez

Pilates na Gravidez

Pilates na gravidez ou Pilates na gestação é necessário conhecer os aspectos que envolvem todo período gestacional. E para isso estudar todos esses aspectos são importantes.

Se você precisa saber mais, o curso aborda absolutamente todos os aspectos através do guideline na gestação.

Mas enfim, continue lendo este artigo, caso haja interesse abaixo encontrará onde realizar sua formação.

Há tempos atrás, a gravidez era considerada como sendo o período em que a mulher precisava ter certos cuidados.

Mulheres em período gestacional recebiam orientações quanto a permanecer em repouso, evitar esforços físicos, e alimentar desejos extravagantes, além de liberdade para abusar de alimentos pouco saudáveis, gordurosos e doces.

Agora, a palavra de ordem é gravidez saudável

O culto ao corpo de forma moderada é até benéfico. As recomendações, não somente para gestantes, mas para todas as pessoas em geral, são cultivar bons hábitos que incluem:

Alimentação balanceada e exercícios físicos moderados, mas constantes, que garantam uma melhor qualidade de vida durante e depois da gravidez.

O Pilates está entre as modalidades de exercícios recomendados para esse período, pois ao contrário do que se acredita, grávidas podem usufruir da prática.

A exceção daquelas que se encontram em gravidez de risco, ou tiveram algum tipo de complicação que devam seguir recomendações médicas de repouso, a fim de evitar maiores consequências.

É importante que o ginecologista esteja ciente da prática dos exercícios e que seja consultado quanto à sua liberação (o instrutor de Pilates deve exigir isso de sua aluna).

Pilates é contraindicado quando?

Acreditava-se que o Pilates na gravidez era contraindicado, devido a seus exercícios Malabares nos aparelhos e na bola, e também pela sua grande ênfase na contração abdominal.

O Pilates pode ser adequadamente adaptado para a gravidez, desde que não sejam realizados certos exercícios, tais como os abdominais pesados.

É importante ressaltar

A gestante não deve ser colocada em posições que causem muito desequilíbrio, para evitar risco de quedas, por exemplo.

Pilates na gestaçãoQuais exercícios realizar?

Os exercícios de braço estão muito bem indicados, já que fortalecem a região dando boas condições à futura mamãe de carregar seu filho no colo.

Pernas também estão liberadas para serem trabalhadas, a fim de evitar dores articulares que possam vir em função do sobrepeso.

Os exercícios de alongamentos devem ser priorizados, pois na gravidez, em função do aumento abdominal, o peso da mulher se desloca todo para a frente. Alterando o seu centro de gravidade, aumentando a curvatura fisiológica da coluna, e causando dores.

Os exercícios abdominais e a mobilidade da coluna serão, naturalmente, praticados durante os exercícios de braços, de pernas, e através da respiração característica do método.

O Pilates auxiliará a gestante no período pós-parto, facilitando o retorno mais rápido do abdômen. Causa esta pela diástase abdominal e flacidez tecidual.

Cabe ressaltar que é necessário que o ginecologista esteja de acordo com a prática do Pilates na gravidez. O ideal é que ele mande uma liberação por escrito para que o instrutor saiba do andamento da gestação.

Se a aluna suspeita que está grávida, ela deve avisar imediatamente o instrutor, mesmo que ainda não tenha feito nenhum exame para comprovação. Evitando certos exercícios, garantindo uma gestação sem sustos.

Entretanto, deve-se salientar que se a gestante nunca praticou nenhum tipo de exercício físico, deve procurar executar exercícios leves de Pilates.

Gostou?

Quer saber tudo sobre Pilates na Gestação? clique e saiba mais

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Montar Studio de Pilates: O que saber antes – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Studio de PilatesMontar Studio de Pilates: O que saber antes.

É importante traçar um plano e empreender corretamente para não ser surpreendido na hora de montar studio de pilates e principalmente na questão dos gastos e prospecção do seu negócio. Por isso nós estamos criando essa série de artigos sobre como montar studio de pilates e geri-lo..

Olá tudo bem? Eu sou o Junior, vamos conversar um pouquinho? Quero falar sobre Studio de Pilates com você!

Se você chegou até aqui parabéns. Receberá Informações valiosas que irá abrir seu horizonte quanto a Abertura de um Studio de Pilates.

Muitas pessoas me perguntam nos Cursos de Pilates que ministramos: Junior Onde é o melhor Local? Quanto Cobrar? Qual Tamanho Ideal do Studio de Pilates? Um Studio de Pilates deve ter quantos aparelhos? Muitas Outras perguntas são realizadas.

Essas Dúvidas os alunos e clientes tem logo ao iniciar o curso e muitas vezes pós curso, quando levantam uma grana e pretendem montar seu Studio de Pilates. Dinheiro não dá em árvore convenhamos. Por isso criamos um momento no final do curso em que respondemos todas essas dúvidas e muitas outras. Ajudamos, damos suporte aos nossos alunos. E hoje, quero compartilhar um pouco com vocês.

Inicialmente vamos falar sobre o que devo saber antes de montar um Studio de Pilates. Em outros posts falamos sobre Onde montar Studio de Pilates e Comprar Studio de Pilates. Bom, é só acessar e juntar as informações.

E aí Vamos lá?

Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Diferente do que muitos pensam, o método Pilates não é Fisioterapia. Foi desenvolvido por Joseph H. Pilates e tem seus princípios baseados em exercícios que trabalham a mente e o corpo. Em síntese, constitui um sistema com mais de quinhentos exercícios com esse objetivo.

Trata-se de um programa que visa a reabilitação e o condicionamento físico. Seus exercícios buscam fortalecer os músculos fracos, alongar os músculos que estão encurtando e aumentar a mobilidade das articulações. Trabalha-se também na melhoria da postura global do individuo. É uma mistura balanceada com treino de força e flexibilidade que melhora a postura, reduz o stress, alonga e tonifica a musculatura sem exageros. O método trabalha vários grupos musculares simultaneamente através de movimentos suaves e contínuos, com ênfase na concentração, fortalecimento e estabilização do Core (abdômen, coluna e região pélvica, também chamada de “powerhouse”).

No Mat Pilates os exercícios podem ser feitos no solo em grupos de até três praticantes por horário, ou individualmente em cinco equipamentos exclusivos: o “Reformer”, o “Cadillac”, o “Ladder Barrel”, o “Combo Chair” e o “Wall Unit”. O conjunto desses equipamentos é conhecido como estúdio pilates.

Locais para se montar studio de pilates

Com grande crescimento e declarada adesão de famosos, o Pilates pode ser praticado em diversos locais, como clínicas, academias, clubes, navios, hotéis ou até mesmo em casa, o que amplia o mercado para empreender.

Deve ser observado que sob a ótica do praticante, não é um investimento barato, logo não é popular. Neste caso precisa ter uma taxa de ocupação alta, geralmente formada pelas classes A e B.

O ponto positivo do empreendimento está na boa margem de lucro, que pode chegar a 60%, e na abrangência do público alvo, que vai desde a adolescência à terceira idade, e também de yoga, de alongamento e de consciência corporal, além de fisioterapia para recuperação de processos traumáticos.

Para elaboração deste plano consulte o Sebrae mais próximo e aproveite para se especializar no método AQUI.
Gostou?

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Comprar Studio de Pilates: Gaste Somente o Necessário – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Studio de Pilates: Gastar apenas o Necessário!

Olá tudo bem? Eu sou o Junior, vamos conversar um pouquinho? Quero falar sobre Studio de Pilates com você!

Se você chegou até aqui parabéns. Receberá Informações valiosas que irá abrir seu horizonte quanto a Abertura de um Studio de Pilates.

Muitas pessoas me perguntam nos Cursos de Pilates que ministramos: Junior Onde é o melhor Local? Quanto Cobrar? Qual Tamanho Ideal do Studio de Pilates? Um Studio de Pilates deve ter quantos aparelhos? Muitas Outras perguntas são realizadas.

Essas Dúvidas os alunos e clientes tem logo durante o curso e muitas vezes pós curso, quando levantam uma grana e pretendem montar seu Studio de Pilates. E Dinheiro não dá árvore convenhamos. Por isso que Criamos um momento no final do curso em que respondemos todas essas dúvidas e muitas outras. Ajudamos, damos suporte aos nossos alunos. E hoje, quero compartilhar um pouco com vocês.

Inicialmente vamos falar sobre quais equipamentos comprar para montar um Studio de Pilates. Em outros posts falamos sobre Onde montar o Studio e O que devemos saber antes de montar um studio de pilates. Bom, é só acessar e juntar as informações.

E aí Vamos lá?

 

Junior quero montar um Studio de Pilates, o que eu devo comprar e quanto vou gastar? essa é a pergunta mais respondida por nós nos cursos

Equipamentos:

Studio de Pilates

  • O Ideal é ter um Kit de aparelhos (Cadillac, Reformer, Step Chair e Barrel); OBS: Não Compre Equipamentos de Madeira Eucalipto (Liptus) é a pior madeira do mercado. Mas falaremos sobre isso em outro artigo.
  • Espelhos – deixa a sala maior, enriquece o ambiente e propicia ao aluno e professor melhor visualização dos exercícios;
  • Tatames – ideal ter pelo menos dois tatames de 2X1- Dá para atender uma pessoa no solo enquanto o restante dos alunos estão nos Aparelhos.
  • Bebedouro, ar condicionado ou ventiladores e circuladores de ar – Por questões obvias, nem precisamos explicar.
  • Telefone – se possível sem fio com secretária eletrônica, bina e que possa ser levado com você  – Auxilia a Atender sair e poder retornar as ligações.
  • Solo – se possível de piso laminado (madeira) ou com tatames, jamais piso frio;
  • Acessórios: aumenta a gama de exercícios e dificuldades, enriquece a aula: IMPORTANTÍSSIMO
  • Bolas, ideal ter no mínimo duas – 55 cm, 65 cm e se possível de 75 cm; Sem dúvida ao menos duas bolas!
  • Faixas elásticas – tipo theraband (marca); Faixas elásticas baratas e tem muitos exercícios que podem ser realizados. Inclusive temos um curso somente de acessório com mais de 100 exercícios.
  • Over ball – 1/5 kg e 1 Kg;
  • Disco de Freeman, disco proprioceptivo;
  • Pesos (Caneleiras, halteres (não exceda 2 a 3 Kg);
  • Bolas pequenas, tipo cravo, feijão;
  • Meia lua;
  • Meia bola (tipo Bosu);
  • Mini tramp (cama elástica).
  • Rolo de EVA.

 

Gostou de nossas Dicas? passe a diante. Compartilhe, indique a amigos e colegas de profissão informação deve ser sempre passada adiante.

 

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