Pilates nas Lesões Musculares

pilates nas lesões muscularesPilates nas Lesões Musculares

Para falarmos sobre Pilates nas lesões musculares, ou seja, na prevenção e tratamento, faz-se necessário entender e conhecer o mecanismo da lesão, fisiopatologia e classificação da lesão. Vamos discorrer sobre o assunto e também deixaremos alguns links para leitura dentro do texto.

Os músculos com função tônica ou postural geralmente são uniarticulares, largos, planos, com velocidade de contração baixa e com capacidade de geração e manutenção de força contrátil grande. Geralmente estão localizados nos compartimentos mais profundos.

Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão. Geralmente estão localizados em compartimentos superficiais.

O comprimento da fibra é um determinante importante da quantidade de contração possível no músculo. Como as fibras musculares geralmente apresentam distribuição oblíqua dentro de um ventre muscular, elas geralmente são menores do que o comprimento total do músculo.

Mecanismos de lesão

As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento(3). Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte.

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.

Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.

Classificação das Lesões Musculares

Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos. 

Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar- -se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias.

Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura.

Reparo Tecidual Grau III

O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

Existe uma nova classificação sobre os graus de lesão muscular link

Fisiopatologia

A cicatrização do músculo esquelético segue uma ordem constante, sem alterações importantes conforme a causa (contusão, estiramento ou laceração).

Três fases foram identificadas neste processo: destruição, reparo e remodelação. As duas últimas fases (reparo e remodelação) se sobrepõem e estão intimamente relacionadas.

Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias.

Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural. 

Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

Tratamento de Pilates pós-fase aguda

1. Treinamento isométrico

(ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos (Molas e acessórios) e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.

2. Treinamento isotônico

(ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas. Aqui o treino com molas é essencial, tanto para fortalecimento quanto coordenação e proprioceptivo.

3. Demais terapias

A aplicação local de calor ou “terapia de contraste” (quente e frio) pode ser de valor, acompanhado de cuidadoso alongamento passivo e ativo do músculo afetado. Ressalta-se que qualquer atividade de reabilitação deve ser iniciada com o aquecimento adequado do músculo lesionado.

Para tal pode-se utilizar o ondas curtas para aquecimento mais profundo, técnicas de manipulação e liberação miofascial, realização de exercícios no Pilates, trabalhando fortalecimento, reequilíbrio muscular, alongamento.

Lembrando que aqui estamos dando alguns exemplos do que pode ser realizado. É sempre importante realizar todo protocolo de atendimento com uma avaliação prévia e adequar a terapia conforme evolução do paciente/aluno.

Se você possui alguma dúvida, gostaria de entender mais quais exercícios, como o Pilates pode ajudar nesse processo de reabilitação, desça com o cursor até abaixo e clique no link de nossos cursos. Teremos o maior prazer em atendê-los.

Bibliografia

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, Rev. Bras. Ortop. Vol 46 no.3 São Paulo, 2011.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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Pilates nas Lesões Musculares de IQT

Pilates nas Lesões Musculares de IQT

O Pilates nas lesões musculares de IQT – isquiotibiais pode ser uma ótima alternativa na prevenção ou na recuperação dessas lesões. Mas para traçar o melhor plano de tratamento ou prevenção é necessário conhecer a classificação da lesão, a fisiopatologia e tudo que a envolve.

As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são causadas por lesões de tecidos moles. 

Um estudo prospectivo feito por Elkstrand et al. demonstrou que elas correspondem a 37% das lesões musculares no futebol profissional e são responsáveis por 25% das ausências dos atletas nos jogos.

Outros estudos indicam que 1/3 das lesões dos isquiotibiais recidivam e que muitas dessas acontecem dentro das primeiras duas semanas após retorno ao esporte.

A elevada taxa de recorrência pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como, por exemplo, reabilitação ineficaz e critérios inadequados de retorno ao esporte.

Classificação

pilates nas lesões musculares de IsquitiobiaisLesão muscular é caracterizada por alterações no aspecto morfológico e histoquímico que proporcionam um déficit de funcionalidade no segmento acometido. Existem duas importantes formas de lesão muscular na prática esportiva, o estiramento e a contusão muscular.

Estiramento

O estiramento é a lesão muscular mais frequente nos esportes e é classificada em:

Grau I, no qual ocorre ruptura estrutural mínima e retorno rápido a função normal;

Grau II, quando há ruptura parcial com dor e alguma perda de função;

Grau III, quando há ruptura tecidual completa com retração muscular e incapacidade funcional. Ekstrand et al. demonstraram que os isquiotibiais são os músculos mais acometidos nesse tipo de lesão.

Contusão

A contusão muscular, que se trata de um trauma direto resultado de forças externas, comum em esportes de contato. É caracterizada com a presença de dor, edema, rigidez muscular e restrição da amplitude de movimento. Pode acometer qualquer músculo, mas o quadríceps e os gastrocnêmios são os mais atingidas.

Mecânica da Lesão

Dois mecanismos de lesão específicos são descritos para lesões dos isquiotibiais e parecem influenciar na localidade e severidade da lesão. Heiderscheit et al.  Apresentaram em seu estudo que os isquiotibiais, durante a fase de balanço terminal da corrida, absorvem energia elástica para contrair excentricamente e promovem a desaceleração do avanço do membro na preparação do contato inicial do calcâneo.

Nessa fase a musculatura se torna mais susceptível a lesões, o bíceps femoral é o músculo mais acometido, por estar mais ativo em relação aos músculos semitendíneo e semimembranoso.

Outro mecanismo descrito que comumente lesa a porção proximal do músculo semitendíneo, é um movimento combinado de alta potência e extrema amplitude de flexão do quadril com extensão de joelho, que biomecanicamente corresponde ao movimentos de chute, corrida com barreiras e artísticos de bailarinos.

Fatores de Risco

Os fatores de riscos propostos para as lesões dos isquiotibiais são classificados em modificáveis e não modificáveis, porém iremos falar apenas daquilo que podemos modificar.

Os fatores modificáveis são os desequilíbrios musculares, que incluem a relação de força do quadríceps e dos isquiotibiais do mesmo membro e a relação bilateral dos isquiotibiais.

Outro fator é a fadiga muscular, já que estudos demonstraram que a incidência de lesões dos isquiotibiais apresenta uma maior taxa nos últimos estágios de partidas e treinamentos competitivos, quando a musculatura está em um nível alto de fadiga.

O déficit de flexibilidade dos isquiotibiais também é considerado por alguns autores como um fator de risco

Tempo de Reparação 

Fase 1: destruição (três a sete dias) – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células infamatórias.

Fase 2: reparo (quatro a 21 dias) – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conéctico, assim como a neoformação vascular e o crescimento neural.

Fase 3: remodelação (14 dias a 14 semanas) – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização da capacidade funcional muscular.

Reabilitação

A reabilitação pode ser realizada por várias terapias, tais como: Crioterapia, Laser, Ultrassom, Pomadas não Esteróides, terapia manual, exercícios terapêuticos e Pilates.

Dentro do Pilates é possível reabilitar o atleta ou paciente lesionado pensando nos fatores modificáveis tais como flexibilidade mas principalmente no reequilíbrio muscular.

Fase Inicial

Um dos objetivos iniciais da reabilitação das lesões musculares é restaurar o controle neuromuscular normal e prevenir a formação da fibrose tecidual. Exercícios terapêuticos ou Pilates como o fortalecimento isométrico e movimentos ativos controlados de baixa intensidade livres de dor, são estratégias preconizadas por especialistas para atingir esses objetivos em uma fase inicial.

Fase Intermediária

Em uma fase intermediária permite-se o aumento da intensidade dos exercícios com treinamento neuromuscular em maiores amplitudes e o início do treinamento de resistência excêntrica.

Askling et al. demonstraram a importância do fortalecimento excêntrico nas lesões dos isquiotibiais, por meio da comparação entre um protocolo com exercícios convencionais e um protocolo de exercícios que se baseiam em exercícios excêntricos com alongamento dinâmico máximo.

O estudo concluiu que o protocolo de exercícios excêntricos foi mais eficaz, uma vez que proporcionou um retorno mais rápido ao esporte e uma menor taxa de recidiva.

Lembrando quê, o alongamento dinâmico é juntamente com o treino resistido que faz do método de Pilates nas lesões musculares uma técnica diferente das outras e portanto muito completa tanto na reabilitação quanto prevenção de lesões.

Bibliografia
Ramos G. A, Gonçalves G. A, Astur D. C, Pochini A. C, Ejnisman B, Cohen M. Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura. rev bras ortop. 2017;52(1):11–16

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, 2010.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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PILATES NA FLEXIBILIDADE DO TRONCO E AS MEDIDAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na flexibilidadeNeste Artigo apresentaremos o Pilates na flexibilidade de tronco e as medidas ultrassonográficas dos músculos abdominais. Saiba tudo aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

O Pilates

Pilates trata do corpo e mente que realiza o trabalho muscular em baixa velocidade. Foi criado por Joseph Pilates em 1918 e tem como objetivo conseguir um controle preciso do corpo através de uma variedade de exercícios executados em solo ou em aparelhos próprios.
Indicado para qualquer faixa etária, este método contém as modificações e adaptações adequadas para os diferentes indivíduos e patologias, respeitando as características e limitações de cada pessoa.
O método engloba exercícios nos quais são utilizados seis princípios: concentração, controle, precisão, fluidez do movimento, respiração e contração do centro de força.
 Pilates na flexibilidade
Além do trofismo, a flexibilidade parece ter uma boa resposta em pessoas praticantes de Pilates. O equipamento que se sobressai em pesquisas para a avaliação da flexibilidade é o flexímetro, que a partir de um sistema pendular gravitacional.
Oferece precisão e praticidade nas mensurações dos movimentos angulares, por permitir ser fixado no corpo, além de oferecer maior confiabilidade nas leituras das medidas, uma vez que a indicação do ângulo é produzida por efeito da gravidade, minimizando os erros de interpretação do eixo longitudinal correspondente.
Diante da expansão do número de adeptos a este método ao longo dos anos, a proposta do presente estudo consiste em avaliar o efeito do Pilates no trofismo do grupamento abdominal e no pilates na flexibilidade do tronco comparado à aplicação de uma técnica tradicional de fortalecimento dos músculos abdominais e alongamentos estáticos em mulheres saudáveis.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de intervenção, randomizado e realizado com mulheres jovens, eutróficas, sedentárias e saudáveis. A amostra foi composta por mulheres entre 18 e 25 anos, foram excluídas àquelas com o IMC fora dos limites de normalidade (maior que 24,9kg/m² e menor que 19,5kg/m²), praticantes de atividades físicas nos últimos três meses antes das coletas e portadores de distúrbios neurológicos, articulares ou musculoesqueléticos que pudessem dificultar a execução dos exercícios, ou déficit cognitivo grave, que inviabilizasse o entendimento dos procedimentos da pesquisa.
As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos: no grupo experimental que realizou o Pilates (grupo GP) e no grupo controle, que foi submetido a uma técnica tradicional de fortalecimento do abdome e de alongamentos estáticos (grupo GC).
A amostra foi calculada através do Programa Epi-Info 6.04, considerando uma proporção de resposta ao tratamento, no grupo GP, de 80%, e no grupo GC, de 10%, conforme estudo desenvolvido, com um nível de significância de 5% e poder do teste de 80%, obtendo-se sete indivíduos para cada grupo.
Para a distribuição das voluntárias nos grupos, foi utilizada a técnica de randomização em blocos de sete indivíduos, para garantir que os dois grupos apresentassem o mesmo número de participantes. Inicialmente, foi gerada uma tabela de números aleatórios utilizando o programa Epi-Info 6.0 por um estatístico não envolvido no trabalho.
A coleta de dados foi realizada através de um formulário de registro de informações pessoais e história da prática de exercícios físicos. Em seguida, as participantes foram submetidas a um exame ultrassonográfico (para determinação da espessura dos músculos: oblíquo interno e externo, transverso do abdome e reto do abdome), uma avaliação da amplitude de movimento da coluna vertebral em flexão, extensão, rotação e flexão lateral através de testes com o flexímetro.
A avaliação ultrassonográfica foi realizada através do aparelho HD7, da marca Phillips, com transdutores convexos (C5-2), por um avaliador devidamente treinado.
A mensuração da espessura dos músculos abdominais foi feita através da distância em milímetros das fáscias superficial e profunda dos músculos transverso abdominal, oblíquo interno, oblíquo externo e reto do abdome, do lado esquerdo da voluntária, repetindo-se três vezes para ser feita a média e sempre ao final da expiração para ser controlada a influência da respiração. A mensuração foi realizada com a participante em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os braços ao longo do corpo.
As imagens dos músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome foram obtidas com o transdutor posicionado.

DISCUSSÃO

Em relação à ausência de respostas dos músculos transverso do abdome e oblíquos interno e externo aos exercícios do Pilates, uma revisão sistemática realizada com pessoas saudáveis mostra que não há evidências suficientes de que o método incremente a espessura da musculatura abdominal. Outros autores sugerem que os exercícios de Pilates tem como foco trabalhar a estabilidade da coluna e recuperar o comando motor proprioceptivo dos músculos, em especial o transverso do abdome, principal estabilizador abdominal da coluna, assim como o oblíquo interno e oblíquo externo, que atuam como auxiliares nesta função. Dessa forma, através dos exercícios de Pilates, não se enfoca o aumento de trofismo desses músculos além das dimensões consideradas normais para sexo, idade e altura do indivíduo, mas sim, a melhora do comando motor.
Entretanto, resultados de aumento significativo de espessura dos músculos posturais só podem ser observados em indivíduos que apresentem previamente alguma redução do trofismo, assim como ocorre em indivíduos com lombalgia e hérnia de disco, onde é observada uma diminuição da espessura da musculatura estabilizadora da coluna. Assim, tanto o presente estudo quanto a maioria das pesquisas envolvendo o Pilates, foram desenvolvidos com indivíduos saudáveis, que não apresentam uma redução significativa desse trofismo antes da intervenção.
A constatação dessa diferença em relação à espessura muscular pode ser melhor evidenciada em estado de contração. Em pesquisa com mulheres de 23 a 37 anos, observaram que, após 16 sessões, houve o aumento do tamanho dos músculos transverso abdominal e oblíquo interno observado pela ultrassonografia somente durante a contração voluntária do músculo, no momento da execução dos exercícios de Pilates. Na avaliação em repouso, os mesmos autores não encontraram diferenças após a intervenção, conforme foi verificado no presente estudo, que realizou dez sessões. Isso se deve ao fato que, durante o exercício, houve uma melhor ativação do músculo após a finalização das sessões de Pilates, resultando num melhor comando motor e, consequentemente, maior recrutamento do músculo durante a contração.
Já com relação ao reto abdominal, o presente estudo observou um efeito de hipertrofia, mesmo em repouso, no grupo Pilates. Essa resposta se deve ao fato que este músculo tem a função de mobilidade, apresentando mudanças mais significativas frente à carga imposta. Estudo que avaliou os músculos abdominais por ressonância magnética antes e após 72 sessões de Pilates em mulheres saudáveis e sedentárias. Demonstrou um aumento na espessura de todos esses músculos, entretanto, houve um percentual de ganho significativo no músculo reto abdominal (21%).
Em relação aos resultados de flexibilidade do grupo Pilates na flexibilidade, a maioria dos exercícios utilizados para este grupo, envolveu manutenção de postura com estabilização da coluna, associados a movimento de tronco e MMII. Para se ter ganhos de flexibilidade, outros pesquisadores sugerem que o músculo a ser alongado deve ser colocado uma situação de estiramento máximo e mantê-lo por, pelo menos, 30 segundos. O aumento observado nas médias das rotações e da inclinação, pode ter se dado ao fato que, após as sessões de Pilates na flexibilidade, houve um aumento da segurança na realização deste movimento em decorrência da estabilidade obtida pela coluna, permitindo que haja uma maior amplitude nos pequenos movimentos intervertebrais durante a realização do teste.
Em relação ao uso do ultrassom para avaliação do trofismo abdominal, há possibilidade de que mudanças ocorridas na estrutura ou na forma dos músculos não tenham sido visualizadas através deste aparelho. Talvez, o uso da Ressonância Magnética (RM), por exemplo, poderia ter detectado um maior ganho ou mudança muscular, visto que, a RM, no diagnóstico por imagem, é a que tem a melhor definição e contraste entre as estruturas de partes moles. Neste contexto, em uma pesquisa com mulheres saudáveis submetidas á sessões de Pilates, conseguiu detectar aumento significativo do trofismo abdominal após as intervenções através da RM, o que corrobora com este pensamento.
Outro fator que pode ter influenciado na semelhança de resposta do GP e GC após as intervenções em relação ao trofismo muscular foi o hemicorpo avaliado. Pois, o lado dominante parece ter maiores diferenças de ganho de espessura da musculatura abdominal ipsilateral, em comparação com o lado não-dominante. Devido à todas as medidas do presente estudo terem sido feitas do lado esquerdo, e todas as voluntárias serem destras, este fator pode ter sido fundamental nos resultados encontrados nesta pesquisa, podendo ter ocorrido uma subestimação dos valores reais de ganho de trofismo da musculatura abdominal das voluntárias.

CONCLUSÃO

 Algumas limitações do estudo devem ser consideradas, como a mensuração do trofismo abdominal ter sido realizada apenas de um lado. Devido à quantidade de medidas a serem avaliadas, não foi viável incluir os dois lados. Há também a questão da mensuração ter sido realizada apenas no repouso.
Era esperado que houvesse mudanças estruturais no músculo, portanto, não seria necessário avaliar o músculo em contração. O número de sessões foi sido insuficiente para ocorrer mudanças no trofismo abdominal e na flexibilidade do tronco.
Sugere-se, em estudos futuros, estas questões sejam levadas em consideração, a fim de que resultados mais significativos sejam encontrados. Desta forma, destaca-se a importância de investir em pesquisas envolvendo o Pilates na flexibilidade por exemplo. Principalmente com a utilização de métodos mais acurados, maior tempo de intervenção, avaliando o Pilates na flexibilidade e outros fidedignamente.

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Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Pilates na Cervicalgia: Como Avaliar e Tratar – BLOG PILATES FISIO FITNESS

pilates na cervicalgia

Pilates na cervicalgia: Avaliação e Tratamento

Pilates na Cervicalgia, ou qualquer outra forma de tratamento é necessário conhecer e entender o termo e o que pode acometer. para isso abaixo listamos aspectos importantes.

A dor no pescoço (cervicalgia) pode ter origens diversas, sendo elas desde alterações posturais, como traumas mecânicos, compressões articulares, retificações, dentre outras. Entende-se que o termo cervicalgia não se refere a uma patologia propriamente, mas sim a um sintoma ou uma forma de manifestação de alterações musculares dolorosas (Machado, 2013).

Aspectos Clínicos da Cervicalgia

Normalmente apresenta aspectos clínicos multifatoriais, uma vez que podem envolver fatores individuais de risco (tanto com características físicas ou mesmo emocionais), ou ligados à ergonomia e às atividades laborais (Vianna et al, 2011).

As diferentes dimensões das dores crônicas na coluna necessitam de ampla descrição da entidade apresentada na doença, o que de acordo com (Waddell, 2013) incluem principalmente “comprometimento por dor, deficiência física e incapacidade”.

A cervicalgia é muito comum na população em geral (Jordan, 1998). Nos países ocidentais, a dor no pescoço é relatada como uma das principais causas de licença médica de longo prazo e de pensões trabalhistas. Persistente e debilitante, a dor no pescoço decorrente de acidentes de carro também é comum.

Por isso, fica difícil delimitar com precisão um traçado único da prevalência das cervicalgias.

Estudos Brasileiros

Em três estudos nacionais recentes a prevalência da cervicalgia foi avaliada na população geral brasileira (sem delimitações ou especificações outras desse grupo) (Silva et al, 2012).

Machado (2013), refere que as dores cervicais afetam 30% dos homens e 43% das mulheres em algum momento de suas vidas. Silva encontrou que a cervicalgia acomete em média de 12% a 34% da população adulta em alguma fase de sua vida, com maior incidência no sexo feminino e trazendo algum tipo de comprometimento em sua atividade laboral.

Antônio (2011) refere que a prevalência da cervicalgia é estimada em 29% nos homens e 40% nas mulheres, podendo esses números serem ainda maiores quando avaliadas populações selecionadas de acordo com atividades exercidas no trabalho.

A cervicalgia pode ainda causar outros tipos de danos para o indivíduo, como alterações e/ou compensações no sistema osteomuscular, como por exemplo, na cintura escapular, podendo ocasionar tensões associadas que influenciem na postura da cabeça e mandíbula, podendo evoluir para um quadro de disfunção temporomandibular, como foi visto em estudo de (Gorreri et al, 2008) em que 100% dos indivíduos pesquisados e portadores de cervicalgia, apresentaram disfunção temporomandibular.

Escalas e Questionários

Para mensurar o impacto que a cervicalgia pode causar no indivíduo, bem como as limitações por ela geradas, diversos questionários e escalas de avaliação foram desenvolvidos, sendo frequentemente na língua inglesa (Pietrobon, 2002), como Neck Disability Index (NDI) (Vermon, 1998), Neck Painand Disability Scale (NPDS) Cervical Spine Outcomes Questionnaire (CSOQ) (Menezes, 2012), Northwick Park Neck Pain Questionnaire (NPK) (Moffett, 2005).

As escalas e questionários de auto-avaliação, além da importância científica, podem nortear a prática clínica (Fejer, 2008).

O questionário The Copenhagen Neck Functional Disability Scale (CNFDS) é uma ferramenta de avaliação clínica que evidencia com precisão a percepção do paciente com relação a sua funcionalidade frente ao cenário da dor cervical, sendo capaz de ajudar a orientar suas perspectivas clínicas (Misterska, 2011).

Escala

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As questões de número 1 a 5 são questões de direção positiva, ou seja, uma resposta “sim” indica uma boa condição cervical. Já as questões de número 6 a 15 são questões de direção negativa, assim sendo, uma resposta “sim” indica uma pobre condição cervical. Com isso, a pontuação máxima possível é de 30 pontos, e a mínima é de 0, sendo que quanto maior a pontuação, maior a disfunção (Waddell, 2013).

Score

  • A classificação da disfunção segue tal como no artigo original:
     1 a 3 pontos = incapacidade mínima;
     4 a 8 pontos = incapacidade leve;
     9 a 14 pontos = incapacidade leve à moderada;
     15 a 20 = incapacidade moderada;
     21 a 26 = incapacidade moderada à intensa;
     27 a 30 = incapacidade intensa.

Tratamento com Pilates na Cervicalgia (Lembrando que, são algumas sugestões)

Sabe-se que a terapia combinada é a mais eficaz no tratamento. Dentro das terapias ou métodos podemos utilizar o Pilates que, engloba uma série de combinações.
Abaixo segue nossas dicas de exercícios para melhorar a postura e o realinhamento, fortalecendo e diminuindo o quadro álgico. E você quais exercícios do Pilates na cervicalgia usaria para realização de um tratamento eficaz? Descreva abaixo!

 pilates na cervicalgia

Bibliografia

The Copenhagen neck functional disability scale – CNFDS: translation and cultural adaptation to brazilian portuguese Journal of Human Growth and Development, 2014; 24(3): 304-312

Viana PB, Benini LV, Vasconcellos C. Programa de ginástica laboral versus desconforto laboral. Coleção Pesquisa em Educação Física. 2011; 10(2): 125-32.

Silva RMV, Lima MS, Costa FH, Silva AC. Efeitos da quiropraxia em pacientes com pilates na cervicalgia: revisão sistemática. Rev Dor. São Paulo. 2012; 13(1):71-74.

Gorreri MC, Guimarães EA, Barbosa KVMS, Barbosa GAS, Baraúna MA, Strini PJSA, et al. Relação entre cervicalgia e disfunção temporomandibular. Fisioterapia Brasil. 2008 Jul /Ago; 9(4): 264-268.

Menezes EM, Rocha RO, Moreira AAD, Nascimento DG, Araújo AEP, Maia LCS. Artroplastia total do disco cervical com prótese de Bryan. Resultados Clínicos e funcionais. Rev Coluna/Columna. São Paulo, 2012; 11(3): 214-8.

Vermon H, Mior S. The Neck Disability Index: a study of reliability and validity. Journal of manipulative and physiological therapeutics. 1991,14(7):409-15.

Moffett JAK, Jackson DA, Richmond R, Hahn S, Coulton S, Farrin A, et al. Randomised trial of a brief physiotherapy intervention compared with usual physiotherapy for neck pain patients: outcomes and patient’s preference. BMJ 2005; 330-75.

Fejer R, Jordan A, Hartvigsen J. Neck pain and disability due to neck pain: what is the relation? Eur Spine J. 2008; 17:80–88.

Misterska E, Jankowski R, Glowacki M. Crosscultural adaptation of the Neck Disability Index and Copenhagen Neck Functional Disability Scale for patients with neck pain due to degenerative and discopathic disorders. Psychometric properties of the Polish versions. BMC Musculoskelet Disord. 2011 Apr 29;12:84.

Gostou de nossas dicas? No curso de Pilates Avançado em Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro veremos todos os aspectos teórico e prático e o aprendizado no que tem de mais atual na reabilitação. Acesse nosso site e saiba mais.

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Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Pilates na Incontinência Urinária – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na Incontinência

Pilates na Incontinência Urinária

Quando penso em “Pilates na Incontinência” a primeira coisa que passa na minha cabeça é o fortalecimento do famoso “power house” (ou caixa de força).

O power House é o nome dado ao conjunto de músculos que devem trabalhar de forma harmônica em TODOS os exercícios do pilates.

Os músculos da parede abdominal (músculos da barriga), os paravertebrais (músculos que ficam do lado da coluna), o diafragma (principal músculo responsável pela respiração) e os músculos do assoalho pélvico (aqueles responsáveis por segurar o xixi).

Assoalho Pélvico

Quando penso em Incontinência Urinária (perda de xixi), a primeira opção de tratamento é o treinamento dos músculos do assoalho pélvico, que tem suas regras para evoluir o tratamento até o momento de alta.

O treinamento dos Assoalho pélvico junto com atividades do dia-a-dia e exercício físico faz parte da evolução do TTO, pois nem todas as mulheres conseguem fazer logo no começo. Por isso o Pilates na incontinência vem ganhando adeptos.

Se você não tiver consciência e coordenação da contração, quando seu instrutor de pilates pedir para você fazer força para segurar o xixi, você pode não fazer uma contração correta ou até não fazer nenhuma contração.

Se esse for seu caso, o pilates vai te ajudar a parar de perder xixi. Mas para isso fará um trabalho mais específico. Isso acontece pois a muitas mulheres precisam trabalhar esses aspectos da musculatura (consciência e coordenação) para depois evoluir no tratamento.

Se você tem uma boa consciência e coordenação da contração dos músculos do assoalho pélvico, quando solicitado a você fazer força para segurar o xixi, você vai realizar uma contração correta. Se esse for seu caso, o pilates vai te ajudar a parar de perder xixi ou até preveni-la.

Você tem a perda de urina e a intenção de fazer exercício físico?

Que tal associar o atendimento de um instrutor de pilates ao treinamento dos músculos do assoalho pélvico (Kegel) por alguns meses? Pelo menos até você aprender como contrai corretamente os músculos do assoalho pélvico para depois fazer exclusivamente o pilates.

Agora você pode estar pensando…
“Como vou saber se estou fazendo a contração correta?”
Simples! Através da avaliação de um fisioterapeuta – Instrutor de Pilates Especializado

Texto: Fisio Mulher

Artigo por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Montar Studio de Pilates: O que saber antes – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Studio de PilatesMontar Studio de Pilates: O que saber antes.

É importante traçar um plano e empreender corretamente para não ser surpreendido na hora de montar studio de pilates e principalmente na questão dos gastos e prospecção do seu negócio. Por isso nós estamos criando essa série de artigos sobre como montar studio de pilates e geri-lo..

Olá tudo bem? Eu sou o Junior, vamos conversar um pouquinho? Quero falar sobre Studio de Pilates com você!

Se você chegou até aqui parabéns. Receberá Informações valiosas que irá abrir seu horizonte quanto a Abertura de um Studio de Pilates.

Muitas pessoas me perguntam nos Cursos de Pilates que ministramos: Junior Onde é o melhor Local? Quanto Cobrar? Qual Tamanho Ideal do Studio de Pilates? Um Studio de Pilates deve ter quantos aparelhos? Muitas Outras perguntas são realizadas.

Essas Dúvidas os alunos e clientes tem logo ao iniciar o curso e muitas vezes pós curso, quando levantam uma grana e pretendem montar seu Studio de Pilates. Dinheiro não dá em árvore convenhamos. Por isso criamos um momento no final do curso em que respondemos todas essas dúvidas e muitas outras. Ajudamos, damos suporte aos nossos alunos. E hoje, quero compartilhar um pouco com vocês.

Inicialmente vamos falar sobre o que devo saber antes de montar um Studio de Pilates. Em outros posts falamos sobre Onde montar Studio de Pilates e Comprar Studio de Pilates. Bom, é só acessar e juntar as informações.

E aí Vamos lá?

Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Diferente do que muitos pensam, o método Pilates não é Fisioterapia. Foi desenvolvido por Joseph H. Pilates e tem seus princípios baseados em exercícios que trabalham a mente e o corpo. Em síntese, constitui um sistema com mais de quinhentos exercícios com esse objetivo.

Trata-se de um programa que visa a reabilitação e o condicionamento físico. Seus exercícios buscam fortalecer os músculos fracos, alongar os músculos que estão encurtando e aumentar a mobilidade das articulações. Trabalha-se também na melhoria da postura global do individuo. É uma mistura balanceada com treino de força e flexibilidade que melhora a postura, reduz o stress, alonga e tonifica a musculatura sem exageros. O método trabalha vários grupos musculares simultaneamente através de movimentos suaves e contínuos, com ênfase na concentração, fortalecimento e estabilização do Core (abdômen, coluna e região pélvica, também chamada de “powerhouse”).

No Mat Pilates os exercícios podem ser feitos no solo em grupos de até três praticantes por horário, ou individualmente em cinco equipamentos exclusivos: o “Reformer”, o “Cadillac”, o “Ladder Barrel”, o “Combo Chair” e o “Wall Unit”. O conjunto desses equipamentos é conhecido como estúdio pilates.

Locais para se montar studio de pilates

Com grande crescimento e declarada adesão de famosos, o Pilates pode ser praticado em diversos locais, como clínicas, academias, clubes, navios, hotéis ou até mesmo em casa, o que amplia o mercado para empreender.

Deve ser observado que sob a ótica do praticante, não é um investimento barato, logo não é popular. Neste caso precisa ter uma taxa de ocupação alta, geralmente formada pelas classes A e B.

O ponto positivo do empreendimento está na boa margem de lucro, que pode chegar a 60%, e na abrangência do público alvo, que vai desde a adolescência à terceira idade, e também de yoga, de alongamento e de consciência corporal, além de fisioterapia para recuperação de processos traumáticos.

Para elaboração deste plano consulte o Sebrae mais próximo e aproveite para se especializar no método AQUI.
Gostou?

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Vou montar um Studio de Pilates. O que preciso saber? Blog The Pilates Fisio Fitness

Studio de Pilates onde devo montar?

Olá tudo bem? Eu sou o Junior, vamos conversar um pouquinho? Quero falar sobre Studio de Pilates com você!

Se você chegou até aqui parabéns. Receberá Informações valiosas que irá abrir seu horizonte quanto a Abertura de um Studio de Pilates.

Muitas pessoas me perguntam nos Cursos de Pilates que ministramos: Junior Onde é o melhor Local? Quanto Cobrar? Qual Tamanho Ideal do Studio de Pilates? Um Studio de Pilates deve ter quantos aparelhos? Muitas Outras perguntas são realizadas.

Essas Dúvidas os alunos e clientes tem logo durante o curso e muitas vezes pós curso, quando levantam uma grana e pretendem montar seu Studio de Pilates. E Dinheiro não dá árvore convenhamos. Por isso que Criamos um momento no final do curso em que respondemos todas essas dúvidas e muitas outras. Ajudamos, damos suporte aos nossos alunos. E hoje, quero compartilhar um pouco com vocês.

Bom inicialmente vamos falar sobre o principal deles quando se deseja montar um Studio de Pilates. Vamos lá?

curso de pilatesLocal a definir:

  • Esse é o principal fator e o mais importante na hora da abertura do espaço.
  • Regiões que não possui ou que possuam poucos Studios de Pilates, com público de classe A, B (classe média-alta) são os melhores e trazem melhores rendimentos;
  • Possua estacionamento local ou parcerias com estacionamentos próximos;
  • Busca por locais que possuam serviços integrados ou próximos, tais como: Estéticos, médicos (ortopédicos, neurológicos, obstetras, ginecológicos, etc.).
  • Tamanho do Studio de pilates (espaço físico):
  • Primeiramente estabeleça o tamanho conforme a demanda e as pretensões do seu negócio;
  • Salas de 35 a 40m tem o tamanho ideal para abrigar cerca de 3 a 4 alunos hora aula e diminuem as despesas (aluguel, energia elétrica, água, produtos de limpeza, etc.);

Não misture outros serviços numa mesma sala, agregar serviços é bom, mas cada qual deve ter sua própria sala e repartições.

Gostou? O segundo Post sobre abertura já está em nosso BLOG – Clique Aqui

Quer saber? vou disponibilizar nosso contato blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br – tire todas as suas dúvidas!

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