Pilates nas Lesões Musculares

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Para falarmos sobre Pilates nas lesões musculares, ou seja, na prevenção e tratamento, faz-se necessário entender e conhecer o mecanismo da lesão, fisiopatologia e classificação da lesão. Vamos discorrer sobre o assunto e também deixaremos alguns links para leitura dentro do texto.

Os músculos com função tônica ou postural geralmente são uniarticulares, largos, planos, com velocidade de contração baixa e com capacidade de geração e manutenção de força contrátil grande. Geralmente estão localizados nos compartimentos mais profundos.

Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão. Geralmente estão localizados em compartimentos superficiais.

O comprimento da fibra é um determinante importante da quantidade de contração possível no músculo. Como as fibras musculares geralmente apresentam distribuição oblíqua dentro de um ventre muscular, elas geralmente são menores do que o comprimento total do músculo.

Mecanismos de lesão

As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento(3). Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte.

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.

Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.

Classificação das Lesões Musculares

Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos. 

Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar- -se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias.

Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura.

Reparo Tecidual Grau III

O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

Existe uma nova classificação sobre os graus de lesão muscular link

Fisiopatologia

A cicatrização do músculo esquelético segue uma ordem constante, sem alterações importantes conforme a causa (contusão, estiramento ou laceração).

Três fases foram identificadas neste processo: destruição, reparo e remodelação. As duas últimas fases (reparo e remodelação) se sobrepõem e estão intimamente relacionadas.

Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias.

Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural. 

Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

Tratamento de Pilates pós-fase aguda

1. Treinamento isométrico

(ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos (Molas e acessórios) e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.

2. Treinamento isotônico

(ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas. Aqui o treino com molas é essencial, tanto para fortalecimento quanto coordenação e proprioceptivo.

3. Demais terapias

A aplicação local de calor ou “terapia de contraste” (quente e frio) pode ser de valor, acompanhado de cuidadoso alongamento passivo e ativo do músculo afetado. Ressalta-se que qualquer atividade de reabilitação deve ser iniciada com o aquecimento adequado do músculo lesionado.

Para tal pode-se utilizar o ondas curtas para aquecimento mais profundo, técnicas de manipulação e liberação miofascial, realização de exercícios no Pilates, trabalhando fortalecimento, reequilíbrio muscular, alongamento.

Lembrando que aqui estamos dando alguns exemplos do que pode ser realizado. É sempre importante realizar todo protocolo de atendimento com uma avaliação prévia e adequar a terapia conforme evolução do paciente/aluno.

Se você possui alguma dúvida, gostaria de entender mais quais exercícios, como o Pilates pode ajudar nesse processo de reabilitação, desça com o cursor até abaixo e clique no link de nossos cursos. Teremos o maior prazer em atendê-los.

Bibliografia

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, Rev. Bras. Ortop. Vol 46 no.3 São Paulo, 2011.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates nas Lesões Musculares de IQT

Pilates nas Lesões Musculares de IQT

O Pilates nas lesões musculares de IQT – isquiotibiais pode ser uma ótima alternativa na prevenção ou na recuperação dessas lesões. Mas para traçar o melhor plano de tratamento ou prevenção é necessário conhecer a classificação da lesão, a fisiopatologia e tudo que a envolve.

As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são causadas por lesões de tecidos moles. 

Um estudo prospectivo feito por Elkstrand et al. demonstrou que elas correspondem a 37% das lesões musculares no futebol profissional e são responsáveis por 25% das ausências dos atletas nos jogos.

Outros estudos indicam que 1/3 das lesões dos isquiotibiais recidivam e que muitas dessas acontecem dentro das primeiras duas semanas após retorno ao esporte.

A elevada taxa de recorrência pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como, por exemplo, reabilitação ineficaz e critérios inadequados de retorno ao esporte.

Classificação

pilates nas lesões musculares de IsquitiobiaisLesão muscular é caracterizada por alterações no aspecto morfológico e histoquímico que proporcionam um déficit de funcionalidade no segmento acometido. Existem duas importantes formas de lesão muscular na prática esportiva, o estiramento e a contusão muscular.

Estiramento

O estiramento é a lesão muscular mais frequente nos esportes e é classificada em:

Grau I, no qual ocorre ruptura estrutural mínima e retorno rápido a função normal;

Grau II, quando há ruptura parcial com dor e alguma perda de função;

Grau III, quando há ruptura tecidual completa com retração muscular e incapacidade funcional. Ekstrand et al. demonstraram que os isquiotibiais são os músculos mais acometidos nesse tipo de lesão.

Contusão

A contusão muscular, que se trata de um trauma direto resultado de forças externas, comum em esportes de contato. É caracterizada com a presença de dor, edema, rigidez muscular e restrição da amplitude de movimento. Pode acometer qualquer músculo, mas o quadríceps e os gastrocnêmios são os mais atingidas.

Mecânica da Lesão

Dois mecanismos de lesão específicos são descritos para lesões dos isquiotibiais e parecem influenciar na localidade e severidade da lesão. Heiderscheit et al.  Apresentaram em seu estudo que os isquiotibiais, durante a fase de balanço terminal da corrida, absorvem energia elástica para contrair excentricamente e promovem a desaceleração do avanço do membro na preparação do contato inicial do calcâneo.

Nessa fase a musculatura se torna mais susceptível a lesões, o bíceps femoral é o músculo mais acometido, por estar mais ativo em relação aos músculos semitendíneo e semimembranoso.

Outro mecanismo descrito que comumente lesa a porção proximal do músculo semitendíneo, é um movimento combinado de alta potência e extrema amplitude de flexão do quadril com extensão de joelho, que biomecanicamente corresponde ao movimentos de chute, corrida com barreiras e artísticos de bailarinos.

Fatores de Risco

Os fatores de riscos propostos para as lesões dos isquiotibiais são classificados em modificáveis e não modificáveis, porém iremos falar apenas daquilo que podemos modificar.

Os fatores modificáveis são os desequilíbrios musculares, que incluem a relação de força do quadríceps e dos isquiotibiais do mesmo membro e a relação bilateral dos isquiotibiais.

Outro fator é a fadiga muscular, já que estudos demonstraram que a incidência de lesões dos isquiotibiais apresenta uma maior taxa nos últimos estágios de partidas e treinamentos competitivos, quando a musculatura está em um nível alto de fadiga.

O déficit de flexibilidade dos isquiotibiais também é considerado por alguns autores como um fator de risco

Tempo de Reparação 

Fase 1: destruição (três a sete dias) – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células infamatórias.

Fase 2: reparo (quatro a 21 dias) – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conéctico, assim como a neoformação vascular e o crescimento neural.

Fase 3: remodelação (14 dias a 14 semanas) – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização da capacidade funcional muscular.

Reabilitação

A reabilitação pode ser realizada por várias terapias, tais como: Crioterapia, Laser, Ultrassom, Pomadas não Esteróides, terapia manual, exercícios terapêuticos e Pilates.

Dentro do Pilates é possível reabilitar o atleta ou paciente lesionado pensando nos fatores modificáveis tais como flexibilidade mas principalmente no reequilíbrio muscular.

Fase Inicial

Um dos objetivos iniciais da reabilitação das lesões musculares é restaurar o controle neuromuscular normal e prevenir a formação da fibrose tecidual. Exercícios terapêuticos ou Pilates como o fortalecimento isométrico e movimentos ativos controlados de baixa intensidade livres de dor, são estratégias preconizadas por especialistas para atingir esses objetivos em uma fase inicial.

Fase Intermediária

Em uma fase intermediária permite-se o aumento da intensidade dos exercícios com treinamento neuromuscular em maiores amplitudes e o início do treinamento de resistência excêntrica.

Askling et al. demonstraram a importância do fortalecimento excêntrico nas lesões dos isquiotibiais, por meio da comparação entre um protocolo com exercícios convencionais e um protocolo de exercícios que se baseiam em exercícios excêntricos com alongamento dinâmico máximo.

O estudo concluiu que o protocolo de exercícios excêntricos foi mais eficaz, uma vez que proporcionou um retorno mais rápido ao esporte e uma menor taxa de recidiva.

Lembrando quê, o alongamento dinâmico é juntamente com o treino resistido que faz do método de Pilates nas lesões musculares uma técnica diferente das outras e portanto muito completa tanto na reabilitação quanto prevenção de lesões.

Bibliografia
Ramos G. A, Gonçalves G. A, Astur D. C, Pochini A. C, Ejnisman B, Cohen M. Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura. rev bras ortop. 2017;52(1):11–16

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, 2010.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates na Condromalácia Patelar

Pilates na Condromalácia Patelar

O Pilates na Condromalácia patelar pode ser muito eficaz na melhora, principalmente pelo realinhamento e reequilíbrio dos músculos responsáveis pela estabilização da patela. Vamos saber um pouco mais sobre o mecanismo e etiologia da condromalácia patelar.

A condromalácia patelar é uma doenças das musculoesqueléticas mais frequentes no joelho. Seus sintomas consistem em dor difusa na face anterior do joelho,normalmente ao longo do aspecto medial da patela,podendo,também,serem diagnosticadas as dores retropatelar e na face lateral.

Esses sintomas são decorrentes de alterações estruturais ou biomecânicas da articulação, a qual se torna exacerbada por atividades como descer e subir escadas,sentar por um período prolongado, agachar ou ajoelhar, resultando no aumento das forças compressivas na articulação femoropatelar.

Desiquilíbrio Estático e Dinâmico

Nas alterações estáticas alguns autores destacam anormalidades como desvio da patela, mau alinhamento da patela nos côndilos femorais, patela alta ou baixa e angulo Q aumentado, anteversão femoral, pronação subtalar, rotação lateral da tíbia, encurtamento de retináculo lateral, trato iliotibial e isquiotibiais.

A patela é o ponto central onde convergem os elementos retinaculares, ligamentos, músculos, tendões e capsula sinovial. Por causa da incongruência e movimento da patela sobre o femur, o ponto de contato da patela muda com a flexão e extensão.

O tracionamento dinâmico da patela é afetado por uma série de forças que tendem a deslocá-la tanto medial como lateralmente. Essas forças entram em ação quando o sistema nervoso ativa dos músculos atuantes sobre a patela.

A principal estrutura responsável por ativar as forças exercidas na patela é o músculo quadríceps da coxa, que tem como função controlar a posição da patela em relação à tróclea, por meio das fibras oblíquas de suas porções medial e lateral, sendo os músculos vasto medial e vasto lateral.

O vasto medial oblíquo que faz parte do vasto medial é o principal estabilizador dinâmico da articulação femoropatelar, portanto uma atenção especial deve ser dada a esse estabilizador. Os músculos VMO e VL são propostas como possíveis causas de desequilíbrio.

O desequilíbrio dos estabilizadores dinâmicos está relacionado com as forças entre os músculos vasto medial oblíquo (VMO) e vasto lateral (VL), principais estabilizadores dinâmicos da patela, sendo esse desequilíbrio considerado o fator primordial para o surgimento dos sintomas, contribui para as forças de reação e compressão femoropatelar.

Cadeia Cinética Fechada ou Aberta?

Comumente considera-se que os exercícios em cadeia cinética fechada envolve exercícios com movimentos multiarticulares executados com a extremidade distal fixa, frequentemente com descarga de peso associada.

Esses exercícios geram a co-contração dos músculos agonistas e antagonistas, a fim de proporcionar maior estabilização articular, produzindo ainda menor carga de cisalhamento anterior da tíbia, aumentando a força de compressão tibiofemoral e diminuindo as forças compressivas femoropatelares perto da extensão.

A propriocepção também é um fator influente na escolha desses exercícios, pois se acredita que o feedback
seja mais eficiente graças às forças de compressão do corpo e o contato do pé com o chão, além de reproduzir movimentos funcionais comumente executados nas atividades de vida diárias.

O Pilates pode auxiliar onde?

como mencionado acima os exercícios em cadeia cinética fechada são os melhores, mas não quer dizer que exercícios em cadeia cinética aberta não possa ser executados, pelo contrario, mas deve-se observar a angulação de joelho na hora da execução.

portanto em cadeia cinética aberta pode executar exercícios de 0 a 15º e de 50 a 90º em indivíduos com DFP, sendo extremamente prejudicial realizar de 35 a 45º onde há maior contato de pressão da patela.

Segundo Fehr et al, devem ser evitados os últimos graus de extensão do joelho, já que nessa angulação há menor contato articular, porém, as forças compressivas são distribuídas sobre uma pequena área, aumentando o estresse femoropatelar.

Segundo Grossi et al., os últimos graus de extensão do joelho no exercício em cadeia cinética aberta proporcionam menor contato articular e, portanto, menor instabilidade.

Ocorre também maior estresse femoropatelar, já que o contato articular nessa angulação é menor e,  portanto,as forças compressivas, apesar de menores, são distribuídas numa menor área de contato,aumentando o estresse.

Vasto Medial Oblíquo (VMO)

O conceito de que o músculo VMO é mais ativo durante os últimos graus de extensão é amplamente aceito por Grossi, Pedro e Berzin e por Escamilla, Fleisig, Zheng, Barrentine, Wilk e Andrews. Como esse músculo é difícil de isolar, principalmente em cadeia cinética aberta.

Exercícios em cadeia cinética fechada nos primeiros 60 °de flexão do joelho são mais tolerados pelos indivíduos com DFP. Para Souza et al. na amplitude de 0 °a 50 °de flexão do joelho ocorrem as menores forças de cisalhamento anterior na articulação tibiofemoral.

Fehr et al. dizem que devem ser evitados ângulos acima de 45 °de flexão do joelho, pois, apesar de maior estabilidade articular com incremento da flexão, há também aumento das forças compressivas e maior estresse femorapatelares.

Para o fortalecimento seletivo do músculo VMO, o que se procura não é somente o arco de movimento em que apresente maior atividade, mas que também possa oferecer maior estabilidade, maior distribuição de forças compres-sivas e maior ativação em relação aos componentes laterais.

Na angulação de 90°, as forças compressivas são maximizadas e a força de cisalhamento é minimizada, facilitando não somente a atividade do músculo VMO, mas aumentando o contato patelar resultando em melhor congruência articular e nutrição sinovial.

Melhores Exercícios

Dentre os exercícios em CCF, o de agachamento é considerado seguro e efetivo graças ao efeito estabilizador da co-contração dos músculos quadríceps e isquiotibiais. Esse exercício deve ser realizado de 50 a 60º para não gerar pressão excessiva na articulação patelofemoral.

Sendo assim, para evitar disfunção femoropatelar, deve se evitar exercícios em CCF acima de 60º de flexão de joelho.

Agora ficou simples e fácil a aplicação do Pilates para esse público, né mesmo! Curta, compartilhe, ajude nos a ajudar outras pessoas.

 

Bibliografia

Cohen M,Abdalla RJ,Ferretti Filho M,Silva PRG.Síndrome femoropatelar.In:Cohen M,Abdalla RJ.Lesões no esporte:diagnóstico,prevenção e trata-mento.Rio de Janeiro:Revinter;2002.

Haupentbal A,dos Santos DP.Força e contato patelofemoral como fundamentos biomecânicos para reabilitação da síndrome patelofemoral.Fisioter Mov.2006;19(4):11-6.

Cabral CMN,Monteiro PV.Recuperação funcional de indivíduos com disfunção fêmoro-patelar por meio de exercícios em cadeia cinética fechada:revisão de literatura. Rev Bras Fisioter.2003;7(1):1-8.

Davies GJ,Heiderscheit BC,Clark M.Reabilitação em cadeia cinética aberta e fechada.In:Ellenbecker TS.Reabilitação dos ligamentos do joelho.São Paulo:Manole;2006.p.160-88.

de Sousa CO,Ferreira JJA,Medeiros ACLV,Pereira RC,Guedes DT,de Alencar JF.Atividade eletromiográfica no agachamento nas posições de 40 °,60 ° e 90 ° de flexão do joelho..Rev Bras Med Esporte.2007;13(5):310-6.

Fleming BC,Oksendahl H,Beynnon BD.Open-or closed-kinetic chain exercises after anterior cruciate ligament reconstruction?.Exerc Sport Sci Rev.2005;33(3):134-40.

Escamilla RF,Fleisig GS,Zheng N,Barrentine SW,Wilk KE,Andrews JR.Biomechanics of the knee during closed kinetic chain and open kinetic chain exer-cises.Med Sci Sports Exerc.1998;30(4):556-69.

Zwerver J,Bredeweg SW,Hof AL.Biomechanical analysis of the single-leg Grossi DB,Pedro VM,Berzin F.Análise funcional dos estabilizadores patelares.Acta Ortop Bras.2004;12(2):99-104.2.

O ’Sullivan SP,Popelas CA.Activation of vastus medialis obliquus among individuals with patellofemoral pain syndrome.J Strength Cond Res.2005;19(2):302-4.3.

Witvrouw E,Danneels L,Tiggelen DV,Willems TM,Cambier D.Open versus closed kinetic chain exercises in patellofemoral pain.A 5-year prospective rando-mized study.Am J Sports Med.2004;32(5):1122-30.Fisioter Mov. 2011 jan/mar;24(1):167-72

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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Pilates e trigger point: Trapézio Superior

PilatesPilates e trigger point: Efeito da inibição muscular na funcionalidade do trapézio fibras superiores

Diariamente atendemos pacientes no consultório com queixas de dores nos ombros ou na região dorsal da coluna vertebral. O ombro é uma das áreas do corpo humano mais propensa ao desenvolvimento de tensão muscular, principalmente no músculo trapézio, por situações de estresse físico e emocional resultantes das atividades realizadas no cotidiano, somadas a posturas inadequadas, excesso de peso e sedentarismo. Quando os músculos da camada mais profunda, responsáveis pela estabilização da escápula, não estão suficientemente fortes, o músculo trapézio é ainda mais solicitado, o que favorece o acúmulo de tensões neste músculo.

Percebemos ainda uma importante relação entre o aspecto emocional e a instalação de tensões nesta musculatura. Como é o músculo responsável pela elevação dos ombros, todas as emoções de medo, preocupação e apreensão favorecem o encurtamento desta musculatura.

O músculo trapézio vem desde a base do pescoço para trás e se estende através da parte traseira dos ombros. São dois músculos triangulares que formam um losango ou um trapézio, daí o nome. Estes músculos facilitam o movimento do pescoço e de ombros. Mas estes músculos costumas ficar tensos devido ao uso excessivo, é o mais provável a pessoa experimentar neste caso é uma sensação de dor ou de tensão entre as omoplatas. Pode-se também achar que é difícil girar os ombros.

Causas e sintomas

O tratamento para dor no trapézio tem se tornado mais importante desde que as pessoas começaram a usar computadores (estresse por repetição). Além disso, falar ao telefone por muito tempo também pode irritar essa área do corpo. Por causa desse tipo de problema, as pessoas costumam faltar ao trabalho. A dor pode se espalhar para outras regiões, como ombros, cabeça, mandíbula e olhos sendo, muitas vezes, difícil de aliviá-la imediatamente. Um número indeterminado de benefícios previdenciários por incapacidade são concedidos por causa de problemas no trapézio.

Um dos fatores mais comuns responsáveis por causar essa problema é o uso excessivo do músculo. Será que o seu trabalho envolve ficar sentado em frente do computador por longos períodos? Muitos de nós não prestam atenção ao aspecto da postura correta. Com o seu ombro caído e cabeça inclinada para a frente do monitor durante o maior parte do tempo, certamente você terá problemas. Mais frequentemente o músculo fica tenso devido ao uso excessivo e por causa de estresse. Levantar objetos pesados ou carregar mochilas pesadas também pode levar a esse problema. Você também deve prestar atenção à sua posição em dormir. Muitas pessoas dormem na posição errada ou usam almofadas muito macias. Isso também pode causar dores nos ombros e nos músculos do pescoço. Percebemos ainda uma importante relação entre o aspecto emocional e a instalação de tensões nesta musculatura. Como é o músculo responsável pela elevação dos ombros, todas as emoções de medo, preocupação e apreensão favorecem o encurtamento desta musculatura.

Desta forma, relaxar este músculo e melhorar sua flexibilidade é de extrema importância para evitar dores nesta região.

O hábito de observar a respiração, valorizando o momento expiratório é uma das sugestões para relaxar esta musculatura, isso vem de encontro com os princípios do Pilates, portanto, procure um Fisioterapeuta ou Professor de Educação Física formado pela ESCOLA – pois eles tem amplo conhecimento das técnicas necessárias.

EFEITOS QUE PODEM ESTAR ASSOCIADOS AO AUMENTO DA TENSÃO MUSCULAR

Má postura: leva ao encurtamento muscular e estes quando forçados a um alongamento podem causar dor local e referida. Bruxismo: ranger dos dentes que podem ocorrer pela contração muscular crônica. Cefaléia de tensão (ou de contração muscular): dores de cabeça que podem ocorrer devido ao aumento da tensão muscular e irritação dos pontos-gatilho.

TRATAMENTO

O Pilates e Trigger Point, também conhecido como ponto gatilho (PG), é uma disfunção musculoesquelética que tem se mostrado bastante presente na população. Os PG são considerados ativos quando sua estimulação gera dor referida que reproduz a queixa dolorosa preexistente do paciente. Encontram-se frequentemente nos músculos da região cervical, na cintura escapular, pélvica e musculatura mastigatória, onde provocam dor espontânea ou ao movimento.

Já os PG latentes estão localizados em áreas assintomáticas e só provocam dor local e referida quando estimulados. No entanto, são menos dolorosos à palpação e muito mais frequentes na população em geral. O PG é caracterizado por estar presente em regiões de alta sensibilidade, sendo uma área rígida, com alto consumo de energia e suprimento de oxigênio diminuído (devido à circulação inadequada), que é sensível à palpação e, quando pressionada, pode aumentar a dor sobre as áreas afetadas, podendo ser desencadeada por posturas inadequadas, movimentos repetitivos, excesso de peso, estresse físico e emocional .Quando esse ponto é pressionado por 30 segundos, surge uma dor referida ou até mesmo pontual, espontânea ou ao movimento, podendo provocar diminuição da amplitude de movimento e da força muscular. O PG, além de ativo, pode ser considerado também como latente, ou seja, quando não causa dor. Porém, isso não impede de um transformar-se no outro, a depender das características de cada indivíduo e suas atividades .

A dor característica dos trigger point é chamada de dor miofascial que se caracteriza pela desordem dos músculos esqueléticos e atinge quase todos os indivíduos durante alguma fase da sua vida. Essa desordem muscular é perceptível à palpação na forma de um nódulo, que produz dor e limitações de movimentos. Além disso, alguns casos podem apresentar parestesia ao invés de dor, zumbido, algias na articulação temporomandibular, nistagmo e outros sintomas oculares e torcicolos. No entanto, apesar da dor miofascial ser uma das causas mais comuns de dor musculoesquelética, muitos profissionais da área de saúde e doentes não a reconhecem, pois o diagnóstico depende exclusivamente da história clínica e dos achados do exame físico. Assim, muitos destes doentes são tratados como se tivessem bursite, artrites, tendinites ou doenças viscerais, sem haver melhora significativa do quadro clínico.

A próxima vez que você sentar em frente do seu computador, tome a posição certa. Mantenha os músculos relaxados. Se você começar a sentir novamente dores neste músculo, não demore em consultar um fisioterapeuta.

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Pilates na Hérnia de Disco – Dicas Padrão Ouro – Blog The Pilates Fisio Fitness

Dicas De Pilates na hérnia de disco – Curso de Pilates 

Os melhores exercícios de Pilates na hernia de disco. Lembrando que é necessário conhecimento amplo de biomecânica, etiologia, Fisiopatologia. E principalmente uma avaliação precisa e diagnóstico disfuncional.

Aproveite as Dicas do Professor Junior – Fisioterapeuta da Escola de Curso de Pilates – The Pilates Fisio Fitness

pilates na hernia de disco

Hérnia de Disco

A Hérnia de Disco é causada por um prolapso ou extravasamento do Núcleo Pulposo por entre as fibras do ânulo Fibroso.

Classificada como Degeneração Discal, Hérnia Discal Protrusa, Hérnia Discal Extrusa e Hérnia Discal Sequestrada, sendo a mais grave e com indicação cirúrgica.

Não havendo possibilidade de tratamento conservador.

Pode ser causada por várias Etiologias, dentre as principais: Má Postura, Carga Excessiva, Degeneração Vertebral, dentre outras.

Mas o fator mais importante talvez seja: Uma Mecânica e Outra Biológica

Associado a más posturas, posturas antálgicas, cargas excessivas certamente todo movimento é realizado na Flexão de tronco, expulsando assim a hérnia posteriormente.

Biologicamente podemos aceitar que, o ligamento transverso e o ligamento amarelo envoltos a vértebra é 50% mais fraco na sua porção posterior em relação a anterior, favorecendo a expulsão da HD póstero-lateral.

Claro que existe uma série de fatores que favorece negativamente o quadro de Hérnia de Disco, porém esse assunto ficará para um outro post.

Tratamento: Pilates na Hérnia de Disco

Sabe-se que toda lombalgia seja de causa inespecífica ou por uma patologia instalada, existe algo em comum:

Transverso abdominal e multífidos estão fracos, há um deficit nessa musculatura. Portanto é necessário o fortalecimento dessa musculatura e outras envolvidas.

Esses e muitos outros exercícios são encontrados nos cursos de pilates completo e no curso de pilates avançado nas patologias.

Mas vamos a Dica de Hoje: Pilates na Hérnia Discal – Exercícios Padrão Ouro

Obs: O vídeo não isenta o aluno/Paciente de uma Avaliação Por um Instrutor Qualificado. Jamais realize os Exercícios por conta e risco. Um Fisioterapeuta qualificado (principalmente os formados pela escola que recebem amplo estudo em cima de cada patologia e sua reabilitação).

Autor:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Curso de pilates completo, Avançado em Suspensão, curso de pilates nas Patologias, curso de pilates na Gestação.

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Cardiopatia, disfunção erétil e a relação com Pilates – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Curso de Pilates SP
Pilates

Em Resumo você vai aprender Como o Pilates pode ajudar seus pacientes cardiopatas com disfunção erétil somente aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

Pilates na Cardiopatia e Disfunção Erétil

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são as principais causas de óbitos no mundo. Têm gerado elevado número de mortes prematuras e perda de qualidade de vida. Alto grau de limitação nas atividades de trabalho e de lazer. Estas foram responsáveis por 36 milhões – ou 63,0% – de óbitos no mundo em 2008. Em destaque para as doenças do aparelho circulatório. No Brasil, como nos outros países, as DCNT constituem o problema de saúde de maior magnitude, sendo responsáveis por 72,0% das causas de óbitos. 31,3% destes óbitos são atribuídos as doenças do aparelho circulatório (DAC).

Dentre as DCNT, podemos destacar a disfunção erétil (DE). Definida como a incapacidade/ habilidade de completar ou manter uma ereção peniana adequada para a penetração vaginal. Tal Incapacidade não permite uma relação sexual satisfatória. Sabe-se que está intimamente relacionada com a saúde cardiovascular e metabólica.

A DE apresenta alta prevalência na população masculina. Afeta cerca de 10 a 20 milhões de homens nos EUA e em todo mundo mais de 100 milhões. No Brasil, pesquisa realizada com 2.862 indivíduos brasileiros maiores de 18 anos provenientes de todas as regiões demonstrou que 45,1% apresentaram disfunção erétil (31,2% grau mínimo, 12,2% moderado e 1,7% completa).

A disfunção erétil

Está associada aos fatores de risco cardiovasculares e a doença cardiovascular preexistente. Configurando-se como um marcador precoce de DVC. Neste contexto, os problemas cardíacos estão entre os fatores que mais atingem o funcionamento sexual. Estima-se que após o diagnóstico de doença cardiovascular ou procedimento intervencionista apenas 25% dos pacientes retornam à vida sexual normal. Metade retorna com algum grau de redução em frequência e/ou intensidade.

Embora as equipes de saúde habitualmente não discutam sobre a sexualidade, por considerarem o tema íntimo e privado. Partes dos pacientes após avento cardiovascular permanecem com interesse em manter a vida sexual ativa. Reconhecida a importância da saúde sexual para as relações afetivas e como parte da saúde e bem-estar destes indivíduos. AS orientações sexuais são tão relevantes quanto as questões de atividades diárias.

Riscos Cardiovasculares

O risco de evento cardiovascular durante a atividade sexual é significativamente inferior naqueles indivíduos cardiopatas que realizam atividade física regular. Quanto maior regularidade de atividade física, menor predisposição para infarto agudo do miocárdio. Ao mesmo tempo, evidências bem estabelecidas demonstram os benefícios do exercício aeróbico na função endotelial, aptidão e função cardiorrespiratória, capacidade funcional, qualidade de vida, dentre outros, nos portadores de DC. Ao mesmo tempo têm demonstrado melhora relevante na função sexual nesta população.

O método Pilates

É considerado uma excelente forma de se exercitar fisicamente tendo como vantagem a utilização de exercícios com poucas repetições. Aulas diversificadas e evitando exaustão. Sabe-se que as formas convencionais de exercício físico parecem ser pouco atraentes para proporcionar a necessária aderência aos tratamentos e aquisição de benefícios a longo prazo, o que justifica a busca por novas estratégias.

O Pilates atualmente é uma modalidade que vem sendo disseminada para o tratamento das DCNT21 e pode ser uma alternativa eficaz no tratamento da disfunção erétil, pois, além do condicionamento físico e benefício cardiovascular, pode promover fortalecimento dos músculos do períneo 27, os quais atuam no mecanismo de ereção.

Disfunção erétil e doença cardiovascular

O sistema de ereção está intimamente ligado ao sistema cardiovascular e em condições normais ocorre quando há incremento da atividade parassimpática resultando no relaxamento do tecido erétil, permitindo a dilatação ativa das artérias do pênis, arteríolas, sinusoides e, finalmente, aumentando o influxo arterial e compressão passiva do pênis.

A função erétil depende do suprimento de sangue das artérias pudenda interna, sendo que o aumento substancial nestas artérias resulta em incremento das pressões penianas, que são comparadas com níveis arteriais sistêmicos.

As doenças cardiovasculares e DE apresentam fatores de risco comuns (hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo). Nas doenças cardiovasculares ocorre processo patológico responsável por afetar o funcionamento dos sistemas vascular e venoso, influenciando negativamente a função erétil.

Associação DE x DC

Estudo realizado com 40 pacientes cardiopatas demonstrou a associação entre disfunção erétil e a presença de doença cardiovascular, bem como uma relação entre a gravidade da DE e do número de artérias coronárias acometidas pela aterosclerose.

No Massachusetts Male Aging Study (MMAS). A DE estava presente em 60% dos homens com níveis elevados de colesterol. Cerca de 90% deles o estudo doppler detectou alterações artérias penianas. Do ponto de vista clínico, sinais evidentes de aterosclerose estiveram associados em aproximadamente 40% dos casos de DE em homens com idade igual ou superior a 50 anos.

A alteração do desempenho sexual muitas vezes está associada à intolerância aos esforços por angina e a fatores psicológicos. Dentre eles, o medo de complicações cardíacas durante o ato sexual. Isso faz com que um número considerável de cardiopatas não retorne à atividade sexual após a ocorrência da doença, influenciando diretamente na qualidade de vida.

A atividade física habitual em níveis elevados é capaz de diminuir o risco de infarto agudo do miocárdio e morte súbita durante a relação sexual. Ao mesmo tempo possui forte correlação entre níveis elevados de atividade física e melhor aptidão física com menor risco de desenvolvimento disfunção erétil.

Exercício e função erétil

Em pacientes cardiopatas, ensaio clínico randomizado desenvolvido por Belardinelli et al. (2005). com portadores de insuficiência cardíaca congestiva, verificaram que após 12 semanas de treinamento aeróbico. o grupo de pacientes submetido ao programa de exercício físico obtiveram melhora em três domínios da função sexual: (função erétil, desejo e satisfação geral). Quando comparados ao grupo-controle (sem exercício), levando a uma melhora na disfunção erétil, decorrente da prática de exercício.

Kalka et al. (2009) verificaram em estudo, com amostra composta de 98 pacientes submetidos a seis meses de programa de reabilitação cardíaca. Após o período de intervenção estes obtiveram melhora nas categorias de disfunção erétil, migrando para categorias de menor severidade.

A base fisiológica do exercício físico no tratamento da disfunção erétil está relacionada com as alterações bioquímicas, neurais e hormonais nas paredes dos vasos sanguíneos que induzem ao relaxamento dos vasos a curto e longo prazo.

A atividade física regular

É uma boa estratégia não farmacológica no combate à disfunção erétil, pois controla a formação de radicais livres e aumenta a biodisponibilidade de óxido nítrico. já que o estresse oxidativo pode causar danos celulares irreversíveis e morte celular colaborando para a disfunção erétil.
O shear stress induzido pelo exercício físico é um poderoso estímulo liberador de vasorrelaxantes produzidos pelo endotélio vascular. Óxido nítrico (NO), por exemplo é liberado. O exercício físico parece ter efeito protetor na integridade do endotélio. Aumenta a produção de NO em vasos com endotélio íntegro, e restaura a disfunção endotelial.

Diante do exposto, o exercício físico regular se destaca como estratégia a ser considerada no tratamento da disfunção sexual, dentre outras razões por aprimorar o metabolismo oxidativo considerado o principal mediador da função sexual.

Método Pilates 

O método Pilates vem demonstrando impacto positivo na composição corporal, respostas cardiovasculares da frequência cardíaca e qualidade de vida.

Em ensaio clínico randomizado desenvolvido por Pestana et al. com 78 idosos saudáveis, foi observado após 20 semanas de intervenção que o grupo submetido a intervenção através do método Pilates. Obteve melhora significativa nos índices de massa corporal e circunferência abdominal comparado ao grupo-controle submetido á exercícios resistidos.

No Brasil demonstra o interesse de pesquisadores na busca de evidências do método Pilates aplicado em cardiopatas. Em estudo randomizado realizado em pacientes com ICC, Guimarães et al. (2012) verificaram que. Após 16 semanas de intervenção substituindo os exercícios resistidos tradicionais dos programas de reabilitação cardíaca pelo método Pilates houve melhora significativa: No tempo de exercício, semelhante ao grupo-controle (programa de reabilitação convencional). Ressaltaram ainda que o grupo intervenção apresentou melhora significativa da ventilação, VO2 pico, e oxigenação comparado ao grupo-controle.

Os exercícios realizados com a contração do assoalho pélvico  promove melhoras significativas na força destes músculos. Além de benefícios no sistema cardiovascular, sendo estes benefícios susceptíveis a persistirem ao longo do tempo.

Fortalecimento de períneo e função erétil

A maioria das artérias, veias e nervos entram e deixam o pênis através do períneo. Pela grande quantidade de estruturas que passam por este músculo que apresenta alta sensibilidade, ao mesmo tempo, a estimulação deste músculo pode levar ao aumento da circulação peniana.

As fibras anteriores do músculo bulbo esponjoso, que circundam a parte mais proximal do corpo do pênis, também auxiliam a ereção, aumentando a pressão sobre o tecido erétil na raiz do pênis. Simultaneamente, comprimem a veia dorsal profunda do pênis, impedindo a drenagem venosa dos espaços cavernosos e ajudando a promover o aumento e o tugor do pênis.

Os músculos isquiocavernosos circundam os ramos da raiz do pênis. Eles forçam o sangue através dos espaços cavernosos nos ramos para as partes mais distais dos corpos cavernosos. Aumenta-se o turgor (distensão firme) do pênis durante a ereção. Esta contração também comprime as tributárias da veia dorsal profunda do pênis, assim restringindo a saída de sangue venoso do pênis e ajudando a manter a ereção.

Devido a sua função durante a ereção, e suas atividades durante a micção e ejaculação, os músculos perineais geralmente são mais desenvolvidos em homens do que em mulheres 50, merecendo forte atenção.

O papel do músculo perineal no mecanismo de ereção ainda está aberto para debates. No entanto, estudo realizado por Kampen (2003) em indivíduos com DE após quatro meses de tratamento fisioterapêutico utilizando exercícios de contração perineal, biofeedback e eletroestimulação perineana, observou que todos os indivíduos do sexo masculino apresentaram recuperação.

CONCLUSÃO

O método Pilates, considerado uma modalidade alternativa de atividade física, se mostra eficaz na melhora da aptidão cardiorrespiratória de cardiopatas. Ao mesmo tempo, é evidente sua forte correlação com o fortalecimento dos músculos perineais. Algo relevante para promoção e/ou manutenção de uma ereção peniana satisfatória nesta população. Há uma carência de estudos que investiguem a influência da contração perineal, associada ao Pilates na manutenção da função erétil.

Outro fator que deve ser levado em consideração é o número de pacientes cardiopatas  encaminhados aos Studios de Pilates. Indicação de médicos cardiologistas, com intuito de promover a aderência à programas de atividade física. Por conta disso, é de fundamental importância o conhecimento sobre a existência da disfunção sexual em portadores de doenças cardiovasculares para auxílio no tratamento adequado, promovendo melhora da qualidade de vida destes indivíduos.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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PILATES NA FLEXIBILIDADE DO TRONCO E AS MEDIDAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na flexibilidadeNeste Artigo apresentaremos o Pilates na flexibilidade de tronco e as medidas ultrassonográficas dos músculos abdominais. Saiba tudo aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

O Pilates

Pilates trata do corpo e mente que realiza o trabalho muscular em baixa velocidade. Foi criado por Joseph Pilates em 1918 e tem como objetivo conseguir um controle preciso do corpo através de uma variedade de exercícios executados em solo ou em aparelhos próprios.
Indicado para qualquer faixa etária, este método contém as modificações e adaptações adequadas para os diferentes indivíduos e patologias, respeitando as características e limitações de cada pessoa.
O método engloba exercícios nos quais são utilizados seis princípios: concentração, controle, precisão, fluidez do movimento, respiração e contração do centro de força.
 Pilates na flexibilidade
Além do trofismo, a flexibilidade parece ter uma boa resposta em pessoas praticantes de Pilates. O equipamento que se sobressai em pesquisas para a avaliação da flexibilidade é o flexímetro, que a partir de um sistema pendular gravitacional.
Oferece precisão e praticidade nas mensurações dos movimentos angulares, por permitir ser fixado no corpo, além de oferecer maior confiabilidade nas leituras das medidas, uma vez que a indicação do ângulo é produzida por efeito da gravidade, minimizando os erros de interpretação do eixo longitudinal correspondente.
Diante da expansão do número de adeptos a este método ao longo dos anos, a proposta do presente estudo consiste em avaliar o efeito do Pilates no trofismo do grupamento abdominal e no pilates na flexibilidade do tronco comparado à aplicação de uma técnica tradicional de fortalecimento dos músculos abdominais e alongamentos estáticos em mulheres saudáveis.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de intervenção, randomizado e realizado com mulheres jovens, eutróficas, sedentárias e saudáveis. A amostra foi composta por mulheres entre 18 e 25 anos, foram excluídas àquelas com o IMC fora dos limites de normalidade (maior que 24,9kg/m² e menor que 19,5kg/m²), praticantes de atividades físicas nos últimos três meses antes das coletas e portadores de distúrbios neurológicos, articulares ou musculoesqueléticos que pudessem dificultar a execução dos exercícios, ou déficit cognitivo grave, que inviabilizasse o entendimento dos procedimentos da pesquisa.
As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos: no grupo experimental que realizou o Pilates (grupo GP) e no grupo controle, que foi submetido a uma técnica tradicional de fortalecimento do abdome e de alongamentos estáticos (grupo GC).
A amostra foi calculada através do Programa Epi-Info 6.04, considerando uma proporção de resposta ao tratamento, no grupo GP, de 80%, e no grupo GC, de 10%, conforme estudo desenvolvido, com um nível de significância de 5% e poder do teste de 80%, obtendo-se sete indivíduos para cada grupo.
Para a distribuição das voluntárias nos grupos, foi utilizada a técnica de randomização em blocos de sete indivíduos, para garantir que os dois grupos apresentassem o mesmo número de participantes. Inicialmente, foi gerada uma tabela de números aleatórios utilizando o programa Epi-Info 6.0 por um estatístico não envolvido no trabalho.
A coleta de dados foi realizada através de um formulário de registro de informações pessoais e história da prática de exercícios físicos. Em seguida, as participantes foram submetidas a um exame ultrassonográfico (para determinação da espessura dos músculos: oblíquo interno e externo, transverso do abdome e reto do abdome), uma avaliação da amplitude de movimento da coluna vertebral em flexão, extensão, rotação e flexão lateral através de testes com o flexímetro.
A avaliação ultrassonográfica foi realizada através do aparelho HD7, da marca Phillips, com transdutores convexos (C5-2), por um avaliador devidamente treinado.
A mensuração da espessura dos músculos abdominais foi feita através da distância em milímetros das fáscias superficial e profunda dos músculos transverso abdominal, oblíquo interno, oblíquo externo e reto do abdome, do lado esquerdo da voluntária, repetindo-se três vezes para ser feita a média e sempre ao final da expiração para ser controlada a influência da respiração. A mensuração foi realizada com a participante em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os braços ao longo do corpo.
As imagens dos músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome foram obtidas com o transdutor posicionado.

DISCUSSÃO

Em relação à ausência de respostas dos músculos transverso do abdome e oblíquos interno e externo aos exercícios do Pilates, uma revisão sistemática realizada com pessoas saudáveis mostra que não há evidências suficientes de que o método incremente a espessura da musculatura abdominal. Outros autores sugerem que os exercícios de Pilates tem como foco trabalhar a estabilidade da coluna e recuperar o comando motor proprioceptivo dos músculos, em especial o transverso do abdome, principal estabilizador abdominal da coluna, assim como o oblíquo interno e oblíquo externo, que atuam como auxiliares nesta função. Dessa forma, através dos exercícios de Pilates, não se enfoca o aumento de trofismo desses músculos além das dimensões consideradas normais para sexo, idade e altura do indivíduo, mas sim, a melhora do comando motor.
Entretanto, resultados de aumento significativo de espessura dos músculos posturais só podem ser observados em indivíduos que apresentem previamente alguma redução do trofismo, assim como ocorre em indivíduos com lombalgia e hérnia de disco, onde é observada uma diminuição da espessura da musculatura estabilizadora da coluna. Assim, tanto o presente estudo quanto a maioria das pesquisas envolvendo o Pilates, foram desenvolvidos com indivíduos saudáveis, que não apresentam uma redução significativa desse trofismo antes da intervenção.
A constatação dessa diferença em relação à espessura muscular pode ser melhor evidenciada em estado de contração. Em pesquisa com mulheres de 23 a 37 anos, observaram que, após 16 sessões, houve o aumento do tamanho dos músculos transverso abdominal e oblíquo interno observado pela ultrassonografia somente durante a contração voluntária do músculo, no momento da execução dos exercícios de Pilates. Na avaliação em repouso, os mesmos autores não encontraram diferenças após a intervenção, conforme foi verificado no presente estudo, que realizou dez sessões. Isso se deve ao fato que, durante o exercício, houve uma melhor ativação do músculo após a finalização das sessões de Pilates, resultando num melhor comando motor e, consequentemente, maior recrutamento do músculo durante a contração.
Já com relação ao reto abdominal, o presente estudo observou um efeito de hipertrofia, mesmo em repouso, no grupo Pilates. Essa resposta se deve ao fato que este músculo tem a função de mobilidade, apresentando mudanças mais significativas frente à carga imposta. Estudo que avaliou os músculos abdominais por ressonância magnética antes e após 72 sessões de Pilates em mulheres saudáveis e sedentárias. Demonstrou um aumento na espessura de todos esses músculos, entretanto, houve um percentual de ganho significativo no músculo reto abdominal (21%).
Em relação aos resultados de flexibilidade do grupo Pilates na flexibilidade, a maioria dos exercícios utilizados para este grupo, envolveu manutenção de postura com estabilização da coluna, associados a movimento de tronco e MMII. Para se ter ganhos de flexibilidade, outros pesquisadores sugerem que o músculo a ser alongado deve ser colocado uma situação de estiramento máximo e mantê-lo por, pelo menos, 30 segundos. O aumento observado nas médias das rotações e da inclinação, pode ter se dado ao fato que, após as sessões de Pilates na flexibilidade, houve um aumento da segurança na realização deste movimento em decorrência da estabilidade obtida pela coluna, permitindo que haja uma maior amplitude nos pequenos movimentos intervertebrais durante a realização do teste.
Em relação ao uso do ultrassom para avaliação do trofismo abdominal, há possibilidade de que mudanças ocorridas na estrutura ou na forma dos músculos não tenham sido visualizadas através deste aparelho. Talvez, o uso da Ressonância Magnética (RM), por exemplo, poderia ter detectado um maior ganho ou mudança muscular, visto que, a RM, no diagnóstico por imagem, é a que tem a melhor definição e contraste entre as estruturas de partes moles. Neste contexto, em uma pesquisa com mulheres saudáveis submetidas á sessões de Pilates, conseguiu detectar aumento significativo do trofismo abdominal após as intervenções através da RM, o que corrobora com este pensamento.
Outro fator que pode ter influenciado na semelhança de resposta do GP e GC após as intervenções em relação ao trofismo muscular foi o hemicorpo avaliado. Pois, o lado dominante parece ter maiores diferenças de ganho de espessura da musculatura abdominal ipsilateral, em comparação com o lado não-dominante. Devido à todas as medidas do presente estudo terem sido feitas do lado esquerdo, e todas as voluntárias serem destras, este fator pode ter sido fundamental nos resultados encontrados nesta pesquisa, podendo ter ocorrido uma subestimação dos valores reais de ganho de trofismo da musculatura abdominal das voluntárias.

CONCLUSÃO

 Algumas limitações do estudo devem ser consideradas, como a mensuração do trofismo abdominal ter sido realizada apenas de um lado. Devido à quantidade de medidas a serem avaliadas, não foi viável incluir os dois lados. Há também a questão da mensuração ter sido realizada apenas no repouso.
Era esperado que houvesse mudanças estruturais no músculo, portanto, não seria necessário avaliar o músculo em contração. O número de sessões foi sido insuficiente para ocorrer mudanças no trofismo abdominal e na flexibilidade do tronco.
Sugere-se, em estudos futuros, estas questões sejam levadas em consideração, a fim de que resultados mais significativos sejam encontrados. Desta forma, destaca-se a importância de investir em pesquisas envolvendo o Pilates na flexibilidade por exemplo. Principalmente com a utilização de métodos mais acurados, maior tempo de intervenção, avaliando o Pilates na flexibilidade e outros fidedignamente.

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Trinque seu abdome e Proteja sua Coluna – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Dicas do Curso de Pilates Fisio Fitness

Aproveite as Dicas do Professor Junior – Fisioterapeuta da Escola de Curso de Pilates – The Pilates Fisio Fitness
Nesse vídeo mostramos os exercícios do Pilates com a bola.
Além de ser um acessório incrível, a bola de Pilates promete e promove muitos benefícios:
Dentre os benefícios podemos citar:

Equilíbrio;

Propriocepção;

Ativação Muscular Efetiva;

Coordenação Motora;

Força e Aumento nos ajustes Finos;

Auxilia na percepção corporal, inclusive para estímulos do assoalho pélvico (Kegel)

Além dos benefícios já conhecidos do Pilates

 

Opinião Formada Sobre a Bola

No Curso de Pilates costumo dizer que a bola é tão eficaz, tem tanta importância quanto os aparelhos.

Promover tantos benefícios, além de trazer desafio aos alunos mais avançados.

Considero a bola de Pilates, não como acessório, mas sim como um equipamento essencial, assim como: Cadillac, Reformer, Chair, Barrel.

Um Studio de Pilates sem a bola é um Studio incompleto.

Em outro artigo trago algumas Dicas de como montar um Stúdio de Pilates e quais os melhores acessórios. De antemão já aviso, A BOLA DE PILATES É O PRIMEIRO ACESSÓRIO.

 

Mas vamos a Dica de Hoje: Exercício Cordination e uma variação do mesmo

Obs: O vídeo não isenta o aluno de uma Avaliação Por um Instrutor Qualificado. Jamais realize os Exercícios por conta e risco. Um Fisioterapeuta ou Professor de Educação Física estão qualificados (principalmente os formados pela escola).

 

 

Autor:

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Frases de Joseph Pilates – Desvendando o Significado – Blog The Pilates Fisio Fitness

Frases_de_PilatesFrases de Joseph Pilates

Vamos entender as frases de Joseph Pilates. Inovador, autodidata, revolucionário, 50 anos à frente de sua geração, esse era o Mestre Joseph Pilates, conhecido carinhosamente como “Joe”.

Em uma de suas Frases Joe dizia:

Aperte cada átomo de seus pulmões até que estejam tão vazios como um vácuo”.

Sabe-se que nenhum ser vivo é capaz de tal proeza.

Os Especialistas em Respiratória morreriam de indignação com as frases de joseph pilates.

Mas, lendo e entendendo o contexto geral, compreendemos  o que “Joe” queria transmitir com essa mensagem.

Surfactante

É Obvio, em nível de surfactante nos levaria a colabar nossos pulmões e o mesmo nos levaria à óbito.

Joseph H. Pilates era sábio, vivido, tinha experiência em atividades físicas tais como, Ginástica Moderna. karatê, Meditação, Yoga, Auto Defesa, Esqui, Movimentos Circenses, estudou anatomia até dos animais para, criação de sua técnica, de seus aparelhos e até mesmo os móveis de sua casa…

Sim ele sabia o que significava a respiração. Ele simplesmente utilizou essa analogia para quê, os adeptos ao Pilates,  seus Instrutores de Pilates, utilizassem da respiração como um princípio primordial.

A respiração 

Dentro do Pilates é a comunicação entre mente e corpo, a oferta e demanda de oxigênio depende exclusivamente do ato de respirar na hora certa e no momento adequado.

Mas independente de qualquer técnica, seja ela Pilates, Musculação, Natação, Cross Fit ou qualquer outra modalidade, precisamos respirar corretamente, de tal forma a ofertar oxigênio aos tecidos, diminuir o gasto energético proveniente da falta de O2. Ou seja, No déficit de O2, há aumento da atividade anaeróbia – maior consumo de creatina fosfato, de glicogênio e maior formação de lactato. Quando a carga é retirada, o VO2 diminui lentamente e fica mais alto do que seria necessário, para “pagar” o déficit de O2. ok ok Aqui estamos falando de EPOC que é um assunto para outra matéria, e logo usaremos ela para explicar o que  Joseph Pilates dizia.

Mas de forma clara e resumida. Joe percebia que nas atividades físicas em que praticava e trabalhava e também seus próprios alunos de Pilates. Eles realizavam apnéia durante os exercícios. Muitas vezes eles inspiravam, realizavam apneia, realizava o movimento e no final expiravam e o ciclo se repetia ao longo de toda série ou todo treino.

No Pilates, isso é prejudicial!

No curso de Pilates inclusive, comentamos e enfatizamos com nossos formandos, a importância da respiração, informando que a respiração vai além da oferta de O2 aos tecidos, mas também, diminuição da pressão intra-abdominal causada pelo diafragma quando realizado de forma errada. Levando em consideração que já temos uma pressão intra-abdominal causada pelos músculos abdominais durante o exercício, já que a ativação dessa musculatura é o ponto chave da técnica de Pilates.

Porém a pressão causada pelo diafragma e também pelos músculos abdominais pode causar distopias genitais, incontinência urinária e fecal. Devido a tanta pressão exercida nos órgãos abdominais e pélvicos durante as aulas de Pilates.

Portanto as frases de Joseph Pilates, tais como essa que utilizou o Termo “aperte cada átomo de seus pulmões”. Ele solicitava a seus alunos e todos aqueles que um dia viesse a utilizar do Pilates jamais realizasse o exercício sem explorar toda sua capacidade respiratória, utilizando se assim da inspiração como momento de preparar para o movimento e a expiração na execução do movimento.

Diminuindo assim, qualquer risco a saúde e fornecendo oxigênio necessário para o individuo em questão.

Partindo desse principio, concorda com toda analogia que nosso Mestre do Pilates? E você conhece algumas frases de Joseph Pilates que também duplo sentido? 

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Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Pilates na Reabilitação Física e Mental – BLOG PILATES FISIO FITNESS

pilates na reabilitação

O alemão Joseph Hubertus Pilates (1883-1967) teve uma infância doente, convivendo com asma, raquitismo e febre reumática.

Foi por meio dessas condições que ele aprofundou-se nos fundamentos da Yoga, artes marciais, ginástica, Musculação, meditação, e movimentos dos animais, e desenvolveu a  técnica que seria chamada de Pilates.

O método teve como objetivo a sua auto reabilitação e em meados de 2000 ele realmente foi comprovadamente utilizada como Pilates na Reabilitação.

A técnica foi levada ao campo de concentração da ilha de Man, durante a primeira Guerra Mundial, e o Pilates na reabilitação foi utilizada com os doentes com exercícios diários. Há relatos de que esses prisioneiros sobreviveram à grande pandemia de 1918, devido à sua boa forma.

Como alguns soldados não podiam sair da cama, Joe improvisou aparelhos com moldas de colchões presas nas cabeceiras das macas, e das cadeiras de rodas.

Pilates na reabilitação

Toda essa história de desenvolvimento do Pilates, observa- se a vontade ímpar de Joseph Pilates em ser saudável, e a ajudar a reabilitar diferentes enfermidades, abrindo caminho para a Reabilitação.

A intenção de Joseph Pilates em reabilitar pessoas com sua técnica, foi utilizando os 6 princípios de Pilates: respiração, centro, concentração, controle, precisão, fluidez;

A Respiração, que é vital, e por isso automática, não precisamos  parar e pensar na respiração para ela acontecer. E é exatamente por esse mesmo motivo que ela é prejudicada. Pare por 10 segundos, e preste atenção na sua respiração. Ela é curta? Rápida demais? É mais torácica, ou abdominal? Cada tipo de respiração tem relação com um encurtamento muscular, uma tensão, algum problema respiratório. E o Pilates vai te ensinar a equilibrar os músculos envolvidos na respiração.

Usando o centro de força, o chamado “powerHouse”, ou Casa de Força, assim chamado pelo mestre Joseph Pilates, reabilitamos praticamente todas as patologias físicas.

Ele é composto por conjunto muscular que sustentam a coluna e dos órgãos internos. O fortalecimento desse grupo muscular, gera a estabilização do tronco e o alinhamento biomecânico do corpo com menor gasto energético. Assim você pode fazer as mesmas atividades do dia a dia, e usar um esforço menor.

Os músculos do Centro de Força são: as quatro camadas do abdômen (reto abdominal, oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdômen), assoalho pélvico, eretores profundos da coluna, flexores e extensores do quadril. Além dos movimentos em si, a prática da respiração ajuda muito no fortalecimento desta musculatura.

O uso do Pilates na reabilitação

Ativando-se corretamente e constantemente os músculos do PowerHouse consegue-se reabilitar não somente as patologias da região, dos músculos envolvidos, mas também os desequilíbrios distais são corrigidos.

Joseph Pilates usou como fonte de inspiração, a Meditação.

Através de um estudo da UCLA, contatou-se que a meditação o indivíduo pratica, mais áreas do cérebro são beneficiadas, como o pensamento, memória, juízo e decisão.

A base da meditação é a concentração na sua respiração, e esvaziamento da mente, concentrando-se naquele momento. E foi esse principio de concentração que Joseph trouxe para o Pilates. Concentrando-se durante a execução dos movimentos, junto com a respiração, pode-se alcançar a reabilitação tanto física quanto mental.

Associado ainda a respiração, e concentração, adicionamos dois princípios do método Pilates. O controle e a precisão. Observa-se a aplicabilidade na ginástica artística e nas artes marciais, fontes de inspiração a Joseph Pilates.

O indivíduo controla seu corpo, e não o seu corpo controla o indivíduo.

Realizar um movimento lento e com controle, sendo preciso na sua contração, e eficiência, traz uma maior percepção corporal, dessa maneira o alinhamento das articulações se torna automático. Um corpo alinhado, com as articulações trabalhando de forma harmônica, consegue-se a reabilitação de patologias ligadas aos problemas articulares.

Joseph Pilates conclui seus princípios utilizando-se também da observação na natureza, e assim como a água que de forma fluída se adapta aos caminhos na natureza, a vida, e os movimentos do corpo humano, devem ser fluidos, naturais.  A fluidez durante a execução dos exercícios, geram menor gasto energético, e o organismo aproveita a fase concêntrica e excêntrica dos movimentos, resultando num treino equilibrado e funcional, protegendo os tecidos de possíveis desgastes prematuros, e corrigindo aqueles existentes.

Chegamos à conclusão de que todos os Princípios são bem fundamentados e geram de forma natural o equilíbrio Mental e Físico que o organismo precisa para se manter saudável, sem patologias. E que o Método possui todas as ferramentas necessárias para reabilitar um organismo em desequilíbrio.

Sabendo de todos esses aspectos, podemos afirmar SIM, o pilates na reabilitação física e mental realmente é eficiente!

Ajude pessoas que você conheça e que precisam dessa orientação.  Compartilhe esse conteúdo.

Fontes:

6 Princípios do Pilates – Revista Pilates [online]

Artigo: Anne Caroline Luz Grudtner da Silva[a], Giuliano Mannrich[a]. PILATES NA REABILITAÇÃO: uma revisão sistemática. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 22, n. 3, p. 449-455, jul./set. 2009 [online]

Artigo: Rivien Aparecida de Souza Martins ,Raphael Martins Cunha. MÉTODO PILATES: HISTÓRICO, BENEFÍCIOS E APLICAÇÕES REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA. Goiânia 2013 [online]

História de Joseph Pilates – Associação Brasileira de Pilates.[ estudo realizado na Formação em Pilates]

A mente é maravilhosa – estudo sobre a meditação [online]

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Artigo Escrito por

Instituto Rodrigo Ribeiro

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