Pilates nas Lesões Musculares

pilates nas lesões muscularesPilates nas Lesões Musculares

Para falarmos sobre Pilates nas lesões musculares, ou seja, na prevenção e tratamento, faz-se necessário entender e conhecer o mecanismo da lesão, fisiopatologia e classificação da lesão. Vamos discorrer sobre o assunto e também deixaremos alguns links para leitura dentro do texto.

Os músculos com função tônica ou postural geralmente são uniarticulares, largos, planos, com velocidade de contração baixa e com capacidade de geração e manutenção de força contrátil grande. Geralmente estão localizados nos compartimentos mais profundos.

Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão. Geralmente estão localizados em compartimentos superficiais.

O comprimento da fibra é um determinante importante da quantidade de contração possível no músculo. Como as fibras musculares geralmente apresentam distribuição oblíqua dentro de um ventre muscular, elas geralmente são menores do que o comprimento total do músculo.

Mecanismos de lesão

As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento(3). Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte.

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.

Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.

Classificação das Lesões Musculares

Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos. 

Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar- -se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias.

Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura.

Reparo Tecidual Grau III

O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

Existe uma nova classificação sobre os graus de lesão muscular link

Fisiopatologia

A cicatrização do músculo esquelético segue uma ordem constante, sem alterações importantes conforme a causa (contusão, estiramento ou laceração).

Três fases foram identificadas neste processo: destruição, reparo e remodelação. As duas últimas fases (reparo e remodelação) se sobrepõem e estão intimamente relacionadas.

Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias.

Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural. 

Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

Tratamento de Pilates pós-fase aguda

1. Treinamento isométrico

(ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos (Molas e acessórios) e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.

2. Treinamento isotônico

(ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas. Aqui o treino com molas é essencial, tanto para fortalecimento quanto coordenação e proprioceptivo.

3. Demais terapias

A aplicação local de calor ou “terapia de contraste” (quente e frio) pode ser de valor, acompanhado de cuidadoso alongamento passivo e ativo do músculo afetado. Ressalta-se que qualquer atividade de reabilitação deve ser iniciada com o aquecimento adequado do músculo lesionado.

Para tal pode-se utilizar o ondas curtas para aquecimento mais profundo, técnicas de manipulação e liberação miofascial, realização de exercícios no Pilates, trabalhando fortalecimento, reequilíbrio muscular, alongamento.

Lembrando que aqui estamos dando alguns exemplos do que pode ser realizado. É sempre importante realizar todo protocolo de atendimento com uma avaliação prévia e adequar a terapia conforme evolução do paciente/aluno.

Se você possui alguma dúvida, gostaria de entender mais quais exercícios, como o Pilates pode ajudar nesse processo de reabilitação, desça com o cursor até abaixo e clique no link de nossos cursos. Teremos o maior prazer em atendê-los.

Bibliografia

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, Rev. Bras. Ortop. Vol 46 no.3 São Paulo, 2011.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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Pilates na Condromalácia Patelar

Pilates na Condromalácia Patelar

O Pilates na Condromalácia patelar pode ser muito eficaz na melhora, principalmente pelo realinhamento e reequilíbrio dos músculos responsáveis pela estabilização da patela. Vamos saber um pouco mais sobre o mecanismo e etiologia da condromalácia patelar.

A condromalácia patelar é uma doenças das musculoesqueléticas mais frequentes no joelho. Seus sintomas consistem em dor difusa na face anterior do joelho,normalmente ao longo do aspecto medial da patela,podendo,também,serem diagnosticadas as dores retropatelar e na face lateral.

Esses sintomas são decorrentes de alterações estruturais ou biomecânicas da articulação, a qual se torna exacerbada por atividades como descer e subir escadas,sentar por um período prolongado, agachar ou ajoelhar, resultando no aumento das forças compressivas na articulação femoropatelar.

Desiquilíbrio Estático e Dinâmico

Nas alterações estáticas alguns autores destacam anormalidades como desvio da patela, mau alinhamento da patela nos côndilos femorais, patela alta ou baixa e angulo Q aumentado, anteversão femoral, pronação subtalar, rotação lateral da tíbia, encurtamento de retináculo lateral, trato iliotibial e isquiotibiais.

A patela é o ponto central onde convergem os elementos retinaculares, ligamentos, músculos, tendões e capsula sinovial. Por causa da incongruência e movimento da patela sobre o femur, o ponto de contato da patela muda com a flexão e extensão.

O tracionamento dinâmico da patela é afetado por uma série de forças que tendem a deslocá-la tanto medial como lateralmente. Essas forças entram em ação quando o sistema nervoso ativa dos músculos atuantes sobre a patela.

A principal estrutura responsável por ativar as forças exercidas na patela é o músculo quadríceps da coxa, que tem como função controlar a posição da patela em relação à tróclea, por meio das fibras oblíquas de suas porções medial e lateral, sendo os músculos vasto medial e vasto lateral.

O vasto medial oblíquo que faz parte do vasto medial é o principal estabilizador dinâmico da articulação femoropatelar, portanto uma atenção especial deve ser dada a esse estabilizador. Os músculos VMO e VL são propostas como possíveis causas de desequilíbrio.

O desequilíbrio dos estabilizadores dinâmicos está relacionado com as forças entre os músculos vasto medial oblíquo (VMO) e vasto lateral (VL), principais estabilizadores dinâmicos da patela, sendo esse desequilíbrio considerado o fator primordial para o surgimento dos sintomas, contribui para as forças de reação e compressão femoropatelar.

Cadeia Cinética Fechada ou Aberta?

Comumente considera-se que os exercícios em cadeia cinética fechada envolve exercícios com movimentos multiarticulares executados com a extremidade distal fixa, frequentemente com descarga de peso associada.

Esses exercícios geram a co-contração dos músculos agonistas e antagonistas, a fim de proporcionar maior estabilização articular, produzindo ainda menor carga de cisalhamento anterior da tíbia, aumentando a força de compressão tibiofemoral e diminuindo as forças compressivas femoropatelares perto da extensão.

A propriocepção também é um fator influente na escolha desses exercícios, pois se acredita que o feedback
seja mais eficiente graças às forças de compressão do corpo e o contato do pé com o chão, além de reproduzir movimentos funcionais comumente executados nas atividades de vida diárias.

O Pilates pode auxiliar onde?

como mencionado acima os exercícios em cadeia cinética fechada são os melhores, mas não quer dizer que exercícios em cadeia cinética aberta não possa ser executados, pelo contrario, mas deve-se observar a angulação de joelho na hora da execução.

portanto em cadeia cinética aberta pode executar exercícios de 0 a 15º e de 50 a 90º em indivíduos com DFP, sendo extremamente prejudicial realizar de 35 a 45º onde há maior contato de pressão da patela.

Segundo Fehr et al, devem ser evitados os últimos graus de extensão do joelho, já que nessa angulação há menor contato articular, porém, as forças compressivas são distribuídas sobre uma pequena área, aumentando o estresse femoropatelar.

Segundo Grossi et al., os últimos graus de extensão do joelho no exercício em cadeia cinética aberta proporcionam menor contato articular e, portanto, menor instabilidade.

Ocorre também maior estresse femoropatelar, já que o contato articular nessa angulação é menor e,  portanto,as forças compressivas, apesar de menores, são distribuídas numa menor área de contato,aumentando o estresse.

Vasto Medial Oblíquo (VMO)

O conceito de que o músculo VMO é mais ativo durante os últimos graus de extensão é amplamente aceito por Grossi, Pedro e Berzin e por Escamilla, Fleisig, Zheng, Barrentine, Wilk e Andrews. Como esse músculo é difícil de isolar, principalmente em cadeia cinética aberta.

Exercícios em cadeia cinética fechada nos primeiros 60 °de flexão do joelho são mais tolerados pelos indivíduos com DFP. Para Souza et al. na amplitude de 0 °a 50 °de flexão do joelho ocorrem as menores forças de cisalhamento anterior na articulação tibiofemoral.

Fehr et al. dizem que devem ser evitados ângulos acima de 45 °de flexão do joelho, pois, apesar de maior estabilidade articular com incremento da flexão, há também aumento das forças compressivas e maior estresse femorapatelares.

Para o fortalecimento seletivo do músculo VMO, o que se procura não é somente o arco de movimento em que apresente maior atividade, mas que também possa oferecer maior estabilidade, maior distribuição de forças compres-sivas e maior ativação em relação aos componentes laterais.

Na angulação de 90°, as forças compressivas são maximizadas e a força de cisalhamento é minimizada, facilitando não somente a atividade do músculo VMO, mas aumentando o contato patelar resultando em melhor congruência articular e nutrição sinovial.

Melhores Exercícios

Dentre os exercícios em CCF, o de agachamento é considerado seguro e efetivo graças ao efeito estabilizador da co-contração dos músculos quadríceps e isquiotibiais. Esse exercício deve ser realizado de 50 a 60º para não gerar pressão excessiva na articulação patelofemoral.

Sendo assim, para evitar disfunção femoropatelar, deve se evitar exercícios em CCF acima de 60º de flexão de joelho.

Agora ficou simples e fácil a aplicação do Pilates para esse público, né mesmo! Curta, compartilhe, ajude nos a ajudar outras pessoas.

 

Bibliografia

Cohen M,Abdalla RJ,Ferretti Filho M,Silva PRG.Síndrome femoropatelar.In:Cohen M,Abdalla RJ.Lesões no esporte:diagnóstico,prevenção e trata-mento.Rio de Janeiro:Revinter;2002.

Haupentbal A,dos Santos DP.Força e contato patelofemoral como fundamentos biomecânicos para reabilitação da síndrome patelofemoral.Fisioter Mov.2006;19(4):11-6.

Cabral CMN,Monteiro PV.Recuperação funcional de indivíduos com disfunção fêmoro-patelar por meio de exercícios em cadeia cinética fechada:revisão de literatura. Rev Bras Fisioter.2003;7(1):1-8.

Davies GJ,Heiderscheit BC,Clark M.Reabilitação em cadeia cinética aberta e fechada.In:Ellenbecker TS.Reabilitação dos ligamentos do joelho.São Paulo:Manole;2006.p.160-88.

de Sousa CO,Ferreira JJA,Medeiros ACLV,Pereira RC,Guedes DT,de Alencar JF.Atividade eletromiográfica no agachamento nas posições de 40 °,60 ° e 90 ° de flexão do joelho..Rev Bras Med Esporte.2007;13(5):310-6.

Fleming BC,Oksendahl H,Beynnon BD.Open-or closed-kinetic chain exercises after anterior cruciate ligament reconstruction?.Exerc Sport Sci Rev.2005;33(3):134-40.

Escamilla RF,Fleisig GS,Zheng N,Barrentine SW,Wilk KE,Andrews JR.Biomechanics of the knee during closed kinetic chain and open kinetic chain exer-cises.Med Sci Sports Exerc.1998;30(4):556-69.

Zwerver J,Bredeweg SW,Hof AL.Biomechanical analysis of the single-leg Grossi DB,Pedro VM,Berzin F.Análise funcional dos estabilizadores patelares.Acta Ortop Bras.2004;12(2):99-104.2.

O ’Sullivan SP,Popelas CA.Activation of vastus medialis obliquus among individuals with patellofemoral pain syndrome.J Strength Cond Res.2005;19(2):302-4.3.

Witvrouw E,Danneels L,Tiggelen DV,Willems TM,Cambier D.Open versus closed kinetic chain exercises in patellofemoral pain.A 5-year prospective rando-mized study.Am J Sports Med.2004;32(5):1122-30.Fisioter Mov. 2011 jan/mar;24(1):167-72

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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Pilates x Quadril x Entorse de Tornozelo

Pilates x Quadril x Entorse deTornozelo

O Pilates pode ser um grande aliado na entorse de tornozelo, principalmente no que diz respeito aos grupos musculares que cercam proximais, vejamos abaixo e ótima leitura a todos!

Você sabia que a maioria das entorses de tornozelo, além de trazer prejuízos para os ligamentos, tendões e músculos inversores e eversores, pode estar associado previamente ou adquiridas por alterações neuromusculares do quadril?

Inclusive no tratamento dessas entorses é necessário realizar um trabalho de realinhamento e fortalecimento dos músculos do quadril afim de evitar novas entorses e compensações.

Vamos saber um pouco mais abaixo!

Acredita-se que a lesão nas estruturas relacionadas ao sistema sensório-motor presentes no tornozelo seja uma das principais causas de recorrência das lesões em inversão.

Os efeitos da lesão no tornozelo não se restringe somente ao tornozelo em si. Alterações de controle postural e na ativação e força da musculatura do quadril, tem sidos observadas após entorses em inversão do tornozelo, sugerindo que as consequências no sistema local altera estruturas proximais no membro inferior.

A estabilidade e força do quadril são importantes para um melhor posicionamento do pé na fase de toque do calcanhar e para a mecânica adequada da marcha.

Alguns autores ressaltam o controle adequado do quadril como fator essencial para a manutenção do controle da articulação do tornozelo e da estabilidade do membro inferior no plano frontal.

Alterações nos momentos abdutores e adutores de quadril durante a fase de balanço da marcha podem alterar o posicionamento do pé no instante do toque do calcanhar no solo, tornando o tornozelo mais susceptível a uma lesão por inversão.

Vejamos alguns trabalhos publicados

Nicholas e colaboradores, 1987 avaliou-se a produção de torque dos músculos quadríceps, isquiotibiais, abdutores, adutores e flexores do quadril em dinamômetro isocinético e observou -se menor torque abdutor e adutor de quadril do lado acometido comparado ao lado contralateral.

Bechman, 1995, avaliou por EMG do glúteo médio bilateralmente durante a simulação de entorse em inversão em plataforma a 30°, o músculo glúteo médio de ambos os lados apresentaram menor tempo de latência comparado ao grupo controle e o glúteo médio contralateral ativou-se antes do ipsilateral durante a inversão.

Delahunt et al, 2006, Avaliaram por EMG o reto femoral durante a marcha a 4 km/h, em esteira grupo controle e grupo com entorse em inversão. observou-se que antes do contato do calcanhar com o solo há maior atividade do reto femoral comparado ao grupo controle.

Friel et al, 2006, avaliou força muscular isométrica dos abdutores e extensores do quadril em um grupo controle e um grupo com entorse crônica de tornozelo através de dinamômetro manual. Observou-se abdutores do quadril do grupo entorse crônico apresentou menor força muscular comparado ao grupo controle e contralateral a lesão, apresentando desiquilíbrio muscular nos sujeitos avaliados.

Van Deun et al, 2007 avaliaram por EMG dos músculos multífidos lombares, oblíquos interno, reto abdominal, glúteo médio, tensor de fáscia lata, vasto lateral, vasto medial, vasto medial oblíquo, tibial anterior, fibular longo e gastrocnêmio media na transição do apoio bipodal para unipodal. Todos os músculos apresentaram atraso na ativação, exceto vasto lateral e vasto e VMO durante a tarefa realizada.

Outros estudos ainda apresentaram deficit na flexão de joelho do lado ipsilateral a lesão, dentre outros achados.

Portanto vale salientar a importância de avaliar os grupos musculares de quadril e realizar um trabalho em conjunto na lesão de entorse de tornozelo, seja ele primeiro episódio mas principalmente entorses crônicos.

O Pilates pode ser uma importante arma na reabilitação pela sua dinâmica e vasta gama de exercícios, podendo trabalhar o Pilates no Cadillac ou reformer utilizando as molas e o paciente utilizando se de trocas de decúbito para trabalhar todos os grupos musculares envolvidos.

Na Step Chair o trabalho de footworks sentados ou em pé aproveitando se da posição para trabalhar propriocepção. Outros recursos que pode ser utilizados são o balancim, bosu, disco de propriocepção.

Se quiser saber mais sobre essa e outras patologias acesse nosso site e realize seu curso de Pilates Completo ou Pilates nas patologias Ortopédicas.

Bibliografia

Beckman SM,Buchanan TS.Ankle inversion injury and hypermobility:effect on hip and ankle muscle electromyography onset latency.Arch Phys Med Rehabil.1995;76:1138-1143.2.

Derscheid GL,Brown WC.Rehabilitation of the ankle. Clinical Sport Med. 1987.

Friel K,McLean N,Myers C,Caceres M.Ipsilateral hip abductor weakness after inversion ankle sprain. Journal Atl. 2006.

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Pilates na Instabilidade Lombar: Dor, Tensão e Desordens Funcionais

curso de pilates na lombalgiaPilates na Instabilidade Lombar: Dor, Tensão e Desordens Funcionais. Qual Papel do Pilates?

O Pilates na instabilidade lombar, nas desordens da coluna vertebral vendo muito empregado devido a sua eficácia na ativação da musculatura profunda.

A instabilidade lombar tem sido sugerida como causa, além da dor, de desordens funcionais e tensões, já que a força de deformação dos ligamentos e dos discos induzida por cargas passivas da coluna dessensibiliza os mecanoceptores teciduais, diminuindo ou eliminando a força estabilizadora muscular reflexa

Apesar de não haver um protocolo de exercícios pré definido para o treino da musculatura estabilizadora lombar, França et al. (2008) afirmam, em revisão da literatura, a eficácia dos treinos na dor lombar e, principalmente, na prevenção de sua recidiva, atuando no controle motor e devolvendo a função protetora dos músculos profundos.

Apesar disso, pouco se afirma sobre as consequências diretas entre estes treinos e a propriocepção, bem como sua capacidade de modificar um ao outro (FRANÇA et al., 2008).

Poucos estudos suportam a hipótese de que o exercício alvo é capaz de melhorar a propriocepção e ainda não se pode afirmar que o treino é capaz de alterar o número de receptores periféricos (PETERSEN et al., 2008), mas o input sensorial (propriocepção) processado pelo sistema nervoso central, pode ser modificado com o treino (PETERSEN et al., 2008).

Petersen et al. (2008) afirmam que os atuais achados sobre controle neuromuscular alterado não lidam com propriocepção diretamente.

Propriocepção deve ser medida em estudos desse tipo, para que se possa determinar se há relação direta entre ela e controle motor prejudicado, e não apenas entre o controle motor e a dor (PETERSEN et al., 2008).

Disfunções sensório-motoras associadas à dor lombar podem incluir alterações em uma ampla variedade de mecanismos de controle, e sua fisiopatologia e características em diferentes lesões da coluna vertebral exigem uma investigação mais aprofundada (LEINONE, 2004; GEORGY, 2011).

Propriocepção e treinamento de controle muscular podem ser os principais elementos-chave para a reabilitação de pacientes com dor lombar, mas ainda há pouca pesquisa tentando quantificar a propriocepção da coluna vertebral e detectar déficits em indivíduos sintomáticos (BRUMAGNE et al., 2000; FEIPEL et al., 2003; GEORGY, 2011).

Vamos pensar em quais exercícios seriam interessante?

E você que exercícios proporia para seu paciente com instabilidade e déficit de propriocepção? Postem abaixo e vamos discutir o assunto!

 

Bibliografia

 

França, F. J. R.; Burke, T. N.; Claret, D. N.; Marques, A. P. Estabilização

segmentar da coluna lombar nas lombalgias: uma revisão bibliográfica e um

programa de exercícios.Fisioterapia e Pesquisa, v.15, n.2, p.200-6, 2008.

 

 

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Pilates e trigger point: Trapézio Superior

PilatesPilates e trigger point: Efeito da inibição muscular na funcionalidade do trapézio fibras superiores

Diariamente atendemos pacientes no consultório com queixas de dores nos ombros ou na região dorsal da coluna vertebral. O ombro é uma das áreas do corpo humano mais propensa ao desenvolvimento de tensão muscular, principalmente no músculo trapézio, por situações de estresse físico e emocional resultantes das atividades realizadas no cotidiano, somadas a posturas inadequadas, excesso de peso e sedentarismo. Quando os músculos da camada mais profunda, responsáveis pela estabilização da escápula, não estão suficientemente fortes, o músculo trapézio é ainda mais solicitado, o que favorece o acúmulo de tensões neste músculo.

Percebemos ainda uma importante relação entre o aspecto emocional e a instalação de tensões nesta musculatura. Como é o músculo responsável pela elevação dos ombros, todas as emoções de medo, preocupação e apreensão favorecem o encurtamento desta musculatura.

O músculo trapézio vem desde a base do pescoço para trás e se estende através da parte traseira dos ombros. São dois músculos triangulares que formam um losango ou um trapézio, daí o nome. Estes músculos facilitam o movimento do pescoço e de ombros. Mas estes músculos costumas ficar tensos devido ao uso excessivo, é o mais provável a pessoa experimentar neste caso é uma sensação de dor ou de tensão entre as omoplatas. Pode-se também achar que é difícil girar os ombros.

Causas e sintomas

O tratamento para dor no trapézio tem se tornado mais importante desde que as pessoas começaram a usar computadores (estresse por repetição). Além disso, falar ao telefone por muito tempo também pode irritar essa área do corpo. Por causa desse tipo de problema, as pessoas costumam faltar ao trabalho. A dor pode se espalhar para outras regiões, como ombros, cabeça, mandíbula e olhos sendo, muitas vezes, difícil de aliviá-la imediatamente. Um número indeterminado de benefícios previdenciários por incapacidade são concedidos por causa de problemas no trapézio.

Um dos fatores mais comuns responsáveis por causar essa problema é o uso excessivo do músculo. Será que o seu trabalho envolve ficar sentado em frente do computador por longos períodos? Muitos de nós não prestam atenção ao aspecto da postura correta. Com o seu ombro caído e cabeça inclinada para a frente do monitor durante o maior parte do tempo, certamente você terá problemas. Mais frequentemente o músculo fica tenso devido ao uso excessivo e por causa de estresse. Levantar objetos pesados ou carregar mochilas pesadas também pode levar a esse problema. Você também deve prestar atenção à sua posição em dormir. Muitas pessoas dormem na posição errada ou usam almofadas muito macias. Isso também pode causar dores nos ombros e nos músculos do pescoço. Percebemos ainda uma importante relação entre o aspecto emocional e a instalação de tensões nesta musculatura. Como é o músculo responsável pela elevação dos ombros, todas as emoções de medo, preocupação e apreensão favorecem o encurtamento desta musculatura.

Desta forma, relaxar este músculo e melhorar sua flexibilidade é de extrema importância para evitar dores nesta região.

O hábito de observar a respiração, valorizando o momento expiratório é uma das sugestões para relaxar esta musculatura, isso vem de encontro com os princípios do Pilates, portanto, procure um Fisioterapeuta ou Professor de Educação Física formado pela ESCOLA – pois eles tem amplo conhecimento das técnicas necessárias.

EFEITOS QUE PODEM ESTAR ASSOCIADOS AO AUMENTO DA TENSÃO MUSCULAR

Má postura: leva ao encurtamento muscular e estes quando forçados a um alongamento podem causar dor local e referida. Bruxismo: ranger dos dentes que podem ocorrer pela contração muscular crônica. Cefaléia de tensão (ou de contração muscular): dores de cabeça que podem ocorrer devido ao aumento da tensão muscular e irritação dos pontos-gatilho.

TRATAMENTO

O Pilates e Trigger Point, também conhecido como ponto gatilho (PG), é uma disfunção musculoesquelética que tem se mostrado bastante presente na população. Os PG são considerados ativos quando sua estimulação gera dor referida que reproduz a queixa dolorosa preexistente do paciente. Encontram-se frequentemente nos músculos da região cervical, na cintura escapular, pélvica e musculatura mastigatória, onde provocam dor espontânea ou ao movimento.

Já os PG latentes estão localizados em áreas assintomáticas e só provocam dor local e referida quando estimulados. No entanto, são menos dolorosos à palpação e muito mais frequentes na população em geral. O PG é caracterizado por estar presente em regiões de alta sensibilidade, sendo uma área rígida, com alto consumo de energia e suprimento de oxigênio diminuído (devido à circulação inadequada), que é sensível à palpação e, quando pressionada, pode aumentar a dor sobre as áreas afetadas, podendo ser desencadeada por posturas inadequadas, movimentos repetitivos, excesso de peso, estresse físico e emocional .Quando esse ponto é pressionado por 30 segundos, surge uma dor referida ou até mesmo pontual, espontânea ou ao movimento, podendo provocar diminuição da amplitude de movimento e da força muscular. O PG, além de ativo, pode ser considerado também como latente, ou seja, quando não causa dor. Porém, isso não impede de um transformar-se no outro, a depender das características de cada indivíduo e suas atividades .

A dor característica dos trigger point é chamada de dor miofascial que se caracteriza pela desordem dos músculos esqueléticos e atinge quase todos os indivíduos durante alguma fase da sua vida. Essa desordem muscular é perceptível à palpação na forma de um nódulo, que produz dor e limitações de movimentos. Além disso, alguns casos podem apresentar parestesia ao invés de dor, zumbido, algias na articulação temporomandibular, nistagmo e outros sintomas oculares e torcicolos. No entanto, apesar da dor miofascial ser uma das causas mais comuns de dor musculoesquelética, muitos profissionais da área de saúde e doentes não a reconhecem, pois o diagnóstico depende exclusivamente da história clínica e dos achados do exame físico. Assim, muitos destes doentes são tratados como se tivessem bursite, artrites, tendinites ou doenças viscerais, sem haver melhora significativa do quadro clínico.

A próxima vez que você sentar em frente do seu computador, tome a posição certa. Mantenha os músculos relaxados. Se você começar a sentir novamente dores neste músculo, não demore em consultar um fisioterapeuta.

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Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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Pilates no Tratamento da Mielomeningocele – Blog The Pilates Fisio Fitness

pilates Pilates no Tratamento da Mielomeningocele

O Pilates pode ser um forte aliado no tratamento de doenças como a Mielomeningocele que atinge parte Neurológica, Ortopédica e Urogenital. Principalmente a questão ortopédica, temos ótimos resultados. Mas vamos falar um pouco sobre a doença seus sintomas e o tratamento. Vamos lá!

A mielomeningocele é uma malformação congênita ocasionada pelo defeito de fechamento do tubo neural embrionário. A medula espinhal é deslocada dorsalmente em função da falta de estruturas de apoio posteriores. As principais complicações são relacionadas a distúrbios neurológicos, ortopédicos e renais.

Como distúrbios neurológicos, observa-se o comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor, a hidrocefalia, a malformação de Arnold Chiari, a bexiga e o intestino neurogênicos.

As manifestações ortopédicas ocorrem sob a forma de paralisia de MMII, pé torto congênito, luxação congênita de quadril, escoliose, deficiência motora e contraturas musculares generalizadas.

O acometimento renal decorrente da bexiga neurogênica é caracterizado por incontinência urinária, alterações na sexualidade, refluxo vesicoureteral e hidronefrose.

Atualmente, com os avanços dos tratamentos de saúde, a sobrevivência até a idade adulta é mais de 50%. Nessa direção, um dos focos da reabilitação desse público é a transição dos cuidados ao longo da adolescência para a idade adulta, com abordagem de questões que podem comprometer a qualidade de vida, e a autonomia.

Tendo em vista todos estes aspectos, nota-se quão necessário se faz uma abordagem fisioterapêutica precoce nestes pacientes. Onde O Pilates se enquadra buscando eliminar ou minimizar as alterações proporcionadas por esta patologia.

reabilitação pilatesPilates no Tratamento Ortopédico

As alterações de caráter ortopédico acometem as mais variadas porções do corpo, tais como coluna vertebral, quadris, joelhos e pés. São causadas pelo desequilíbrio entre a musculatura agonista e antagonista envolvidas. O nível da lesão, determina a condição de tônus e trofismo da musculatura envolvida e, conseqüentemente, promove as alterações observadas na sua musculatura antagonista. O tratamento destas enfermidades deve ser baseado em manipulações e reequilíbrio da musculatura envolvida no processo patológico.

Na prevenção do encurtamento, que posteriormente leva à formação de contraturas e deformidades. Podemos atuar com exercícios passivos; alongamento das cadeias musculares que apresentam o tônus normal ou aumentado, devido à sua tendência à retração. Tração manual de estruturas. Mobilizações intra-articulares. Estes princípios mantém o arranjo linear do colágeno, ativação da cinética do líquido sinovial e promoção de melhor aporte sanguíneo. Como consequência aumento da flexibilidade das estruturas musculares.

Para se evitar as contraturas e deformidades nestes pacientes não devem estar limitados apenas ao horário correspondente ao atendimento fisioterapêutico. Deve-se lançar mão do uso da imobilização controlada por meio de goteiras de gesso ou termoplásticas. O ortostatismo precoce auxilia tanto no ganho e manutenção do comprimento quanto a força e propriocepção muscular.

Quanto ao fortalecimento e aumento de tônus da musculatura débil, a fisioterapia pode atuar através da estimulação elétrica neuromuscular, a fim de restaurar a força através do recrutamento de unidades motoras, bem como promovendo um estímulo proprioceptivo a esta musculatura. A prevenção ou minimização de contraturas dos membros inferiores e, conseqüentemente, de padrões cinemáticos assimétricos, leva a uma melhora significativa no processo de deambulação desenvolvido por estes pacientes.

Podemos utilizar muitos exercícios e equipamentos de Pilates principalmente no alongamento e reequilíbrio muscular. Sabe-se que o Pilates promove o reequilíbrio muscular através de do trabalho de músculos profundos e superficiais. Podendo ser exercícios ativos assistidos com uso de molas, fitas e barras dos equipamentos, que pode facilitar o trabalho de reabilitação. De quebra pelo trabalho de propriocepção do assoalho pélvico podemos auxiliar na reabilitação urogenital principalmente na incontinência urinária.

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Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Pilates na Hérnia de Disco – Dicas Padrão Ouro – Blog The Pilates Fisio Fitness

Dicas De Pilates na hérnia de disco – Curso de Pilates 

Os melhores exercícios de Pilates na hernia de disco. Lembrando que é necessário conhecimento amplo de biomecânica, etiologia, Fisiopatologia. E principalmente uma avaliação precisa e diagnóstico disfuncional.

Aproveite as Dicas do Professor Junior – Fisioterapeuta da Escola de Curso de Pilates – The Pilates Fisio Fitness

pilates na hernia de disco

Hérnia de Disco

A Hérnia de Disco é causada por um prolapso ou extravasamento do Núcleo Pulposo por entre as fibras do ânulo Fibroso.

Classificada como Degeneração Discal, Hérnia Discal Protrusa, Hérnia Discal Extrusa e Hérnia Discal Sequestrada, sendo a mais grave e com indicação cirúrgica.

Não havendo possibilidade de tratamento conservador.

Pode ser causada por várias Etiologias, dentre as principais: Má Postura, Carga Excessiva, Degeneração Vertebral, dentre outras.

Mas o fator mais importante talvez seja: Uma Mecânica e Outra Biológica

Associado a más posturas, posturas antálgicas, cargas excessivas certamente todo movimento é realizado na Flexão de tronco, expulsando assim a hérnia posteriormente.

Biologicamente podemos aceitar que, o ligamento transverso e o ligamento amarelo envoltos a vértebra é 50% mais fraco na sua porção posterior em relação a anterior, favorecendo a expulsão da HD póstero-lateral.

Claro que existe uma série de fatores que favorece negativamente o quadro de Hérnia de Disco, porém esse assunto ficará para um outro post.

Tratamento: Pilates na Hérnia de Disco

Sabe-se que toda lombalgia seja de causa inespecífica ou por uma patologia instalada, existe algo em comum:

Transverso abdominal e multífidos estão fracos, há um deficit nessa musculatura. Portanto é necessário o fortalecimento dessa musculatura e outras envolvidas.

Esses e muitos outros exercícios são encontrados nos cursos de pilates completo e no curso de pilates avançado nas patologias.

Mas vamos a Dica de Hoje: Pilates na Hérnia Discal – Exercícios Padrão Ouro

Obs: O vídeo não isenta o aluno/Paciente de uma Avaliação Por um Instrutor Qualificado. Jamais realize os Exercícios por conta e risco. Um Fisioterapeuta qualificado (principalmente os formados pela escola que recebem amplo estudo em cima de cada patologia e sua reabilitação).

Autor:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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Cardiopatia, disfunção erétil e a relação com Pilates – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Curso de Pilates SP
Pilates

Em Resumo você vai aprender Como o Pilates pode ajudar seus pacientes cardiopatas com disfunção erétil somente aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

Pilates na Cardiopatia e Disfunção Erétil

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são as principais causas de óbitos no mundo. Têm gerado elevado número de mortes prematuras e perda de qualidade de vida. Alto grau de limitação nas atividades de trabalho e de lazer. Estas foram responsáveis por 36 milhões – ou 63,0% – de óbitos no mundo em 2008. Em destaque para as doenças do aparelho circulatório. No Brasil, como nos outros países, as DCNT constituem o problema de saúde de maior magnitude, sendo responsáveis por 72,0% das causas de óbitos. 31,3% destes óbitos são atribuídos as doenças do aparelho circulatório (DAC).

Dentre as DCNT, podemos destacar a disfunção erétil (DE). Definida como a incapacidade/ habilidade de completar ou manter uma ereção peniana adequada para a penetração vaginal. Tal Incapacidade não permite uma relação sexual satisfatória. Sabe-se que está intimamente relacionada com a saúde cardiovascular e metabólica.

A DE apresenta alta prevalência na população masculina. Afeta cerca de 10 a 20 milhões de homens nos EUA e em todo mundo mais de 100 milhões. No Brasil, pesquisa realizada com 2.862 indivíduos brasileiros maiores de 18 anos provenientes de todas as regiões demonstrou que 45,1% apresentaram disfunção erétil (31,2% grau mínimo, 12,2% moderado e 1,7% completa).

A disfunção erétil

Está associada aos fatores de risco cardiovasculares e a doença cardiovascular preexistente. Configurando-se como um marcador precoce de DVC. Neste contexto, os problemas cardíacos estão entre os fatores que mais atingem o funcionamento sexual. Estima-se que após o diagnóstico de doença cardiovascular ou procedimento intervencionista apenas 25% dos pacientes retornam à vida sexual normal. Metade retorna com algum grau de redução em frequência e/ou intensidade.

Embora as equipes de saúde habitualmente não discutam sobre a sexualidade, por considerarem o tema íntimo e privado. Partes dos pacientes após avento cardiovascular permanecem com interesse em manter a vida sexual ativa. Reconhecida a importância da saúde sexual para as relações afetivas e como parte da saúde e bem-estar destes indivíduos. AS orientações sexuais são tão relevantes quanto as questões de atividades diárias.

Riscos Cardiovasculares

O risco de evento cardiovascular durante a atividade sexual é significativamente inferior naqueles indivíduos cardiopatas que realizam atividade física regular. Quanto maior regularidade de atividade física, menor predisposição para infarto agudo do miocárdio. Ao mesmo tempo, evidências bem estabelecidas demonstram os benefícios do exercício aeróbico na função endotelial, aptidão e função cardiorrespiratória, capacidade funcional, qualidade de vida, dentre outros, nos portadores de DC. Ao mesmo tempo têm demonstrado melhora relevante na função sexual nesta população.

O método Pilates

É considerado uma excelente forma de se exercitar fisicamente tendo como vantagem a utilização de exercícios com poucas repetições. Aulas diversificadas e evitando exaustão. Sabe-se que as formas convencionais de exercício físico parecem ser pouco atraentes para proporcionar a necessária aderência aos tratamentos e aquisição de benefícios a longo prazo, o que justifica a busca por novas estratégias.

O Pilates atualmente é uma modalidade que vem sendo disseminada para o tratamento das DCNT21 e pode ser uma alternativa eficaz no tratamento da disfunção erétil, pois, além do condicionamento físico e benefício cardiovascular, pode promover fortalecimento dos músculos do períneo 27, os quais atuam no mecanismo de ereção.

Disfunção erétil e doença cardiovascular

O sistema de ereção está intimamente ligado ao sistema cardiovascular e em condições normais ocorre quando há incremento da atividade parassimpática resultando no relaxamento do tecido erétil, permitindo a dilatação ativa das artérias do pênis, arteríolas, sinusoides e, finalmente, aumentando o influxo arterial e compressão passiva do pênis.

A função erétil depende do suprimento de sangue das artérias pudenda interna, sendo que o aumento substancial nestas artérias resulta em incremento das pressões penianas, que são comparadas com níveis arteriais sistêmicos.

As doenças cardiovasculares e DE apresentam fatores de risco comuns (hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo). Nas doenças cardiovasculares ocorre processo patológico responsável por afetar o funcionamento dos sistemas vascular e venoso, influenciando negativamente a função erétil.

Associação DE x DC

Estudo realizado com 40 pacientes cardiopatas demonstrou a associação entre disfunção erétil e a presença de doença cardiovascular, bem como uma relação entre a gravidade da DE e do número de artérias coronárias acometidas pela aterosclerose.

No Massachusetts Male Aging Study (MMAS). A DE estava presente em 60% dos homens com níveis elevados de colesterol. Cerca de 90% deles o estudo doppler detectou alterações artérias penianas. Do ponto de vista clínico, sinais evidentes de aterosclerose estiveram associados em aproximadamente 40% dos casos de DE em homens com idade igual ou superior a 50 anos.

A alteração do desempenho sexual muitas vezes está associada à intolerância aos esforços por angina e a fatores psicológicos. Dentre eles, o medo de complicações cardíacas durante o ato sexual. Isso faz com que um número considerável de cardiopatas não retorne à atividade sexual após a ocorrência da doença, influenciando diretamente na qualidade de vida.

A atividade física habitual em níveis elevados é capaz de diminuir o risco de infarto agudo do miocárdio e morte súbita durante a relação sexual. Ao mesmo tempo possui forte correlação entre níveis elevados de atividade física e melhor aptidão física com menor risco de desenvolvimento disfunção erétil.

Exercício e função erétil

Em pacientes cardiopatas, ensaio clínico randomizado desenvolvido por Belardinelli et al. (2005). com portadores de insuficiência cardíaca congestiva, verificaram que após 12 semanas de treinamento aeróbico. o grupo de pacientes submetido ao programa de exercício físico obtiveram melhora em três domínios da função sexual: (função erétil, desejo e satisfação geral). Quando comparados ao grupo-controle (sem exercício), levando a uma melhora na disfunção erétil, decorrente da prática de exercício.

Kalka et al. (2009) verificaram em estudo, com amostra composta de 98 pacientes submetidos a seis meses de programa de reabilitação cardíaca. Após o período de intervenção estes obtiveram melhora nas categorias de disfunção erétil, migrando para categorias de menor severidade.

A base fisiológica do exercício físico no tratamento da disfunção erétil está relacionada com as alterações bioquímicas, neurais e hormonais nas paredes dos vasos sanguíneos que induzem ao relaxamento dos vasos a curto e longo prazo.

A atividade física regular

É uma boa estratégia não farmacológica no combate à disfunção erétil, pois controla a formação de radicais livres e aumenta a biodisponibilidade de óxido nítrico. já que o estresse oxidativo pode causar danos celulares irreversíveis e morte celular colaborando para a disfunção erétil.
O shear stress induzido pelo exercício físico é um poderoso estímulo liberador de vasorrelaxantes produzidos pelo endotélio vascular. Óxido nítrico (NO), por exemplo é liberado. O exercício físico parece ter efeito protetor na integridade do endotélio. Aumenta a produção de NO em vasos com endotélio íntegro, e restaura a disfunção endotelial.

Diante do exposto, o exercício físico regular se destaca como estratégia a ser considerada no tratamento da disfunção sexual, dentre outras razões por aprimorar o metabolismo oxidativo considerado o principal mediador da função sexual.

Método Pilates 

O método Pilates vem demonstrando impacto positivo na composição corporal, respostas cardiovasculares da frequência cardíaca e qualidade de vida.

Em ensaio clínico randomizado desenvolvido por Pestana et al. com 78 idosos saudáveis, foi observado após 20 semanas de intervenção que o grupo submetido a intervenção através do método Pilates. Obteve melhora significativa nos índices de massa corporal e circunferência abdominal comparado ao grupo-controle submetido á exercícios resistidos.

No Brasil demonstra o interesse de pesquisadores na busca de evidências do método Pilates aplicado em cardiopatas. Em estudo randomizado realizado em pacientes com ICC, Guimarães et al. (2012) verificaram que. Após 16 semanas de intervenção substituindo os exercícios resistidos tradicionais dos programas de reabilitação cardíaca pelo método Pilates houve melhora significativa: No tempo de exercício, semelhante ao grupo-controle (programa de reabilitação convencional). Ressaltaram ainda que o grupo intervenção apresentou melhora significativa da ventilação, VO2 pico, e oxigenação comparado ao grupo-controle.

Os exercícios realizados com a contração do assoalho pélvico  promove melhoras significativas na força destes músculos. Além de benefícios no sistema cardiovascular, sendo estes benefícios susceptíveis a persistirem ao longo do tempo.

Fortalecimento de períneo e função erétil

A maioria das artérias, veias e nervos entram e deixam o pênis através do períneo. Pela grande quantidade de estruturas que passam por este músculo que apresenta alta sensibilidade, ao mesmo tempo, a estimulação deste músculo pode levar ao aumento da circulação peniana.

As fibras anteriores do músculo bulbo esponjoso, que circundam a parte mais proximal do corpo do pênis, também auxiliam a ereção, aumentando a pressão sobre o tecido erétil na raiz do pênis. Simultaneamente, comprimem a veia dorsal profunda do pênis, impedindo a drenagem venosa dos espaços cavernosos e ajudando a promover o aumento e o tugor do pênis.

Os músculos isquiocavernosos circundam os ramos da raiz do pênis. Eles forçam o sangue através dos espaços cavernosos nos ramos para as partes mais distais dos corpos cavernosos. Aumenta-se o turgor (distensão firme) do pênis durante a ereção. Esta contração também comprime as tributárias da veia dorsal profunda do pênis, assim restringindo a saída de sangue venoso do pênis e ajudando a manter a ereção.

Devido a sua função durante a ereção, e suas atividades durante a micção e ejaculação, os músculos perineais geralmente são mais desenvolvidos em homens do que em mulheres 50, merecendo forte atenção.

O papel do músculo perineal no mecanismo de ereção ainda está aberto para debates. No entanto, estudo realizado por Kampen (2003) em indivíduos com DE após quatro meses de tratamento fisioterapêutico utilizando exercícios de contração perineal, biofeedback e eletroestimulação perineana, observou que todos os indivíduos do sexo masculino apresentaram recuperação.

CONCLUSÃO

O método Pilates, considerado uma modalidade alternativa de atividade física, se mostra eficaz na melhora da aptidão cardiorrespiratória de cardiopatas. Ao mesmo tempo, é evidente sua forte correlação com o fortalecimento dos músculos perineais. Algo relevante para promoção e/ou manutenção de uma ereção peniana satisfatória nesta população. Há uma carência de estudos que investiguem a influência da contração perineal, associada ao Pilates na manutenção da função erétil.

Outro fator que deve ser levado em consideração é o número de pacientes cardiopatas  encaminhados aos Studios de Pilates. Indicação de médicos cardiologistas, com intuito de promover a aderência à programas de atividade física. Por conta disso, é de fundamental importância o conhecimento sobre a existência da disfunção sexual em portadores de doenças cardiovasculares para auxílio no tratamento adequado, promovendo melhora da qualidade de vida destes indivíduos.

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Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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PILATES NA FLEXIBILIDADE DO TRONCO E AS MEDIDAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na flexibilidadeNeste Artigo apresentaremos o Pilates na flexibilidade de tronco e as medidas ultrassonográficas dos músculos abdominais. Saiba tudo aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

O Pilates

Pilates trata do corpo e mente que realiza o trabalho muscular em baixa velocidade. Foi criado por Joseph Pilates em 1918 e tem como objetivo conseguir um controle preciso do corpo através de uma variedade de exercícios executados em solo ou em aparelhos próprios.
Indicado para qualquer faixa etária, este método contém as modificações e adaptações adequadas para os diferentes indivíduos e patologias, respeitando as características e limitações de cada pessoa.
O método engloba exercícios nos quais são utilizados seis princípios: concentração, controle, precisão, fluidez do movimento, respiração e contração do centro de força.
 Pilates na flexibilidade
Além do trofismo, a flexibilidade parece ter uma boa resposta em pessoas praticantes de Pilates. O equipamento que se sobressai em pesquisas para a avaliação da flexibilidade é o flexímetro, que a partir de um sistema pendular gravitacional.
Oferece precisão e praticidade nas mensurações dos movimentos angulares, por permitir ser fixado no corpo, além de oferecer maior confiabilidade nas leituras das medidas, uma vez que a indicação do ângulo é produzida por efeito da gravidade, minimizando os erros de interpretação do eixo longitudinal correspondente.
Diante da expansão do número de adeptos a este método ao longo dos anos, a proposta do presente estudo consiste em avaliar o efeito do Pilates no trofismo do grupamento abdominal e no pilates na flexibilidade do tronco comparado à aplicação de uma técnica tradicional de fortalecimento dos músculos abdominais e alongamentos estáticos em mulheres saudáveis.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de intervenção, randomizado e realizado com mulheres jovens, eutróficas, sedentárias e saudáveis. A amostra foi composta por mulheres entre 18 e 25 anos, foram excluídas àquelas com o IMC fora dos limites de normalidade (maior que 24,9kg/m² e menor que 19,5kg/m²), praticantes de atividades físicas nos últimos três meses antes das coletas e portadores de distúrbios neurológicos, articulares ou musculoesqueléticos que pudessem dificultar a execução dos exercícios, ou déficit cognitivo grave, que inviabilizasse o entendimento dos procedimentos da pesquisa.
As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos: no grupo experimental que realizou o Pilates (grupo GP) e no grupo controle, que foi submetido a uma técnica tradicional de fortalecimento do abdome e de alongamentos estáticos (grupo GC).
A amostra foi calculada através do Programa Epi-Info 6.04, considerando uma proporção de resposta ao tratamento, no grupo GP, de 80%, e no grupo GC, de 10%, conforme estudo desenvolvido, com um nível de significância de 5% e poder do teste de 80%, obtendo-se sete indivíduos para cada grupo.
Para a distribuição das voluntárias nos grupos, foi utilizada a técnica de randomização em blocos de sete indivíduos, para garantir que os dois grupos apresentassem o mesmo número de participantes. Inicialmente, foi gerada uma tabela de números aleatórios utilizando o programa Epi-Info 6.0 por um estatístico não envolvido no trabalho.
A coleta de dados foi realizada através de um formulário de registro de informações pessoais e história da prática de exercícios físicos. Em seguida, as participantes foram submetidas a um exame ultrassonográfico (para determinação da espessura dos músculos: oblíquo interno e externo, transverso do abdome e reto do abdome), uma avaliação da amplitude de movimento da coluna vertebral em flexão, extensão, rotação e flexão lateral através de testes com o flexímetro.
A avaliação ultrassonográfica foi realizada através do aparelho HD7, da marca Phillips, com transdutores convexos (C5-2), por um avaliador devidamente treinado.
A mensuração da espessura dos músculos abdominais foi feita através da distância em milímetros das fáscias superficial e profunda dos músculos transverso abdominal, oblíquo interno, oblíquo externo e reto do abdome, do lado esquerdo da voluntária, repetindo-se três vezes para ser feita a média e sempre ao final da expiração para ser controlada a influência da respiração. A mensuração foi realizada com a participante em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os braços ao longo do corpo.
As imagens dos músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome foram obtidas com o transdutor posicionado.

DISCUSSÃO

Em relação à ausência de respostas dos músculos transverso do abdome e oblíquos interno e externo aos exercícios do Pilates, uma revisão sistemática realizada com pessoas saudáveis mostra que não há evidências suficientes de que o método incremente a espessura da musculatura abdominal. Outros autores sugerem que os exercícios de Pilates tem como foco trabalhar a estabilidade da coluna e recuperar o comando motor proprioceptivo dos músculos, em especial o transverso do abdome, principal estabilizador abdominal da coluna, assim como o oblíquo interno e oblíquo externo, que atuam como auxiliares nesta função. Dessa forma, através dos exercícios de Pilates, não se enfoca o aumento de trofismo desses músculos além das dimensões consideradas normais para sexo, idade e altura do indivíduo, mas sim, a melhora do comando motor.
Entretanto, resultados de aumento significativo de espessura dos músculos posturais só podem ser observados em indivíduos que apresentem previamente alguma redução do trofismo, assim como ocorre em indivíduos com lombalgia e hérnia de disco, onde é observada uma diminuição da espessura da musculatura estabilizadora da coluna. Assim, tanto o presente estudo quanto a maioria das pesquisas envolvendo o Pilates, foram desenvolvidos com indivíduos saudáveis, que não apresentam uma redução significativa desse trofismo antes da intervenção.
A constatação dessa diferença em relação à espessura muscular pode ser melhor evidenciada em estado de contração. Em pesquisa com mulheres de 23 a 37 anos, observaram que, após 16 sessões, houve o aumento do tamanho dos músculos transverso abdominal e oblíquo interno observado pela ultrassonografia somente durante a contração voluntária do músculo, no momento da execução dos exercícios de Pilates. Na avaliação em repouso, os mesmos autores não encontraram diferenças após a intervenção, conforme foi verificado no presente estudo, que realizou dez sessões. Isso se deve ao fato que, durante o exercício, houve uma melhor ativação do músculo após a finalização das sessões de Pilates, resultando num melhor comando motor e, consequentemente, maior recrutamento do músculo durante a contração.
Já com relação ao reto abdominal, o presente estudo observou um efeito de hipertrofia, mesmo em repouso, no grupo Pilates. Essa resposta se deve ao fato que este músculo tem a função de mobilidade, apresentando mudanças mais significativas frente à carga imposta. Estudo que avaliou os músculos abdominais por ressonância magnética antes e após 72 sessões de Pilates em mulheres saudáveis e sedentárias. Demonstrou um aumento na espessura de todos esses músculos, entretanto, houve um percentual de ganho significativo no músculo reto abdominal (21%).
Em relação aos resultados de flexibilidade do grupo Pilates na flexibilidade, a maioria dos exercícios utilizados para este grupo, envolveu manutenção de postura com estabilização da coluna, associados a movimento de tronco e MMII. Para se ter ganhos de flexibilidade, outros pesquisadores sugerem que o músculo a ser alongado deve ser colocado uma situação de estiramento máximo e mantê-lo por, pelo menos, 30 segundos. O aumento observado nas médias das rotações e da inclinação, pode ter se dado ao fato que, após as sessões de Pilates na flexibilidade, houve um aumento da segurança na realização deste movimento em decorrência da estabilidade obtida pela coluna, permitindo que haja uma maior amplitude nos pequenos movimentos intervertebrais durante a realização do teste.
Em relação ao uso do ultrassom para avaliação do trofismo abdominal, há possibilidade de que mudanças ocorridas na estrutura ou na forma dos músculos não tenham sido visualizadas através deste aparelho. Talvez, o uso da Ressonância Magnética (RM), por exemplo, poderia ter detectado um maior ganho ou mudança muscular, visto que, a RM, no diagnóstico por imagem, é a que tem a melhor definição e contraste entre as estruturas de partes moles. Neste contexto, em uma pesquisa com mulheres saudáveis submetidas á sessões de Pilates, conseguiu detectar aumento significativo do trofismo abdominal após as intervenções através da RM, o que corrobora com este pensamento.
Outro fator que pode ter influenciado na semelhança de resposta do GP e GC após as intervenções em relação ao trofismo muscular foi o hemicorpo avaliado. Pois, o lado dominante parece ter maiores diferenças de ganho de espessura da musculatura abdominal ipsilateral, em comparação com o lado não-dominante. Devido à todas as medidas do presente estudo terem sido feitas do lado esquerdo, e todas as voluntárias serem destras, este fator pode ter sido fundamental nos resultados encontrados nesta pesquisa, podendo ter ocorrido uma subestimação dos valores reais de ganho de trofismo da musculatura abdominal das voluntárias.

CONCLUSÃO

 Algumas limitações do estudo devem ser consideradas, como a mensuração do trofismo abdominal ter sido realizada apenas de um lado. Devido à quantidade de medidas a serem avaliadas, não foi viável incluir os dois lados. Há também a questão da mensuração ter sido realizada apenas no repouso.
Era esperado que houvesse mudanças estruturais no músculo, portanto, não seria necessário avaliar o músculo em contração. O número de sessões foi sido insuficiente para ocorrer mudanças no trofismo abdominal e na flexibilidade do tronco.
Sugere-se, em estudos futuros, estas questões sejam levadas em consideração, a fim de que resultados mais significativos sejam encontrados. Desta forma, destaca-se a importância de investir em pesquisas envolvendo o Pilates na flexibilidade por exemplo. Principalmente com a utilização de métodos mais acurados, maior tempo de intervenção, avaliando o Pilates na flexibilidade e outros fidedignamente.

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Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Autor:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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