Pilates no Tratamento da Mielomeningocele – Blog The Pilates Fisio Fitness

pilates Pilates no Tratamento da Mielomeningocele

O Pilates pode ser um forte aliado no tratamento de doenças como a Mielomeningocele que atinge parte Neurológica, Ortopédica e Urogenital. Principalmente a questão ortopédica, temos ótimos resultados. Mas vamos falar um pouco sobre a doença seus sintomas e o tratamento. Vamos lá!

A mielomeningocele é uma malformação congênita ocasionada pelo defeito de fechamento do tubo neural embrionário. A medula espinhal é deslocada dorsalmente em função da falta de estruturas de apoio posteriores. As principais complicações são relacionadas a distúrbios neurológicos, ortopédicos e renais.

Como distúrbios neurológicos, observa-se o comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor, a hidrocefalia, a malformação de Arnold Chiari, a bexiga e o intestino neurogênicos.

As manifestações ortopédicas ocorrem sob a forma de paralisia de MMII, pé torto congênito, luxação congênita de quadril, escoliose, deficiência motora e contraturas musculares generalizadas.

O acometimento renal decorrente da bexiga neurogênica é caracterizado por incontinência urinária, alterações na sexualidade, refluxo vesicoureteral e hidronefrose.

Atualmente, com os avanços dos tratamentos de saúde, a sobrevivência até a idade adulta é mais de 50%. Nessa direção, um dos focos da reabilitação desse público é a transição dos cuidados ao longo da adolescência para a idade adulta, com abordagem de questões que podem comprometer a qualidade de vida, e a autonomia.

Tendo em vista todos estes aspectos, nota-se quão necessário se faz uma abordagem fisioterapêutica precoce nestes pacientes. Onde O Pilates se enquadra buscando eliminar ou minimizar as alterações proporcionadas por esta patologia.

reabilitação pilatesPilates no Tratamento Ortopédico

As alterações de caráter ortopédico acometem as mais variadas porções do corpo, tais como coluna vertebral, quadris, joelhos e pés. São causadas pelo desequilíbrio entre a musculatura agonista e antagonista envolvidas. O nível da lesão, determina a condição de tônus e trofismo da musculatura envolvida e, conseqüentemente, promove as alterações observadas na sua musculatura antagonista. O tratamento destas enfermidades deve ser baseado em manipulações e reequilíbrio da musculatura envolvida no processo patológico.

Na prevenção do encurtamento, que posteriormente leva à formação de contraturas e deformidades. Podemos atuar com exercícios passivos; alongamento das cadeias musculares que apresentam o tônus normal ou aumentado, devido à sua tendência à retração. Tração manual de estruturas. Mobilizações intra-articulares. Estes princípios mantém o arranjo linear do colágeno, ativação da cinética do líquido sinovial e promoção de melhor aporte sanguíneo. Como consequência aumento da flexibilidade das estruturas musculares.

Para se evitar as contraturas e deformidades nestes pacientes não devem estar limitados apenas ao horário correspondente ao atendimento fisioterapêutico. Deve-se lançar mão do uso da imobilização controlada por meio de goteiras de gesso ou termoplásticas. O ortostatismo precoce auxilia tanto no ganho e manutenção do comprimento quanto a força e propriocepção muscular.

Quanto ao fortalecimento e aumento de tônus da musculatura débil, a fisioterapia pode atuar através da estimulação elétrica neuromuscular, a fim de restaurar a força através do recrutamento de unidades motoras, bem como promovendo um estímulo proprioceptivo a esta musculatura. A prevenção ou minimização de contraturas dos membros inferiores e, conseqüentemente, de padrões cinemáticos assimétricos, leva a uma melhora significativa no processo de deambulação desenvolvido por estes pacientes.

Podemos utilizar muitos exercícios e equipamentos de Pilates principalmente no alongamento e reequilíbrio muscular. Sabe-se que o Pilates promove o reequilíbrio muscular através de do trabalho de músculos profundos e superficiais. Podendo ser exercícios ativos assistidos com uso de molas, fitas e barras dos equipamentos, que pode facilitar o trabalho de reabilitação. De quebra pelo trabalho de propriocepção do assoalho pélvico podemos auxiliar na reabilitação urogenital principalmente na incontinência urinária.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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Pilates na Hérnia de Disco – Dicas Padrão Ouro – Blog The Pilates Fisio Fitness

Dicas De Pilates na hérnia de disco – Curso de Pilates 

Os melhores exercícios de Pilates na hernia de disco. Lembrando que é necessário conhecimento amplo de biomecânica, etiologia, Fisiopatologia. E principalmente uma avaliação precisa e diagnóstico disfuncional.

Aproveite as Dicas do Professor Junior – Fisioterapeuta da Escola de Curso de Pilates – The Pilates Fisio Fitness

pilates na hernia de disco

Hérnia de Disco

A Hérnia de Disco é causada por um prolapso ou extravasamento do Núcleo Pulposo por entre as fibras do ânulo Fibroso.

Classificada como Degeneração Discal, Hérnia Discal Protrusa, Hérnia Discal Extrusa e Hérnia Discal Sequestrada, sendo a mais grave e com indicação cirúrgica.

Não havendo possibilidade de tratamento conservador.

Pode ser causada por várias Etiologias, dentre as principais: Má Postura, Carga Excessiva, Degeneração Vertebral, dentre outras.

Mas o fator mais importante talvez seja: Uma Mecânica e Outra Biológica

Associado a más posturas, posturas antálgicas, cargas excessivas certamente todo movimento é realizado na Flexão de tronco, expulsando assim a hérnia posteriormente.

Biologicamente podemos aceitar que, o ligamento transverso e o ligamento amarelo envoltos a vértebra é 50% mais fraco na sua porção posterior em relação a anterior, favorecendo a expulsão da HD póstero-lateral.

Claro que existe uma série de fatores que favorece negativamente o quadro de Hérnia de Disco, porém esse assunto ficará para um outro post.

Tratamento: Pilates na Hérnia de Disco

Sabe-se que toda lombalgia seja de causa inespecífica ou por uma patologia instalada, existe algo em comum:

Transverso abdominal e multífidos estão fracos, há um deficit nessa musculatura. Portanto é necessário o fortalecimento dessa musculatura e outras envolvidas.

Esses e muitos outros exercícios são encontrados nos cursos de pilates completo e no curso de pilates avançado nas patologias.

Mas vamos a Dica de Hoje: Pilates na Hérnia Discal – Exercícios Padrão Ouro

Obs: O vídeo não isenta o aluno/Paciente de uma Avaliação Por um Instrutor Qualificado. Jamais realize os Exercícios por conta e risco. Um Fisioterapeuta qualificado (principalmente os formados pela escola que recebem amplo estudo em cima de cada patologia e sua reabilitação).

Autor:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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PILATES NA FLEXIBILIDADE DO TRONCO E AS MEDIDAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na flexibilidadeNeste Artigo apresentaremos o Pilates na flexibilidade de tronco e as medidas ultrassonográficas dos músculos abdominais. Saiba tudo aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

O Pilates

Pilates trata do corpo e mente que realiza o trabalho muscular em baixa velocidade. Foi criado por Joseph Pilates em 1918 e tem como objetivo conseguir um controle preciso do corpo através de uma variedade de exercícios executados em solo ou em aparelhos próprios.
Indicado para qualquer faixa etária, este método contém as modificações e adaptações adequadas para os diferentes indivíduos e patologias, respeitando as características e limitações de cada pessoa.
O método engloba exercícios nos quais são utilizados seis princípios: concentração, controle, precisão, fluidez do movimento, respiração e contração do centro de força.
 Pilates na flexibilidade
Além do trofismo, a flexibilidade parece ter uma boa resposta em pessoas praticantes de Pilates. O equipamento que se sobressai em pesquisas para a avaliação da flexibilidade é o flexímetro, que a partir de um sistema pendular gravitacional.
Oferece precisão e praticidade nas mensurações dos movimentos angulares, por permitir ser fixado no corpo, além de oferecer maior confiabilidade nas leituras das medidas, uma vez que a indicação do ângulo é produzida por efeito da gravidade, minimizando os erros de interpretação do eixo longitudinal correspondente.
Diante da expansão do número de adeptos a este método ao longo dos anos, a proposta do presente estudo consiste em avaliar o efeito do Pilates no trofismo do grupamento abdominal e no pilates na flexibilidade do tronco comparado à aplicação de uma técnica tradicional de fortalecimento dos músculos abdominais e alongamentos estáticos em mulheres saudáveis.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de intervenção, randomizado e realizado com mulheres jovens, eutróficas, sedentárias e saudáveis. A amostra foi composta por mulheres entre 18 e 25 anos, foram excluídas àquelas com o IMC fora dos limites de normalidade (maior que 24,9kg/m² e menor que 19,5kg/m²), praticantes de atividades físicas nos últimos três meses antes das coletas e portadores de distúrbios neurológicos, articulares ou musculoesqueléticos que pudessem dificultar a execução dos exercícios, ou déficit cognitivo grave, que inviabilizasse o entendimento dos procedimentos da pesquisa.
As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos: no grupo experimental que realizou o Pilates (grupo GP) e no grupo controle, que foi submetido a uma técnica tradicional de fortalecimento do abdome e de alongamentos estáticos (grupo GC).
A amostra foi calculada através do Programa Epi-Info 6.04, considerando uma proporção de resposta ao tratamento, no grupo GP, de 80%, e no grupo GC, de 10%, conforme estudo desenvolvido, com um nível de significância de 5% e poder do teste de 80%, obtendo-se sete indivíduos para cada grupo.
Para a distribuição das voluntárias nos grupos, foi utilizada a técnica de randomização em blocos de sete indivíduos, para garantir que os dois grupos apresentassem o mesmo número de participantes. Inicialmente, foi gerada uma tabela de números aleatórios utilizando o programa Epi-Info 6.0 por um estatístico não envolvido no trabalho.
A coleta de dados foi realizada através de um formulário de registro de informações pessoais e história da prática de exercícios físicos. Em seguida, as participantes foram submetidas a um exame ultrassonográfico (para determinação da espessura dos músculos: oblíquo interno e externo, transverso do abdome e reto do abdome), uma avaliação da amplitude de movimento da coluna vertebral em flexão, extensão, rotação e flexão lateral através de testes com o flexímetro.
A avaliação ultrassonográfica foi realizada através do aparelho HD7, da marca Phillips, com transdutores convexos (C5-2), por um avaliador devidamente treinado.
A mensuração da espessura dos músculos abdominais foi feita através da distância em milímetros das fáscias superficial e profunda dos músculos transverso abdominal, oblíquo interno, oblíquo externo e reto do abdome, do lado esquerdo da voluntária, repetindo-se três vezes para ser feita a média e sempre ao final da expiração para ser controlada a influência da respiração. A mensuração foi realizada com a participante em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os braços ao longo do corpo.
As imagens dos músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome foram obtidas com o transdutor posicionado.

DISCUSSÃO

Em relação à ausência de respostas dos músculos transverso do abdome e oblíquos interno e externo aos exercícios do Pilates, uma revisão sistemática realizada com pessoas saudáveis mostra que não há evidências suficientes de que o método incremente a espessura da musculatura abdominal. Outros autores sugerem que os exercícios de Pilates tem como foco trabalhar a estabilidade da coluna e recuperar o comando motor proprioceptivo dos músculos, em especial o transverso do abdome, principal estabilizador abdominal da coluna, assim como o oblíquo interno e oblíquo externo, que atuam como auxiliares nesta função. Dessa forma, através dos exercícios de Pilates, não se enfoca o aumento de trofismo desses músculos além das dimensões consideradas normais para sexo, idade e altura do indivíduo, mas sim, a melhora do comando motor.
Entretanto, resultados de aumento significativo de espessura dos músculos posturais só podem ser observados em indivíduos que apresentem previamente alguma redução do trofismo, assim como ocorre em indivíduos com lombalgia e hérnia de disco, onde é observada uma diminuição da espessura da musculatura estabilizadora da coluna. Assim, tanto o presente estudo quanto a maioria das pesquisas envolvendo o Pilates, foram desenvolvidos com indivíduos saudáveis, que não apresentam uma redução significativa desse trofismo antes da intervenção.
A constatação dessa diferença em relação à espessura muscular pode ser melhor evidenciada em estado de contração. Em pesquisa com mulheres de 23 a 37 anos, observaram que, após 16 sessões, houve o aumento do tamanho dos músculos transverso abdominal e oblíquo interno observado pela ultrassonografia somente durante a contração voluntária do músculo, no momento da execução dos exercícios de Pilates. Na avaliação em repouso, os mesmos autores não encontraram diferenças após a intervenção, conforme foi verificado no presente estudo, que realizou dez sessões. Isso se deve ao fato que, durante o exercício, houve uma melhor ativação do músculo após a finalização das sessões de Pilates, resultando num melhor comando motor e, consequentemente, maior recrutamento do músculo durante a contração.
Já com relação ao reto abdominal, o presente estudo observou um efeito de hipertrofia, mesmo em repouso, no grupo Pilates. Essa resposta se deve ao fato que este músculo tem a função de mobilidade, apresentando mudanças mais significativas frente à carga imposta. Estudo que avaliou os músculos abdominais por ressonância magnética antes e após 72 sessões de Pilates em mulheres saudáveis e sedentárias. Demonstrou um aumento na espessura de todos esses músculos, entretanto, houve um percentual de ganho significativo no músculo reto abdominal (21%).
Em relação aos resultados de flexibilidade do grupo Pilates na flexibilidade, a maioria dos exercícios utilizados para este grupo, envolveu manutenção de postura com estabilização da coluna, associados a movimento de tronco e MMII. Para se ter ganhos de flexibilidade, outros pesquisadores sugerem que o músculo a ser alongado deve ser colocado uma situação de estiramento máximo e mantê-lo por, pelo menos, 30 segundos. O aumento observado nas médias das rotações e da inclinação, pode ter se dado ao fato que, após as sessões de Pilates na flexibilidade, houve um aumento da segurança na realização deste movimento em decorrência da estabilidade obtida pela coluna, permitindo que haja uma maior amplitude nos pequenos movimentos intervertebrais durante a realização do teste.
Em relação ao uso do ultrassom para avaliação do trofismo abdominal, há possibilidade de que mudanças ocorridas na estrutura ou na forma dos músculos não tenham sido visualizadas através deste aparelho. Talvez, o uso da Ressonância Magnética (RM), por exemplo, poderia ter detectado um maior ganho ou mudança muscular, visto que, a RM, no diagnóstico por imagem, é a que tem a melhor definição e contraste entre as estruturas de partes moles. Neste contexto, em uma pesquisa com mulheres saudáveis submetidas á sessões de Pilates, conseguiu detectar aumento significativo do trofismo abdominal após as intervenções através da RM, o que corrobora com este pensamento.
Outro fator que pode ter influenciado na semelhança de resposta do GP e GC após as intervenções em relação ao trofismo muscular foi o hemicorpo avaliado. Pois, o lado dominante parece ter maiores diferenças de ganho de espessura da musculatura abdominal ipsilateral, em comparação com o lado não-dominante. Devido à todas as medidas do presente estudo terem sido feitas do lado esquerdo, e todas as voluntárias serem destras, este fator pode ter sido fundamental nos resultados encontrados nesta pesquisa, podendo ter ocorrido uma subestimação dos valores reais de ganho de trofismo da musculatura abdominal das voluntárias.

CONCLUSÃO

 Algumas limitações do estudo devem ser consideradas, como a mensuração do trofismo abdominal ter sido realizada apenas de um lado. Devido à quantidade de medidas a serem avaliadas, não foi viável incluir os dois lados. Há também a questão da mensuração ter sido realizada apenas no repouso.
Era esperado que houvesse mudanças estruturais no músculo, portanto, não seria necessário avaliar o músculo em contração. O número de sessões foi sido insuficiente para ocorrer mudanças no trofismo abdominal e na flexibilidade do tronco.
Sugere-se, em estudos futuros, estas questões sejam levadas em consideração, a fim de que resultados mais significativos sejam encontrados. Desta forma, destaca-se a importância de investir em pesquisas envolvendo o Pilates na flexibilidade por exemplo. Principalmente com a utilização de métodos mais acurados, maior tempo de intervenção, avaliando o Pilates na flexibilidade e outros fidedignamente.

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Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Trinque seu abdome e Proteja sua Coluna – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Dicas do Curso de Pilates Fisio Fitness

Aproveite as Dicas do Professor Junior – Fisioterapeuta da Escola de Curso de Pilates – The Pilates Fisio Fitness
Nesse vídeo mostramos os exercícios do Pilates com a bola.
Além de ser um acessório incrível, a bola de Pilates promete e promove muitos benefícios:
Dentre os benefícios podemos citar:

Equilíbrio;

Propriocepção;

Ativação Muscular Efetiva;

Coordenação Motora;

Força e Aumento nos ajustes Finos;

Auxilia na percepção corporal, inclusive para estímulos do assoalho pélvico (Kegel)

Além dos benefícios já conhecidos do Pilates

 

Opinião Formada Sobre a Bola

No Curso de Pilates costumo dizer que a bola é tão eficaz, tem tanta importância quanto os aparelhos.

Promover tantos benefícios, além de trazer desafio aos alunos mais avançados.

Considero a bola de Pilates, não como acessório, mas sim como um equipamento essencial, assim como: Cadillac, Reformer, Chair, Barrel.

Um Studio de Pilates sem a bola é um Studio incompleto.

Em outro artigo trago algumas Dicas de como montar um Stúdio de Pilates e quais os melhores acessórios. De antemão já aviso, A BOLA DE PILATES É O PRIMEIRO ACESSÓRIO.

 

Mas vamos a Dica de Hoje: Exercício Cordination e uma variação do mesmo

Obs: O vídeo não isenta o aluno de uma Avaliação Por um Instrutor Qualificado. Jamais realize os Exercícios por conta e risco. Um Fisioterapeuta ou Professor de Educação Física estão qualificados (principalmente os formados pela escola).

 

 

Autor:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
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O Pilates como Atividade Física De Forma Segura

PilatesPilates

A prática do Pilates em studios de Pilates ou academias tem crescido muito nos últimos anos. Esse hábito sem dúvida nenhuma é muito saudável, no entanto existem alguns cuidados indispensáveis para que não ocorram imprevistos.

Primeiramente escolher a vestimenta adequada, que permita a troca de calor entre o corpo e o ambiente e uma boa movimentação.

Os calçados devem ser apropriados?

De acordo com a modalidade escolhida. No caso dos exercícios em academias os tênis são os melhores aliados. Tênis adequado a cada tipo de pé.

A escolha do calçado adequado é indispensável para que os exercícios sejam executados corretamente, garantindo uma boa postura durante a prática dos exercícios.

Se o calçado for inadequado, num primeiro momento pode levar à dor, que provocará o mal posicionamento dos pés durante os exercícios.

Esse mal posicionamento dos pés pode levar a médio e longo prazo a lesões como os esporões e as tendinites (inflamação nos tendões).

curso de pilates aparelhosPilates no Studio?

Pensando no Studio de Pilates, não podemos nos esquecer das meias, que devem ser igualmente confortáveis e permitir uma boa ventilação dos pés.

Os exercícios devem ser realizados sempre respeitando os limites do corpo. Aquela dor do dia seguinte pode mesmo ocorrer, mas se a dor não desaparecer nos próximos dias, com a continuidade do treinamento ou com o descanso, isso é um sinal de alerta: interrompa o treino e comunique seu professor.

Obs: Nos cursos de pilates sempre frisamos algo importante. “Cuidado com as costuras que podem causar lesões na pele e bolhas, alterando a boa postura da pisada”.

Dores X Tendinite: Atenção

Dores mais localizadas e agudas podem ser por exemplo sinal de tendinite, que é frequentemente decorrente ou de má-postura durante a execução dos exercícios, ou de uma intensidade de treinamento mais alta do que o limite do corpo (por exemplo: overtrainning, alongamento no Pilates além do limite do seu aluno, corrida numa velocidade maior do que a ideal; ou incremento de carga inadequada ao estágio de condicionamento do aluno).

Postura no Pilates

Uma boa postura para a realização dos exercícios é fundamental, afinal a má-postura não só prejudica o desempenho dos exercícios como pode por si só provocar lesões. Fazer um exercício com uma postura errada predispõe a lesões em músculos, tendões e ligamentos.

Por isso é importante trabalhar com um instrutor de Pilates especializado em boas escolas que visam todas as questões durante os cursos.

Princípios do Pilates

Para manter uma boa postura, procure concentrar-se no exercício, não converse ou assista televisão durante a realização das séries. (Primeiro principio do pilates – CONCENTRAÇÃO)

Olhe sempre para frente, mantendo o abdômen sempre contraído com ênfase em transverso abdominal e multífidos, procurando manter a coluna reta e estável. (Segundo princípio do pilates – CENTRALIZAÇÃO OU POWERHOUSE).

A realização dos movimentos corretos também é fundamental para que não ocorram lesões.

É muito comum, principalmente para os iniciantes, não conseguir realizar o número de séries e repetições prescritas no treino.

Quantidade de Exercícios

Não se incomode! É preferível fazer menos exercícios, porém com os movimentos corretos, do que tentar cumprir o que está prescrito no treino e acabar sobrecarregando músculos e tendões.

Geralmente essa é a principal causa de lesões em academias, estudios de Pilates ou até mesmo dos atletas de final de semana, especialmente antes da chegada do verão, quando todos querem entrar em forma rápido.

Cuidados redobrados devem ser tomados pelos adolescentes, pois como o corpo ainda está se desenvolvendo, o risco de lesões devido à sobrecarga de exercícios é maior e a ocorrência de uma lesão mais grave nessa fase de desenvolvimento pode levar a alterações posturais mais graves.

Outro detalhe importante é não se deixar levar por preferências, isto é, fazer exercício para um determinado grupo muscular e não fazer para o outro, por exemplo: alongar cadeia posterior e não alongar cadeia anterior, fazer bíceps e não fazer tríceps; fazer peito e não fazer costas, realizar movimentos lombares (paravertebrais, quadrado lombar, multífidos) e não fazer abdominal – pois isso leva a desequilíbrios musculares, podendo levar a lesões nas articulações e na coluna.

Qual profissional é adequado?

Portanto, o mais indicado é que você procure um profissional competente Professor de Educação Física ou Fisioterapeuta. 

Ombros, coluna e joelhos merecem sempre uma atenção especial.

Durante a prática dos exercícios procure se hidratar com frequência, principalmente nos dias quentes. As bebidas esportivas são excelentes para garantir a reposição não só de água, como também dos eletrólitos perdidos pelo suor.

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Pilates na Reabilitação Física e Mental – BLOG PILATES FISIO FITNESS

pilates na reabilitação

O alemão Joseph Hubertus Pilates (1883-1967) teve uma infância doente, convivendo com asma, raquitismo e febre reumática.

Foi por meio dessas condições que ele aprofundou-se nos fundamentos da Yoga, artes marciais, ginástica, Musculação, meditação, e movimentos dos animais, e desenvolveu a  técnica que seria chamada de Pilates.

O método teve como objetivo a sua auto reabilitação e em meados de 2000 ele realmente foi comprovadamente utilizada como Pilates na Reabilitação.

A técnica foi levada ao campo de concentração da ilha de Man, durante a primeira Guerra Mundial, e o Pilates na reabilitação foi utilizada com os doentes com exercícios diários. Há relatos de que esses prisioneiros sobreviveram à grande pandemia de 1918, devido à sua boa forma.

Como alguns soldados não podiam sair da cama, Joe improvisou aparelhos com moldas de colchões presas nas cabeceiras das macas, e das cadeiras de rodas.

Pilates na reabilitação

Toda essa história de desenvolvimento do Pilates, observa- se a vontade ímpar de Joseph Pilates em ser saudável, e a ajudar a reabilitar diferentes enfermidades, abrindo caminho para a Reabilitação.

A intenção de Joseph Pilates em reabilitar pessoas com sua técnica, foi utilizando os 6 princípios de Pilates: respiração, centro, concentração, controle, precisão, fluidez;

A Respiração, que é vital, e por isso automática, não precisamos  parar e pensar na respiração para ela acontecer. E é exatamente por esse mesmo motivo que ela é prejudicada. Pare por 10 segundos, e preste atenção na sua respiração. Ela é curta? Rápida demais? É mais torácica, ou abdominal? Cada tipo de respiração tem relação com um encurtamento muscular, uma tensão, algum problema respiratório. E o Pilates vai te ensinar a equilibrar os músculos envolvidos na respiração.

Usando o centro de força, o chamado “powerHouse”, ou Casa de Força, assim chamado pelo mestre Joseph Pilates, reabilitamos praticamente todas as patologias físicas.

Ele é composto por conjunto muscular que sustentam a coluna e dos órgãos internos. O fortalecimento desse grupo muscular, gera a estabilização do tronco e o alinhamento biomecânico do corpo com menor gasto energético. Assim você pode fazer as mesmas atividades do dia a dia, e usar um esforço menor.

Os músculos do Centro de Força são: as quatro camadas do abdômen (reto abdominal, oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdômen), assoalho pélvico, eretores profundos da coluna, flexores e extensores do quadril. Além dos movimentos em si, a prática da respiração ajuda muito no fortalecimento desta musculatura.

O uso do Pilates na reabilitação

Ativando-se corretamente e constantemente os músculos do PowerHouse consegue-se reabilitar não somente as patologias da região, dos músculos envolvidos, mas também os desequilíbrios distais são corrigidos.

Joseph Pilates usou como fonte de inspiração, a Meditação.

Através de um estudo da UCLA, contatou-se que a meditação o indivíduo pratica, mais áreas do cérebro são beneficiadas, como o pensamento, memória, juízo e decisão.

A base da meditação é a concentração na sua respiração, e esvaziamento da mente, concentrando-se naquele momento. E foi esse principio de concentração que Joseph trouxe para o Pilates. Concentrando-se durante a execução dos movimentos, junto com a respiração, pode-se alcançar a reabilitação tanto física quanto mental.

Associado ainda a respiração, e concentração, adicionamos dois princípios do método Pilates. O controle e a precisão. Observa-se a aplicabilidade na ginástica artística e nas artes marciais, fontes de inspiração a Joseph Pilates.

O indivíduo controla seu corpo, e não o seu corpo controla o indivíduo.

Realizar um movimento lento e com controle, sendo preciso na sua contração, e eficiência, traz uma maior percepção corporal, dessa maneira o alinhamento das articulações se torna automático. Um corpo alinhado, com as articulações trabalhando de forma harmônica, consegue-se a reabilitação de patologias ligadas aos problemas articulares.

Joseph Pilates conclui seus princípios utilizando-se também da observação na natureza, e assim como a água que de forma fluída se adapta aos caminhos na natureza, a vida, e os movimentos do corpo humano, devem ser fluidos, naturais.  A fluidez durante a execução dos exercícios, geram menor gasto energético, e o organismo aproveita a fase concêntrica e excêntrica dos movimentos, resultando num treino equilibrado e funcional, protegendo os tecidos de possíveis desgastes prematuros, e corrigindo aqueles existentes.

Chegamos à conclusão de que todos os Princípios são bem fundamentados e geram de forma natural o equilíbrio Mental e Físico que o organismo precisa para se manter saudável, sem patologias. E que o Método possui todas as ferramentas necessárias para reabilitar um organismo em desequilíbrio.

Sabendo de todos esses aspectos, podemos afirmar SIM, o pilates na reabilitação física e mental realmente é eficiente!

Ajude pessoas que você conheça e que precisam dessa orientação.  Compartilhe esse conteúdo.

Fontes:

6 Princípios do Pilates – Revista Pilates [online]

Artigo: Anne Caroline Luz Grudtner da Silva[a], Giuliano Mannrich[a]. PILATES NA REABILITAÇÃO: uma revisão sistemática. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 22, n. 3, p. 449-455, jul./set. 2009 [online]

Artigo: Rivien Aparecida de Souza Martins ,Raphael Martins Cunha. MÉTODO PILATES: HISTÓRICO, BENEFÍCIOS E APLICAÇÕES REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA. Goiânia 2013 [online]

História de Joseph Pilates – Associação Brasileira de Pilates.[ estudo realizado na Formação em Pilates]

A mente é maravilhosa – estudo sobre a meditação [online]

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Pilates na Lombalgia e Como Tratar – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na LombalgiaPilates na lombalgia

O pilates na lombalgia vem ganhando grande notoriedade no mundo da reabilitação devido sua grande eficacia na reabilitação de alguns músculos essenciais. saiba abaixo tudo que necessita saber.

Estudos epidemiológicos demonstram que cerca de 50 a 90% dos indivíduos adultos apresentam lombalgia em algum momento de sua vida (GREVE et al, 2003). 90% ou mais das lesões lombares ocorrem no nível discal L4-L5 ou L5-S1. O disco L4-L5 geralmente comprime a 5ª raiz lombar (Evans, 2003).

Dor lombar

Na prática clínica a dor lombar tem sido avaliada e tratada através do raciocínio que engloba, além das próprias alterações mecânicas localizadas do disco intervertebral (Teyhen et al., 2007; LAIRD et al., 2012), as alterações posturais (Scannel; MCGILL, 2003; SMITH et al., 2008; LAIRD et al., 2012), alterações no controle neuromuscular (HODGES et al., 2009; LAIRD et al., 2012) e desequilíbrio e atrofia muscular (LAIRD et al., 2012).

É um consenso entre os estudos demonstrando que pacientes com dor lombar crônica apresentaram, quando comparados aos saudáveis, diferenças no controle motor da região lombar, como atraso na ativação muscular (RADEBOLD et al., 2000; CHOLEWICKI et al., 2005), déficit de controle postural (RADEBOLD et al., 2001; BRUMAGNE et al., 2004; HENRY et al., 2006; VOLPE et al., 2006) e alteração no padrão de recrutamento muscular (VAN DIEËN et al., 2003; LARIVIERE et a., 2005; HODGES et al., 2009).

Ativação dos músculos chave

Kibler et al. (2006) consideram a fraqueza e atraso na ativação da musculatura extensora de tronco uma das principais causas de dor. Através de eletromiografia, Hodges et al. (2001); Leinonen et al. (2001); Hodges (2003) e Boudreau et al. (2011) também demonstram atraso na ativação muscular de multífidos, transverso abdominal e extensores de tronco durante a movimentação ativa dos membros em indivíduos com dor. Outros autores mostraram ainda que na presença de dor lombar recorrente e crônica, músculos específicos como os multífidos e transverso abdominal apresentam, além de atraso no tempo de ativação, redução da área de secção transversa (FERREIRA et al., 2004; FERREIRA et al., 2009).

Essa Ativação dos músculos chave, são o carro chefe do pilates na lombalgia e de outros problemas na coluna.

Propriocepção

O treino proprioceptivo tem sido sugerido como um importante aspecto da intervenção no tratamento e reabilitação da lombalgia e envolveriam principalmente exercícios de equilíbrio, postura e estabilização. No entanto, um programa de reabilitação específico para melhorar a propriocepção da coluna ainda não foi estabelecido (PETERSEN et al., 2008; TOMÉ et al., 2012), e existem poucos dados que suportem essa ideia (NEWCOMER et al., 2000; GEORGY et al., 2011).

Sabe-se que o fortalecimento e estabilização da coluna lombar são formas de prevenir e tratar as lombalgias. Hoje vamos apresentar 4 exercícios de Pilates na lombalgia que podemos realizar para melhora do quadro.

Lembrando quê: Isso não descarta uma Avaliação Fisioterapêutica e Médica para o melhor tratamento.

Esses e outros muitos exercícios para patologias de coluna podem ser encontrados em nossos cursos de Pilates na lombalgia:

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Vamos aos Exercícios?

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melhores exercícios para lombalgia

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Nos Próximos Artigos vamos descobrir exatamente a função de cada exercício e onde e quando deverá ser empregado. Fique ligado!
Enquanto isso Leia Outros Artigos do Blog e Site, Prestigie Nosso Facebook e Youtube.

 

Bibliografia

Hodges, P.; van den Hoorn, W.; Dawson, A.; Cholewicki, J. Changes in the mechanical properties of the trunk in low back pain may be associated with recurrence. J Biomech, v.42, p.61-6, 2009.

Kibler, W. B.; Press, J.; Sciascia, A. The role of core stability in athletic function. Sports Med, v.36, n.3, p.189-98, 2006.

Georgy, E.E. Lumbar Repositioning Accuracy as a Measure of Proprioception in

Patients with Back Dysfunction and Healthy Controls. Asian Spine Journal, v. 5, n. 4, p. 201-207, 2011.

Petersen, C.M.; Zimmermann, C.L.; Cope, S.; Bulow, M.E.; Ewers-Panveno, E.

Journal of NeuroEngineering and Rehabilitation, v.5, n.9, 2008.

Tomé, F.; Ferreira, C.B.; Cornelli, R.J.B.; Carvalho, A.R. Lombalgia crônica: comparação entre duas intervenções na força inspiratória e capacidade funcional. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 25, n. 2, p. 263-272, abr./jun. 2012.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
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Pilates na Cervicalgia: Como Avaliar e Tratar – BLOG PILATES FISIO FITNESS

pilates na cervicalgia

Pilates na cervicalgia: Avaliação e Tratamento

Pilates na Cervicalgia, ou qualquer outra forma de tratamento é necessário conhecer e entender o termo e o que pode acometer. para isso abaixo listamos aspectos importantes.

A dor no pescoço (cervicalgia) pode ter origens diversas, sendo elas desde alterações posturais, como traumas mecânicos, compressões articulares, retificações, dentre outras. Entende-se que o termo cervicalgia não se refere a uma patologia propriamente, mas sim a um sintoma ou uma forma de manifestação de alterações musculares dolorosas (Machado, 2013).

Aspectos Clínicos da Cervicalgia

Normalmente apresenta aspectos clínicos multifatoriais, uma vez que podem envolver fatores individuais de risco (tanto com características físicas ou mesmo emocionais), ou ligados à ergonomia e às atividades laborais (Vianna et al, 2011).

As diferentes dimensões das dores crônicas na coluna necessitam de ampla descrição da entidade apresentada na doença, o que de acordo com (Waddell, 2013) incluem principalmente “comprometimento por dor, deficiência física e incapacidade”.

A cervicalgia é muito comum na população em geral (Jordan, 1998). Nos países ocidentais, a dor no pescoço é relatada como uma das principais causas de licença médica de longo prazo e de pensões trabalhistas. Persistente e debilitante, a dor no pescoço decorrente de acidentes de carro também é comum.

Por isso, fica difícil delimitar com precisão um traçado único da prevalência das cervicalgias.

Estudos Brasileiros

Em três estudos nacionais recentes a prevalência da cervicalgia foi avaliada na população geral brasileira (sem delimitações ou especificações outras desse grupo) (Silva et al, 2012).

Machado (2013), refere que as dores cervicais afetam 30% dos homens e 43% das mulheres em algum momento de suas vidas. Silva encontrou que a cervicalgia acomete em média de 12% a 34% da população adulta em alguma fase de sua vida, com maior incidência no sexo feminino e trazendo algum tipo de comprometimento em sua atividade laboral.

Antônio (2011) refere que a prevalência da cervicalgia é estimada em 29% nos homens e 40% nas mulheres, podendo esses números serem ainda maiores quando avaliadas populações selecionadas de acordo com atividades exercidas no trabalho.

A cervicalgia pode ainda causar outros tipos de danos para o indivíduo, como alterações e/ou compensações no sistema osteomuscular, como por exemplo, na cintura escapular, podendo ocasionar tensões associadas que influenciem na postura da cabeça e mandíbula, podendo evoluir para um quadro de disfunção temporomandibular, como foi visto em estudo de (Gorreri et al, 2008) em que 100% dos indivíduos pesquisados e portadores de cervicalgia, apresentaram disfunção temporomandibular.

Escalas e Questionários

Para mensurar o impacto que a cervicalgia pode causar no indivíduo, bem como as limitações por ela geradas, diversos questionários e escalas de avaliação foram desenvolvidos, sendo frequentemente na língua inglesa (Pietrobon, 2002), como Neck Disability Index (NDI) (Vermon, 1998), Neck Painand Disability Scale (NPDS) Cervical Spine Outcomes Questionnaire (CSOQ) (Menezes, 2012), Northwick Park Neck Pain Questionnaire (NPK) (Moffett, 2005).

As escalas e questionários de auto-avaliação, além da importância científica, podem nortear a prática clínica (Fejer, 2008).

O questionário The Copenhagen Neck Functional Disability Scale (CNFDS) é uma ferramenta de avaliação clínica que evidencia com precisão a percepção do paciente com relação a sua funcionalidade frente ao cenário da dor cervical, sendo capaz de ajudar a orientar suas perspectivas clínicas (Misterska, 2011).

Escala

Curso_de_Pilates
Quer saber sobre Pilates na cervicalgia e muito mais? Curso de Patologias Ortopédicas

As questões de número 1 a 5 são questões de direção positiva, ou seja, uma resposta “sim” indica uma boa condição cervical. Já as questões de número 6 a 15 são questões de direção negativa, assim sendo, uma resposta “sim” indica uma pobre condição cervical. Com isso, a pontuação máxima possível é de 30 pontos, e a mínima é de 0, sendo que quanto maior a pontuação, maior a disfunção (Waddell, 2013).

Score

  • A classificação da disfunção segue tal como no artigo original:
     1 a 3 pontos = incapacidade mínima;
     4 a 8 pontos = incapacidade leve;
     9 a 14 pontos = incapacidade leve à moderada;
     15 a 20 = incapacidade moderada;
     21 a 26 = incapacidade moderada à intensa;
     27 a 30 = incapacidade intensa.

Tratamento com Pilates na Cervicalgia (Lembrando que, são algumas sugestões)

Sabe-se que a terapia combinada é a mais eficaz no tratamento. Dentro das terapias ou métodos podemos utilizar o Pilates que, engloba uma série de combinações.
Abaixo segue nossas dicas de exercícios para melhorar a postura e o realinhamento, fortalecendo e diminuindo o quadro álgico. E você quais exercícios do Pilates na cervicalgia usaria para realização de um tratamento eficaz? Descreva abaixo!

 pilates na cervicalgia

Bibliografia

The Copenhagen neck functional disability scale – CNFDS: translation and cultural adaptation to brazilian portuguese Journal of Human Growth and Development, 2014; 24(3): 304-312

Viana PB, Benini LV, Vasconcellos C. Programa de ginástica laboral versus desconforto laboral. Coleção Pesquisa em Educação Física. 2011; 10(2): 125-32.

Silva RMV, Lima MS, Costa FH, Silva AC. Efeitos da quiropraxia em pacientes com pilates na cervicalgia: revisão sistemática. Rev Dor. São Paulo. 2012; 13(1):71-74.

Gorreri MC, Guimarães EA, Barbosa KVMS, Barbosa GAS, Baraúna MA, Strini PJSA, et al. Relação entre cervicalgia e disfunção temporomandibular. Fisioterapia Brasil. 2008 Jul /Ago; 9(4): 264-268.

Menezes EM, Rocha RO, Moreira AAD, Nascimento DG, Araújo AEP, Maia LCS. Artroplastia total do disco cervical com prótese de Bryan. Resultados Clínicos e funcionais. Rev Coluna/Columna. São Paulo, 2012; 11(3): 214-8.

Vermon H, Mior S. The Neck Disability Index: a study of reliability and validity. Journal of manipulative and physiological therapeutics. 1991,14(7):409-15.

Moffett JAK, Jackson DA, Richmond R, Hahn S, Coulton S, Farrin A, et al. Randomised trial of a brief physiotherapy intervention compared with usual physiotherapy for neck pain patients: outcomes and patient’s preference. BMJ 2005; 330-75.

Fejer R, Jordan A, Hartvigsen J. Neck pain and disability due to neck pain: what is the relation? Eur Spine J. 2008; 17:80–88.

Misterska E, Jankowski R, Glowacki M. Crosscultural adaptation of the Neck Disability Index and Copenhagen Neck Functional Disability Scale for patients with neck pain due to degenerative and discopathic disorders. Psychometric properties of the Polish versions. BMC Musculoskelet Disord. 2011 Apr 29;12:84.

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Pilates na Incontinência Urinária – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na Incontinência

Pilates na Incontinência Urinária

Quando penso em “Pilates na Incontinência” a primeira coisa que passa na minha cabeça é o fortalecimento do famoso “power house” (ou caixa de força).

O power House é o nome dado ao conjunto de músculos que devem trabalhar de forma harmônica em TODOS os exercícios do pilates.

Os músculos da parede abdominal (músculos da barriga), os paravertebrais (músculos que ficam do lado da coluna), o diafragma (principal músculo responsável pela respiração) e os músculos do assoalho pélvico (aqueles responsáveis por segurar o xixi).

Assoalho Pélvico

Quando penso em Incontinência Urinária (perda de xixi), a primeira opção de tratamento é o treinamento dos músculos do assoalho pélvico, que tem suas regras para evoluir o tratamento até o momento de alta.

O treinamento dos Assoalho pélvico junto com atividades do dia-a-dia e exercício físico faz parte da evolução do TTO, pois nem todas as mulheres conseguem fazer logo no começo. Por isso o Pilates na incontinência vem ganhando adeptos.

Se você não tiver consciência e coordenação da contração, quando seu instrutor de pilates pedir para você fazer força para segurar o xixi, você pode não fazer uma contração correta ou até não fazer nenhuma contração.

Se esse for seu caso, o pilates vai te ajudar a parar de perder xixi. Mas para isso fará um trabalho mais específico. Isso acontece pois a muitas mulheres precisam trabalhar esses aspectos da musculatura (consciência e coordenação) para depois evoluir no tratamento.

Se você tem uma boa consciência e coordenação da contração dos músculos do assoalho pélvico, quando solicitado a você fazer força para segurar o xixi, você vai realizar uma contração correta. Se esse for seu caso, o pilates vai te ajudar a parar de perder xixi ou até preveni-la.

Você tem a perda de urina e a intenção de fazer exercício físico?

Que tal associar o atendimento de um instrutor de pilates ao treinamento dos músculos do assoalho pélvico (Kegel) por alguns meses? Pelo menos até você aprender como contrai corretamente os músculos do assoalho pélvico para depois fazer exclusivamente o pilates.

Agora você pode estar pensando…
“Como vou saber se estou fazendo a contração correta?”
Simples! Através da avaliação de um fisioterapeuta – Instrutor de Pilates Especializado

Texto: Fisio Mulher

Artigo por

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Pilates na lesão de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates nas lesões do joelho

O Pilates nas lesões do Joelho (LCA)

O pilates nas lesões do joelho é bastante requisitado. Mas para utilização do mesmo é necessário conhecer a Fisiopatologia de cada lesão. Nesse Artigo vamos entender quais grupos musculares são lesionados, e quais daremos enfase na reabilitação. Como as lesões do joelho são diversas dizer “pilates na lesão do joelho é muito superficial”. É necessário entender de cada lesão. Vamos então saber um pouco sobre o LCA (ligamento Cruzado Anterior). Aqui saberemos desde a cirurgia, uma comparação de duas técnicas cirúrgicas, quais delas possui melhor índice de recuperação. Com isso podemos imaginar um tratamento baseado em cada tipo de cirurgia. Entender até que ponto a reabilitação através do pilates ou qualquer outra técnica Fisioterapêutica. Vamos ao Estudo?

Resumo

O objetivo desse estudo foi avaliar se há diferença da evolução na reabilitação dos indivíduos submetidos à reconstrução do LCA. Através das técnicas osso-tendão patelar-osso ou enxerto quádruplo do semitendíneo e grácil através de uma revisão da literatura. Utilizaram-se as bases de dados eletrônicas: MEDLINE, EMBASE, LILACS, COCHRANE e PEDro. Os critérios de inclusão foram: Ensaio clínico randomizado e aleatório com ou sem metanálise.

Participantes com lesão do LCA associada ou não a lesão meniscal e que foram submetidos à ligamentoplastia e à reabilitação fisioterapêutica. Intervenção cirúrgica através das técnicas de reconstrução osso-tendão patelar-osso ou enxerto quádruplo do semitendíneo e grácil. Ensaios clínicos que comparem a diferença da evolução na recuperação funcional.

Estudos publicados nos idiomas: português, inglês e espanhol, no período de 1997 a junho de 2011. Foram encontrados cinco ensaios clínicos que preenchessem os critérios de inclusão. Não foram observadas diferenças clínicas e funcionais entre as técnicas, porém, com recomendação para uma reabilitação menos agressiva e com maior atenção no fortalecimento dos isquiotibiais quando estes são utilizados como enxerto.

Descritores: Ligamento cruzado anterior. Artroscopia. Resultado de tratamento. Reabilitação. Modalidades de fisioterapia.

PS: Quer saber mais sobre pilates nas lesões do joelho? clique no ícone vermelho no canto inferior direito e assine o Blog de Pilates.

INTRODUÇÃO

A decisão para a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) é baseada em fatores como:

Grau de instabilidade, idade do paciente, nível de exigência do joelho, presença de falseios, lesões meniscais recorrentes e interesse em retornar ao esporte. A cirurgia tem como objetivo criar uma réplica do ligamento original. Porém, para se obter as mesmas capacidades funcionais comparadas ao membro não operado é necessário um programa de reabilitação.

Técnicas cirúrgicas

Muitos estudos publicados nos últimos anos descrevem as diferentes técnicas e opções de enxertos para a reconstrução do LCA. Os enxertos mais utilizados são: osso-tendão-osso com terço médio do tendão patelar (OTO) e enxerto quádruplo do semitendíneo e grácil (EQSG). Para cada tipo de enxerto existem as vantagens e as desvantagens.

O autoenxerto OTO apresenta alta resistência, boa qualidade de fixação, facilidade em se obter o material, bom potencial de cicatrização. Boa estabilidade a longo prazo, melhor índice de retorno ao esporte, além de ser uma reconstrução rápida. Permite uma reabilitação mais agressiva. Mas existem complicações, como fraturas da patela, tendinite patelar, ruptura do tendão patelar, distúrbios da sensibilidade, inabilidade para ajoelhar-se e dor na região anterior do joelho.

Já o uso do EQSG tornou-se frequente como substituto do LCA porque evita a retirada de parte do mecanismo extensor, diminuindo, assim, as complicações crônicas e agudas da articulação patelofemoral.6 Porém, pode ocorrer fraqueza dos isquiotibiais e o procedimento é tecnicamente mais complicado.4 Aliada à reconstrução ligamentar, a reabilitação do joelho é um ponto de fundamental importância para alcançar os resultados desejados.

Melhor programa de reabilitação, qual é?

O programa ideal de reabilitação tem por base o conhecimento biológico e mecânico exercido pelo ligamento. E para que o joelho alcance sua função aproximada do normal a reabilitação deve ter alguns objetivos: diminuir a dor, controlar a inflamação e a cicatrização, restabelecer a amplitude de movimento (ADM) completa, prevenir a hipotrofia muscular, melhorar a força muscular, manter a função proprioceptiva e facilitar o retorno às atividades laborais e esportivas.

Para se alcançar todos estes objetivos pós-operatórios existem vários protocolos.2 Baseando-se no exposto acima, este estudo teve como objetivo
identificar e analisar o conteúdo dos artigos científicos publicados que verifiquem a evolução na recuperação funcional dos indivíduos submetidos à reconstrução do LCA usando o enxerto OTO ou o EQSG, e que comparem se há diferença na reabilitação entre as duas técnicas.

RESULTADOS

A busca inicial constou de 237 estudos; destes, 190 foram excluídos por não se encaixarem nos critérios estabelecidos. Assim, 47 estudos foram analisados por dois revisores. As referências destes 47 artigos também foram revisadas para identificar possíveis estudos adicionais. Após a avaliação de qualidade e a reunião de consenso foram encontrados cinco ensaios clínicos que preencheram os critérios de inclusão, por responderem integralmente a pergunta da pesquisa, ou seja, que comparassem a diferença da evolução na reabilitação entre os grupos. (Quadro 1) Os outros 42 artigos comparavam as técnicas cirúrgicas com OTO e EQSG descrevendo suas vantagens, desvantagens e complicações.

A Reabilitação

A reabilitação do joelho é um ponto de fundamental importância para se alcançar bons resultados funcionais desejados, podendo considerar-se como variáveis da evolução deste processo: dor, estabilidade
articular, lesões associadas, força muscular, atividades funcionais, sintomas específicos do joelho, retorno à atividade e tempo de reabilitação.

A dor

A dor é um sintoma comum e significante para muitos indivíduos após a ligamentoplastia, podendo interferir nas atividades de vida diária, incluindo as posturas dos membros inferiores adotadas no dia-a-dia. Em trabalhos de acompanhamento (follow-up) de pacientes submetidos a reconstrução do LCA utilizando EQSG ou OTO, não foram observadas diferenças significativas quanto ao relato e intensidade de dor na região do joelho. Para esta avaliação foram utilizados desde a simples classificação pelo relato verbal de presença de dor ou não,9 o uso da Escala Visual Analógica (EVA),10,11 até o uso de uma ferramenta específica para avaliar a dor no joelho: Anterior Knee Pain Score (AKP), que considerava a dor ao repouso, subindo ou descendo degraus, sentado com flexão de joelho por mais de 30 minutos ou ao agachar-se e ajoelhar-se.12

Estabilidade x Avaliação

Para avaliar-se a estabilidade articular do joelho e a lassidão ligamentar após a cirurgia observou-se que todos os trabalhos utilizaram como ferramenta o artrômetro, entretanto com parâmetros distintos: aplicando uma força de 134 N,13 89 N e força manual máxima. Também foram utilizados alguns testes clínicos: teste de Lachman e teste pivô shift. Porém, apenas o trabalho de Heijine e Werner demonstrou diferenças entre os 2 grupos, em que o enxerto OTO garante uma articulação mais estável para a translação anterior e movimento de rotação da tíbia. Uma das complicações decorrentes da instabilidade articular pós-ligamentoplastia é a osteoartrose.

Osteoartrose

Três trabalhos consideraram esta relação como uma variável pós-operatória. Para esta avaliação utilizaram radiografias e o questionário Knee Injury Osteoarthrits Outcome Score (KOOS), o qual, além da dor, também avalia funções da vida diária, funções durante a prática esportiva recreacional e a qualidade de vida. Em nenhuma avaliação observou-se diferenças significativas entre as técnicas cirúrgicas.

Uma das formas de se avaliar o desempenho funcional é por meio da análise da força dos músculos da coxa. Para esta avaliação todos os trabalhos utilizaram o dinamômetro isocinético, mensurando o torque concêntrico e excêntrico dos músculos quadríceps e isquiotibiais.

Novamente diversos parâmetros foram utilizados: velocidades angulares de 90º/s e 230º/s, ou de 60º/s e 240º/s11 ou apenas de 60º/s. Também foram descritos o número de repetições executadas: 5 repetições em uma velocidade angular de 60º/s, descanso de 1 minuto e 30 repetições a 240º/ s10 e 10 repetições a uma velocidade de 60º/s e 20 repetições a 300º/s.

Nesta análise foi demonstrado que após dois anos da cirurgia o grupo EQSG não recuperou o torque muscular do pré-operatório, além de serem observadas reduções do trabalho dos músculos posteriores da coxa entre o 1º e o 2º ano da cirurgia. Também foi demonstrado que os pacientes com EQSG apresentavam menor força para flexão do joelho, sendo necessário um protocolo mais lento e concentrado em exercícios de fortalecimento dos músculos isquiotibiais para este grupo.

Testes

Ainda entre os testes funcionais, o único aplicado em todos os trabalhos foi o salto monopodal.  Porém, outros testes também foram aplicados, como o teste de caminhada, sendo considerada a dor durante e depois do teste; o teste de caminhada ajoelhado 9,10; o teste de saltar degraus 10,11; e teste de oscilação postural monopodal, mensurada em uma plataforma de força.12 Apesar de nenhum teste funcional ter demonstrado diferença entre os grupos, especificamente sobre o teste de salto monopodal, observou-se nos estudos de Heijine e Werner12 e Holm et al.11 que ambas as técnicas apresentaram déficit no membro operado quando comparado ao não operado.

Questionários Aplicados

Questionários foram aplicados para avaliar sintomas específicos e a capacidade funcional do joelho: Cincinnati Knee Rating System (CKRS), questionário Lysholm, International Knee Documentation Committee (IKDC)  e Assessment Numeric Evaluation (SANE) Score.

Também foi relatado o uso da avaliação subjetiva da função do joelho, na qual o paciente relatava verbalmente como considerava a função do joelho. Entretanto, em nenhum trabalho foi observada diferença significativa entre o uso do OTO e do EQSG.

Para avaliar o nível de participação esportiva, todos os trabalhos  utilizaram a Escala de Tegner. Por meio deste teste, observou-se que um ano após a cirurgia os pacientes submetidos à ligamentoplastia com OTO foram capazes de retornar em um nível maior além de tê-lo conseguido em um menor tempo em relação aos com EQSG, de acordo com as conclusões de Heijine e Werner.

Outras avaliações físicas foram realizadas: a amplitude de movimento (ADM) foi mensurada, sendo considerada a ADM total e a perda da extensão, utilizando a goniometria. A perimetria do joelho e da coxa, para avaliar a hipotrofia muscular; a presença de crepitação patelofemoral.  A alteração da sensibilidade na região anterior do joelho.

Variável Atendimento

Em relação ao número de atendimentos fisioterapêuticos, apenas um trabalho referenciou esta variável, a qual foi semelhante entre os grupos. No grupo OTO foram realizados 50 atendimentos,
enquanto no EQSG 51. Para ambos, os atendimentos foram realizados de dois a três vezes por semana. Quanto aos protocolos e condutas fisioterapêuticas utilizadas, estes possuem pobres descrições, não sendo citado o tempo de uso e nem a frequência de aplicação de cada técnica. Ainda com relação à esta análise, observou-se uniformidade nos trabalhos em alguns aspectos, pois todos citam o uso da descarga de peso precoce, na primeira semana de pós-operatório, assim como a maioria usou exercícios em cadeia cinética fechada.

CONCLUSÃO
Após a ligamentoplastia, tanto com uso do enxerto OTO quanto do EQSG, os resultados clínicos e funcionais são semelhantes, porém, com recomendação para uma reabilitação menos agressiva e com maior atenção no fortalecimento dos isquiotibiais quando utilizado EQSG.

O Pilates nas lesões do joelho. como podemos ajudar esses pacientes?

Descreva abaixo os exercícios de pilates nas lesões do joelho que podemos utilizar para otimizar o tratamento? Quais outras técnicas Podemos associar?

Artigo de:
Pereira M, Vieira NS, Brandão ER, Ruaro JA, Grignet RJ, Fréz AR. Tratamento fisioterapêutico após reconstrução do ligamento cruzado anterior. Acta Ortop Bras. [online]. 2012;20(6):372-5.

Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas, Pilates nas lesões do joelho. desde 2010.
contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br Tel:11.96781-1979 (whats) https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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