Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

epicondilite-lateralO cotovelo de Tenista, conhecido como Tennis Elbow, é uma tendinite do epicôndilo lateral. Apesar de ser de fácil diagnóstico, ainda existe controvérsia e muita dificuldade no tratamento dessa lesão. Por isso vamos discutir as melhores formas de tratamento e como podemos contribuir com o Pilates na reabilitação do Tennis Elbow.

Para isso utilizamos alguns artigos cientificos de maior evidência e uma revisão sistemática sobre o assunto.

A epicondilite lateral geralmente acomete pessoas entre 30 e 60 anos e é definida como uma afecção degenerativa que ocorre inicialmente por microlesões na origem da musculatura extensora do antebraço.

Característica da Lesão

Sua apresentação clínica caracteriza-se por dor sobre o epicôndilo lateral, com irradiação para a musculatura extensora e diminuição da força de preensão, afetando as atividades cotidianas. Seu mecanismo de lesão se dá por esforços repetitivos, geralmente laborais ou esportivos.

Fortalecimento Muscular

Newcomer et al. realizaram um estudo comparando um grupo que realizou fisioterapia convencional e o outro que realizou fisioterapia convencional acrescido de injeções de corticoide. Os resultados indicaram que a fisioterapia convencional foi responsável pela melhora da maior parte dos pacientes tanto a curto como a longo prazo. Seu protocolo consistiu de fortalecimento progressivo com exercícios excêntricos e concêntricos e aplicação de gelo no epicôndilo lateral.

Terapia por Ultrassom

Pienimaki et al., também encontraram resultados desfavoráveis ao uso do ultrassom pulsátil no tratamento a curto prazo em pacientes com epicondilite lateral crônica quando comparados com exercícios.

Esses achados foram corroborados por Oken et al., que encontraram resultados negativos do ultrassom em relação ao laser e ao brace.

Terapia por Laser

Os cinco estudos selecionados apresentaram resultados conflitantes. Basford et al. (31) obtiveram resultados que não justificaram o uso do laser de baixa intensidade no tratamento da epicondilite lateral, já que não houve diferenças significativas em relação ao grupo placebo.

Oken et al. encontraram resultados favoráveis para o uso do laser na força de preensão comparado ao uso do brace, porém, para a variável dor, o laser não foi eficaz.

Ogueta, em um estudo realizado em 2000, obteve resultados favoráveis com o uso da terapia por laser de baixa intensidade no tratamento da epicondilite lateral a curto prazo. Após o fim do tratamento, o grupo experimental apresentou diminuição de dor em 45% dos pacientes, comparado com 17% do placebo.

Stergioulas, com um protocolo parecido com o estudo de Gueta, que demonstraram mais eficácia do laser em comparação com o placebo para as variáveis dor, força de preensão e função. Esses estudos demonstraram que a terapia por laser pode ser utilizada no tratamento da epicondilite lateral.

Terapia por Ondas de Choque

Speed et al., ensaio clínico randomizado, controlado e duplo-cego, 75 pacientes com epicondilite lateral crônica foram randomizados em grupos: grupo experimental e grupo controle. Ondas de choque x placebo Ambos os grupos apresentaram melhora significativa em relação à dor. Em relação à dor noturna, 30% do grupo tratado e 43% do placebo obtiveram melhora significativa.

Haake et al., ensaio clínico randomizado, controlado, prospectivo e simples-cego 272 pacientes com epicondilite lateral crônica (duração dos sintomas de aproximadamente dois anos) foram divididos em dois grupos. Ondas de choque x placebo Após seis semanas, 27,2% dos pacientes do grupo tratado apresentaram sucesso no tratamento, comparado com 23,2% do grupo placebo. Com 12 meses, o grupo tratado obteve 65,7% e o placebo 65,3%.

Terapias Combinadas

Stergioulas, Ensaio clínico randomizado e simples-cego, 50 pacientes com epicondilite lateral aguda, com duração dos sintomas maior que cinco semanas. Laser + pliometria x laser (placebo) + pliometria. Houve melhora significativa do grupo experimental comparado com o controle em relação à dor, força de preensão e amplitude de movimento após oito semanas de tratamento.

Oken et al., Ensaio clínico randomizado, prospectivo 52 pacientes com epicondilite lateral com duração dos sintomas de, no mínimo, sete dias. Laser x brace x ultrassom. O brace apresentou resultados um pouco melhores do que o laser e o ultrassom em relação à dor. Em relação à força de preensão, o laser foi mais eficaz que o brace e o ultrassom.

Conclusão

Conclui-se que, dentro da modalidade exercícios concêntricos e excêntricos o Pilates na reabilitação do Tennis Elbow pode ser muito eficaz desde quê, combinado a outras terapias, tais como Laser, Brace, Exercícios Pliométricos, Terapias de Choque (TENS, RUSSA, INTERFERENCIAL).

O uso de Molas, uso de acessórios como faixas elásticas, halteres, associado aos princípios do Pilates, pode e deve ser parte de todo processo de reabilitação

Ainda existe muita controvérsia, falha metodológica e principalmente número pequeno de avaliados nas amostras, porém os exercícios são de suma importância durante o processo de reabilitação do tennis elbow.

O melhor ainda é a prevenção da lesão, para tanto preparamos um vídeo com 8 exercícios para epicondilite lataral AQUI

Pilates na Reabilitação do Tennis Elbow

 

 

 

Bibliografia

Oken O, Kahraman Y, Ayhan F, Canpolat S, Yor gancioglu ZR, Oken OF. The short-term efficacy of laser, brace, and ultrasound treatment in lateral epicondylitis: a prospective, randomized, controlled trial. J Hand Ther. 2008;21(1):63-7.

Ogueta E. Laser en epicondilitis. Bol Cient Asoc Chil Segur. 2000;2(3):40-5.

Speed CA, Nichols D, Richards C, Humphreys H , Wies JT, Burnet S, et al. Extracorporeal shock wave therapy for lateral epicondylitis–a double blind randomised controlled trial. J Orthop Res. 2002;20(5): 895-8.

Haake M, König IR, Decker T, Riedel C, Buc h M, Müller HH, et al. Extracorporeal shock wave therapy in the treatment of lateral epicondylitis : a randomized multicenter trial. J Bone Joint Surg Am. 2002;84-A.

de Almeida MO, Saragiotto BT, Yamato TP, Pereira RL, Lopes AD. Physiotherapy treatment for tennis elbow: a systematic review. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 26, n. 4, p. 921-932, set./dez. 2013.

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

Deseja realizar seu curso de Pilates Completo, acesse nosso site e saiba mais.

Site: http://www.thepilatesfisiofitness.com.br
Youtube 
https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Facebook 
https://www.facebook.com/FisioFitnessPilates
Instagram 
https://www.instagram.com/thepilatesfisio

Pilates nas Lesões Musculares

pilates nas lesões muscularesPilates nas Lesões Musculares

Para falarmos sobre Pilates nas lesões musculares, ou seja, na prevenção e tratamento, faz-se necessário entender e conhecer o mecanismo da lesão, fisiopatologia e classificação da lesão. Vamos discorrer sobre o assunto e também deixaremos alguns links para leitura dentro do texto.

Os músculos com função tônica ou postural geralmente são uniarticulares, largos, planos, com velocidade de contração baixa e com capacidade de geração e manutenção de força contrátil grande. Geralmente estão localizados nos compartimentos mais profundos.

Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão. Geralmente estão localizados em compartimentos superficiais.

O comprimento da fibra é um determinante importante da quantidade de contração possível no músculo. Como as fibras musculares geralmente apresentam distribuição oblíqua dentro de um ventre muscular, elas geralmente são menores do que o comprimento total do músculo.

Mecanismos de lesão

As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento(3). Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte.

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.

Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.

Classificação das Lesões Musculares

Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos. 

Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar- -se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias.

Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura.

Reparo Tecidual Grau III

O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

Existe uma nova classificação sobre os graus de lesão muscular link

Fisiopatologia

A cicatrização do músculo esquelético segue uma ordem constante, sem alterações importantes conforme a causa (contusão, estiramento ou laceração).

Três fases foram identificadas neste processo: destruição, reparo e remodelação. As duas últimas fases (reparo e remodelação) se sobrepõem e estão intimamente relacionadas.

Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias.

Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural. 

Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

Tratamento de Pilates pós-fase aguda

1. Treinamento isométrico

(ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos (Molas e acessórios) e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.

2. Treinamento isotônico

(ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas. Aqui o treino com molas é essencial, tanto para fortalecimento quanto coordenação e proprioceptivo.

3. Demais terapias

A aplicação local de calor ou “terapia de contraste” (quente e frio) pode ser de valor, acompanhado de cuidadoso alongamento passivo e ativo do músculo afetado. Ressalta-se que qualquer atividade de reabilitação deve ser iniciada com o aquecimento adequado do músculo lesionado.

Para tal pode-se utilizar o ondas curtas para aquecimento mais profundo, técnicas de manipulação e liberação miofascial, realização de exercícios no Pilates, trabalhando fortalecimento, reequilíbrio muscular, alongamento.

Lembrando que aqui estamos dando alguns exemplos do que pode ser realizado. É sempre importante realizar todo protocolo de atendimento com uma avaliação prévia e adequar a terapia conforme evolução do paciente/aluno.

Se você possui alguma dúvida, gostaria de entender mais quais exercícios, como o Pilates pode ajudar nesse processo de reabilitação, desça com o cursor até abaixo e clique no link de nossos cursos. Teremos o maior prazer em atendê-los.

Bibliografia

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, Rev. Bras. Ortop. Vol 46 no.3 São Paulo, 2011.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

No curso de Pilates Avançado em Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro veremos todos os aspectos teórico e prático e o aprendizado no que tem de mais atual na reabilitação.

Acesse nosso site e saiba mais.

Site: http://www.thepilatesfisiofitness.com.br
Youtube 
https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Facebook 
https://www.facebook.com/FisioFitnessPilates
Instagram 
https://www.instagram.com/thepilatesfisio

Pilates na Condromalácia Patelar

Pilates na Condromalácia Patelar

O Pilates na Condromalácia patelar pode ser muito eficaz na melhora, principalmente pelo realinhamento e reequilíbrio dos músculos responsáveis pela estabilização da patela. Vamos saber um pouco mais sobre o mecanismo e etiologia da condromalácia patelar.

A condromalácia patelar é uma doenças das musculoesqueléticas mais frequentes no joelho. Seus sintomas consistem em dor difusa na face anterior do joelho,normalmente ao longo do aspecto medial da patela,podendo,também,serem diagnosticadas as dores retropatelar e na face lateral.

Esses sintomas são decorrentes de alterações estruturais ou biomecânicas da articulação, a qual se torna exacerbada por atividades como descer e subir escadas,sentar por um período prolongado, agachar ou ajoelhar, resultando no aumento das forças compressivas na articulação femoropatelar.

Desiquilíbrio Estático e Dinâmico

Nas alterações estáticas alguns autores destacam anormalidades como desvio da patela, mau alinhamento da patela nos côndilos femorais, patela alta ou baixa e angulo Q aumentado, anteversão femoral, pronação subtalar, rotação lateral da tíbia, encurtamento de retináculo lateral, trato iliotibial e isquiotibiais.

A patela é o ponto central onde convergem os elementos retinaculares, ligamentos, músculos, tendões e capsula sinovial. Por causa da incongruência e movimento da patela sobre o femur, o ponto de contato da patela muda com a flexão e extensão.

O tracionamento dinâmico da patela é afetado por uma série de forças que tendem a deslocá-la tanto medial como lateralmente. Essas forças entram em ação quando o sistema nervoso ativa dos músculos atuantes sobre a patela.

A principal estrutura responsável por ativar as forças exercidas na patela é o músculo quadríceps da coxa, que tem como função controlar a posição da patela em relação à tróclea, por meio das fibras oblíquas de suas porções medial e lateral, sendo os músculos vasto medial e vasto lateral.

O vasto medial oblíquo que faz parte do vasto medial é o principal estabilizador dinâmico da articulação femoropatelar, portanto uma atenção especial deve ser dada a esse estabilizador. Os músculos VMO e VL são propostas como possíveis causas de desequilíbrio.

O desequilíbrio dos estabilizadores dinâmicos está relacionado com as forças entre os músculos vasto medial oblíquo (VMO) e vasto lateral (VL), principais estabilizadores dinâmicos da patela, sendo esse desequilíbrio considerado o fator primordial para o surgimento dos sintomas, contribui para as forças de reação e compressão femoropatelar.

Cadeia Cinética Fechada ou Aberta?

Comumente considera-se que os exercícios em cadeia cinética fechada envolve exercícios com movimentos multiarticulares executados com a extremidade distal fixa, frequentemente com descarga de peso associada.

Esses exercícios geram a co-contração dos músculos agonistas e antagonistas, a fim de proporcionar maior estabilização articular, produzindo ainda menor carga de cisalhamento anterior da tíbia, aumentando a força de compressão tibiofemoral e diminuindo as forças compressivas femoropatelares perto da extensão.

A propriocepção também é um fator influente na escolha desses exercícios, pois se acredita que o feedback
seja mais eficiente graças às forças de compressão do corpo e o contato do pé com o chão, além de reproduzir movimentos funcionais comumente executados nas atividades de vida diárias.

O Pilates pode auxiliar onde?

como mencionado acima os exercícios em cadeia cinética fechada são os melhores, mas não quer dizer que exercícios em cadeia cinética aberta não possa ser executados, pelo contrario, mas deve-se observar a angulação de joelho na hora da execução.

portanto em cadeia cinética aberta pode executar exercícios de 0 a 15º e de 50 a 90º em indivíduos com DFP, sendo extremamente prejudicial realizar de 35 a 45º onde há maior contato de pressão da patela.

Segundo Fehr et al, devem ser evitados os últimos graus de extensão do joelho, já que nessa angulação há menor contato articular, porém, as forças compressivas são distribuídas sobre uma pequena área, aumentando o estresse femoropatelar.

Segundo Grossi et al., os últimos graus de extensão do joelho no exercício em cadeia cinética aberta proporcionam menor contato articular e, portanto, menor instabilidade.

Ocorre também maior estresse femoropatelar, já que o contato articular nessa angulação é menor e,  portanto,as forças compressivas, apesar de menores, são distribuídas numa menor área de contato,aumentando o estresse.

Vasto Medial Oblíquo (VMO)

O conceito de que o músculo VMO é mais ativo durante os últimos graus de extensão é amplamente aceito por Grossi, Pedro e Berzin e por Escamilla, Fleisig, Zheng, Barrentine, Wilk e Andrews. Como esse músculo é difícil de isolar, principalmente em cadeia cinética aberta.

Exercícios em cadeia cinética fechada nos primeiros 60 °de flexão do joelho são mais tolerados pelos indivíduos com DFP. Para Souza et al. na amplitude de 0 °a 50 °de flexão do joelho ocorrem as menores forças de cisalhamento anterior na articulação tibiofemoral.

Fehr et al. dizem que devem ser evitados ângulos acima de 45 °de flexão do joelho, pois, apesar de maior estabilidade articular com incremento da flexão, há também aumento das forças compressivas e maior estresse femorapatelares.

Para o fortalecimento seletivo do músculo VMO, o que se procura não é somente o arco de movimento em que apresente maior atividade, mas que também possa oferecer maior estabilidade, maior distribuição de forças compres-sivas e maior ativação em relação aos componentes laterais.

Na angulação de 90°, as forças compressivas são maximizadas e a força de cisalhamento é minimizada, facilitando não somente a atividade do músculo VMO, mas aumentando o contato patelar resultando em melhor congruência articular e nutrição sinovial.

Melhores Exercícios

Dentre os exercícios em CCF, o de agachamento é considerado seguro e efetivo graças ao efeito estabilizador da co-contração dos músculos quadríceps e isquiotibiais. Esse exercício deve ser realizado de 50 a 60º para não gerar pressão excessiva na articulação patelofemoral.

Sendo assim, para evitar disfunção femoropatelar, deve se evitar exercícios em CCF acima de 60º de flexão de joelho.

Agora ficou simples e fácil a aplicação do Pilates para esse público, né mesmo! Curta, compartilhe, ajude nos a ajudar outras pessoas.

 

Bibliografia

Cohen M,Abdalla RJ,Ferretti Filho M,Silva PRG.Síndrome femoropatelar.In:Cohen M,Abdalla RJ.Lesões no esporte:diagnóstico,prevenção e trata-mento.Rio de Janeiro:Revinter;2002.

Haupentbal A,dos Santos DP.Força e contato patelofemoral como fundamentos biomecânicos para reabilitação da síndrome patelofemoral.Fisioter Mov.2006;19(4):11-6.

Cabral CMN,Monteiro PV.Recuperação funcional de indivíduos com disfunção fêmoro-patelar por meio de exercícios em cadeia cinética fechada:revisão de literatura. Rev Bras Fisioter.2003;7(1):1-8.

Davies GJ,Heiderscheit BC,Clark M.Reabilitação em cadeia cinética aberta e fechada.In:Ellenbecker TS.Reabilitação dos ligamentos do joelho.São Paulo:Manole;2006.p.160-88.

de Sousa CO,Ferreira JJA,Medeiros ACLV,Pereira RC,Guedes DT,de Alencar JF.Atividade eletromiográfica no agachamento nas posições de 40 °,60 ° e 90 ° de flexão do joelho..Rev Bras Med Esporte.2007;13(5):310-6.

Fleming BC,Oksendahl H,Beynnon BD.Open-or closed-kinetic chain exercises after anterior cruciate ligament reconstruction?.Exerc Sport Sci Rev.2005;33(3):134-40.

Escamilla RF,Fleisig GS,Zheng N,Barrentine SW,Wilk KE,Andrews JR.Biomechanics of the knee during closed kinetic chain and open kinetic chain exer-cises.Med Sci Sports Exerc.1998;30(4):556-69.

Zwerver J,Bredeweg SW,Hof AL.Biomechanical analysis of the single-leg Grossi DB,Pedro VM,Berzin F.Análise funcional dos estabilizadores patelares.Acta Ortop Bras.2004;12(2):99-104.2.

O ’Sullivan SP,Popelas CA.Activation of vastus medialis obliquus among individuals with patellofemoral pain syndrome.J Strength Cond Res.2005;19(2):302-4.3.

Witvrouw E,Danneels L,Tiggelen DV,Willems TM,Cambier D.Open versus closed kinetic chain exercises in patellofemoral pain.A 5-year prospective rando-mized study.Am J Sports Med.2004;32(5):1122-30.Fisioter Mov. 2011 jan/mar;24(1):167-72

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

No curso de Pilates Avançado em Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro veremos todos os aspectos teórico e prático e o aprendizado no que tem de mais atual na reabilitação.

Acesse nosso site e saiba mais.

Site: http://www.thepilatesfisiofitness.com.br
Youtube 
https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Facebook 
https://www.facebook.com/FisioFitnessPilates
Instagram 
https://www.instagram.com/thepilatesfisio

 

Pilates x Quadril x Entorse de Tornozelo

Pilates x Quadril x Entorse deTornozelo

O Pilates pode ser um grande aliado na entorse de tornozelo, principalmente no que diz respeito aos grupos musculares que cercam proximais, vejamos abaixo e ótima leitura a todos!

Você sabia que a maioria das entorses de tornozelo, além de trazer prejuízos para os ligamentos, tendões e músculos inversores e eversores, pode estar associado previamente ou adquiridas por alterações neuromusculares do quadril?

Inclusive no tratamento dessas entorses é necessário realizar um trabalho de realinhamento e fortalecimento dos músculos do quadril afim de evitar novas entorses e compensações.

Vamos saber um pouco mais abaixo!

Acredita-se que a lesão nas estruturas relacionadas ao sistema sensório-motor presentes no tornozelo seja uma das principais causas de recorrência das lesões em inversão.

Os efeitos da lesão no tornozelo não se restringe somente ao tornozelo em si. Alterações de controle postural e na ativação e força da musculatura do quadril, tem sidos observadas após entorses em inversão do tornozelo, sugerindo que as consequências no sistema local altera estruturas proximais no membro inferior.

A estabilidade e força do quadril são importantes para um melhor posicionamento do pé na fase de toque do calcanhar e para a mecânica adequada da marcha.

Alguns autores ressaltam o controle adequado do quadril como fator essencial para a manutenção do controle da articulação do tornozelo e da estabilidade do membro inferior no plano frontal.

Alterações nos momentos abdutores e adutores de quadril durante a fase de balanço da marcha podem alterar o posicionamento do pé no instante do toque do calcanhar no solo, tornando o tornozelo mais susceptível a uma lesão por inversão.

Vejamos alguns trabalhos publicados

Nicholas e colaboradores, 1987 avaliou-se a produção de torque dos músculos quadríceps, isquiotibiais, abdutores, adutores e flexores do quadril em dinamômetro isocinético e observou -se menor torque abdutor e adutor de quadril do lado acometido comparado ao lado contralateral.

Bechman, 1995, avaliou por EMG do glúteo médio bilateralmente durante a simulação de entorse em inversão em plataforma a 30°, o músculo glúteo médio de ambos os lados apresentaram menor tempo de latência comparado ao grupo controle e o glúteo médio contralateral ativou-se antes do ipsilateral durante a inversão.

Delahunt et al, 2006, Avaliaram por EMG o reto femoral durante a marcha a 4 km/h, em esteira grupo controle e grupo com entorse em inversão. observou-se que antes do contato do calcanhar com o solo há maior atividade do reto femoral comparado ao grupo controle.

Friel et al, 2006, avaliou força muscular isométrica dos abdutores e extensores do quadril em um grupo controle e um grupo com entorse crônica de tornozelo através de dinamômetro manual. Observou-se abdutores do quadril do grupo entorse crônico apresentou menor força muscular comparado ao grupo controle e contralateral a lesão, apresentando desiquilíbrio muscular nos sujeitos avaliados.

Van Deun et al, 2007 avaliaram por EMG dos músculos multífidos lombares, oblíquos interno, reto abdominal, glúteo médio, tensor de fáscia lata, vasto lateral, vasto medial, vasto medial oblíquo, tibial anterior, fibular longo e gastrocnêmio media na transição do apoio bipodal para unipodal. Todos os músculos apresentaram atraso na ativação, exceto vasto lateral e vasto e VMO durante a tarefa realizada.

Outros estudos ainda apresentaram deficit na flexão de joelho do lado ipsilateral a lesão, dentre outros achados.

Portanto vale salientar a importância de avaliar os grupos musculares de quadril e realizar um trabalho em conjunto na lesão de entorse de tornozelo, seja ele primeiro episódio mas principalmente entorses crônicos.

O Pilates pode ser uma importante arma na reabilitação pela sua dinâmica e vasta gama de exercícios, podendo trabalhar o Pilates no Cadillac ou reformer utilizando as molas e o paciente utilizando se de trocas de decúbito para trabalhar todos os grupos musculares envolvidos.

Na Step Chair o trabalho de footworks sentados ou em pé aproveitando se da posição para trabalhar propriocepção. Outros recursos que pode ser utilizados são o balancim, bosu, disco de propriocepção.

Se quiser saber mais sobre essa e outras patologias acesse nosso site e realize seu curso de Pilates Completo ou Pilates nas patologias Ortopédicas.

Bibliografia

Beckman SM,Buchanan TS.Ankle inversion injury and hypermobility:effect on hip and ankle muscle electromyography onset latency.Arch Phys Med Rehabil.1995;76:1138-1143.2.

Derscheid GL,Brown WC.Rehabilitation of the ankle. Clinical Sport Med. 1987.

Friel K,McLean N,Myers C,Caceres M.Ipsilateral hip abductor weakness after inversion ankle sprain. Journal Atl. 2006.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

No curso de Pilates Avançado em Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro veremos todos os aspectos teórico e prático e o aprendizado no que tem de mais atual na reabilitação.

Acesse nosso site e saiba mais.

Site: http://www.thepilatesfisiofitness.com.br
Youtube 
https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Facebook 
https://www.facebook.com/FisioFitnessPilates
Instagram 
https://www.instagram.com/thepilatesfisio

Pilates na Instabilidade Lombar: Dor, Tensão e Desordens Funcionais

curso de pilates na lombalgiaPilates na Instabilidade Lombar: Dor, Tensão e Desordens Funcionais. Qual Papel do Pilates?

O Pilates na instabilidade lombar, nas desordens da coluna vertebral vendo muito empregado devido a sua eficácia na ativação da musculatura profunda.

A instabilidade lombar tem sido sugerida como causa, além da dor, de desordens funcionais e tensões, já que a força de deformação dos ligamentos e dos discos induzida por cargas passivas da coluna dessensibiliza os mecanoceptores teciduais, diminuindo ou eliminando a força estabilizadora muscular reflexa

Apesar de não haver um protocolo de exercícios pré definido para o treino da musculatura estabilizadora lombar, França et al. (2008) afirmam, em revisão da literatura, a eficácia dos treinos na dor lombar e, principalmente, na prevenção de sua recidiva, atuando no controle motor e devolvendo a função protetora dos músculos profundos.

Apesar disso, pouco se afirma sobre as consequências diretas entre estes treinos e a propriocepção, bem como sua capacidade de modificar um ao outro (FRANÇA et al., 2008).

Poucos estudos suportam a hipótese de que o exercício alvo é capaz de melhorar a propriocepção e ainda não se pode afirmar que o treino é capaz de alterar o número de receptores periféricos (PETERSEN et al., 2008), mas o input sensorial (propriocepção) processado pelo sistema nervoso central, pode ser modificado com o treino (PETERSEN et al., 2008).

Petersen et al. (2008) afirmam que os atuais achados sobre controle neuromuscular alterado não lidam com propriocepção diretamente.

Propriocepção deve ser medida em estudos desse tipo, para que se possa determinar se há relação direta entre ela e controle motor prejudicado, e não apenas entre o controle motor e a dor (PETERSEN et al., 2008).

Disfunções sensório-motoras associadas à dor lombar podem incluir alterações em uma ampla variedade de mecanismos de controle, e sua fisiopatologia e características em diferentes lesões da coluna vertebral exigem uma investigação mais aprofundada (LEINONE, 2004; GEORGY, 2011).

Propriocepção e treinamento de controle muscular podem ser os principais elementos-chave para a reabilitação de pacientes com dor lombar, mas ainda há pouca pesquisa tentando quantificar a propriocepção da coluna vertebral e detectar déficits em indivíduos sintomáticos (BRUMAGNE et al., 2000; FEIPEL et al., 2003; GEORGY, 2011).

Vamos pensar em quais exercícios seriam interessante?

E você que exercícios proporia para seu paciente com instabilidade e déficit de propriocepção? Postem abaixo e vamos discutir o assunto!

 

Bibliografia

 

França, F. J. R.; Burke, T. N.; Claret, D. N.; Marques, A. P. Estabilização

segmentar da coluna lombar nas lombalgias: uma revisão bibliográfica e um

programa de exercícios.Fisioterapia e Pesquisa, v.15, n.2, p.200-6, 2008.

 

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

No curso de Pilates Avançado em Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro veremos todos os aspectos teórico e prático e o aprendizado no que tem de mais atual na reabilitação.

Acesse nosso site e saiba mais.

Site: http://www.thepilatesfisiofitness.com.br
Youtube 
https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Facebook 
https://www.facebook.com/FisioFitnessPilates
Instagram 
https://www.instagram.com/thepilatesfisio

 

Pilates e Entorse de Tornozelo

Curso-de-pilatesPilates e Entorse de Tornozelo

O Pilates na entorse de tornozelo é um método que pode auxiliar na recuperação ou prevenção dessas lesões, devido ao seu poder de reequilíbrio muscular e suas estruturas.

Mas antes vamos saber um pouco sobre a entorse e mecanismo da lesão:

A entorse é um movimento violento, com estiramento ou ruptura de ligamentos de uma articulação. A entorse de tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas frequentemente encontradas na população ativa, que geralmente envolve lesão dos ligamentos laterais.

Ocorre com maior frequência nos atletas de futebol, basquete e vôlei, correspondendo a cerca de 10% a 15% de todas as lesões do esporte. No Reino Unido, ela acontece em uma a cada 10.000 pessoas da população geral, isto é, cerca de 5.000 lesões por dia.

A entorse do tornozelo pode evoluir com complicações, com vários graus de limitação funcional.

A estabilidade lateral do tornozelo é dada pelo mecanismo contensor dos ligamentos talo-fibular anterior, posterior e talocalcâneo, associada ao terço distal da fíbula.

O mecanismo de lesão habitual é a inversão do pé com flexão plantar do tornozelo, numa intensidade além do normal, que acontece geralmente ao pisar em terreno irregular ou degrau.

Este movimento anômalo proporciona uma lesão que se inicia no ligamento talo-fibular anterior e pode progredir para uma lesão do ligamento calcâneofibular, com o aumento da energia do trauma.

A lesão do ligamento talofibular posterior é rara, ocorrendo apenas na luxação franca do tornozelo.

Classificação da entorse de tornozelo

A classificação de entorse de tornozelo é baseada no exame clínico da área afetada e divide a lesão em três tipos: grau 1-estiramento ligamentar; grau 2-lesão ligamentar parcial e grau 3-lesão ligamentar total.

Testes Ortopédicos

SINAL DE GAVETA ANTERIOR E POSTERIOR do TORNOZELO;

Teste para avaliar a estabilidade da articulação tibiotalar, paciente em D.D., com a perna estendida, fisio com uma das mãos fixa a porção distal da tíbia e com a outra segura o calcâneo fazendo o deslocamento anterior e ou posterior na região tarsometatarseana, positivo se sentir dor ou folga acentuada.

ESTRESSE em INVERSÃO e EVERSÃO;

Teste de inversão para avaliar lesão do ligamento calcaneofibular (previne a inversão excessiva), paciente sentado da maca, fisio segura o calcanhar com uma das mãos e tenta inverter o calcâneo e o tálus, positivo se houver movimento excessivo do tálus.

Teste de eversão para avaliar lesão no ligamento deltóide, do mesmo modo da avaliação da inversão, positivo se houver movimento excessivo.

Exames Complementares

A necessidade de exames complementares para entorse de tornozelo baseia-se na suspeita de fraturas associadas. Das radiografias realizadas em doentes com lesão de tornozelo, 85% são normais.

Com intuito de evitar radiografias desnecessárias, foram criadas regras (regras de Ottawa para tornozelo) que indicam a realização de radiografias apenas quando houver dor em pontos ósseos específicos ou na impossibilidade do apoio de marcha (pelo menos quatro passos).

Esta regra mostrou sensibilidade de 99,7%, porém com especificidade variável (10% a 70%).

Tratamento

O objetivo do tratamento da lesão ligamentar do tornozelo é o retorno às atividades diárias (esporte/trabalho), com remissão da dor, inchaço e inexistência de instabilidade articular.

O tratamento inicial para todas as lesões consiste em repouso por três dias, aplicação local de gelo, elevação do membro afetado e proteção articular com imobilizador ou tala gessada. O uso de antiinflamatórios não-hormonais mostrou diminuição da dor e edema, com melhora precoce da função articular.

Nas lesões leves, o tratamento é sintomático, com manutenção da imobilização até a melhora dos sintomas, que dura entre uma e duas semanas. Já nas lesões completas, a proteção articular com imobilizadores semi-rígidos possibilitou retorno mais rápido às atividades físicas e laborativas quando comparada à imobilização gessada, porém a ocorrência de edema, dor e instabilidade em longo prazo foi semelhante nos dois grupos.

Outros tipos de imobilização funcional, como enfaixamento e imobilizadores elásticos, tiveram resultados inferiores aos imobilizadores rígidos e semi-rígidos.

O tratamento cirúrgico comparado ao tratamento conservador não mostrou superioridade no retorno precoce à atividade física, apenas parece evoluir com menor instabilidade residual. O tratamento deve ser feito de forma individualizada, avaliando-se cuidadosamente os riscos, que são maiores no tratamento cirúrgico.

Portanto, a preferência é dada ao tratamento conservador para as lesões agudas, com atenção a pacientes que possam permanecer sintomáticos, sendo o Pilates uma ótima técnica, onde trabalha se equilíbrio, fortalecimento e reequilíbrio muscular e principalmente propriocepção.
Dê preferência aos exercícios de Toes em reformer, Chair e associe faixas elásticas e discos de equilíbrio. Lembre-se de verificar movimentos de quadril. Mas esse é outro assunto!

 

 

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

No curso de Pilates Avançado em Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro veremos todos os aspectos teórico e prático e o aprendizado no que tem de mais atual na reabilitação.

Acesse nosso site e saiba mais.

Site: http://www.thepilatesfisiofitness.com.br
Youtube https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Facebook https://www.facebook.com/FisioFitnessPilates
Instagram https://www.instagram.com/thepilatesfisio

Pilates e trigger point: Trapézio Superior

PilatesPilates e trigger point: Efeito da inibição muscular na funcionalidade do trapézio fibras superiores

Diariamente atendemos pacientes no consultório com queixas de dores nos ombros ou na região dorsal da coluna vertebral. O ombro é uma das áreas do corpo humano mais propensa ao desenvolvimento de tensão muscular, principalmente no músculo trapézio, por situações de estresse físico e emocional resultantes das atividades realizadas no cotidiano, somadas a posturas inadequadas, excesso de peso e sedentarismo. Quando os músculos da camada mais profunda, responsáveis pela estabilização da escápula, não estão suficientemente fortes, o músculo trapézio é ainda mais solicitado, o que favorece o acúmulo de tensões neste músculo.

Percebemos ainda uma importante relação entre o aspecto emocional e a instalação de tensões nesta musculatura. Como é o músculo responsável pela elevação dos ombros, todas as emoções de medo, preocupação e apreensão favorecem o encurtamento desta musculatura.

O músculo trapézio vem desde a base do pescoço para trás e se estende através da parte traseira dos ombros. São dois músculos triangulares que formam um losango ou um trapézio, daí o nome. Estes músculos facilitam o movimento do pescoço e de ombros. Mas estes músculos costumas ficar tensos devido ao uso excessivo, é o mais provável a pessoa experimentar neste caso é uma sensação de dor ou de tensão entre as omoplatas. Pode-se também achar que é difícil girar os ombros.

Causas e sintomas

O tratamento para dor no trapézio tem se tornado mais importante desde que as pessoas começaram a usar computadores (estresse por repetição). Além disso, falar ao telefone por muito tempo também pode irritar essa área do corpo. Por causa desse tipo de problema, as pessoas costumam faltar ao trabalho. A dor pode se espalhar para outras regiões, como ombros, cabeça, mandíbula e olhos sendo, muitas vezes, difícil de aliviá-la imediatamente. Um número indeterminado de benefícios previdenciários por incapacidade são concedidos por causa de problemas no trapézio.

Um dos fatores mais comuns responsáveis por causar essa problema é o uso excessivo do músculo. Será que o seu trabalho envolve ficar sentado em frente do computador por longos períodos? Muitos de nós não prestam atenção ao aspecto da postura correta. Com o seu ombro caído e cabeça inclinada para a frente do monitor durante o maior parte do tempo, certamente você terá problemas. Mais frequentemente o músculo fica tenso devido ao uso excessivo e por causa de estresse. Levantar objetos pesados ou carregar mochilas pesadas também pode levar a esse problema. Você também deve prestar atenção à sua posição em dormir. Muitas pessoas dormem na posição errada ou usam almofadas muito macias. Isso também pode causar dores nos ombros e nos músculos do pescoço. Percebemos ainda uma importante relação entre o aspecto emocional e a instalação de tensões nesta musculatura. Como é o músculo responsável pela elevação dos ombros, todas as emoções de medo, preocupação e apreensão favorecem o encurtamento desta musculatura.

Desta forma, relaxar este músculo e melhorar sua flexibilidade é de extrema importância para evitar dores nesta região.

O hábito de observar a respiração, valorizando o momento expiratório é uma das sugestões para relaxar esta musculatura, isso vem de encontro com os princípios do Pilates, portanto, procure um Fisioterapeuta ou Professor de Educação Física formado pela ESCOLA – pois eles tem amplo conhecimento das técnicas necessárias.

EFEITOS QUE PODEM ESTAR ASSOCIADOS AO AUMENTO DA TENSÃO MUSCULAR

Má postura: leva ao encurtamento muscular e estes quando forçados a um alongamento podem causar dor local e referida. Bruxismo: ranger dos dentes que podem ocorrer pela contração muscular crônica. Cefaléia de tensão (ou de contração muscular): dores de cabeça que podem ocorrer devido ao aumento da tensão muscular e irritação dos pontos-gatilho.

TRATAMENTO

O Pilates e Trigger Point, também conhecido como ponto gatilho (PG), é uma disfunção musculoesquelética que tem se mostrado bastante presente na população. Os PG são considerados ativos quando sua estimulação gera dor referida que reproduz a queixa dolorosa preexistente do paciente. Encontram-se frequentemente nos músculos da região cervical, na cintura escapular, pélvica e musculatura mastigatória, onde provocam dor espontânea ou ao movimento.

Já os PG latentes estão localizados em áreas assintomáticas e só provocam dor local e referida quando estimulados. No entanto, são menos dolorosos à palpação e muito mais frequentes na população em geral. O PG é caracterizado por estar presente em regiões de alta sensibilidade, sendo uma área rígida, com alto consumo de energia e suprimento de oxigênio diminuído (devido à circulação inadequada), que é sensível à palpação e, quando pressionada, pode aumentar a dor sobre as áreas afetadas, podendo ser desencadeada por posturas inadequadas, movimentos repetitivos, excesso de peso, estresse físico e emocional .Quando esse ponto é pressionado por 30 segundos, surge uma dor referida ou até mesmo pontual, espontânea ou ao movimento, podendo provocar diminuição da amplitude de movimento e da força muscular. O PG, além de ativo, pode ser considerado também como latente, ou seja, quando não causa dor. Porém, isso não impede de um transformar-se no outro, a depender das características de cada indivíduo e suas atividades .

A dor característica dos trigger point é chamada de dor miofascial que se caracteriza pela desordem dos músculos esqueléticos e atinge quase todos os indivíduos durante alguma fase da sua vida. Essa desordem muscular é perceptível à palpação na forma de um nódulo, que produz dor e limitações de movimentos. Além disso, alguns casos podem apresentar parestesia ao invés de dor, zumbido, algias na articulação temporomandibular, nistagmo e outros sintomas oculares e torcicolos. No entanto, apesar da dor miofascial ser uma das causas mais comuns de dor musculoesquelética, muitos profissionais da área de saúde e doentes não a reconhecem, pois o diagnóstico depende exclusivamente da história clínica e dos achados do exame físico. Assim, muitos destes doentes são tratados como se tivessem bursite, artrites, tendinites ou doenças viscerais, sem haver melhora significativa do quadro clínico.

A próxima vez que você sentar em frente do seu computador, tome a posição certa. Mantenha os músculos relaxados. Se você começar a sentir novamente dores neste músculo, não demore em consultar um fisioterapeuta.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

No curso de Pilates Avançado em Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro veremos todos os aspectos teórico e prático e o aprendizado no que tem de mais atual na reabilitação.
Acesse nosso site e saiba mais.
Site: http://www.thepilatesfisiofitness.com.br
Youtube https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Facebook https://www.facebook.com/FisioFitnessPilates
Instagram https://www.instagram.com/thepilatesfisio

Pilates no Tratamento da Mielomeningocele – Blog The Pilates Fisio Fitness

pilates Pilates no Tratamento da Mielomeningocele

O Pilates pode ser um forte aliado no tratamento de doenças como a Mielomeningocele que atinge parte Neurológica, Ortopédica e Urogenital. Principalmente a questão ortopédica, temos ótimos resultados. Mas vamos falar um pouco sobre a doença seus sintomas e o tratamento. Vamos lá!

A mielomeningocele é uma malformação congênita ocasionada pelo defeito de fechamento do tubo neural embrionário. A medula espinhal é deslocada dorsalmente em função da falta de estruturas de apoio posteriores. As principais complicações são relacionadas a distúrbios neurológicos, ortopédicos e renais.

Como distúrbios neurológicos, observa-se o comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor, a hidrocefalia, a malformação de Arnold Chiari, a bexiga e o intestino neurogênicos.

As manifestações ortopédicas ocorrem sob a forma de paralisia de MMII, pé torto congênito, luxação congênita de quadril, escoliose, deficiência motora e contraturas musculares generalizadas.

O acometimento renal decorrente da bexiga neurogênica é caracterizado por incontinência urinária, alterações na sexualidade, refluxo vesicoureteral e hidronefrose.

Atualmente, com os avanços dos tratamentos de saúde, a sobrevivência até a idade adulta é mais de 50%. Nessa direção, um dos focos da reabilitação desse público é a transição dos cuidados ao longo da adolescência para a idade adulta, com abordagem de questões que podem comprometer a qualidade de vida, e a autonomia.

Tendo em vista todos estes aspectos, nota-se quão necessário se faz uma abordagem fisioterapêutica precoce nestes pacientes. Onde O Pilates se enquadra buscando eliminar ou minimizar as alterações proporcionadas por esta patologia.

reabilitação pilatesPilates no Tratamento Ortopédico

As alterações de caráter ortopédico acometem as mais variadas porções do corpo, tais como coluna vertebral, quadris, joelhos e pés. São causadas pelo desequilíbrio entre a musculatura agonista e antagonista envolvidas. O nível da lesão, determina a condição de tônus e trofismo da musculatura envolvida e, conseqüentemente, promove as alterações observadas na sua musculatura antagonista. O tratamento destas enfermidades deve ser baseado em manipulações e reequilíbrio da musculatura envolvida no processo patológico.

Na prevenção do encurtamento, que posteriormente leva à formação de contraturas e deformidades. Podemos atuar com exercícios passivos; alongamento das cadeias musculares que apresentam o tônus normal ou aumentado, devido à sua tendência à retração. Tração manual de estruturas. Mobilizações intra-articulares. Estes princípios mantém o arranjo linear do colágeno, ativação da cinética do líquido sinovial e promoção de melhor aporte sanguíneo. Como consequência aumento da flexibilidade das estruturas musculares.

Para se evitar as contraturas e deformidades nestes pacientes não devem estar limitados apenas ao horário correspondente ao atendimento fisioterapêutico. Deve-se lançar mão do uso da imobilização controlada por meio de goteiras de gesso ou termoplásticas. O ortostatismo precoce auxilia tanto no ganho e manutenção do comprimento quanto a força e propriocepção muscular.

Quanto ao fortalecimento e aumento de tônus da musculatura débil, a fisioterapia pode atuar através da estimulação elétrica neuromuscular, a fim de restaurar a força através do recrutamento de unidades motoras, bem como promovendo um estímulo proprioceptivo a esta musculatura. A prevenção ou minimização de contraturas dos membros inferiores e, conseqüentemente, de padrões cinemáticos assimétricos, leva a uma melhora significativa no processo de deambulação desenvolvido por estes pacientes.

Podemos utilizar muitos exercícios e equipamentos de Pilates principalmente no alongamento e reequilíbrio muscular. Sabe-se que o Pilates promove o reequilíbrio muscular através de do trabalho de músculos profundos e superficiais. Podendo ser exercícios ativos assistidos com uso de molas, fitas e barras dos equipamentos, que pode facilitar o trabalho de reabilitação. De quebra pelo trabalho de propriocepção do assoalho pélvico podemos auxiliar na reabilitação urogenital principalmente na incontinência urinária.

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br  https://www.facebook.com/junior.fisio.39

No curso de Pilates Avançado em Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro veremos todos os aspectos teórico e prático e o aprendizado no que tem de mais atual na reabilitação.
Acesse nosso site e saiba mais.
Site: http://www.thepilatesfisiofitness.com.br
Youtube https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Facebook https://www.facebook.com/FisioFitnessPilates
Instagram https://www.instagram.com/thepilatesfisio

Pilates na Hérnia de Disco – Dicas Padrão Ouro – Blog The Pilates Fisio Fitness

Dicas De Pilates na hérnia de disco – Curso de Pilates 

Os melhores exercícios de Pilates na hernia de disco. Lembrando que é necessário conhecimento amplo de biomecânica, etiologia, Fisiopatologia. E principalmente uma avaliação precisa e diagnóstico disfuncional.

Aproveite as Dicas do Professor Junior – Fisioterapeuta da Escola de Curso de Pilates – The Pilates Fisio Fitness

pilates na hernia de disco

Hérnia de Disco

A Hérnia de Disco é causada por um prolapso ou extravasamento do Núcleo Pulposo por entre as fibras do ânulo Fibroso.

Classificada como Degeneração Discal, Hérnia Discal Protrusa, Hérnia Discal Extrusa e Hérnia Discal Sequestrada, sendo a mais grave e com indicação cirúrgica.

Não havendo possibilidade de tratamento conservador.

Pode ser causada por várias Etiologias, dentre as principais: Má Postura, Carga Excessiva, Degeneração Vertebral, dentre outras.

Mas o fator mais importante talvez seja: Uma Mecânica e Outra Biológica

Associado a más posturas, posturas antálgicas, cargas excessivas certamente todo movimento é realizado na Flexão de tronco, expulsando assim a hérnia posteriormente.

Biologicamente podemos aceitar que, o ligamento transverso e o ligamento amarelo envoltos a vértebra é 50% mais fraco na sua porção posterior em relação a anterior, favorecendo a expulsão da HD póstero-lateral.

Claro que existe uma série de fatores que favorece negativamente o quadro de Hérnia de Disco, porém esse assunto ficará para um outro post.

Tratamento: Pilates na Hérnia de Disco

Sabe-se que toda lombalgia seja de causa inespecífica ou por uma patologia instalada, existe algo em comum:

Transverso abdominal e multífidos estão fracos, há um deficit nessa musculatura. Portanto é necessário o fortalecimento dessa musculatura e outras envolvidas.

Esses e muitos outros exercícios são encontrados nos cursos de pilates completo e no curso de pilates avançado nas patologias.

Mas vamos a Dica de Hoje: Pilates na Hérnia Discal – Exercícios Padrão Ouro

Obs: O vídeo não isenta o aluno/Paciente de uma Avaliação Por um Instrutor Qualificado. Jamais realize os Exercícios por conta e risco. Um Fisioterapeuta qualificado (principalmente os formados pela escola que recebem amplo estudo em cima de cada patologia e sua reabilitação).

Autor:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Curso de pilates completo, Avançado em Suspensão, curso de pilates nas Patologias, curso de pilates na Gestação.

Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante do Curso de Pilates CompletoAvançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br Tel:11.96781-1979 (whats) https://www.facebook.com/junior.fisio.39

Vídeos de Dicas, Cursos e Depoimentos
Youtube https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA

Nossos Cursos de Pilates – Curso de Pilates CompletoPilates na Gestação, Pilates na Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro,  Pilates Suspenso

PILATES NA FLEXIBILIDADE DO TRONCO E AS MEDIDAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – BLOG PILATES FISIO FITNESS

Pilates na flexibilidadeNeste Artigo apresentaremos o Pilates na flexibilidade de tronco e as medidas ultrassonográficas dos músculos abdominais. Saiba tudo aqui no Blog de Pilates da Escola de Cursos de Pilates – The Pilates Fisio Fitness. Ótima Leitura e qualquer dúvida estamos a disposição nos canais de atendimentos da Escola de Pilates.

O Pilates

Pilates trata do corpo e mente que realiza o trabalho muscular em baixa velocidade. Foi criado por Joseph Pilates em 1918 e tem como objetivo conseguir um controle preciso do corpo através de uma variedade de exercícios executados em solo ou em aparelhos próprios.
Indicado para qualquer faixa etária, este método contém as modificações e adaptações adequadas para os diferentes indivíduos e patologias, respeitando as características e limitações de cada pessoa.
O método engloba exercícios nos quais são utilizados seis princípios: concentração, controle, precisão, fluidez do movimento, respiração e contração do centro de força.
 Pilates na flexibilidade
Além do trofismo, a flexibilidade parece ter uma boa resposta em pessoas praticantes de Pilates. O equipamento que se sobressai em pesquisas para a avaliação da flexibilidade é o flexímetro, que a partir de um sistema pendular gravitacional.
Oferece precisão e praticidade nas mensurações dos movimentos angulares, por permitir ser fixado no corpo, além de oferecer maior confiabilidade nas leituras das medidas, uma vez que a indicação do ângulo é produzida por efeito da gravidade, minimizando os erros de interpretação do eixo longitudinal correspondente.
Diante da expansão do número de adeptos a este método ao longo dos anos, a proposta do presente estudo consiste em avaliar o efeito do Pilates no trofismo do grupamento abdominal e no pilates na flexibilidade do tronco comparado à aplicação de uma técnica tradicional de fortalecimento dos músculos abdominais e alongamentos estáticos em mulheres saudáveis.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de intervenção, randomizado e realizado com mulheres jovens, eutróficas, sedentárias e saudáveis. A amostra foi composta por mulheres entre 18 e 25 anos, foram excluídas àquelas com o IMC fora dos limites de normalidade (maior que 24,9kg/m² e menor que 19,5kg/m²), praticantes de atividades físicas nos últimos três meses antes das coletas e portadores de distúrbios neurológicos, articulares ou musculoesqueléticos que pudessem dificultar a execução dos exercícios, ou déficit cognitivo grave, que inviabilizasse o entendimento dos procedimentos da pesquisa.
As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos: no grupo experimental que realizou o Pilates (grupo GP) e no grupo controle, que foi submetido a uma técnica tradicional de fortalecimento do abdome e de alongamentos estáticos (grupo GC).
A amostra foi calculada através do Programa Epi-Info 6.04, considerando uma proporção de resposta ao tratamento, no grupo GP, de 80%, e no grupo GC, de 10%, conforme estudo desenvolvido, com um nível de significância de 5% e poder do teste de 80%, obtendo-se sete indivíduos para cada grupo.
Para a distribuição das voluntárias nos grupos, foi utilizada a técnica de randomização em blocos de sete indivíduos, para garantir que os dois grupos apresentassem o mesmo número de participantes. Inicialmente, foi gerada uma tabela de números aleatórios utilizando o programa Epi-Info 6.0 por um estatístico não envolvido no trabalho.
A coleta de dados foi realizada através de um formulário de registro de informações pessoais e história da prática de exercícios físicos. Em seguida, as participantes foram submetidas a um exame ultrassonográfico (para determinação da espessura dos músculos: oblíquo interno e externo, transverso do abdome e reto do abdome), uma avaliação da amplitude de movimento da coluna vertebral em flexão, extensão, rotação e flexão lateral através de testes com o flexímetro.
A avaliação ultrassonográfica foi realizada através do aparelho HD7, da marca Phillips, com transdutores convexos (C5-2), por um avaliador devidamente treinado.
A mensuração da espessura dos músculos abdominais foi feita através da distância em milímetros das fáscias superficial e profunda dos músculos transverso abdominal, oblíquo interno, oblíquo externo e reto do abdome, do lado esquerdo da voluntária, repetindo-se três vezes para ser feita a média e sempre ao final da expiração para ser controlada a influência da respiração. A mensuração foi realizada com a participante em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os braços ao longo do corpo.
As imagens dos músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome foram obtidas com o transdutor posicionado.

DISCUSSÃO

Em relação à ausência de respostas dos músculos transverso do abdome e oblíquos interno e externo aos exercícios do Pilates, uma revisão sistemática realizada com pessoas saudáveis mostra que não há evidências suficientes de que o método incremente a espessura da musculatura abdominal. Outros autores sugerem que os exercícios de Pilates tem como foco trabalhar a estabilidade da coluna e recuperar o comando motor proprioceptivo dos músculos, em especial o transverso do abdome, principal estabilizador abdominal da coluna, assim como o oblíquo interno e oblíquo externo, que atuam como auxiliares nesta função. Dessa forma, através dos exercícios de Pilates, não se enfoca o aumento de trofismo desses músculos além das dimensões consideradas normais para sexo, idade e altura do indivíduo, mas sim, a melhora do comando motor.
Entretanto, resultados de aumento significativo de espessura dos músculos posturais só podem ser observados em indivíduos que apresentem previamente alguma redução do trofismo, assim como ocorre em indivíduos com lombalgia e hérnia de disco, onde é observada uma diminuição da espessura da musculatura estabilizadora da coluna. Assim, tanto o presente estudo quanto a maioria das pesquisas envolvendo o Pilates, foram desenvolvidos com indivíduos saudáveis, que não apresentam uma redução significativa desse trofismo antes da intervenção.
A constatação dessa diferença em relação à espessura muscular pode ser melhor evidenciada em estado de contração. Em pesquisa com mulheres de 23 a 37 anos, observaram que, após 16 sessões, houve o aumento do tamanho dos músculos transverso abdominal e oblíquo interno observado pela ultrassonografia somente durante a contração voluntária do músculo, no momento da execução dos exercícios de Pilates. Na avaliação em repouso, os mesmos autores não encontraram diferenças após a intervenção, conforme foi verificado no presente estudo, que realizou dez sessões. Isso se deve ao fato que, durante o exercício, houve uma melhor ativação do músculo após a finalização das sessões de Pilates, resultando num melhor comando motor e, consequentemente, maior recrutamento do músculo durante a contração.
Já com relação ao reto abdominal, o presente estudo observou um efeito de hipertrofia, mesmo em repouso, no grupo Pilates. Essa resposta se deve ao fato que este músculo tem a função de mobilidade, apresentando mudanças mais significativas frente à carga imposta. Estudo que avaliou os músculos abdominais por ressonância magnética antes e após 72 sessões de Pilates em mulheres saudáveis e sedentárias. Demonstrou um aumento na espessura de todos esses músculos, entretanto, houve um percentual de ganho significativo no músculo reto abdominal (21%).
Em relação aos resultados de flexibilidade do grupo Pilates na flexibilidade, a maioria dos exercícios utilizados para este grupo, envolveu manutenção de postura com estabilização da coluna, associados a movimento de tronco e MMII. Para se ter ganhos de flexibilidade, outros pesquisadores sugerem que o músculo a ser alongado deve ser colocado uma situação de estiramento máximo e mantê-lo por, pelo menos, 30 segundos. O aumento observado nas médias das rotações e da inclinação, pode ter se dado ao fato que, após as sessões de Pilates na flexibilidade, houve um aumento da segurança na realização deste movimento em decorrência da estabilidade obtida pela coluna, permitindo que haja uma maior amplitude nos pequenos movimentos intervertebrais durante a realização do teste.
Em relação ao uso do ultrassom para avaliação do trofismo abdominal, há possibilidade de que mudanças ocorridas na estrutura ou na forma dos músculos não tenham sido visualizadas através deste aparelho. Talvez, o uso da Ressonância Magnética (RM), por exemplo, poderia ter detectado um maior ganho ou mudança muscular, visto que, a RM, no diagnóstico por imagem, é a que tem a melhor definição e contraste entre as estruturas de partes moles. Neste contexto, em uma pesquisa com mulheres saudáveis submetidas á sessões de Pilates, conseguiu detectar aumento significativo do trofismo abdominal após as intervenções através da RM, o que corrobora com este pensamento.
Outro fator que pode ter influenciado na semelhança de resposta do GP e GC após as intervenções em relação ao trofismo muscular foi o hemicorpo avaliado. Pois, o lado dominante parece ter maiores diferenças de ganho de espessura da musculatura abdominal ipsilateral, em comparação com o lado não-dominante. Devido à todas as medidas do presente estudo terem sido feitas do lado esquerdo, e todas as voluntárias serem destras, este fator pode ter sido fundamental nos resultados encontrados nesta pesquisa, podendo ter ocorrido uma subestimação dos valores reais de ganho de trofismo da musculatura abdominal das voluntárias.

CONCLUSÃO

 Algumas limitações do estudo devem ser consideradas, como a mensuração do trofismo abdominal ter sido realizada apenas de um lado. Devido à quantidade de medidas a serem avaliadas, não foi viável incluir os dois lados. Há também a questão da mensuração ter sido realizada apenas no repouso.
Era esperado que houvesse mudanças estruturais no músculo, portanto, não seria necessário avaliar o músculo em contração. O número de sessões foi sido insuficiente para ocorrer mudanças no trofismo abdominal e na flexibilidade do tronco.
Sugere-se, em estudos futuros, estas questões sejam levadas em consideração, a fim de que resultados mais significativos sejam encontrados. Desta forma, destaca-se a importância de investir em pesquisas envolvendo o Pilates na flexibilidade por exemplo. Principalmente com a utilização de métodos mais acurados, maior tempo de intervenção, avaliando o Pilates na flexibilidade e outros fidedignamente.

Gostou?

Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.
contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br Tel:11.96781-1979 (whats) https://www.facebook.com/junior.fisio.39
Vídeos de Dicas, Cursos e Depoimentos
Youtube https://www.youtube.com/channel/UC_bdG719cfjaSbcLicmsaqA
Nossos Cursos de Pilates – Curso de Pilates CompletoPilates na Gestação, Pilates na Patologias Ortopédicas: Módulo Coluna & Ombro,  Pilates Suspenso

1 2 3