Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates

HipercifoseHipercifose na Terceira Idade e o Pilates

Pensando em envelhecimento, é importante que este seja abordado em qualquer contexto o aspecto preventivo, promovendo a saúde e sua conservação antes de serem consideradas as doenças e as incapacidades, seja ela qual for, ex. a Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates pode ser um método preventivo muito completo.

A simetria das estruturas esqueléticas, equilibradas pela estabilidade muscular, proporciona movimentos amplos que respeitam os limites individuais e, no individuo idoso, contribuem para facilitar a independência em seus afazeres diários.

Além disso, a correta disposição articular possibilita um melhor trabalho respiratório e evita atritos articulares que desencadeiam disfunções crônicas e degenerativas, comumente encontradas neste público.

Com o passar do tempo, a inatividade do corpo reduz a capacidade muscular de sustentação corporal, o que permite a acentuação das curvas vertebrais, encontradas com frequência no envelhecimento.

Desvios como a protração da cervical e o aumento da curva cifótica torácica, são reflexos do desequilíbrio muscular, representados por uma fraqueza de músculos extensores da coluna e retração ou encurtamento de parte da musculatura anterior. Com isso, o centro de gravidade desloca-se para frente e modifica a direção imposta do peso corporal sobre estruturas como vértebras e discos intervertebrais. Esse processo pode resultar posteriormente em compressões discais, pinçamentos nervosos e atritos articulares.

Detecção da Hipercifose

Hipercifose na Terceira Idade e o PilatesA concavidade da coluna vertebral ultrapassa aproximadamente os 50º, calculada a partir de uma medida angular, no método radiográfico de Cobb ou como conhecido ângulo de Cobb.. Junto a esta alteração postural, é comum identificar-se também a protração do ombro e possível encurtamento de peitorais.

No envelhecimento, é notório que o sedentarismo atua como fator desencadeante de desequilíbrios musculares. Como consequência de um ritmo de vida lento, a perda de massa óssea, bem como a obesidade, são fatores que podem intensificar a reordenação postural, causada pela falta de sustentação muscular e pela ação da gravidade.

Tal condição atinge não somente a coluna vertebral, mas também outras articulações que, por sua vez, contribuem para que o corpo fique suscetível a desequilíbrios e a restrições de movimentos.

Autodetecção

hipercifose e o pilates na terceira idadeAtravés da autoavaliação, é possível identificar as assimetrias e os desvios mais avançados através da autoanálise da imagem espelhada. Entretanto, é sabido que em alguns casos a percepção do corpo nem sempre parece ser compatível com a realidade encontrada. Com isso, dependendo da representação que o indivíduo tem de si e de sua imagem, a identificação dos desvios posturais existentes também pode ser prejudicada.

Por isso se faz necessário a busca de um profissional Médico e Fisioterapeuta para detecção através de exames radiológicos, físicos e a utilização de métodos como o Cobb para evidenciar o grau do acometimento e poder traçar um tratamento ideal seja ele Pilates, RPG, Fisioterapia convencional, e ou outros métodos.

A certeza de que o envelhecimento traz consigo uma série de consequências que desqualificam a boa saúde na terceira idade faz com que o idoso não se sinta responsável pelas alterações de postura existentes.

As falas que representam o achado são: “É a natureza! A gente vai diminuindo! Só vai adiar o que virá, daqui dois, três anos. É inevitável”. Na velhice, o idoso com hipercifose torácica insere esta condição naquelas que ele considera próprias e, portanto, inevitáveis, do envelhecimento.

Tal concepção dificulta o olhar atento às informações sobre prevenção e alternativas de tratamentos: “Só a barriga tá diferente. O resto do corpo já é de idoso, né!”; “Pra idade é normal, né! Ficar com o corpo reto cansa.”

portanto, se me perguntarem sobre a Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates, é recomendado? A resposta será sem dúvida nenhuma que “SIM”.

Atividade Física

Pilates na EscolioseO Pilates é um método de atividade física que preza pelo alinhamento articular, mobilidade, flexibilidade e o reequilíbrio corporal, utilizando de estudos biomecânicos, e outras técnicas o criador Joseph Pilates acabou criando essa técnica e todos os adeptos quer queira ou não são bonificados pelos benefícios que o Pilates promove.

O método Pilates Solo ou Aparelhos são uma forma de exercício físico que favorece o condicionamento físico, alinhamento postural e melhora da coordenação motora, por isso tem sido frequentemente utilizado na reabilitação e na busca pela prática de exercício físico.

Contudo é necessário um profissional adequado, formado por uma boa escola de Pilates, com conhecimento em patologias ortopédicas, geriatria e tudo que o envolve.

Uma pesquisa foi desenvolvida na Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), campus de Marília-SP.

Participaram do estudo 31 mulheres com idade entre 60 e 75 anos, que foram dividas de maneira aleatória, por meio de sorteio simples, em dois grupos: Grupo Pilates (GP) e Grupo Controle (GC). Como critérios de elegibilidade, as voluntárias deveriam ter idade igual ou acima de 60 anos, ângulo maior que 40 graus na curvatura da coluna vertebral em nível torácico no plano sagital.

Nenhuma das participantes possuía qualquer alteração neurológica e ou doenças prévias que pudesse comprometer o estudo, tais como,  deficit de compreensão, sinal de compressão nervosa, espondilite anquilosante, artrite reumatoide, tumores na coluna vertebral, fratura vertebral e síndrome da cauda equina.

Foi realizada a avaliação inicial em ambos os grupos, composta por ficha com dados pessoais e informações gerais sobre a saúde e testes específicos de equilíbrio e mensuração do ângulo de cifose torácica. Ao fim da avaliação inicial, o GP iniciou o treinamento com o método Pilates Solo e o GC assistiu palestras durante oito semanas.

Ao término das oito semanas ambos os grupos foram reavaliados. O GC, após esta reavaliação, recebeu oito semanas de aulas de Pilates Solo. As avaliações foram realizadas por um fisioterapeuta treinado e somente ele as aplicou em todas as voluntárias.

Treinamento do método Pilates Solo

Hipercifose na Terceira Idade e o PilatesO treinamento com o método Pilates Solo foi realizado durante oito semanas, com frequência de duas vezes por semana (16 sessões) com duração de uma hora cada sessão.

Os exercícios utilizados foram os do método Pilates Solo (quadro 1) e a aplicação ocorreu de modo progressivo e com a evolução dos exercícios de menor dificuldade para os de maior.

Todas as voluntárias para aumentar o nível deveriam realizar os exercícios com a presença de todos os princípios do método que foram ensinados no início do treinamento. Os exercícios foram aplicados por duas fisioterapeutas com conhecimento do método Pilates Solo.

Exercícios Propostos

Conclusão

Os resultados do estudo apontam melhora na hipercifose torácica e manutenção do equilíbrio estático após oito semanas de treinamento com o método Pilates Solo.

O método Pilates Solo tem como um dos seus objetivos a estabilização central com o fortalecimento dos músculos do centro de força (músculos abdominais, assoalho pélvico e da região lombar)e dos músculos da cintura escapular e pélvica.

Outros estudos, tal como o de Ferreira et al. avaliou o efeito do método Pilates Solo no alinhamento postural em mulheres adultas, o treinamento ocorreu durante seis meses e observou melhoria significativa do alinhamento sagital da coluna cervical e torácica, corroborando os resultados deste estudo que verificaram melhora da hipercifose torácica.

Limitações do Estudo

As limitações encontradas no presente estudo foram o número amostral insuficiente, a não realização da avaliação do equilíbrio dinâmico, a não realização de uma avaliação após o destreino do grupo e a não realização de um grupo de treinamento com exercícios convencionais.

Mas podemos concluir que há a melhora da Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates como método a cumprir os objetivos de melhorar o equilíbrio postural nos pacientes praticantes do método.

Referências

Burke TN, Franca FJR, Meneses SRF, Cardoso VI, Pereira RMR, Danilevicius CF, et al. Postural control among elderly women with and without osteoporosis: is there a difference? São Paulo med j 2010;128(4):219-24.

Bandeira FM, Delfino FC, Carvalho GA, Valduga R. Comparação entre a cifose torácica de idosos sedentários e praticantes de atividade física pelo método flexicurva. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2010;12(5):381-86.

Ferreira C, Aidar F, Novaes G, Vianna J, Carneiro A, Menezes L. O método Pilates sobre a resistência muscular localizada em mulheres adultas. Motriz 2007;3(4):76-8.

Navega MT, Furlanetto MG, Lorenzo DM, Morcelli MH, Tozim BM. Efeitos do método Pilates Solo no equilíbrio e na hipercifose torácica em idosas: ensaio clínico controlado randomizado. Rev. bras. geriatr. gerontol. vol.19 no.3 Rio de Janeiro May/June 2016.

Gasparotto LPR, Reis CCI, Ramos LR, Santos JFQ. Self-evaluation of posture by elderly people with or without thoracic khyposis. Ciênc. saúde coletiva vol.17 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2012.

Palavras Chaves: Hipercifose, Método Pilates, Alterações Posturais, Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates.

Artigo escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates na Cervicalgia

Pilates na CervicalgiaPilates na Cervicalgia

Pilates na cervicalgia pode ser um grande aliado, mas é importante entender e saber o que é uma cervicalgia, um termo tão abrangente, podendo ser inúmeras patologias, inclusive causada por patologias associadas.

Portanto é necessário identificar essa cervicalgia para então traçar os melhores exercícios, tratamento adequado para cada indivíduo.

A cervicalgia é comum na população geral com prevalência de 10% a 15%, acometendo em torno de 60% a 70% de indivíduos adultos em algum momento de sua vida. A incidência anual em adultos é cerca de 15%, sendo que as mulheres têm uma maior probabilidade do que os homens de desenvolver dores cervicais e de sofrer com problemas cervicais persistentes.

Sobre a cervicalgia pouco se sabe sobre a história natural e a sua evolução. Além da dor, podem haver queixas de limitação da amplitude de movimentos articulares e rigidez local, desencadeadas ou agravadas por movimentos cervicais bruscos ou posturas sustentadas do segmento cervical, traumas, acidentes.

Tipos de Cervicalgia

Podemos classificar em dois tipos: Inespecífica e Específica (por uma patologia instalada).
Como causas específicas temos as radiculopatias, a cefaleia cervicogênica, a síndrome do chicote (whiplash), os tumores ou metástases, as fraturas, a espondilite anquilosante, a artrite reumatóide, cirurgias, cervicalgia aguda e subaguda, mielopatia, espasticidade, distonia, infecções e cefaleia.

CERVICALGIA AGUDA

Na cervicalgia Aguda por exemplo, em que não há evidência de trauma, e comprometimento neurológico é afastado, o conjunto de evidências sugere que o manejo pode ser feito com anti-inflamatórios não-hormonais ou analgésico.

Na presença de contratura muscular, pode-se lançar mão de relaxantes musculares, terapias como eletroterapia analgésica, gelo, ultrassom, terapias combinadas são indicações. Cuidado com terapias manipulativas, acupuntura, Pilates. Lembrando estamos falando da cervicalgia aguda.

CERVICALGIA CRÔNICA

Na cervicalgia crônica cerca de 12% são acometimentos em mulheres e 9% em homens. O manejo desses pacientes é bem desafiador para Médicos e Fisioterapeutas, pois envolve questões emocionais, muitas vezes interesse em afastamento para o tratamento.

doenças como ansiedade e depressão podem dificultar o manejo e a evolução das situações que levam à cervicalgia crônica. Portanto o auxílio de um psicologo durante o tratamento pode ser fazer de grande valia.

Segundo estudos, o uso de terapia medicamentosa como anti-inflamatórios não hormonais e relaxantes musculares não foram efetivos, sendo os analgésicos mais eficazes.

Tratamento com Acumputura

O uso de acupuntura tem se mostrado efetivo em situações de cervicalgia crônica. Um estudo randomizado demonstra que em 1 ano (redução de 36% em relação ao controle – p< 0,02) e 3 anos (redução de 33% em relação ao controle – p< 0,04) de seguimento há diferença significativa nos pacientes tratados com acupuntura.

Tratamento com Fisioterapia

Fisioterapia, mobilização, analgesia com ultrassom, TENS (transcutaneous electrical nervo stimulation – estimulação elétrica do nervo por meio da pele), corrente interferencial, massagens e manipulação têm evidência muito fraca de melhora. Principalmente considerando 10 sessões.

Atividade Física

Aparentemente, atividade física continuada produz elevação do limiar de dor, tendo um efeito benéfico para pacientes que conseguem manter um programa regular de exercícios físicos. O Pilates na cervicalgia pode ser uma dessas técnicas, aliando exercícios de fortalecimento de membros superiores, elevadores e depressores de escapulas, Exercícios corrigindo a excursão da escapular (sick), Fortalecimento de flexores, extensores, rotadores também se mostraram eficazes.

Terapias Associadas

A abordagem multimodal, em que são associados analgesia, psicoterapia, fisioterapia com massagens e exercícios orientados, parece oferecer resultados duradouros em pacientes com cervicalgia crônica.

Lembre-se é importante uma avaliação criteriosa, identificar o tipo de cervicalgia para traçar os melhores exercícios, tratamento adequado, sempre aliando as técnicas.

Pilates na cervicalgia

O pilates na cervicalgia pode ser muito importante pela gama de exercícios que podemos oferecer não só no fortalecimento, mas também na flexibilidade e alongamento cervicais e demais acometimentos na região. O uso das molas pode favorecer gradualmente ao paciente um nível de esforço adequado e gradual em relação aos pesos livres.

A leitura desse artigo não isenta o paciente de procurar atendimento Fisioterapêutico e ou Médico.

Referências

Teixeira, J.M., Barros Filho, T., Lin, T.Y., Hamani, C., Teixeira, W.G.J. Cervicalgias. Rev. Med. (São Paulo), 80(ed. esp. pt.2):307- 16, 2001.

Trinh KV, Graham N, Gross AR, Goldsmith CH, Wang E, Cameron ID, et al. Acupunture for neck disorders. Cochrane Database Syst Rev 2006.

Côté P, Cassidy JD, Carroll LJ, Kristman V. The annual incidence and course of neck pain in the general population: a population-based cohort study. Pain. 2004;112(3):267-73.

Wagner HL, Bareiro AOG, Stein AT, Castro Filho ED, Pereira CF, Ribeiro R. Cervicalgia: Tratamento na Atenção Primária à Saúde. Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, 2009.

Artigo escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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