Lesões no Ombro: Dicas Matadoras de Exercícios Com Pilates

lesões no ombroLesões no Ombro: Dicas de Exercícios Com Pilates

As lesões no ombro afetam trabalhadores braçais e atletas rotineiramente, principalmente atletas de arremesso. São inúmeras as modalidades esportivas, sejam elas em quaisquer níveis de desempenho, por si só, constituem risco para a ocorrência de lesões (CARVALHO et al., 2010).

Articulação do Ombro

O ombro é uma articulação na qual a frequência de lesões no esporte é alta, o que pode originar inflamações, fibroses e estiramentos e lesões do ombro incompletas e completas do manguito rotador que se associam ou com a degeneração articular.

Lesões nos membros superiores chegam a 75% do total e a articulação do ombro é a mais acometida, sendo queixas assíduas entre os praticantes e podem ter como principal causa movimentos repetitivos, postura inadequada, arremessos e impactos durante as atividades (EJNISMAN et al., 2001).

Anatomia do Ombro

O ombro é uma articulação do tipo esferoidal, podendo assim, realizar movimentos em três planos, sendo eles, frontal, sagital e transverso, tem como característica a cavidade glenóide rasa e com pouca coaptação com a cabeça do úmero, essa característica confere a articulação do ombro atingir amplitudes que nenhuma outra articulação do corpo venha a ter.

No complexo articular do ombro, a musculatura age sobre três ossos para desempenhar a maior parte dos movimentos do membro superior, são eles: a escápula, clavícula e o úmero, divididas em quatro articulações: esternoclavicular, acromioclavicular, glenoumeral e escapulotorácica, são reconhecidas quatro articulações 8 funcionais durante a realização de um determinado movimento, sendo que a articulação escapulotorácica não é considerada uma articulação verdadeira com contenções capsuligamentares, membrana e liquido sinovial (SOUZA, 2001; PALASTANGA, 2000).

Tipos de lesão no Ombro

Existem três estruturas principais possíveis de serem lesadas, sendo estas: musculotendinosas, as ósseas e as articulares, bem como os mecanismos de lesão, ou seja, agudo e crônico (LOPES et al., 1993).

Quatro articulações compõem o ombro: a escapuloumeral, a esternoclavicular, a acromioclavicular e a escapulotorácica, cada uma tem sua função definida e contribui para o movimento do braço mediante ações articulares coordenadas (PASTRE, 2005; SANTANA, 2012).

Lesão muscular

O primeiro nível da lesão é designado microtraumatismo, caracterizado por um estresse localizado que não apresenta sintomas, porém, se essa lesão ocorre de forma constante o dano tecidual começa a ficar evidente. Lesões desse tipo são denominadas de lesão por overuse.

Alguns parâmetros são usados para definir o grau de lesão, sendo assim, para avaliar devemos considerar o grau de comprometimento das fibras musculares, podendo ser classificadas como: lesão de 1° grau, onde ocorre uma mínima ruptura das fibras musculares, 2° grau ocorre uma laceração da fibra muscular com hemorragia e 3° grau é caracterizada pela perda da função e continuidade da maior parte ou da totalidade do músculo (LOPES et al., 2006; PASTRES et al., 2005).

O maior risco de lesão muscular ocorre durante o movimento excêntrico, devido essa ação realizar dois trabalhos, o de força e de alongamento, ambos ao mesmo tempo, ação esta que aumenta o estresse sobre o tecido.

Lesão Tendínea 

Os tendões são a parte esbranquiçada, rígida e não-contrátil da musculatura estriada, podendo diferenciar-se quanto à forma e à disposição, dependendo da sua união com as fibras musculares. Apresenta uma cor branca e são formados por fibras não-elásticas que formam grupos de feixes cobertos por tecido conjuntivo, que os separam entre si (TACIRO et al., 2007).

A lesão tendínea ou tendinosa, é proveniente de ruptura parcial ou total do tendão, geralmente relacionadas a um trauma, podendo também apresentar lesões crônicas ocasionadas por sobrecarga.

As causas de lesões tendinosas, são o emprego errôneo dos movimentos técnicos, falta de treinamento, fadiga muscular, overuse e a associação trabalho-força, tendo como a tendinite a lesão mais comum.

Lesões ligamentares

As entorses são lesões ligamentares que acontecem nas articulações, onde ocorre um estiramento além de sua capacidade normal e proveniente disso o rompimento. Quando a entorse ocorre, há uma distensão dos ligamentos, porém não há o deslocamento completo dos ossos da articulação, então, os músculos e os tendões podem ser estirados em excesso, mas rompidos apenas por movimentos repentinos e violentos (ALVES, 2010; SUZARTE, 2010).

Classificação das Entorses Ligamentares

Entorse Ligamentar de Grau I – Ocorre estiramento ou ruptura parcial das fibras ligamentares, com diminuída ou nenhuma instabilidade articular, dor, pouco edema e em alguns casos podem ser observado rigidez articular (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA, 2007).

Entorse Ligamentar de Grau II – Ocorre ruptura e separação de fibras ligamentares e moderada instabilidade articular, dor de moderada, presença de edema e rigidez articular (SUZARTE, 2010).

Entorse Ligamentar de Grau III – Ocorre ruptura total do ligamento, e grande instabilidade articular. Pode haver dor aguda, seguido por dor, devido o rompimento total das fibras nervosas. O edema pode ser volumoso, o que pode tornar rígida a articulação algumas horas após a lesão. Se houver instabilidade acentuada geralmente será necessária a imobilização durante semanas (DIEFENTHAELER; RODRIGUES, 2008; GOMES, 2009).

Lesões no ombro do Esportista

Um Estudo brasileiro cruzou as palavras chave shoulder e sport, pesquisas em humanos e de no máximo 5 anos (no PUBMED), foram 160 artigos encontrados, desses, 58 faziam correspondência com o objetivo da pesquisa sendo – tipo de lesão (número de artigos): Luxação (11); síndrome do ombro doloroso (10); lesão SLAP (9); déficit de rotação (1); instabilidade anterior (14); lesão articular: glenoumeral/acromioclavicular (4); patologias no manguito (4); lesão no ombro tendo como causa overuse/sobrecarga (11); e traumas diretos (4). Na base de dados LILACS, ao cruzar as palavras chave lesões no ombro e esporte foram encontrados 86 artigos, desses, 39 faziam correspondência com o objetivo da pesquisa sendo – tipo de lesão (número de artigos): síndrome do ombro doloroso (4); luxação (7); patologias no manguito (11); lesão SLAP (3); instabilidade (6); síndrome do impacto (1); osteoartrose (1); tendinites (4); lesão no ombro tendo como causa overuse/sobrecarga (7); desequilíbrio muscular (4); trauma direto (4); e paralisia do nervo circunflexo (1).

Instabilidade de ombro

A instabilidade de ombro é uma das lesões no ombro mais frequentes em esportistas do atletismo, de contato e arremessadores. É definida como a incapacidade de manter a cabeça do úmero no centro da glenoide durante a movimentação ativa do braço que pode ser de origem traumática e atraumática, pela sua direção, unidirecional, bidirecional e multidirecional, pelo seu grau (I, II, III e IV) e alterações estruturais. (CARTUCHO, 2015).

Luxação de ombro

As luxações que afetam a região glenoumeral podem ocorrer em três sentidos: anterior, posterior e superior e inferior, sendo que, a luxação anterior é onde se encontra as maiores incidências. Importante salientar que a maioria das luxações ocorre devido a traumas e uma minoria atraumática devido à diminuição da estabilidade, as luxações pode ter como consequência, rupturas do manguito rotador, lesão vascular, lesão do nervo axilar, ruptura do lábio glenoidal e fraturas determinadas por exames complementares (SEVERO et al., 2005).

As luxações de ombro pode causar outra lesão, a Lesão SLAP e BANKART.

Lesão Slap/Bankart

As lesões labrais e a instabilidade glenoumeral são lesões comuns na população de atletas e de trabalhadores braçais. As lesões labrais anteriores (Bankart) foram descritas pela primeira vez por Perthes e Bankart. As lesões labrais superiores foram primeiramente descritas por Andrews et al. Em uma população de atletas arremessadores. Snyder et al. Mais tarde classificaram as lesão tipo SLAP em quatro categorias, classificaram 5% de 2.375 lesões como complexas, ou seja, não se enquadravam nos tipos ou com nos quatro tipos associados citados. A relação entre a lesão de Bankart e lesões SLAP é bem conhecida e o reparo artroscópico tem sido associado com bons resultados.

Em outros artigos aqui no blog levantamos outras lesões do ombro, portanto não vamos nos estender e deixar o vídeo abaixo mostrando alguns exercícios de Pilates relacionados a praticamente todos os tipos de lesão, óbvio que respeitando o tempo de recuperação de cada lesão.

Para saber mais sobre todos os exercícios que são importantes para as principais lesões do ombro segue o link do nosso curso de Pilates aplicado as patologias ortopédicas: Ombro e Coluna.

Bibliografia do Artigo

Ferreira, r. REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE OS TIPOS DE LESÕES NO OMBRO E A PRÁTICA ESPORTIVA: UMA ANÁLISE DA LITERATURA NACIONAL E INTERNACIONAL. 2015 – Universidade Federal do Espirito Santo. Portugal.

Bankart A. The pathology and treatment of recurrent dislocation of the shoulder joint. Br J Surg. 1938;26:23–9 Lesões no Ombro

Andrews JR, Carson WG Jr, McLeod WD. Glenoid labrum tears related to the long head of the biceps. Am J Sports Med. 1985;13(5):337–41.

Tokish JM, McBratney CM, Solomon DJ, Leclere L, Dewing CB, Provencher MT. Arthroscopic repair of circumferential lesions of the glenoid labrum. J Bone Joint Surg Am. 2009;91(12):2795–802. Lesões no Ombro

Powell SE, Nord KD, Ryu RK. The diagnosis, classification, and treatment of SLAP lesions. Oper Tech Sports Med. 2004;12:99–110. Lesões no Ombro

Artigo escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – The Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates no Tratamento Postural

pilatesPilates no Tratamento Postural

O Pilates é um método de atividade Física que tem como um de seus objetivos o alinhamento postural e reequilíbrio muscular, pensando nisso resolvemos buscar artigos que comprovem a eficiência do Pilates no tratamento postural. Para tal, buscamos informações no Lilacs, Pubmed e BVS – Bilbioteca Virtual em Saúde.

O Método utiliza o corpo como mediador do desenvolvimento físico e mental, com ênfase na concentração, conscientização e qualidade do movimento (Souza, 2006). Abrange exercícios de alongamento e fortalecimento muscular, realizados em aparelhos específicos ou no solo, envolve contrações concêntricas, excêntricas e, principalmente isométricas, com destaque no recrutamento dos músculos do powerhouse, o qual é responsável pela estabilização do corpo.

O Método tem sido utilizado para o desenvolvimento de capacidades físicas condicionantes, fins terapêuticos, alinhamento postural, bem-estar e disciplina mental (Emery, 2010)Considerando que o Método prioriza a ativação dos músculos posturais, há uma crença entre os profissionais que a sua prática sistemática pode promover ajustes positivos no alinhamento postural (Latey, 2001).

O alinhamento postural remete a um estado de equilíbrio articular, sendo determinado pela relação entre os segmentos do corpo e a força necessária para estabilizar articulações e favorecer movimentos simétricos.

Tendo em vista o aumento da incidência de desvios posturais e problemas relacionados nos últimos anos e o uso do Método como forma de intervenção no desenvolvimento de equilíbrios posturais passa a ser destaque (Fejer, et al, 2006).

PilatesVejamos Alguns Estudos

Uma revisão sistemática analisou o efeito do método na postural corporal de mulheres. As pesquisas sobre os efeitos da prática do Pilates no alinhamento postural estático apresentam diferenças metodológicas, mas não inviabilizam suas comparações.

Com relação à amostra, três estudos foram conduzidos predominantemente com adultas jovensNo que tange à qualidade, três estudos obtiveram classificação elevada, sendo esses realizados com mais de 30 indivíduos, porém somente um optou exclusivamente por idosas. Donahoe-Filmore et al. também se detiveram na faixa etária adulta jovem, porém conduziram um estudo de baixa qualidade, com apenas 11 pessoas, o qual devemos ter cautela na interpretação dos resultados.

No estudo realizado por Sinzato et al. foi utilizada a metodologia de aquisição e análise de imagem do software de Avaliação Postural (SAPO) em que, a partir de pontos pré-definidos, os autores calcularam os alinhamentos horizontais da cabeça, acrômios, pelve e espinha ilíaca ântero-superior, assimetria horizontal da escápula em relação à T3, os ângulos frontais dos membros inferiores, o alinhamento vertical do corpo, o ângulo do joelho e ângulo Q.

E as assimetrias do centro de gravidade nos planos frontal e sagital (baseadas no modelo antropométrico proposto por Zatsiorsky e Seluyanov, adaptado por Leva. Ao comparar os períodos pré e pós (após 20 sessões), intra e intergrupos, não observaram diferença com relação às variáveis analisadas.

Já Cruz et al.  com 24 sessões já seriam capazes de melhorar os alinhamentos frontal dos ombros e sagital da pelve, e este parece ser observado se a frequência da intervenção for duas vezes semanais. Após a prática de 48 sessões, esses ajustes posturais permanecem, e, além disso, são percebidas mudanças também no alinhamento sagital da cabeça.

Junges et al. Após 60 sessões de intervenção, o grupo submetido ao Pilates apresentou diminuição da distância cérvico-torácica no plano sagital, aumento da altura dos ombros e escápulas na posição de costas, e ganho de estatura. Além disso, usaram radiografias para mensurar o ângulo de Cobb da cifose torácica, o qual reduziu significativamente após a prática do Método.

Curso de PilatesConclusão

Baseado nos estudos e na qualidade metodológica, não há evidencia cientifica suficiente para comprovar a eficiência do método, porém, observa-se um grande e elevado número de prática baseado na prática clínica. Para comprovação cientifica do método no que diz respeito a postura é preciso estudos com metodologias definidas e o mínimo possível de viés.

Bibliografia

Cruz-Ferreira A, Fernandes J, Laranjo L, Bernardo LM, Silva A. A systematic review of the effects of Pilates method of exercise in healthy people. Arch Phys Med Rehabil. 2011;92(12):2071-81.

Santos CIS, Cunha ABN, Braga VP, Saad IAB, Ribeiro MAGO, Conti PBM, et al. Ocorrência de desvios posturais em escolares do ensino público fundamental de Jaguariúna, São Paulo. Rev Paul Pediatr. 2009;27(1):74-80.

Marés G, Oliveira KB, Piazza MC, Preis C, Bertassoni Neto L. A importância da estabilização central no método Pilates: uma revisão sistemática. Fisioter Mov. 2012;25(2):445-51.

De Souza MCS, Vieira CB. Who are the people looking for the Pilates method? J Body Mov Ther. 2006;10(4):328-34.

Emery K, De Serres SJ, McMillan A, Côté JN. The effects of a Pilates training program on arm-trunk posture and movement. Clin Biomech. 2010;25(2):124-30.

Fejer R, Kyvik KO, Hartvigsen J. The prevalence of neck pain in the world population: a systematic critical review of the literature. Eur Spine J. 2006;15(6):834-48.

Cruz-Ferreira A, Fernandes J, Kuo YL, Bernardo LM, Fernandes O, Laranjo L, et al. Does Pilates-based exercise improve postural alignment in adult women? Women Health. 2013;53(6):597-611.

Autor

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – The Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates na Gravidez: Benefícios!

pilates na gravidezBenefícios do Pilates na Gravidez

Os benefícios do Pilates na Gravidez são inúmeros, mas vamos conhecer um pouco sobre as alterações que ocorrem durante a gestação, por assim entender todos os benefícios do pilates na gravidez.

Serão abordados temas como as alterações anatômicas, fisiológicas e mecânicas pelas quais a gestante passa e as vantagens da aplicação do método pilates nestas alterações.

Durante todo o processo da gravidez, a gestante passará por transformações hormonais, circulatórias e respiratórias de grande importância, para que seu corpo possa naturalmente se transformar, para formar, desenvolver e acomodar o seu bebê (KISNER, 1998).

Queixas durante a gravidez

Algumas queixas que ocorrem durante a gestação por não constituírem uma doença definida, passam a ser consideradas características próprias da gravidez, como náuseas, vômitos, constipação, vertigem, palpitações, sonolência, insônia, cãibras, astenia, depressão, varizes e a lombalgia, são queixas bem frequentes pelas gestantes (FERREIRA, 2001).

Talvez a principal queixa seja a lombalgia dentre as alterações musculoesqueléticas, é vista como um desconforto inerente a gestação, não precisando de cuidados, porém, segundo Ferreira (2001).

PS: Discordo completamente, apesar dessa alteração não ser permanente, coloca-se no lugar da mulher que ficará com aquela alteração por 40 semanas, dores e incomodo todo tempo. Portanto, acho muito viável que todo profissional Fisioterapeuta e Professor de Educação Física atente-se e saiba quais são as alterações durante a gestação e trabalhe de forma preventiva modificando e amenizando o quadro durante o período gestacional.

Mas voltando ao assunto….

Importância do Pilates na gravidez ou qualquer atividade Física bem prescrita

O pilates na gravidez ou o exercício físico é necessário desde o inicio, eles fornecem a gestante flexibilidade, fortalecimento muscular e preparo para o corpo se adaptar com o aumento gradativo de peso e volume. O bom estado físico facilita o parto (ROSA, 2012). A gravidez é um momento de grandes mudanças musculoesqueléticas, físicas e emocionais e ainda assim considerada como uma condição de saúde (KISNER, 1998).

Assoalho Pélvico

Os acontecimentos que ocorrem na vida da mulher como a gravidez, o parto, a menopausa, o aumento de peso e o envelhecimento afetam a força desta musculatura e a outras estruturas que dão suporte ao assoalho pélvico (FRANCESCHET, 2009).

Kisner (1998) descreve que o assoalho pélvico tem como função dá suporte aos órgãos pélvicos e seus conteúdos, suporta aumentos na pressão intra-abdominal, provê controle esfincteriano às aberturas do períneo e funciona em atividades reprodutivas e sexuais.

Os rins aumentam cerca de 1 cm no comprimento. Maior probabilidade de desenvolvimento de infecções no trato urinário durante a gravidez devido a estase urinária, isto ocorre porque os ureteres penetram na bexiga em um ângulo perpendicular, já que o útero está alargado, isso pode resultar em refluxo de urina para fora da bexiga e de volta para o ureter (KISNER, 1998).

Alterações Musculoesqueléticas

Rotação interna de membros superiores com prostração escapular, devido o aumento das mamas e posicionamento para cuidado do bebê após o parto. Aumento da lordose cervical e desenvolvimento de anteriorização da cabeça para compensar o alinhamento dos ombros.

Devido o aumento do peso do útero e seu conteúdo ocorre uma alteração para cima e para frente do centro de gravidade. Aumento da lordose lombar para compensar a mudança no centro de gravidade, hiperextensão dos joelhos que provavelmente ocorra devido a mudança no centro de gravidade.

Transferência do peso corporal para os calcanhares para trazer o centro de gravidade para uma posição mais posterior. As alterações ocorridas na postura da gestante geralmente não se corrigem espontaneamente após o parto, e pode continuar como uma postura adquirida, e o ato de carregar o bebê no colo pode também perpetuar a má postura.

Os músculos abdominais são alongados até o ponto de seu limite elástico no final da gravidez. Diminuição sistêmica na força de tensão ligamentar e aumento na mobilidade das estruturas suportadas por eles. Devido a frouxidão ligamentar ocorre uma hipermobilidade articular. O assoalho pélvico desce em média até 2,5cm, precisando suportar o peso do útero. Pode ocorrer distensão e/ou rompimento do assoalho pélvico durante o parto (KISNER, 1998).

Alterações Cardiopulmonares

A circunferência total do tórax aumenta cerca de 5 a 7cm. Elevação do diafragma em cerca de 4 cm, ocorrida devido a alteração nas costelas. Aumento da profundidade da respiração. Aumento do volume corrente e a ventilação por minuto. Aumento de 15% a 20% no consumo de oxigênio, durante a gestação ocorre um estado natural de hiperventilação.

Aumento do volume sanguíneo de 35% a 50% em todo período gestacional e volta ao normal por volta de 6 a 8 semanas após o parto.

Em decúbito dorsal a aorta é parcialmente ocluída e a pressão na veia cava inferior aumenta no final da gestação devido á compressão feita pelo útero logo abaixo do diafragma. Distúrbios no ritmo cardíaco. Aumento da frequência cardíaca no final da gestação em média 10 a 20 bpm e retorna ao normal após 6 semanas do parto.

Aumento do débito cardíaco em 30% a 60%. Diminuição da pressão sanguínea já no primeiro trimestre, ocorre uma diminuição na pressão sistólica e uma diminuição maior na pressão diastólica, embora o débito cardíaco aumente, a pressão sanguínea diminui devido a distensibilidade venosa (KISNER,1998).

pilates na gravidez
Essas são algumas das alterações que ocorrem durante a gestação, portanto o melhor trabalho é identificar essas alterações e realizar o trabalho preventivo ao invés de esperar ocorrer uma dessas alterações.

Uma das formas de tratamento do assoalho pélvico é o treino funcional, que constitui a contrações especificas da musculatura que o compõem e tem como benefícios a melhor percepção e consciência corporal da região pélvica, o aumento da sua tonicidade, vascularização e força muscular.

No pilates, o trabalho da musculatura conhecido como power house, fortalece e tonifica toda a região pélvica, melhorando o desempenho de sua função (MIRANDA, 2011).

As mulheres que já apresentam problemas na coluna ou têm tendência a eles devem tomar os cuidados necessários para evitar a escoliose, a hérnia discal, protrusão de ombro, principalmente a hiperlordose lombar, além de outras alterações que possam ocorrer devido à modificação do eixo corporal durante a gestação.

O médico/Fisioterapeuta/Educador Físico poderá indicar um método de exercício que aumente a flexibilidade dos músculos das costas e fortalecem os músculos abdominais para prevenir ou reduzir dores (ROSA, 2012).

Pilates na GravidezAtividade Física x Gestação x Pilates

Devido as modificações ocorridas durante a gestação é importante a realização de exercício que se adaptem ao organismo. A atividade física trabalhará as transformações estéticas, a hiperdistenção dos músculos abdominais, os transtornos metabólicos e evitará dores lombares e dorsais e outros males que a falta de exercício pode causar.

A atividade física durante a gestação terá por objetivo promover uma melhor postura da mulher grávida durante o período gestacional e após o parto, aumentar a percepção da mecânica corporal correta, preparar os membros inferiores para a demanda com os cuidados para com o bebê, promover uma imagem corporal positiva, preparar os membros inferiores para o aumento de peso a ser suportado, melhorar a percepção e controle da musculatura do assoalho pélvico, manter a função abdominal e prevenir a patologia da diástase dos retos abdominais, manter um preparo cardiovascular seguro, informar a gestante as informações sobre as mudanças ocorridas no período gestacional e no parto, melhorar a capacidade de relaxamento, evitar problemas associados com a gravidez, preparar a grávida fisicamente para o momento do parto natural (KISNER, 1998).

Alguns exercícios são contra indicados durante a gestação dentre eles exercícios que exijam equilíbrio preciso, os competitivos, com movimentos repentinos e saltos, artes maciais, levantamento de peso, flexão ou extensão profunda, mergulho, aqueles que podem causar traumas abdominais, atividades aeróbicas em alta altitude e exercícios na posição supina após o terceiro trimestre de gestação.

Algumas patologias também possuem contraindicações para a realização de atividade física que são as doenças cardíacas descompensadas, doença pulmonar restritiva, placenta prévia, pré-eclâmpsia, cérvix incompleto ou multíparas com riscos de prematuridade (CASTRO, 2009).

Pilates na gravidez

O pilates é a maneira ideal de exercícios para trazer mais conforto durante a gravidez e ao parto, enfatizando na estabilidade da musculatura postural e do assoalho pélvico e no fortalecimento e alongamento suave dos músculos. Ele melhora a concentração e permite desenvolver em excelente relacionamento com o corpo ao exercitar-se, o que é especialmente importante durante a gestação. O método pilates não somente ajuda a melhorar a força postural, mas também o equilíbrio, coordenação e qualidade dos movimentos, sem sobrecarregar as articulações (ENDACOTT, 2007). 

Ao aplicar nos músculos essenciais para a postura, melhorará a estabilidade da musculatura postural e a resistência dos músculos do assoalho pélvico, o que ajudará a permanecer sem deformidades posturais e evitar dores lombares (ENDACOTT, 2007).

A prática do método pilates na gravidez proporciona excelente força dos músculos abdominais, proporcionando maior apoio das vísceras abdominais e permitindo melhor mobilidade e estabilidade da coluna vertebral. A melhora resultante em sua postura gera mais espaço para o bebê (ENDACOTT, 2007).

A prática regular do método durante a gestação e após o parto promove uma melhor recuperação do trabalho de parto e do parto propriamente dito, promovendo a grávida à base para readquirir as formas anteriores com o programa pós-parto (ENDACOTT, 2007).

Uma dúvida frequente entre alunos dos cursos e puérperas é: Quando posso voltar com aulas de Pilates no pós parto?

A mulher que teve parto natural pode iniciar os treinos indicados para o pós parto, fortalecimento de períneo e abdome, após 30 dias e, depois de três meses, voltar as atividades físicas praticadas antes da gravidez. Quem realizou cesariana deve esperar pelo menos 60 dias para iniciar a atividade pós-parto e 90 dias para retornar as atividades a que estava acostumada (BRISOTTI, 2012).

Bibliografia

ENDACOTT, Jan. Pilates para grávidas: exercícios simples e seguros para antes e depois do parto. São Paulo-SP: Manole, 2007.

BRISOTTI, Bel. Exercício: receita para a recuperação pós-parto. Guia de pilates, ed. on line, v. 3,n. 3, 2012.

KISNER, Carolyn. Exercícios terapêuticos: Fundamentos e técnicas. São Paulo, SP: Manole, 2ª edição, 1998.

BIM, Cintia. Fisioterapia aplicada a ginecologia e obstetrícia. Iniciação Científica Cesumar, v. 4, n. 1, mar-jul, pg 57-61, 2002.

LEITÃO, Marcelo. Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte: Atividade Física e saúde na mulher. Rev Bras Med Esporte, v. 6, n. 6, nov-dez, 2000.

Autor

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Lesões no Joelho, Como Avaliar?

lesao-no-joelhoLesões no Joelho, Como Avaliar?

As lesões no joelho apresentam variadas consequências para a função e a qualidade do indivíduo. A crescente procura por atividades físicas associadas a uma anatomia complexa e tão vulnerável como a articulação do joelho, fez com que aumentasse a incidência de leões ligamentares principalmente LCA.

A instabilidade é relatada pelo paciente que queixa-se de falseio e insegurança em determinados movimentos. A instabilidade crônica evolui com grandes incidências de alterações degenerativas radiográficas, além de lesões meniscais, e condrais.

A complexidade das lesões no joelho e o numero de critérios para avaliar sua função e sintomatologia tornam difícil de mensurar e quantificar os tratamentos empregados tanto para médicos quanto Fisioterapeutas. Portanto é importante ser criterioso na hora de avaliar o paciente tornando possível a melhor técnica cirúrgica, o melhor tratamento fisioterapêutico.

Avaliação

Várias formas de avaliação vem sendo empregado ao longos dos anos. O’Donoghue, 1955 desenvolveu um exame objetivo e um questionário de 100 pontos que era complementada com critérios subjetivos, como presença de derrame articular e avaliação funcional.

Slocum e larson, reconheceram a necessidade de avaliar a instabilidade rotatória e os valores comparativos de pré e pós operatórios. Desenvolveu uma escala de 100 pontos em critérios subjetivos, objetivos e funcionais. Sendo no funcional avaliação de correr, saltar, girar, agachar.

Marshall e colaboradores criaram a escala HSSKS – Hospital for Special Surgery Knee Score, especifico para lesões ligamentares do jeolho e incluiam sintomas subjetivos, função subjetiva e testes funcionais além do exame clínico.

Questionário de Lysholm para lesões no joelho

Lysholm desenvolveu uma escala avaliação de sintoma que, posteriormente, foi modificada por Tegner e Lysholm, avaliando achados clínicos, sintomas e função – O Lysholm Knee Scoring Scale. O questionário tem 8 perguntas com respostas fechadas que mensura abaixo de 64 pontos como “ruim”, acima de 84 a 94 pontos como “bom” e acima disso como excelente.

Lysholm questionare

Para tanto no Brasil existiu a necessidade de tradução e validação, esse trabalho foi realizado por pesquisadores da UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo.

 Conclusão

A tradução e adaptação cultural para versão em português teve demonstradas  suas proriedades de medida, reprodutibilidade e validade.

O questionário Lysholm é um instrumento útil para avaliação específica do sintomas de lesão no joelho em pacientes brasileiros.

Portanto a utilização do questionário tem validade e deve ser usado tanto por Fisioterapeutas quanto médicos no diagnóstico e possível avaliação do melhor método de tratamento, lembrando quê, outros questionários e métodos de avaliação não devem ser descartados.

Bibliografia

Peccin M. S, Ciconelli R, Cohen M. Questionário específico para sintomas do joelho “Lysholm Knee Scoring Scale” – tradução e validação para a língua portuguesa. Acta ortop. bras. vol.14 no.5 São Paulo  2006.

O’Donoghue DH. An analysis of end results of surgical treatment of major injuries to ligaments of the knee. J Bone Joint Surg Am. 1955; 37:1-13.

Lysholm J, Gillquist J. Evaluation of the knee ligament surgery results with special emphasis on use of a scoring scale. Am J Sports Med. 1982; 10:150-3.

 

Artigo escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Melhor Curso de Pilates

Como escolher o Melhor Curso de Pilates?

curso de pilates spEssa é uma pergunta muito complexa no mundo do Pilates, qual o melhor curso de pilates do mercado? haja visto que ultimamente há muitas escolas de Pilates,  algumas com nomes renomados que só buscam dinheiro sem importa-se com a qualidade do ensino e metodologia aplicada, algumas que reviram o túmulo do Joseph Pilates com exercícios totalmente sem nexo.

Há àquelas que tentam monopolizar montando várias escolas diferentes tentando ludibriar seus alunos, mas a qualidade continua a mesma, enfim, são uma série de fatores que pode influenciar na sua escolha.

Vamos tentar resumir aqui quais as qualidades que as escolas devem ter e quais podem suprir suas necessidades. Vamos responder a pergunta de um milhão de dólares! Qual o melhor curso de Pilates?

1 – Quem pode fazer os cursos de Pilates?

Hoje temos resoluções do COFFITO Resolução 386/2011 e CONFEF 201/2010 quê, permitem apenas os PROFISSIONAIS Fisioterapeutas e Educadores Físicos e ou ESTUDANTES das respectivas áreas realizem o curso. Lembrando que, para estudantes o curso serve como horas extracurriculares, obrigatório para obtenção do diploma de formação acadêmica.

Ps: Muito Cuidado com escolas de grande nome, com blogs famosos que permitem que qualquer pessoa da área da saúde realizem o curso, lembre-se isso é exclusivo das duas áreas descritas acima além de aumentar a concorrência da nossa área de atuação com profissionais não habilitados.

2 – Meu Diploma tem Validade Nacional e Internacional, qual órgão emite tal diploma?

Essa pergunta é muito mal explicada pelas escolas de cursos, que de certa forma “enganam seus alunos”, com objetivo de apenas captar alunos.

A certificação de Pilates é livre, considerada um curso de extensão que segue regras do MEC, CONFEF e COFFITO, porém nenhum órgão rege a certificação, nenhuma associação de Pilates tem o direito sobre o método, portanto não precisa gastar seu rico dinheiro municiando essas associações achando que teu certificado terá maior ou menor validade.

O curso de Pilates então tem validade tanto em território Nacional ou Internacional, Segue abaixo exemplo de alunos espalhados pelo mundo todo, Argélia, Itália, EUA, Dubai, Canadá, Irlanda. Confira aqui depoimentos.

3 – Qual Curso de Pilates devo fazer?

Realize de preferência o Curso de Pilates Completo (Solo, Bola, Aparelhos e Acessórios). importante verificar se a Escola Fornece Outros Cursos como Pilates Avançado em Patologias, Pilates na Gestação, Pilates Suspenso, dentre outros cursos de Educação Continuada.

4 – Qual valor de um Curso Completo E dos Cursos de Educação Continuada?

Há uma variabilidade enorme nos preços dos cursos, muitos também por conta de sua duração. Mas por via de regra os cursos com valores entre 1500,00 e 2000,00 estão dentro do esperado. Não há necessidade de realizar um curso de 10 mil reais, é um investimento muito alto e talvez não tenha o retorno imediato ou por conta desse curso não irá ganhar mais dinheiro que alguém que realizou o curso de 1500,00. Cursos de Pilates na Educação Continuada normalmente estão em torno de 500,00 a 1000,00 reais, Ex-alunos mutas vezes acaba ganhando algum desconto das escolas, podendo pagar um valor inferior.

5 – O que verificar para fechar o curso com a escola X ou Y?

Verifique principalmente quem são os instrutores, se o coordenador do curso realmente possui os cursos e graduações ao qual ele diz ter. Verifique se os cursos que os instrutores tem são relevantes para o Pilates.

Algo muito IMPORTANTE, verifique os depoimentos de outros alunos, colegas de profissão que já realizaram o curso. Veja se possui depoimentos em redes sociais, tais como site, facebook, instagram, youtube.

Verifique se há reclamações em órgãos como Reclame Aqui. mesmo que o mesmo seja solucionado é sinal que já houve problemas. Verifique também se o número de alunos é abaixo de 10 por turma, para um melhor aprendizado do grupo.

Verifique também se você tem contato direto com o diretor do curso, se possui fácil acesso aos mesmos, se eles mantém contato posteriormente, indicando vagas, cursos, dicas etc.

6 – Conteúdo programático

É importante que apresente o conteúdo programático atualizado, com referências atualizadas, apostilas coloridas, com todos os exercícios, grupos musculares trabalhados, indicações e contra-indicações de cada movimento, dentre outras.

O curso deve conter no mínimo 60% de prática, sendo ideal de 75% de parte prática e 25% de teórica. Que possibilite ao aluno a prática estágio não obrigatório, pois não são todos os alunos que disponibilizam de tempo livre.

O mais importante é a dedicação dos alunos aliados a prática dos instrutores e qualidade metodológica unidos em prol de uma aprendizagem adequada a utilização do método Pilates.

Gostaram das dicas? Cremos essas serem as mais importantes dentre todas! será que conseguimos responder qual o melhor curso de pilates? Se ainda houver Dúvidas, não hesite em tirar suas dúvidas conosco. 11 967811979 (whatsapp) ou [email protected]

 

SAM_0648 curso de pilates sp

 

 

 

 

 

Autor

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Fisioterapia – A Ciência da Reabilitação

FisioFisioterapia-Pilatesterapia

A Fisioterapia é uma ciência da saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas, na atenção básica, média complexidade e alta complexidade. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia, da sinergia funcional, e da cinesia patológica de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais.

Fisioterapeuta

Profissional de Saúde, com formação acadêmica Superior, habilitado à construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais (Diagnóstico Fisioterapêutico), a prescrição das condutas fisioterapêuticas, a sua ordenação e indução no paciente bem como, o acompanhamento da evolução do quadro clínico funcional e as condições para alta do serviço. Atividade de saúde, regulamentada pelo Decreto-Lei 938/69, Lei 6.316/75, Resoluções do COFFITO, Decreto 9.640/84, Lei 8.856/94.

Áreas de Atuação

Fisioterapia Clínica

  • Ambulatórios
  • Consultórios
  • Centros de Reabilitação
  • Hospitais e clínica

Saúde Coletiva

  • Ações Básicas de Saúde
  • Fisioterapia do Trabalho
  • Programas institucionais
  • Vigilância Sanitária

Educação

  • Direção e coordenação de cursos
  • Docência – níveis: secundário e superior
  • Extensão
  • Pesquisa
  • Supervisão técnica e administrativa

Outras

  • Esporte
  • Indústria de equipamentos de uso fisioterapêutico

Atribuições Profissionais

Fisioterapia Clínica

1. Atribuições Gerais

1.1.1 – Prestar assistência fisioterapêutica (Hospitalar, Ambulatorial e em Consultórios)

1.1.2 – Elaborar o Diagnóstico Cinesiológico Funcional, prescrever, planejar, ordenar, analisar, supervisionar e avaliar os projetos fisioterapêuticos, a sua eficácia, a sua resolutividade e as condições de alta do cliente submetido a estas práticas de saúde.

1.2 – Atribuições Específicas
1.2.1 – Hospitais, Clínicas e Ambulatórios
  • a) Avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exames laboratoriais e de imagens, da anamnese funcional e exame da cinesia, funcionalidade e sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
  • b) Elaborar o Diagnóstico Cinesiológico Funcional, planejar, organizar, supervisionar, prescrever e avaliar os projetos terapêuticos desenvolvidos nos clientes.
  • c) Estabelecer rotinas para a assistência fisioterapêutica, fazendo sempre as adequações necessárias.
  • d) Solicitar exames complementares para acompanhamento da evolução do quadro funcional do cliente, sempre que necessário e justificado.
  • e) Recorrer a outros profissionais de saúde e/ou solicitar pareceres técnicos especializados, quando necessário.
  • f) Reformular o programa terapêutico sempre que necessário.
  • g) Registrar no prontuário do cliente, as prescrições fisioterapêuticas, sua evolução, as intercorrências e as condições de alta da assistência fisioterapêutica.
  • h) Integrar a equipe multiprofissional de saúde, sempre que necessário, com participação plena na atenção prestada ao cliente.
  • i) Desenvolver estudos e pesquisas relacionados a sua área de atuação.
  • j) Colaborar na formação e no aprimoramento de outros profissionais de saúde, orientando estágios e participando de programas de treinamento em serviço.
  • k) Efetuar controle periódico da qualidade e da resolutividade do seu trabalho.
  • l) Elaborar pareceres técnicos especializados sempre que solicitados.
1.2.2 – Em Consultórios
  • a) Elaborar o Diagnóstico Cinesiológico Funcional, a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exames laboratoriais e de imagens, da anamnese funcional e exame da cinesia, da funcionalidade e do sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
  • b) Estabelecer o programa terapêutico do cliente, fazendo as adequações necessárias.
  • c) Solicitar exames complementares e/ou requerer pareceres técnicos especializados de outros profissionais de saúde, quando necessários.
  • d) Registrar em prontuário ou ficha de evolução do cliente, a prescrição fisioterapêutica, a sua evolução, as intercorrências e as condições de alta em Fisioterapia.
  • e) Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou sanitária.
  • f) Efetuar controle periódico da qualidade e funcionalidade dos seus equipamentos, das condições sanitárias e da resolutividade dos trabalhos desenvolvidos.
1.2.3 – Centros de Reabilitação
  • a) Avaliar o estado funcional do cliente, através da elaboração do Diagnóstico Cinesiológico Funcional a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exames laboratoriais e de imagens, da amnese funcional e do exame da cinesia, da funcionalidade e do sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
  • b) Desenvolver atividades, de forma harmônica na equipe multiprofissional de saúde.
  • c) Zelar pela autonomia científica de cada um dos membros da equipe, não abdicando da independência científico-profissional e da isonomia nas suas relações profissionais.
  • d) Participação plena na atenção de saúde prestada a cada cliente, na integração das ações multiprofissionalizadas, na sua resolutividade e na deliberação da alta do cliente.
  • e) Participar das reuniões de estudos e discussões de casos, de forma ativa e contributiva aos objetivos pretendidos.
  • f) Registrar no prontuário do cliente, todas as prescrições e ações nele desenvolvidas.

2. SAÚDE COLETIVA

22.1 – Atribuição Principal

Educação, prevenção e assistência fisioterapêutica coletiva, na atenção primária em saúde.

2.2 – Atribuições Específicas
2.2.1 – Programas Institucionais
  • a) Participar de equipes multiprofissionais destinadas a planejar, implementar, controlar e executar políticas, programas, cursos, pesquisas ou eventos em Saúde Pública.
  • b) Contribuir no planejamento, investigação e estudos epidemiológicos.
  • c) Promover e participar de estudos e pesquisas relacionados a sua área de atuação.
  • d) Integrar os órgãos colegiados de controle social.
  • e) Participar de câmaras técnicas de padronização de procedimentos em saúde coletiva.
  • f) Avaliar a qualidade, a eficácia e os riscos a saúde decorrentes de equipamentos eletro-eletrônicos de uso em Fisioterapia.
2.2.2 – Ações Básicas de Saúde
  • a) Participar de equipes multiprofissionais destinadas ao planejamento, a implementação, ao controle e a execução de projetos e programas de ações básicas de saúde.
  • b) Promover e participar de estudos e pesquisas voltados a inserção de protocolos da sua área de atuação, nas ações básicas de saúde.
  • c) Participar do planejamento e execução de treinamentos e reciclagens de recursos humanos em saúde.
  • d) Participar de órgãos colegiados de controle social.
2.2.3 – Fisioterapia do Trabalho
  • a) Promover ações terapêuticas preventivas a instalações de processos que levam a incapacidade funcional laborativa.
  • b) Analisar os fatores ambientais, contributivos ao conhecimento de distúrbios funcionais laborativos.
  • c) Desenvolver programas coletivos, contributivos à diminuição dos riscos de acidente de trabalho.
2.2.4 – Vigilância Sanitária
  • a) Integrar a equipe de Vigilância Sanitária.
  • b) Cumprir e fazer cumprir a legislação de Vigilância Sanitária.
  • c) Encaminhar às autoridades de fiscalização profissional, relatórios sobre condições e práticas inadequadas à saúde coletiva e/ou impeditivas da boa prática profissional.
  • d) Integrar Comissões Técnicas de regulamentação e procedimentos relativos a qualidade, a eficiência e aos riscos sanitários dos equipamentos de uso em Fisioterapia.
  • e) Verificar as condições técnico-sanitárias das empresas que ofereçam assistência fisioterapêutica à coletividade.

3. EDUCAÇÃO

3.1 – Atribuição Principal
  • a) Dirigir, coordenar e supervisionar cursos de graduação em Fisioterapia/Saúde.
  • b) Lecionar disciplinas básicas e profissionalizantes dos Cursos de Graduação em Fisioterapia e outros cursos na área da saúde.
  • c) Elaborar planejamento de ensino, ministrar e administrar aulas, indicar bibliografia especializada e atualizada, equipamento e material auxiliar necessários para o melhor cumprimento do programa.
  • d) Coordenar e/ou participar de trabalhos inter e transdisciplinares.
  • e) Realizar e/ou participar de atividades complementares à formação profissional.
  • f) Participar de estudos e pesquisas em Fisioterapia e Saúde.
  • g) Supervisionar programas de treinamento e estágios.
  • h) Executar atividades administrativas inerentes à docência.
  • i) Planejar, implementar e controlar as atividades técnicas e administrativas do ano letivo, quando do exercício de Direção e/ou Coordenação de cursos de graduação e pós-graduação.
  • j) Orientar o corpo docente e discente quanto à formação do Fisioterapeuta, abordando visão crítica da realidade política, social e econômica do país.
  • k) Promover a atualização didática pedagógica em relação à formação profissional do Fisioterapeuta.

4. OUTRAS

4.1 – Equipamentos e produtos para Fisioterapia (industrialização e comercialização).
  • a) Desenvolver/Projetar protótipos de produtos de interesse do Fisioterapeuta e/ou da Fisioterapia.
  • b) Desenvolver e avaliar a utilização destes produtos no meio social.
  • c) Elaborar manual de especificações.
  • d) Promover a qualidade e o desempenho dos produtos.
  • e) Coordenar e supervisionar as demonstrações técnicas do produto junto aos profissionais Fisioterapeutas.
  • f) Assessorar tecnicamente a produção.
  • g) Supervisionar e coordenar a apresentação do produto em feiras e eventos.
  • h) Desenvolver material de apoio para treinamento.
  • i) Participar de equipes multiprofissionais responsáveis pelo desenvolvimento dos produtos, pelo seu controle de qualidade e análise de seu desenvolvimento e risco sanitário.
4.2 – Esporte
  • a) Planejar, implantar, coordenar e supervisionar programas destinados à recuperação funcional de atletas.
  • b) Realizar avaliações e acompanhamento da recuperação funcional do cliente.
  • c) Elaborar programas de assistência fisioterapêutica ao atleta de competição.
  • d) Integrar a equipe multiprofissional de saúde do esporte com participação plena na atenção prestada ao atleta.

5. EXIGÊNCIAS LEGAIS

5.1 – Responsabilidade Técnica de empresas
  • a) Toda empresa ligada a produção de equipamentos de utilização em Fisioterapia e as que prestam assistência fisioterapêutica, são obrigadas ao registro nos Órgãos de controle e fiscalização do exercício da atividade profissional da Fisioterapia (Lei n.º 6.316/75).
  • b) No momento da solicitação de seu registro, deverão apresentar profissional Fisioterapeuta, para assumir a responsabilidade técnica da Empresa perante o órgão de fiscalização, a quem serão imputadas as responsabilidades pelas quebras da ética social que não sanear ou denunciar.
5.2 – Registro Profissional
  • a) Para o exercício da atividade profissional de Fisioterapeuta no país, é exigível além da formação em curso universitário superior, o registro do seu título no Conselho Profissional da categoria.
  • b) A atividade profissional só é permitida após o trâmite processual e a concessão de Carteira de Identidade Profissional de Fisioterapeuta (Lei nº 6.316/75).

Bibliografia

COFFITO

Artigo escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates para dor lombar

PilatesPilates para dor lombar

Esse artigo sobre Pilates para dor lombar é uma tradução de uma revisão sistemática ao qual estamos reproduzindo no blog e ao final damos crédito aos autores.

A lombalgia inespecífica é um dos maiores problemas de saúde em todo o mundo. O tratamento mais frequentemente usado para tratar os pacientes com esse problema são as intervenções baseadas em exercícios. Nos últimos anos, o método Pilates tem sido um dos programas de exercícios mais populares na prática clínica.

Objetivos

Avaliar os efeitos do método Pilates sobre a lombalgia inespecífica aguda, subaguda ou crônica.

Métodos de busca

Nós realizamos as buscas nas seguintes bases eletrônicas de dados: CENTRAL, MEDLINE, Embase, CINAHL, PEDro e SPORTDiscus, desde sua criação até março de 2014.

Atualizamos as buscas em junho de 2015, mas estes resultados ainda não foram incorporados à revisão. Nós também fizemos buscas nas bibliografias dos estudos incluídos e em seis bases eletrônicas de registros de ensaios clínicos. Nós não limitamos idioma ou data de publicação.

Critérios de seleção

Nós incluímos ensaios clínicos randomizados que avaliaram a efetividade do Pilates em adultos com lombalgia inespecífica aguda, subaguda ou crônica. Os desfechos primários foram dor, incapacidade, impressão global de recuperação e qualidade de vida.

Coleta de dados e análises: Dois autores da revisão realizaram independentemente a avaliação do risco de viés dos estudos incluídos, utilizando a ferramenta “risco de viés” recomendada pela Cochrane Collaboration. Nós também avaliamos a relevância clínica pela pontuação de cinco perguntas relacionadas a isso com as respostas “sim”, “não” e “não está claro”.

Nós avaliamos a qualidade geral da evidência, utilizando a ferramenta GRADE. Classificamos os tamanhos do efeito da intervenção em três níveis: pequeno (diferença média, DM, < 10% da escala), médio (DM de 10% a 20% da escala) ou grande (DM > 20% da escala). Quando os estudos usavam escalas diferentes, nós convertemos as medidas dos desfechos para uma escala única de 0 a 100.

Principais resultados: A busca encontrou 126 ensaios clínicos; 10 preencheram os critérios de seleção e foram incluídos na revisão (amostra total de 510 participantes). Consideramos que 7 estudos tinham baixo risco de viés e 3 tinham alto risco de viés.

Seis estudos compararam Pilates com uma intervenção mínima. Existe evidência de baixa qualidade de que o Pilates reduz a dor quando comparado com uma intervenção mínima. O tamanho do efeito dessa intervenção foi médio para as avaliações em um curto prazo (menos de três meses após a randomização) (DM -14,05, intervalo de confiança de 95%, IC 95%, de -18,91 a -9,19).

No médio prazo (de 3 meses até menos de 12 meses após a randomização), dois estudos forneceram evidência de moderada qualidade de que o Pilates reduz a dor em comparação com uma intervenção mínima; o tamanho do efeito foi médio (DM -10,54, IC 95% -18,46 a -2,62).

Existe evidência de baixa qualidade, baseada em cinco estudos, de que o Pilates, comparado com uma intervenção mínima, melhora a incapacidade no curto prazo, com um tamanho de efeito pequeno (DM -7,95, IC 95% -13,23 a -2,67).

Esses cinco estudos também mostram que o Pilates tem um efeito na redução da lombalgia no médio prazo, sendo que o tamanho desse efeito é médio (DM -11,17, IC 95% -18,41 a -3,92, evidência de qualidade moderada). Existe evidência de baixa qualidade, proveniente de um único estudo, de que o Pilates melhora a função no curto prazo, sendo que o tamanho desse efeito é pequeno (DM 1,10, IC 95% 0,23 a 1,97).

O mesmo estudo indica que o Pilates melhora a impressão global de recuperação no curto prazo (DM 1,50, IC 95% 0,70 a 2,30; evidência de baixa qualidade; pequeno tamanho do efeito), mas não em médio prazo para nenhum desfecho. Quatro estudos compararam Pilates com outros exercícios.

Para o desfecho dor, nós apresentamos os resultados de forma narrativa devido ao alto grau de heterogeneidade entre os estudos. Em curto prazo, com base em evidência de baixa qualidade, dois estudos demonstraram efeito significante em favor do Pilates e um estudo não encontrou diferença significativa.

Em médio prazo, com base em evidência de baixa qualidade, um estudo relatou efeito significante em favor do Pilates, e um estudo relatou diferença não significativa para esta comparação. Para incapacidade, existe evidência de moderada qualidade de que não existe diferença significativa entre o Pilates e outros exercícios, nem em curto prazo (DM -3,29, IC 95% -6,82 a 0,24) nem em prazo intermediário (DM  -0,91, IC 95% -5,02 a 3,20), com base em dois estudos para cada comparação.

Com base em evidência de baixa qualidade, proveniente de um único estudo, não houve diferença significativa no curto prazo em relação à função do grupo que praticou Pilates comparado com o grupo que praticou outros exercícios (DM 0,10, IC 95% -2,44 a 2,64).

Porém, houve melhora significante da função avaliada no médio prazo em favor dos outros exercícios, apesar de o tamanho do efeito ser pequeno (MD -3,60, IC 95% -7,00 a -0,20). A impressão de melhora global não foi avaliada nesta comparação e nenhum dos estudos incluiu o desfecho qualidade de vida. Dois estudos incluídos nesta revisão avaliaram os efeitos adversos do Pilates: um não encontrou nenhum efeito adverso e o outro relatou efeitos adversos menores.

Conclusões dos autores

Nós não encontramos nenhuma evidência de alta qualidade para nenhuma das comparações entre os tratamentos, desfechos ou períodos investigados. Porém, existe evidência de qualidade baixa a moderada de que o Método Pilates é mais efetivo que uma intervenção mínima para dor e incapacidade. Na comparação do Pilates versus outros exercícios para melhora da função, ele mostrou ter um pequeno efeito sobre esse desfecho no médio prazo. Assim, enquanto existe alguma evidência da efetividade do Pilates para lombalgia, não existe evidência conclusiva de que ele seja superior a outras formas de exercícios. A decisão para se usar o Pilates para lombalgia pode ser baseada nas preferências dos pacientes ou dos profissionais de saúde e nos custos.

Comentários

Esta revisão sistemática fornece dados importantes sobre o impacto do método Pilates no tratamento da dor lombar não específica. Entre os 10 estudos que preencheram os critérios de inclusão, 7 apresentaram baixo risco de viés e 3 tiveram alto risco. Seis estudos compararam o Pilates com uma intervenção mínima e mostraram evidência de baixa e moderada qualidade quanto à redução da dor e melhora da incapacidade em curto e médio prazos e um estudo mostrou evidência de baixa qualidade em curto prazo para a função e impressão global de recuperação.

Quatro estudos compararam o método Pilates com outro tipo de exercícios; foi observada redução da dor a curto prazo em dois estudos e médio prazo em um estudo (evidência de baixa qualidade); a respeito da incapacidade, evidência de qualidade moderada foi encontrada em dois estudos em curto e médio prazo.

Para a função em curto prazo, nenhuma diferença significativa foi encontrada, no entanto, em médio prazo, houve efeito significativo a favor de outros exercícios. Nenhum evento adverso foi observado nesta revisão, mostrando a segurança deste método para essa população.

Esta revisão sistemática sugeriu que o método Pilates é ligeiramente melhor quando comparado a uma intervenção mínima em relação a dor e incapacidade, no entanto, não mostra superioridade do método Pilates, quando comparado com outros exercícios.

Uma vez que os benefícios do Pilates parecem ser semelhantes a outros exercícios, a decisão de usá-lo como tratamento para pacientes com dor lombar não específica deve estar baseada nas preferências do provedor, do paciente, e nos custos. Outros estudos com metodologia mais robusta devem ser realizados e os custos desse tratamento devem ser analisados.

Tradução: Centro Cochrane do Brasil (Julia Vajda de Albuquerque e Carolina de Oliveira Cruz) e Liga de Saúde Baseada em Evidências da Universidade Federal de Medicina (EPM-Unifesp).

Bibliografia

Yamato TP, Maher CG, Saragiotto BT, et al. Pilates for low back pain. Cochrane Database Syst Rev. 2015;(7).

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates e Suplementação de Creatina

Pilates e Suplementação de CreatinaPilates e Suplementação de Creatina

Muitas pessoas perguntam: Se Pilates e suplementação de creatina pode? E o principal combustível é a Creatina?

Pois bem, vamos discorrer um pouco sobre a creatina e seu papel na ação muscular, síntese e ressíntese de ATP e quais benefícios e contra-indicações, nas atividades físicas.

A creatina monoidratada (CrM) é amplamente utilizada, sobretudo, por atletas e indivíduos fisicamente ativos, devido aos seus possíveis efeitos ergogênicos sobre a massa muscular e o desempenho físico anaeróbio (Mendes, Tirapegui, 1999; Mesa et al., 2002; Branch, 2003; Volek, Rawson, 2004).

Acredita-se que a quantidade de creatina fosfato (PCr) armazenada no músculo pode ser fator limitante para o desempenho físico em exercícios de alta intensidade e curta duração (Hultman et al., 1991; Balsom et al., 1994).

Desse modo, sugere-se que o aumento nas reservas musculares de creatina total (CrT) e de PCr, induzido pela suplementação de Crm, possa aumentar a disponibilidade de PCr e, conseqüentemente, acelerar a taxa ressíntese de ATP durante exercícios anaeróbios intermitentes (repetitivos), favorecendo a melhoria do desempenho físico nesse tipo de exercício (Balsom, Söderlund, Ekblom, 1994; Cooke et al.,1999; Peeters, Lantz, Mayhen, 1999; Havenetidis et al., 2002; Smith et al., 2004).

Vejamos alguns estudos:

Um trabalho sobre o Efeito de oito semanas de suplementação com creatina monoidratada sobre o trabalho total relativo em esforços intermitentes máximos no cicloergômetro de homens treinados. Inicialmente, os sujeitos foram submetidos a treinamento padronizado com pesos durante 19 semanas, compreendendo três sessões semanais, que foram realizadas em dias alternados, com o propósito de equiparar a condição física, para que todos iniciassem a etapa de suplementação CrM ou placebo em condições semelhantes. 

Os indivíduos foram separados aleatoriamente em grupo suplementado com CrM(CR; n=13) e placebo (PL; n=13).

Após os participantes do estudo serem separados aleatoriamente, esses receberam Crm ou placebo (maltodextrina) (Integralmédica S/A, Agricultura e Pesquisa, Brasil), por meio de um delineamento duplo cego durante 8 semanas, em forma de cápsulas com cor e textura semelhantes.

benefícios da creatinaMinistração da suplementação

Durante os primeiros cinco dias da fase de suplementação, os indivíduos ingeriram 20 g/dia de Crm ou placebo, em quatro doses iguais de 5 g, separadas a cada 3-4 horas. Nos 51 dias subsequentes, uma única dose de 3 g/dia foi consumida. Os indivíduos foram orientados a associarem 250 mL de bebidas carboidratadas a cada dose de suplementação (Green et al., 1996a; Green et al., 1996b).

Vale ressaltar que a melhora no desempenho ao final das series consecutivas do TW após as oito semanas de suplementação foi acompanhada por aumentos significativos nos estoques musculares de Cr, PCr e CrT em 20%, 20% e 21%, respectivamente, comparados aos valores iniciais.

Esses achados corroboram estudos de outros autores, os quais têm atribuído o aumento do trabalho total a um possível aumento na ressíntese de PCr entre os esforços, a partir da suplementação de Cr(Febbraio et al., 1995; Havenetidis et al., 1995; Casey et al., 1996; Nevill et al., 1997; Havenetidis et al., 2002; Havenetidis, Bourdas, 2003).

O aumento no trabalho total realizado em esforços intermitentes de alta intensidade e curta duração tem sido relatado até mesmo em curtos períodos de suplementação com creatina (d < 7 dias) (Birch, Noble, Greenhaff, 1994; Havenetidis et al., 1995; Casey et al., 1996; Havenetidis et al., 2002; Havenetidis , Bourdas, 2003).

Creatitina excretada pela urina e sobrecarga aos rins

Com relação à taxa de excreção de creatinina na urina, não foi observado aumento significativo no grupo que ingeriu creatina, após o período de suplementação, embora o grupo CR apresentasse sua taxa de excreção aumentada (22%) quando comparado ao grupo PL. Estudo conduzido por Harris, Söderlund e Hultman (1992) demonstrou que a saturação de creatina no músculo esquelético está fortemente associada com níveis elevados de creatinina urinária.

A partir dos achados do presente estudo podemos concluir que a suplementação com Crm (20 g.d-1 por 5 dias, seguido de 3 g.d-1 por 51 dias) por longo período (8 semanas) aumentou a produção de trabalho total em esforços máximos intermitentes no cicloergômetro em homens treinados, sugerindo que a suplementação de Crm pode melhorar o desempenho físico em esforços repetidos de alta intensidade e curta duração.

Considerando que o Pilates é uma técnica que trabalha exercícios resistidos e alongamento dinâmico, potencialmente a creatina pode beneficiar seus praticantes, assim como auxilia na musculação e atividades anaeróbias. Portanto, o uso pode e deve ser ministrado para seus alunos/pacientes a fim de melhorar a ressíntese de ATP, melhorar a taxa metabólica e consequentemente a melhora da performance motora, porém deve ser administrado com cautela e por um profissional da área esportiva (nutricionista, fisiologista).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Position stand: progression models in resistance training for healthy adults. Med. Sci. Sports Exercise, Hagerstown, v.34, n.2, p.364-380, 2002.         [ Links ]

BALSOM, P.D.; GAITANOS, G.C.; EKBLOM, B.; SJÖDIN, B. Reduced oxygen availability during high intensity intermittent exercise impairs performance. Acta Physiol. Scand., Oxford, v.152, n.3, p.279-285, 1994.        [ Links ]

BALSOM, P.D.; SÖDERLUND, K.; EKBLOM, B. Creatine in humans with special reference to creatine supplementation. Sports Med., Atkinson, v.18, n.4, p.268-280, 1994.

BURKE, D.G.; SMITH-PALMER, T.; HOLT, L.E.; HEAD, B.; CHILIBECK, P.D. The effect of 7 days of creatine supplementation on 24-hour urinary creatine excretion. J. Strength Cond. Res., Champaign, v.15, n.1, p.59-62, 2001.         [ Links ]

BURKE, D.G.; CHILIBECK, P.D.; PARISE, G.; CANDOW, D.G.; MAHONEY, D.; TARNOPOLSKY, M. Effect of creatine and weight training on muscle creatine and performance in vegetarians. Med. Sci. Sports Exercise, Hagerstown, v.35, n.11, p.1946-1955, 2003. 

 

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates

HipercifoseHipercifose na Terceira Idade e o Pilates

Pensando em envelhecimento, é importante que este seja abordado em qualquer contexto o aspecto preventivo, promovendo a saúde e sua conservação antes de serem consideradas as doenças e as incapacidades, seja ela qual for, ex. a Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates pode ser um método preventivo muito completo.

A simetria das estruturas esqueléticas, equilibradas pela estabilidade muscular, proporciona movimentos amplos que respeitam os limites individuais e, no individuo idoso, contribuem para facilitar a independência em seus afazeres diários.

Além disso, a correta disposição articular possibilita um melhor trabalho respiratório e evita atritos articulares que desencadeiam disfunções crônicas e degenerativas, comumente encontradas neste público.

Com o passar do tempo, a inatividade do corpo reduz a capacidade muscular de sustentação corporal, o que permite a acentuação das curvas vertebrais, encontradas com frequência no envelhecimento.

Desvios como a protração da cervical e o aumento da curva cifótica torácica, são reflexos do desequilíbrio muscular, representados por uma fraqueza de músculos extensores da coluna e retração ou encurtamento de parte da musculatura anterior. Com isso, o centro de gravidade desloca-se para frente e modifica a direção imposta do peso corporal sobre estruturas como vértebras e discos intervertebrais. Esse processo pode resultar posteriormente em compressões discais, pinçamentos nervosos e atritos articulares.

Detecção da Hipercifose

Hipercifose na Terceira Idade e o PilatesA concavidade da coluna vertebral ultrapassa aproximadamente os 50º, calculada a partir de uma medida angular, no método radiográfico de Cobb ou como conhecido ângulo de Cobb.. Junto a esta alteração postural, é comum identificar-se também a protração do ombro e possível encurtamento de peitorais.

No envelhecimento, é notório que o sedentarismo atua como fator desencadeante de desequilíbrios musculares. Como consequência de um ritmo de vida lento, a perda de massa óssea, bem como a obesidade, são fatores que podem intensificar a reordenação postural, causada pela falta de sustentação muscular e pela ação da gravidade.

Tal condição atinge não somente a coluna vertebral, mas também outras articulações que, por sua vez, contribuem para que o corpo fique suscetível a desequilíbrios e a restrições de movimentos.

Autodetecção

hipercifose e o pilates na terceira idadeAtravés da autoavaliação, é possível identificar as assimetrias e os desvios mais avançados através da autoanálise da imagem espelhada. Entretanto, é sabido que em alguns casos a percepção do corpo nem sempre parece ser compatível com a realidade encontrada. Com isso, dependendo da representação que o indivíduo tem de si e de sua imagem, a identificação dos desvios posturais existentes também pode ser prejudicada.

Por isso se faz necessário a busca de um profissional Médico e Fisioterapeuta para detecção através de exames radiológicos, físicos e a utilização de métodos como o Cobb para evidenciar o grau do acometimento e poder traçar um tratamento ideal seja ele Pilates, RPG, Fisioterapia convencional, e ou outros métodos.

A certeza de que o envelhecimento traz consigo uma série de consequências que desqualificam a boa saúde na terceira idade faz com que o idoso não se sinta responsável pelas alterações de postura existentes.

As falas que representam o achado são: “É a natureza! A gente vai diminuindo! Só vai adiar o que virá, daqui dois, três anos. É inevitável”. Na velhice, o idoso com hipercifose torácica insere esta condição naquelas que ele considera próprias e, portanto, inevitáveis, do envelhecimento.

Tal concepção dificulta o olhar atento às informações sobre prevenção e alternativas de tratamentos: “Só a barriga tá diferente. O resto do corpo já é de idoso, né!”; “Pra idade é normal, né! Ficar com o corpo reto cansa.”

portanto, se me perguntarem sobre a Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates, é recomendado? A resposta será sem dúvida nenhuma que “SIM”.

Atividade Física

Pilates na EscolioseO Pilates é um método de atividade física que preza pelo alinhamento articular, mobilidade, flexibilidade e o reequilíbrio corporal, utilizando de estudos biomecânicos, e outras técnicas o criador Joseph Pilates acabou criando essa técnica e todos os adeptos quer queira ou não são bonificados pelos benefícios que o Pilates promove.

O método Pilates Solo ou Aparelhos são uma forma de exercício físico que favorece o condicionamento físico, alinhamento postural e melhora da coordenação motora, por isso tem sido frequentemente utilizado na reabilitação e na busca pela prática de exercício físico.

Contudo é necessário um profissional adequado, formado por uma boa escola de Pilates, com conhecimento em patologias ortopédicas, geriatria e tudo que o envolve.

Uma pesquisa foi desenvolvida na Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), campus de Marília-SP.

Participaram do estudo 31 mulheres com idade entre 60 e 75 anos, que foram dividas de maneira aleatória, por meio de sorteio simples, em dois grupos: Grupo Pilates (GP) e Grupo Controle (GC). Como critérios de elegibilidade, as voluntárias deveriam ter idade igual ou acima de 60 anos, ângulo maior que 40 graus na curvatura da coluna vertebral em nível torácico no plano sagital.

Nenhuma das participantes possuía qualquer alteração neurológica e ou doenças prévias que pudesse comprometer o estudo, tais como,  deficit de compreensão, sinal de compressão nervosa, espondilite anquilosante, artrite reumatoide, tumores na coluna vertebral, fratura vertebral e síndrome da cauda equina.

Foi realizada a avaliação inicial em ambos os grupos, composta por ficha com dados pessoais e informações gerais sobre a saúde e testes específicos de equilíbrio e mensuração do ângulo de cifose torácica. Ao fim da avaliação inicial, o GP iniciou o treinamento com o método Pilates Solo e o GC assistiu palestras durante oito semanas.

Ao término das oito semanas ambos os grupos foram reavaliados. O GC, após esta reavaliação, recebeu oito semanas de aulas de Pilates Solo. As avaliações foram realizadas por um fisioterapeuta treinado e somente ele as aplicou em todas as voluntárias.

Treinamento do método Pilates Solo

Hipercifose na Terceira Idade e o PilatesO treinamento com o método Pilates Solo foi realizado durante oito semanas, com frequência de duas vezes por semana (16 sessões) com duração de uma hora cada sessão.

Os exercícios utilizados foram os do método Pilates Solo (quadro 1) e a aplicação ocorreu de modo progressivo e com a evolução dos exercícios de menor dificuldade para os de maior.

Todas as voluntárias para aumentar o nível deveriam realizar os exercícios com a presença de todos os princípios do método que foram ensinados no início do treinamento. Os exercícios foram aplicados por duas fisioterapeutas com conhecimento do método Pilates Solo.

Exercícios Propostos

Conclusão

Os resultados do estudo apontam melhora na hipercifose torácica e manutenção do equilíbrio estático após oito semanas de treinamento com o método Pilates Solo.

O método Pilates Solo tem como um dos seus objetivos a estabilização central com o fortalecimento dos músculos do centro de força (músculos abdominais, assoalho pélvico e da região lombar)e dos músculos da cintura escapular e pélvica.

Outros estudos, tal como o de Ferreira et al. avaliou o efeito do método Pilates Solo no alinhamento postural em mulheres adultas, o treinamento ocorreu durante seis meses e observou melhoria significativa do alinhamento sagital da coluna cervical e torácica, corroborando os resultados deste estudo que verificaram melhora da hipercifose torácica.

Limitações do Estudo

As limitações encontradas no presente estudo foram o número amostral insuficiente, a não realização da avaliação do equilíbrio dinâmico, a não realização de uma avaliação após o destreino do grupo e a não realização de um grupo de treinamento com exercícios convencionais.

Mas podemos concluir que há a melhora da Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates como método a cumprir os objetivos de melhorar o equilíbrio postural nos pacientes praticantes do método.

Referências

Burke TN, Franca FJR, Meneses SRF, Cardoso VI, Pereira RMR, Danilevicius CF, et al. Postural control among elderly women with and without osteoporosis: is there a difference? São Paulo med j 2010;128(4):219-24.

Bandeira FM, Delfino FC, Carvalho GA, Valduga R. Comparação entre a cifose torácica de idosos sedentários e praticantes de atividade física pelo método flexicurva. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2010;12(5):381-86.

Ferreira C, Aidar F, Novaes G, Vianna J, Carneiro A, Menezes L. O método Pilates sobre a resistência muscular localizada em mulheres adultas. Motriz 2007;3(4):76-8.

Navega MT, Furlanetto MG, Lorenzo DM, Morcelli MH, Tozim BM. Efeitos do método Pilates Solo no equilíbrio e na hipercifose torácica em idosas: ensaio clínico controlado randomizado. Rev. bras. geriatr. gerontol. vol.19 no.3 Rio de Janeiro May/June 2016.

Gasparotto LPR, Reis CCI, Ramos LR, Santos JFQ. Self-evaluation of posture by elderly people with or without thoracic khyposis. Ciênc. saúde coletiva vol.17 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2012.

Palavras Chaves: Hipercifose, Método Pilates, Alterações Posturais, Hipercifose na Terceira Idade e o Pilates.

Artigo escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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Pilates na Cervicalgia

Pilates na CervicalgiaPilates na Cervicalgia

Pilates na cervicalgia pode ser um grande aliado, mas é importante entender e saber o que é uma cervicalgia, um termo tão abrangente, podendo ser inúmeras patologias, inclusive causada por patologias associadas.

Portanto é necessário identificar essa cervicalgia para então traçar os melhores exercícios, tratamento adequado para cada indivíduo.

A cervicalgia é comum na população geral com prevalência de 10% a 15%, acometendo em torno de 60% a 70% de indivíduos adultos em algum momento de sua vida. A incidência anual em adultos é cerca de 15%, sendo que as mulheres têm uma maior probabilidade do que os homens de desenvolver dores cervicais e de sofrer com problemas cervicais persistentes.

Sobre a cervicalgia pouco se sabe sobre a história natural e a sua evolução. Além da dor, podem haver queixas de limitação da amplitude de movimentos articulares e rigidez local, desencadeadas ou agravadas por movimentos cervicais bruscos ou posturas sustentadas do segmento cervical, traumas, acidentes.

Tipos de Cervicalgia

Podemos classificar em dois tipos: Inespecífica e Específica (por uma patologia instalada).
Como causas específicas temos as radiculopatias, a cefaleia cervicogênica, a síndrome do chicote (whiplash), os tumores ou metástases, as fraturas, a espondilite anquilosante, a artrite reumatóide, cirurgias, cervicalgia aguda e subaguda, mielopatia, espasticidade, distonia, infecções e cefaleia.

CERVICALGIA AGUDA

Na cervicalgia Aguda por exemplo, em que não há evidência de trauma, e comprometimento neurológico é afastado, o conjunto de evidências sugere que o manejo pode ser feito com anti-inflamatórios não-hormonais ou analgésico.

Na presença de contratura muscular, pode-se lançar mão de relaxantes musculares, terapias como eletroterapia analgésica, gelo, ultrassom, terapias combinadas são indicações. Cuidado com terapias manipulativas, acupuntura, Pilates. Lembrando estamos falando da cervicalgia aguda.

CERVICALGIA CRÔNICA

Na cervicalgia crônica cerca de 12% são acometimentos em mulheres e 9% em homens. O manejo desses pacientes é bem desafiador para Médicos e Fisioterapeutas, pois envolve questões emocionais, muitas vezes interesse em afastamento para o tratamento.

doenças como ansiedade e depressão podem dificultar o manejo e a evolução das situações que levam à cervicalgia crônica. Portanto o auxílio de um psicologo durante o tratamento pode ser fazer de grande valia.

Segundo estudos, o uso de terapia medicamentosa como anti-inflamatórios não hormonais e relaxantes musculares não foram efetivos, sendo os analgésicos mais eficazes.

Tratamento com Acumputura

O uso de acupuntura tem se mostrado efetivo em situações de cervicalgia crônica. Um estudo randomizado demonstra que em 1 ano (redução de 36% em relação ao controle – p< 0,02) e 3 anos (redução de 33% em relação ao controle – p< 0,04) de seguimento há diferença significativa nos pacientes tratados com acupuntura.

Tratamento com Fisioterapia

Fisioterapia, mobilização, analgesia com ultrassom, TENS (transcutaneous electrical nervo stimulation – estimulação elétrica do nervo por meio da pele), corrente interferencial, massagens e manipulação têm evidência muito fraca de melhora. Principalmente considerando 10 sessões.

Atividade Física

Aparentemente, atividade física continuada produz elevação do limiar de dor, tendo um efeito benéfico para pacientes que conseguem manter um programa regular de exercícios físicos. O Pilates na cervicalgia pode ser uma dessas técnicas, aliando exercícios de fortalecimento de membros superiores, elevadores e depressores de escapulas, Exercícios corrigindo a excursão da escapular (sick), Fortalecimento de flexores, extensores, rotadores também se mostraram eficazes.

Terapias Associadas

A abordagem multimodal, em que são associados analgesia, psicoterapia, fisioterapia com massagens e exercícios orientados, parece oferecer resultados duradouros em pacientes com cervicalgia crônica.

Lembre-se é importante uma avaliação criteriosa, identificar o tipo de cervicalgia para traçar os melhores exercícios, tratamento adequado, sempre aliando as técnicas.

Pilates na cervicalgia

O pilates na cervicalgia pode ser muito importante pela gama de exercícios que podemos oferecer não só no fortalecimento, mas também na flexibilidade e alongamento cervicais e demais acometimentos na região. O uso das molas pode favorecer gradualmente ao paciente um nível de esforço adequado e gradual em relação aos pesos livres.

A leitura desse artigo não isenta o paciente de procurar atendimento Fisioterapêutico e ou Médico.

Referências

Teixeira, J.M., Barros Filho, T., Lin, T.Y., Hamani, C., Teixeira, W.G.J. Cervicalgias. Rev. Med. (São Paulo), 80(ed. esp. pt.2):307- 16, 2001.

Trinh KV, Graham N, Gross AR, Goldsmith CH, Wang E, Cameron ID, et al. Acupunture for neck disorders. Cochrane Database Syst Rev 2006.

Côté P, Cassidy JD, Carroll LJ, Kristman V. The annual incidence and course of neck pain in the general population: a population-based cohort study. Pain. 2004;112(3):267-73.

Wagner HL, Bareiro AOG, Stein AT, Castro Filho ED, Pereira CF, Ribeiro R. Cervicalgia: Tratamento na Atenção Primária à Saúde. Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, 2009.

Artigo escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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